IV – Costa Barros, Botafogo, Drumond e Mariz:Catarina de Mariz Barros (citada no Cap. III. 2) mãe do Capitão José Barreto de Faria, era fi lha de Francisco da Costa Barros ede Isabel de Mariz; Francisco da Costa Barros foi proprietário doofício de escrivão da Fazenda Real, provedor interino e procurador da Câmara do Rio de Janeiro e foi ouvidor no ano de
1636, erafi lho de Baltasar da Costa, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, Juizordinário da Câmara do Rio de Janeiro, e proprietário do cargo deescrivão da Procuradoria da Fazenda58 e de Andreza de Sousa, aqual foi fi lha do Capitão João de Sousa Pereira Botafogo, fi dalgonatural da cidade de Elvas, em Portugal, chegou ao Rio quandoa cidade velha estava principiada e havia guerra contra o gentioTamoyo, homem destemido foi feito capitão de uma das canoasde guerra e enviado para combater os franceses que trafi cavampau-brasil, em Cabo Frio, onde pelejou com bravura e venceu-oscapturando Tucen Grugel cabo da armada, valoroso francês quefoi levado ao Rio de Janeiro e foi o tronco dos Amaraes Gurgeisdaquela cidade, 59 por esse feito recebeu uma sesmaria na enseada de Francisco Velho, o que imortalizou o seu nome na famosa“Praia de Botafogo”; passou à Capitania de São Vicente, ondeno ano de
1595 foi nomeado capitão-mor governador e faleceuno ano de
1605. 60 Botafogo casou-se com Maria da Luz EscórcioDrumond, fi lha de Manuel da Luz Escórcio Drumond, natural daIlha da Madeira e que foi Capitão da Fortaleza (presídio) de Santos na Capitania de São Vicente e de Bárbara Rodrigues. 58 SIQUEIRA, Maria Isabel et al. A Colônia em Perspectiva. Paco editorial,
2018. 59 PAES LEME, Pedro Taques de Almeida. Nobiliarchia Paulistana. Revista Trimensaldo Instituto Historico e Geographico e Etnographico do Brasil, Rio de Janeiro, TomoXXXIV, Parte Primeira, pp 21-22, 1 trimestre de
1871. 60 FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Os Capitães-móres vicentinos. Revista doArquivo Municipal, São Paulo, Ano VI, Volume LXIV, p. 49, março de
1940.
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