cidade:Prefeito David Alves Athaide foi assassinado por “apagar velas”

www.brasilbook.com.br


  Biografias  

  Cidades  

  História  

  Imagens  

  Temas  



" \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\stats\materias\67.txt
Prefeito David Alves Athaide foi assassinado por “apagar velas”
Sábado, 28 de Janeiro de 1933
Última atualização: 14/11/2020 03:25:38

A praça central da cidade reuniu 5.000 mil pessoas que protestavam contra decisão do prefeito de apagar a iluminação da praça após um horário determinado por por ele. Essa era uma da várias medidas que ele havia tomado com o intuito de economizar.

Os manifestantes carregavam velas para iluminar, simbolicamente, a praça. Foi então que o prefeito David Alves Athaíde começou a apagar as velas com "tapas". Ele recebeu dois tiros, um na mão esquerda e outro nas costas, falecendo no dia seguinte na Santa Casa.

Algumas moças, na janela do Gabinete, teriam visto quem atirou no prefeito, “mas nunca se falaram em nomes”. Ele foi encaminhado para a Santa Casa, porém faleceu no final do mesmo dia.

A maneira como o Cruzeiro do Sul, em sua edição no 30 de janeiro de 1933, noticiou o atentado, em manchete de primeira página dá dicas sobre as motivações por trás do assassinato. A nota sobre a ocorrência, intitulada "Alvejado por populares na praça central da cidade, o prefeito municipal está em estado grave na Santa Casa", começa assim:

"A Praça João Pessoa foi, ontem a noite, teatro de graves acontecimentos que têm sua explicação na animosidade crescente entre o nosso povo e o atual prefeito engenheiro dr. David Alves de Athayde, que é pessoa ESTRANHA ao nosso meio. Essa animosidade corporificou-se ainda mais depois que o prefeito suprimiu a iluminação extraordinária da praça da catedral, sem que explicasse à população os intentos que o animavam ao deixar ás escuras aquele logradouro publico. E mais que se agravou o dissidio ao impedir a prefeitura que se efetuasse, no dia 25, no coreto da praça, um concerto musical comemorativo da fundação de S.Paulo."

Estranho, né? Outros pesquisadores acreditam que o verdadeiro motivo fica evidente quando analisamos a sequência de fatos que antecederam o assassinato:

Fato 3: Dia 26, o chefe da Casa Civil do prefeito recebe um telegrama, assinado pelos “estudantes” sorocabanos, protestando contra a decisão.

Dois dias depois ele seria assassinado., ao apagar a tapa as velas acesas durante a manifestação pública, que reuniu cerca de cinco mil pessoas na praça segundo jornais da época,

Todas essas coincidências não são estranhas? Uma lei que acaba com mordomias no dia 24, um pedido dos “estudantes” no dia 25, um protesto dos mesmos estudantes, ante o interventor federal de São Paulo, no dia 26, e a morte do prefeito no dia 30. Fica a impressão de que tudo foi planejado. Eis aí uma faceta da História de Sorocaba que vale a pena ser investigada. (VIEIRA, Cruzeiro do Sul, 13 abr. 1986)

Texto e pesquisa: Amora G

https://www.facebook. com/sorocaba24hrs/ posts/556008301831587

Temas relacionados
Prefeitos de Sorocaba
Assassinatos “sorocabanos”
Galerias de imagens
Prefeitos de Sorocaba
94 imagens
Praça Fernando Prestes
187 imagens

BRASILBOOK - http://www.brasilbook.com.br
Agradecemos as duvidas, criticas e sugestoes
Compilado por Adriano Cesar Koboyama
Colaboradores:
Luiz Augusto Scarpa, Amora G. Mendes e Matheus Carmine