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Jesuítas bandeirantes e morte de Francisco de Aguiar Coutinho
23 de junho de 2017, sexta-feira
  
   
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Embora Misael Pena tenha escrito que Francisco de Aguiar Coutinho se retirara da capitania “sem deixar nenhuma outra notícia a seu respeito”, (22) sabe-se hoje que a seis de março de 1627 já estava morto, pois nessa data foi nomeado Manuel d’Escovar Cabral para governar a donataria. (23)Em meio às atribulações trazidas ao Brasil pela presença dos holandeses em seu território, continuava presente no espírito de governantes e governados a preocupação das minas. No Espírito Santo, os jesuítas, que a princípio só tinham olhos e atenções para os índios e sua conversão, passaram a se interessar também – como toda a gente – pelas esmeraldas. Até mesmo um alvará, acompanhado de quatro mil cruzados, conseguiram os inacianos da Coroa. (24)A expedição que organizaram, dirigida pelo padre Inácio de Siqueira, esteve no sertão entre 1636 e 1641. (25) Penetrou até o atual Estado de Minas Gerais e regressou sem ter alcançado seu objetivo – a Serra das Esmeraldas – “que, na verdade, não se descobriu nunca, porque, de fato, como tal, não existia, e era uma transposição telúrica da Lagoa Dourada amazônica, aliás fecunda como acicate permanente de entradas e bandeiras”. (26)Os padres da Companhia voltariam novamente a perlustrar as terras das esmeraldas, em 1646. Acompanhavam-nos agora Domingos e Antônio de Azeredo, (27) filhos de Marcos de Azeredo. Como a anterior, a nova expedição não logrou resultados, atribuindo-se o malogro às desavenças entre os dois irmãos sertanistas e Antônio do Couto e Almeida, então capitão-mor do Espírito Santo. (28) NOTAS(22) - História, 64. (23) - Diz a provisão de Diogo de Oliveira: “havendo respeito a estarem vagos os Cargos de Capitão-mor, Ouvidor, e Provedor da Fazenda da Capitania do Espirito Santo deste Estado por fallecimento do Donatario della, e pelas duvidas, que a Camara da Villa de Nossa Senhora da Victoria da mesma Capitania moveu a Francisco Garcia dos Santos sobre o provimento, que trouxe da pessoa, que sucedeu na dita doação hei por bem de prover ao dito Manoel d’Escovar Cabral dos ditos cargos de Capitão-mor, Ouvidor, e Provedor da Fazenda da dita Capitania do Espirito Santo para os servir misticamente” (DH, XV, 118-9). (24) - FREIRE, Capitania, 54. Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008Autor: José Teixeira de OliveiraCompilação: Walter Aguiar Filho,

DATA:23/06/2017 fontes


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