HistóriaOs primeiros habitantes da região foram indígenas Payayas. Um deles, um velho cacique chamado Jacó, era o mais influente, tendo por companheira uma sábia mulher chamada Bina. Essa memória é narrada por vários moradores. [7]Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, estas minas foram descobertas por Roberto Dias) foi a origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contingentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de
1652, quando a mineração já ocupava 700 bateias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos. Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea. Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de
1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Sahy (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim), aldeia indígena fundada por padres franciscanos em
1697. A instalação deu-se em 2 de junho de
1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei do Brasil, Vasco Fernandes César de Meneses. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de
1724, da Missão do Sahy para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em
1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória. Várias pessoas de outros lugares do Brasil, inclusive estrangeiros, migraram para a região do município ao saberem da exploração de minérios. [6]A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de
1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de
1727 e outra em Minas do Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3. 841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza. A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 15 de março de
1837, pela Lei Provincial n. 49, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas. A partir de
1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, por causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 28 de julho de
1880, pela Lei Provincial 2. 049, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina (mais tarde, apenas Jacobina). Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de
1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima. O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em
1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92. Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de
1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência. Formação administrativaO distrito de Jacobina foi criado em
1720 e o Município a 24 de junho de
1722. A criação da freguesia somente se verificou em
1752. A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial n. º 2. 049, de 28 de julho de
1880, com o título de "Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina". O Município é composto de 4 (quatro) distritos e 22 (vinte e dois) povoados:Distritos: Caatinga do Moura, Itaitu, Itapeipu, Novo Paraíso, Lages do Batata, Cachoeira Grande e Junco. Povoados: Barro Branco, Baixa do Poço, Barrocão de Cima, Cafelândia, Canavieira de Fora, Genipapo de Cafelândia, Genipapo de Olhos D´Água dos Góis, Guariba, Itapicuru, Malhadinha, Palmeirinha, Pé de Serra, Pedra Branca, Piancó, Pontilhão, Velame e Várzea da Lage, Coxo de Fora, Coxo de Dentro, Pau Ferro, Pontilhão, Curralinho, Pingadeira;Emanciparam-se de Jacobina: Serrolândia (1962), Várzea Nova (1985), Capim Grosso (1985) e Ourolândia (1989). GeografiaO município localiza-se na zona fisiográfica do Noroeste Baiano, no Território de Identidade do Piemonte da Chapada Diamantina e está entre serras e desfiladeiros. O território está incluído no Polígono das secas. [8] Tida como a capital da Chapada Norte, [9] Jacobina está localizada nas Coordenadas geográficas 11° 10’ de latitude Sul e 40° 30’ de longitude Oeste. [10] Seu bioma é a Caatinga. Limita-se ao norte com Mirangaba, Saúde e Caém; ao sul, com Várzea Nova e Miguel Calmon; ao leste, com Serrolândia, Quixabeira e Capim Grosso; ao oeste, com Ourolândia.