cidade:João Lacerda assassina o Dr. Braguinha na rua que hoje leva o nome da vítima

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João Lacerda assassina o Dr. Braguinha na rua que hoje leva o nome da vítima
Sexta-feira, 29 de Setembro de 1911
Última atualização: 16/11/2020 06:18:48

Joaquim Marques Ferreira Braga, o Dr. Braguinha, nasceu dia 23 de novembro de 1872, num sábado. Filho do Dr. Antonio José Ferreira Braga e de Da. Maria Marquez da Cruz Braga.Seu pai, Antônio José Ferreira Braga, fluminense, havia chegado em Sorocaba um ano antes, com 26 anos de idade, para advogar e redigir o Ipanema.



Dr. Braguinha (1911)
Acervo/Fonte: Jornal O Malho
Joaquim Marques Ferreira Braga

Braguinha cursou as primeiras letras em Sorocaba e, em 1892, então com 20 anos de idade, formou-se em direito em São Paulo.Em 1895, Braguinha tinha 23 anos, quando os irmãos João e Vicente de Oliveira Lacerda assinam com a Câmara Municipal um contrato para fornecer iluminação pública e que levaria João Lacerda a assassina-lo em 1911.No dia 18 de agosto desse ano, o jornal "A Pacotilha", do Maranhão, publicou que a sede do Jornal A Voz do Povo havia sido atacada por ter exposto uma bandeira iluminada em sua fachada como um manifesto a liberdade do Dr. Braguinha.Os principais autores do crime seriam o suplente do delegado de polícia Antonio Antunes de Souza Ribeiro, Antonio da Silva Oliveira, Joaquim Pires, João Padilha de Camargo, Adolpho Exel e João Bazilio de Oliveira.Segundo o jornal "Santos Comercial", dia 21, 3 dias depois, o Dr. Braguinha estava em São Paulo.Em 16 de julho do ano seguinte, João de Oliveira Lacerda retornou da Inglaterra, após comprar maquinários na cidade de Manchester.Braguinha retornou a Sorocaba em 1898, já com grande prática advocatícia e fama de bom orador. Ele estava com 26 anos de idade. Neste ano a Câmara teve de ajudar os irmãos Lacerda à terminar as obras, pois prazo para o término da obras havia vencido.Em dezembro o Jornal 15 de Novembro questiona “o que tem feito” os Lacerda e o andamento das obras. E em julho do ano seguinte a Câmara deu um prazo irrevogável de mais um mês para que a iluminação da cidade fosse instalada.Um mês depois, após mais um atraso, a Câmara concedeu mais 3 meses de prazo aos Lacerda. E a inauguração da da iluminação da cidade foi remarcada para janeiro de 1900.Passados 8 meses, em maio de 1900, as obras ainda não haviam sido terminadas e as críticas aos irmãos Lacerda aumentam e no dia 27 de julho, Braguinha, como advogado da Câmara Municipal, consegue, não só, romper contrato com irmãos Lacerda, mas também a liquidação dos obras deixadas por eles.O tempo passou. Em 29 de outubro 1903, Braguinha, era um dos integrantes da Comissão responsável pela realização de uma exposição municipal dos produtos que deveriam ser enviados SP e depois S. Louis, que se reuniu no Gabinete de Leitura. Ele tinha apenas 31 anos de idade.5 anos após o rompimento do contrato comos irmãos Lacerda, em 1905, Bernardo Lichtenfels continua as obras. Em 1907, Francisco Loureira, uma das figuras mais proeminentes da política sorocabana rompe com seu partido político, levando consigo o Dr. Braguinha e Antonio de Oliveira.Seu pai, Antônio José Ferreira Braga faleceu em São Paulo, anos 68 anos de idade, no Hospital do Isolamento, onde fôra tratar de um netinho, atacado de varíola. Foi numa terça-feira, dia 18 de agosto de 1908 e Braguinha tinha 36 anos de idade.3 anos depois, em 20 de junho de 1910 ocorreu a “Chacina Sangrenta”. Uma passeata hermista, que teve início na antiga Rua do Beco, atual Rua Monsenhor João Soares e quando passava em frente a antiga sede do Clube de Atiradores e do Jornal Cruzeiro do Sul, tiros foram disparados fazendo três vítimas: os operários: Lino Gonçalves, Gastão de Camargo e Belmiro de Oliveira.Braguinha, então com 38 anos, liderava a passeada em favor do político Antônio de Oliveira. Os manifestantes haviam acabado de passar em frente ao sobrado em que funcionava o jornal Cruzeiro do Sul e também o Clube de Tiro.Apesar da veemência da denúncia do promotor José Olimpio Dias, o futuro prefeito Doutor Luiz Pereira de Campos Vergueiro e os demais denunciados, inclusive o diretor e redatores do jornal, sequer chegaram a ser pronunciados. O advogado que os defendia era Julio Prestes, futuro presidente do Brasil.Nos arquivos de um jornal do Rio de Janeiro, encontra-se a foto de Joaquim Floriano, conhecido como "Barriga de Sebo" teria participado da "Sangrenta Chacina" em Sorocaba. O ocorrido teve repercussão nacional.Na foto o "temido" bandido está descalço e completamente bêbado, se gabando do "ocorrido". O jornal da época diz que ele era um excelente atirador "pelas costas". Essa é a única menção que se faz à ele em toda a Internet. Sua origem ou paradeiro são "desconhecidos". Ferreira Braga, que liderava a passeata, teve a aba do chapéu varada por uma bala.Em 1911 o Jornal Cruzeiro do Sul afirmava que Braguinha havia alterado o contrato para prejudicar os irmãos Lacerdaf e no dia 29 de setembro de 1911, João Lacerda assassinou o Dr. Braguinha na rua que hoje leva o nome da vítima. Baraguinha tinha apenas 39 anos de idade.No ano seguinte João Lacerda foi condenado á 28 anos de prisão. Um amigo de Aluísio de Almeida, subindo pela porta, lançou um olhar para o prêso da direita, o infeliz João de Lacerda, que lhe disse: "Nunca me viu?".Porém, o assassino de Braguinha, libertado da prisão 1931, quando Braguinha deveria estar vivo com 59 anos de idade.

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Compilado por Adriano Cesar Koboyama
Colaboradores:
Luiz Augusto Scarpa, Amora G. Mendes e Matheus Carmine