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Organizando a História

Séculos



José Carlos Vilardaga
*São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)
2010, sexta-feira ver ano



 Mencionados (155)

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MENCOIONADOS
1º registro
19 de outubro de 1526, terça-feira
O Navegador espanhol Sebastião Caboto chegou à ilha de Patos
Sebastião Caboto batizou-a de Ilha de Santa Catarina. Há uma polêmica em torno da motivação desse nome. De acordo com uns, o nome homenageia a santa, enquanto para outros, faz referência a sua esposa Catarina Medrano.
2º registro
3 de dezembro de 1530, quarta-feira
A esquadrilha portuguesa de Martim Afonso de Sousa partiu de Lisboa
3º registro
março de 1536
Fundação de Buenos Aires*
4º registro
1541, quarta-feira
Diante da viabilização da povoação, proporcionada por uma ampla baía fluvial, pelos arredores cultiváveis e por uma abundante população indígena, Domingos de Irala, em 1541, transformou o forte em “cabildo e ayuntamiento con cinco regidores”
5º registro
1550, domingo
Casamento de Afonso Sardinha, "o Velho", e Maria Gonçalves (filha do Mestre Bartholomeu Gonçalves e Antônia Rodrigues, “a índia”)
Sardinha era, ao que tudo indica, tanoeiro de origem. Não se sabe quando poderia ter chegado ao Brasil, nem mesmo se aqui havia nascido, mas casou-se em Santos em 1550, com Maria Gonçalves, filha de Domingos Gonçalves.
6º registro
1552, terça-feira
Irala teria chegado no salto do Avanhandava às margens do rio Anhembi
Assim, a coincidência entre as ações de Irala, de um lado - que teria chegado, em 1552, no salto do Avanhandava às margens do rio Anhembi (Tietê) para combater os grupos tupis alertando ao rei da necessidade de consolidar as conquistas do Guairá para barrar um possível avanço português.
7º registro
26 de março de 1553, quinta-feira
Chegada a Kariesseba
De qualquer forma, no trajeto, deveriam pesar, sobretudo, as ameaças indígenas.Somente com certa conivência ou anuência dos grupos indígenas, este percurso poderia ser utilizado com o mínimo de regularidade. As redes de alianças feitas com os índios nos primeiros tempos, tanto do lado tupi-português quanto do hispano-guarani, devem ter garantido certa paz, preservando a segurança dos viajantes. O espaço entre o Paraguai e a capitania vicentina era, de fato, mais um território indígena que coloni (...)
8º registro
20 de julho de 1553, segunda-feira
Carta escrita por João de Salazar ao Conselho das Índias
Por fim, cita o caso de um português que matara alguém em São Vicente e fugiu a pé para o Peru, onde recolheu certa quantidade de prata antes de voltar a Portugal. Essas notícias davam a certeza a Valdés de que era temerário que a capitania ficasse sob a jurisdição de um homem só, como o donatário Pero Lopes de Souza. Ela deveria, isto sim, por sua importância e riqueza, pertencer ao rei, que poderia “recompensar aquello en outra cosa antes que nada desto se entenda
9º registro
1554, sexta-feira
O processo de conquista empreendido pelos castelhanos no Guairá se iniciou com Garcia de Vergara, que fundou, com 60 espanhóis advindos de Assunção, o povoado de Ontiveros, nas margens do rio Paraná
10º registro
1556, domingo
Fundação de Ciudad Real or "El Guairá"
Dois anos depois, em 1556, o novo governador da Província do Rio da Prata e Paraguai, Gonzalo de Mendoza, enviou Ruy Díaz de Melgarejo para fundar Ciudad Real del Guairá, na foz do rio Piquiri, também às margens do rio Paraná. A vila, situada a dez quilômetros de Ontiveros, foi povoada em 1557, com 100 colonos que acompanharam Melgarejo e pela população de Ontiveros, transferida para Ciudad Real. [Página 207]
11º registro
1560, sexta-feira
Fundação de São Miguel Paulista/SP
12º registro
1560, sexta-feira
A igreja foi originalmente erguida como uma capela, de estrutura de pau-a-pique e folhagens. Foi a primeira construção religiosa da cidade e foi dedicada a Santo Antônio
13º registro
5 de abr. de 1560, terça-feira
A vila de São Paulo ficou completamente fundada e reconhecida, data da respectiva provisão
Pretendemos, aqui, tão somente apresentar uma espécie de “radiografia” de São Paulo entre 1560 e 1580. Resultado tardio do colégio jesuítico erguido em 1554, esta vila nasceu formalmente no ano de 1560, depois que o governador-geral Mem de Sá ordenou o esvaziamento no núcleo inicial de Santo André da Borda do Campo e a transferência dos moradores para junto do colégio, no alto da colina situada entre o Tamanduateí e o Anhangabaú.

Pelo que se depreende das crônicas de época, morar em S (...)
14º registro
11 de novembro de 1560, sexta-feira
Padre José de Anchieta ergueu a Capela de Nossa Senhora da Escada em Barueri
Tanto que ele mesmo criou o aldeamento de Barueri, para onde reduziu indígenas direcionados aos trabalhos em Vuturuna (Parnaíba), nomeando pessoalmente os capitães para administrála.
15º registro
20 de maio de 1561, sábado
Carta à rainha D. Catarina, regente de Portugal durante a menoridade de D. Sebastião, assinada por Jorge Moreira e Joanes Annes
16º registro
1561, sexta-feira
Carta feita pelos oficiais da Câmara de São Paulo à rainha D. Catarina
Também significativa foi a carta feita pelos oficiais da Câmara de São Paulo à rainha D. Catarina em 1561, na qual se alertava que portugueses haviam sido mortos por índios no caminho do Paraguai. ("SP na órbita do Império dos Felipes" José Carlos Vilardaga. Página 224]
17º registro
25 de abr. de 1562, quarta-feira
Carta de Brás Cubas (1507-1592) ao rei de Portugal, Dom Sebastião (1554-1578)
Esta entrada, do prático em mineração Martins, teria percorrido as redondezas de São Paulo, recolhendo algum ouro e pedras verdes, de pouca monta e interesse, na região de Jaraguá e Caatiba.
18º registro
1562, domingo
Reunião
19º registro
10 de jul. de 1562, terça-feira
Cerco de Piratininga ou A Guerra de Piratininga
Em julho de 1562, uma reunião de índios que resistiam à presença portuguesa no planalto, somada a grupos já supostamente catequizados, e bastante insatisfeitos, promoveu violento ataque à vila, colocando, pela primeira vez, em xeque a rede de alianças costuradas pelos colonos com as lideranças indígenas locais.

Do lado dos padres e colonos, o cacique Tibiriçá, aliado de primeira hora, lideraria o exército defensor. Mas, ao final, ele mesmo seria abatido pelo inimigo que não poupou vít (...)
20º registro
5 de novembro de 1562, segunda-feira
Os oficiais deram um ultimato para que os moradores terminassem os muros da vila
Nas Atas dos anos de 1562 e 1563, encontramos a aflição dos oficiais que pediam, com recorrente urgência, para se “acabar os muros e baluartes”, “fechar as portas com cadeados” e “construir guarita”. Em 5 de novembro de 1562, os oficiais deram um ultimato para que os moradores terminassem os muros da vila.

(...) Em 5 de novembro de 1562, os oficiais deram um ultimato para que os moradores terminassem os muros da vila. Ainda em dezembro do mesmo ano, Salvador Pires, procurador e povoad (...)
21º registro
8 de dezembro de 1562, sábado
Em pousadas do vereador Jorge Moreira, estando presentes o juiz ordinário Antônio de Mariz e treze pessoas da governança, assinaram “auto de ajuntamento” em que foi nomeado Salvador Pires procurador dos moradores
22º registro
26 de junho de 1563, quarta-feira
Salvador Pires recomendou que nenhum índio fosse levado para fora da vila e que se recolhessem os que estivessem espalhados pelas “taperas”, porque as notícias de uma guerra eminente aumentavam a dependência dos colonos em relação aos gentios aliados para sustentar a defesa de São Paulo
Retomemos o ano de 1563, mais especificamente junho, quando Pires recomendou que nenhum índio fosse levado para fora da vila e que se recolhessem os que estivessem espalhados pelas “taperas”, porque as notícias de uma guerra eminente aumentavam a dependência dos colonos em relação aos gentios aliados para sustentar a defesa de São Paulo. Assim, reforçava-se a proibição de que índios fossem mandados ao sertão e ao “quãopo” (campo).
23º registro
1566, sábado
Jorge Moreira é dono de terras num lugar chamado Urrutantan (Butantã)
Jorge Moreira, este último um dos maiores potentados da vila nestes tempos. Segundo Leme, Moreira nasceu em Rio Tinto, Porto, e foi dono de datas de terras num lugar chamado Urrutantan (Butantã) e 1566 (...)
24º registro
1568, segunda-feira
Andres de Montalvo aproveitando uma trégua entre os índios, finalmente solicitou uma licença “por ser castelhano” para passar pelo caminho então proibido
Andres de Montalvo 1568, aproveitando uma trégua entre os índios, finalmente solicitou uma licença “por ser castelhano” para passar pelo caminho então proibido. [Página 224]
25º registro
20 de março de 1569, quinta-feira
Nascimento de Clemente Alvares em São Paulo, filho de Álvaro Rodrigues e de Catarina Gonçalves; foi batizado pelo Padre Anchieta
Sabe-se que, natural de São Paulo, Clemente Alvares era homem empenhado e dedicado aos metais. Parceiro de Afonso Sardinha, o moço, durante suas empreitadas de pesquisa de minas, casou-se com a filha do castelhano Martim Rodrigues Tenório, um dos envolvidos no erguimento do engenho de ferro em Santo Amaro.
26º registro
1570, quinta-feira
O mesmo Melgarejo funda Villa Rica del Espiritu Santo, distante 60 léguas de Ciudad Real. Levava com ele mais cavalos que homens: 40 vecinos e 53 cavalos
O mesmo Melgarejo fundaria, em 1570, Villa Rica del Espiritu Santo, distante 60 léguas de Ciudad Real. Levava com ele mais cavalos que homens: 40 vecinos e 53 cavalos. [Página 207]
27º registro
1570, quinta-feira
carvoeiro
Apesar de desempenhar funções no concelho desde os anos 1570, em 1584 houve uma tentativa de impedir que Domingos Luis assumisse cargos na república, por “não haver entrado até agora em oficio”. Naquele momento, seu passado de oficial mecânico deve ter pesado contra ele. [p.84]
28º registro
1570, quinta-feira
“um deles nobre e conhecido por Domingos Luís Grou, ambos casados e ambos com família tendo cometido um assassinato fugiram com os seus para o sertão, metendo-se de companhia com os bárbaros (carijós), que estavam com os nossos em guerra, estimulando-os a que acometessem e pondo em assombro e medo toda a capitania”
29º registro
22 de junho de 1572, quinta-feira
“todo o povo da vila” recomendava que ninguém ajuntasse índios para serem levados ao Rio de Janeiro
Nesta década de 1570, a ameaça mais imediata de ataques de índios inimigos parecia estar afastada, mas a preservação dos gentios aliados e de serviço na vila ainda era uma preocupação. Em junho de 1572, num auto de ajuntamento, “todo o povo da vila” recomendava que ninguém ajuntasse índios para serem levados ao Rio de Janeiro sob pretexto de irem à guerra ou prestar socorro, uma vez que nenhum pedido oficial deste tipo chegara a São Paulo. Dentre os que deveriam ser notificados estava Domingos d (...)
30º registro
1575, quarta-feira
Afonso Sardinha aparece em Livros de Atas e de Registro da Câmara de São Paulo
Afonso Sardinha aparece pela primeira vez em Livros de Atas e de Registro da Câmara de São Paulo, ao tomar posse como Almotacel. Na vila, foi almotacel, em 1575, vereador, em 1572, 1576 e 1582 e juiz ordinário, em 1587. Portanto, em 1592, quando foi nomeado capitão da gente de guerra da vila, já apresentava uma longa ficha de préstimos à governança local.
31º registro
1575, quarta-feira
Melgarejo já com os títulos de tenente-governador, capitão-geral e justiça maior de Ciudad Real e Villa Rica, tentou desenvolver a mineração de ferro e pareceu sonhar com algum ouro ou prata
Em 1575, já com os títulos de tenente-governador, capitão-geral e justiça maior de Ciudad Real e Villa Rica, tentou desenvolver a mineração de ferro e pareceusonhar com algum ouro ou prata, justificativas que utilizou, aliás, para a fundação do novo povoado. Agindo como típico conquistador, Melgarejo distribuiu solares, encomiendas e mandou erguer fortaleza. Fundou a vila entre as nascentes dos rios Piquiri e Ubay, no “camino sabido e andado por donde entro el dicho gobernador Cabeça de Vac (...)
32º registro
4 de fevereiro de 1575, terça-feira
Domingos Grou se dirigiu ao Rio de Janeiro
O caminho para o Rio de Janeiro era também constante, como mostram as idas não só de índios recolhidos à revelia, como de moradores, raras vezes informadas à Câmara, a exemplo de Domingos Luis que para lá se dirigiu em fevereiro de 1575
33º registro
24 de dez. de 1576, sexta-feira
“Há de se desconfiar quando ele alegava não comparecer a uma sessão da Câmara, como vereador que era, em pleno natal, pois não tinha botas”
34º registro
1578, domingo
Evidências de que Afonso Sardinha teria "descoberto" o “Araçoiaba”
Segundo Carvalho Franco, Salvador de Sá, o velho, possuía notícias e mercês de minas desde 1578, ostentando, inclusive, o título de superintendente.479 Segundo os relatos de Knivet, talvez um tanto fantasiosos, uma carga de nove toneladas de prata, que seria enviada ao reino pelo governador, teria ficado em Pernambuco aos cuidados de Salvador de Sá, ele próprio possuidor de uma caixa com ouro puro. O fato é que, enquanto D. Francisco investigava as minas da capitania de São Vicente, Salvador con (...)
35º registro
4 de agosto de 1578, sexta-feira
Batalha de Kasr-el-Kebir (Alcacer-Kibir)
36º registro
1580, terça-feira
Afonso Sardinha adquiriu uma grande fazenda
37º registro
1580, terça-feira
A descoberta de minas de ouro na Serra Negra contribuiu para o aumento da população (Paranaguá)
Sob esta perspectiva, o trabalho analisa o processo de incorporação e posse da Capitania de São Vicente na nova lógica monárquica implantada em Portugal a partir de 1580;
38º registro
15 de novembro de 1580, sábado
Expedição trata dos preparativos feitos na vila
Segundo Carvalho Franco, 1581 também foi o ano da primeira grande expedição dos colonos da capitania à região do Paranapanema, alcunhada pelos castelhanos assuncenhos de Guairá. O capitão Jerônimo Leitão teria subido o Tietê e feito uma grande arregimentação de índios tupiniquins e carijós.

A única referência na Câmara sobre esta presumível expedição trata dos preparativos feitos na vila em 15 de novembro de 1580, quando “estavam os mancebos para irem a guerra a Paraíba...”. De qualqu (...)
39º registro
9 de julho de 1581, quinta-feira
Mandato expedido por Francisco Duarte para que o capitão levasse albanires, ferreiros, carpinteiros e canteiros
A preparação da viagem incluía ainda o embarque de engenheiros para a planificação e construção dos fortes do Estreito. Na lista de nomes para engenheiros, estava o sobrinho de Juan Baptista Antonelli, Cristovão, que residia na Catalunha, o próprio Juan Baptista, um genro seu, Tiburcio Spanochi, e Phelipe Terao, que vivia em Lisboa. Mais tarde, documentos fazem referência a um irmão de Antonelli, que assinava somente Baptista Antonelli. Estes engenheiros e oficiais deveriam compor fundamentalmen (...)
40º registro
1583, sábado
Os primeiros caminhos em direção ao ouro saiam da Vila de Pirapitinga de São Paulo, sendo terrestres para Minas Gerais e Goiás e fluvial para Cuiabá
41º registro
15 de abril de 1583, sexta-feira
Armada de Valdez chega em São Vicente
Diante das dificuldades, Valdés diz que resolveu voltar a São Vicente, ondechegou em 15 de abril de 1583, ocasião em que encontrou Higino. Depois de valorizar aprópria decisão de ter mandado as três naus a São Vicente - que resultou na vitória sobreos ingleses –, o almirante fala sobre a construção do forte da Barra Grande, em SãoVicente, que, segundo ele, teria sido solicitado pelos moradores locais e pelo capitão Jerônimo Leitão. “Y asi el contador lo comenzo a fabricar conforme la tra (...)
42º registro
15 de junho de 1583, quarta-feira
Os camaristas se queixavam da “grande tormenta de fome” ocasionada pela remessa de gado para a armada de “sua Majestade”
Além do pitoresco caso criminal, outro fator de mobilização da vila em torno da armada foi desencadeado pela mais aguda solicitação de gado para o abastecimento das naus de Valdés. Em junho de 1583, os camaristas se queixavam da “grande tormenta de fome” ocasionada pela remessa de gado para a armada de “sua Majestade”. No dia 10 de agosto, registrava-se, nas atas, provisão do capitão-mor, Jerônimo Leitão, ordenando que os habitantes remetessem 200 reses para a armada, estacionada em Santos.
43º registro
1 de agosto de 1583, segunda-feira
Carta de Diogo Flores Valdez*
No quadro da viagem de Valdés, a capitania de São Vicente teve um papel bastante relevante. Segundo carta ao rei enviada em agosto de 1583, o almirante ressaltava a necessidade de que VM “no estime poco el Brasil”, pois apesar de pouco povoada, tratava-se de terra rica. A carta exaltava, recorrentemente, a importância de sua chegada num lugar que vivia sob clima de agitação e subversão, visto que a maioria das pessoas da terra era de gente vinda de Portugal e em quem não se podia confiar; (...)
44º registro
10 de agosto de 1583, quarta-feira
No dia 10 de agosto, registrava-se, nas atas, provisão do capitão-mor, Jerônimo Leitão, ordenando que os habitantes remetessem 200 reses para a armada, estacionada em Santos
Em sessão dos camaristas, com a presença dos homens bons da vila, nomeados na ocasião como povo, decidiu-se por negar o pedido, visto que já tinha sido entregue gado no ano anterior, em troca do qual não haviam recebido dinheiro, conforme prometido, mas vinho, vinagre e ferro, todos por alto preço. Sem contar que o pouco gado restante estava prenhe e magro. Apesar das queixas das autoridades e dos reforços na solicitação, o pedido não foi atendido e o gado do planalto foi preservado. O sujeito r (...)
45º registro
14 de set. de 1583, quarta-feira
“Manuel Fernandes, homem branco, antigo morador de São Paulo, estava no sertão com uma forja com os gentios, devendo ser castigado. Porém, a denúncia era infundada, porque o martelo e a bigorna estavam na casas dele e os foles estavam com seu cunhado, Gaspar Fernandes”
Um Gaspar Fernandes, acusado de traficar gentios do Paraguai para São Vicente na década de 1580, e um Manuel Fernandes, casado com uma integrante da família Adorno de São Vicente, que tinha um representante vivendo em Assunção e também frequentava o Guairá nesta década, mostram que mesmo uma incursão mais regular era possível nestes tempos.
46º registro
11 de fevereiro de 1584, sábado
Pedro Sarmiento de Gamboa funda a Ciudad Real de Felipe
47º registro
4 de agosto de 1584, sábado
Apesar de desempenhar funções no concelho desde os anos 1570, em 1584 houve uma tentativa de impedir que Domingos Luis assumisse cargos na república, por “não haver entrado até agora em oficio”. Naquele momento, seu passado de oficial mecânico deve ter pesado contra ele.
48º registro
1 de nov. de 1585, sexta-feira
Guerra de Jerônimo Leitão: expedição partiu de Santos para exterminar os Carijós
Segundo Miriam Ellys, a entrada de Jerônimo Leitão ao Paranaguá, em 1585, teria também trazido algum ouro de lavagem da região ao sul. Lembremos, inclusive, que Afonso Sardinha, pai, participara desta entrada. De qualquer maneira, as suspeitas sobre a existência de metais preciosos na Capitania obedeciam a algumas informações concretas e outras tantas marcadas por expectativas e desejos.

Sardinha já havia participado de uma incursão de Leitão aos Patos, em 1585, e liderado entrada (...)
49º registro
20 de setembro de 1587, domingo
Assinou, em sinal de cruz, pois era analfabeto, requerimento da Câmara sobre os índios tupiaes que procuravam a vila de livre e espontânea vontade
Em 1587 assinou, em sinal de cruz, pois era analfabeto, requerimento da Câmara sobre os índios tupiaes que procuravam a vila de livre e espontânea vontade. Assim, antes de casar-se ou de filiar-se a alguma das importantes famílias do planalto, Bueno já participava das decisões comunitárias. Possivelmente antes mesmo de possuir bens de raiz.
50º registro
1589, domingo
Villa Rica del Espírito Santo teve uma segunda fundação
Por outro lado, Villa Rica del Espírito Santo, que teve uma segunda fundação em 1589, mantendo-se até 1632, parece ter atingido uma maior prosperidade. Segundo estudos de Claudia Parellada, baseados nos vestígios arqueológicos em Nova Cantu, atual Paraná, a cidade teria uma área total de 300.000 metros quadrados e seria cercada por chácaras. De acordo com o modelo codificado urbano da lei de 1573, o povoado era “enxadrezado de ruas retilíneas”. Possuía um centro com uma praça e terrenos ao red (...)
51º registro
1589, domingo
Fundação da Usina de Ferro do Vale das Furnas
O filho Afonso Sardinha, o moço, era nascido em São Paulo, residia em Emboaçava, junto do rio Pinheiros, e minerava em Jaraguá. Descobriu minas de ferro em Araçoiaba em 1589, segundo Azevedo Marques, e com seu parceiro, Clemente Alvares, minas de ouro no Jaraguá, Vuturuna (Parnaíba) e Jaguamimbaba (nas proximidades da Serra da Mantiqueira)
52º registro
1 de abril de 1589, sábado
Armada partiu de Londres
Naquele momento, a importância do Brasil ainda guardava a velha razão estratégica. Desde o início do século XVII, os embaixadores da monarquia em França davam conta dos preparativos de D. Manuel, filho de D. António, Prior do Crato, para “ir ao Brasil”. Tanto que, em 1603, o governador Diogo Botelho enviou carta ao rei comunicando que havia mandado fortificar Olinda para se defender do provável ataque que seria empreendido pelo tal D. Manuel.

Biblioteca D´Ajuda. Códice: 51-V-48 – Li (...)
53º registro
1590, segunda-feira
Para Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958), seguindo Frei Vicente (1564-1639), Gabriel teria vindo ao Brasil em 1590, portanto antes de D. Francisco
É provável que tenha vindo ao Brasil em 1590 por mandato de D. Francisco de Souza, pois era mineiro de ouro, e seguido para São Paulo, juntamente com Manuel Juan, a fim de averiguar os indícios do minério na região.
54º registro
1 de dezembro de 1590, sábado
D. Francisco foi nomeado substituto de Giraldes, tornando-se o sétimo governador- geral do Brasil, o terceiro escolhido já no contexto da União das Coroas
substituto de Giraldes em 01/12/1590, tornando-se o sétimo governador- geral do Brasil, o terceiro escolhido já no contexto da União das Coroas. A escolha de Francisco de Souza como governador-geral do Brasil não foi fortuita nem acidental. Sua trajetória pessoal, de fato, o qualificava como um dos fidalgos “mais seletos e significativos” da corte portuguesa, ademais, sua experiência em armas também o tornava representativo de um perfil de fidalgos que assumiram postos no império português. (...)
56º registro
junho de 1592
Após o falecimento do sogro solicitou terras para os pequenos cunhados*
57º registro
3 de dezembro de 1593, sexta-feira
As primeiras notícias que temos sobre a região de Mogi pelas atas da câmara
Embora, no planalto, Sardinha tivesse organizado, nos meses de setembro e outubro de 1592, entradas punitivas e estabelecido um sistema de revezamento na vigilância do forte, exemplos de pedidos como os do castelhano João de Santa Anna, que solicitava à Câmara um “chão” no rocio da vila em 1592 por “ser muito necessário recolherem-se os moradores à vila e nela terem casas por respeito de estarmos em guerra”, 362 davam mostra de que a situação estava mesmo longe de apaziguar.

De fato, apes (...)
58º registro
5 de dezembro de 1593, domingo
Depoimento sobre o ataque a Antonio de Macedo e Domingos Luis Grou no rio Jaguari: Manoel Fernandes uma das vítimas
59º registro
1594, sábado
Fundação do convento do Carmo em terras doadas por Braz Cubas
60º registro
1595, domingo
Manuel Juan de Morales foi enviado pelo governador à Capitania de São Vicente onde, juntamente com outros dois mineiros (um deles alemão, Wilhelm Glymmer), diz ter descoberto a serra de “Sirasoyaba
61º registro
1595, domingo
D. Francisco de Souza atuou mandou que o capitão-mor, loco tenente de São Vicente, Jorge Correa, fosse à Bahia preso para averiguação de algumas denúncias que pairavam sobre ele
De fato,Francisco de Souza atuou, pela primeira vez, na instância dos ofícios da capitania de São Vicente ainda em 1595, quando mandou que o capitão-mor, loco tenente de São Vicente, Jorge Correa, fosse à Bahia preso para averiguação de algumas denúncias que pairavam sobre ele. Para seu lugar, o governador-geral nomeou João Pereira de Souza, um dos homens que, mais tarde, lideraria uma das entradas ao sertão a mando do governador. [Página 169]
62º registro
22 de maio de 1595, segunda-feira
Aguardando que o capitão-mór os viesse acompanhar na entrada contra os nativos do sertão do Mogí, ora a indagar se receberiam auxílio dos de Santos e de São Vicente ou de pediriam aos do Rio de Janeiro, reuniram-se mais uma vez a 22 de maio de 1595 aqueles angustiados moradores da vila de São Paulo de Piratininga
Iniciava, assim, sua viagem rumo à capitania de São Vicente. Como já dissemos, fora para lá formalmente atraído em função das notícias de descobertas de ouro e prata nas minas de Jaraguá, Viraçoiaba e Vuturuna, nas cercanias da vila de São Paulo, todas elas com participação ativa de Afonso Sardinha, pai, e Afonso Sardinha, o moço, por volta de 1595.A certeza da existência de metais preciosos no Brasil parecia tão grande que, ainda mesmo na Europa, o governador providenciara o provimento de o (...)
63º registro
1596, segunda-feira
O rio Sapucaí foi descoberto pelo sertanista João Pereira Botafogo entres os municípios de Paraguaçu e Carmo do Rio Claro
A informação corrente entre os historiadores é que o governador Francisco de Souza fora, efetivamente, atraído a São Paulo em função de certas notícias do ouro descoberto pelos Sardinha. Entretanto, Carvalho Franco sugere que o verdadeiro imã teria surgido de algumas amostras levadas por um mameluco que, desdobrado de uma entrada liderada pelo capitão-mor João Pereira Botafogo, chegara até a Bahia. Versão também difundida por Piso e Marcgrave, quando divulgaram os relatos de Willem Von Glimmer, (...)
64º registro
1 de fevereiro de 1597, sábado
Era lida, na Câmara da vila de São Paulo, uma carta dogovernador comunicando a chegada de Diogo Gonçalves Laço, nomeado capitão-mor, “ao efeito do ouro”*
Em fevereiro de 1597, era lida, na Câmara da vila de São Paulo, uma carta do governador comunicando a chegada de Diogo Gonçalves Laço, nomeado capitão-mor, “ao efeito do ouro”. 476 Na verdade, como afirma Frei Vicente:

Muitos anos havia que voava a fama de haver minas de ouro, e de outros metais na terra da capitania de São Vicente (...) e já por algumas partes voava com asas douradas, e havia mostras de ouro; o governador se partiu para baixo no mês de outubro de 1598, levando consig (...)
65º registro
maio de 1597
Dom Francisco envia nova carta, cujo conteúdo não foi revelado*
Dom Francisco já tinha enviado um representante para São Paulo com correspondência sua. Em maio, chegava nova carta, cujo conteúdo não foi revelado.
66º registro
julho de 1597
Retorno*
A informação corrente entre os historiadores é que o governador Francisco de Souza fora, efetivamente, atraído a São Paulo em função de certas notícias do ouro descoberto pelos Sardinha. Entretanto, Carvalho Franco sugere que o verdadeiro imã teria surgido de algumas amostras levadas por um mameluco que, desdobrado de uma entrada liderada pelo capitão-mor João Pereira Botafogo, chegara até a Bahia. Versão também difundida por Piso e Marcgrave, quando divulgaram os relatos de Willem Von Glimmer, (...)
67º registro
maio de 1598
Chegada do governador e de sua comitiva mobilizou as autoridades locais / A igreja matriz, iniciada em 1588, ficara parada durante anos, e a vinda do governador se tornou um pretexto*
A chegada do governador e de sua comitiva mobilizou as autoridades locais, que tiveram de garantir refeição, abrigo e serviços aos novos personagens. Os oficiais da Câmara se preocuparam em regular os ofícios mecânicos, em especial, controlar o ofício de barbeiro.

Em maio de 1598, os oficiais exigiam que não se levasse mais gado para Santos até a vinda do governador, pois poderia criar problemas de abastecimento. Além disso, cada um dos moradores deveria limpar e carpir seu chão de (...)
68º registro
1 de outubro de 1598, quinta-feira
D. Francisco partiu para o Sul
Foi ainda sob o cumprimento dessa missão, já depois dos insucessos de Gabriel Soares no sertão do rio São Francisco, que o governador descambou para a parte sul da colônia, em outubro de 1598, deixando em seu lugar, na Bahia de Todos os Santos, o capitão Álvaro de Carvalho. Iniciava, assim, sua viagem rumo à capitania de São Vicente. Como já dissemos, fora para lá formalmente atraído em função das notícias de descobertas de ouro e prata nas minas de Jaraguá, Viraçoiaba e Vuturuna, nas cercanias (...)
69º registro
29 de outubro de 1598, quinta-feira
“é possível identificar um grande processo distributivo de datas, tratado em sessões da Câmara realizadas em pequenos intervalos, podemos nos perguntar se o assunto tinha ou não relação com as notícias de que o governador se dirigia a São Paulo (...), 27 datas foram distribuídas num pequeno intervalo de três meses”
No final de outubro de 1598, é possível identificar um grande processo distributivo de datas. Tratado em sessões da Câmara realizadas em pequenos intervalos, podemos nos perguntar se o assunto tinha ou não relação com as notícias de que o governador se dirigia a São Paulo. Nesse sentido - e isso nos parece bastante provável -, resta-nos saber se esta distribuição responderia a uma necessidade de regularizar e oficializar a situação de ocupação das terras; o que poderia servir tanto para agradar (...)
70º registro
14 de nov. de 1598, sábado
Afonso Sardinha, o moço, encontrava-se em pleno sertão acompanhado de “alguns mancebos e mais de cem índios cristãos” em demanda de ouro e outros metais / Metalúrgicos se estabeleceram na região / Carijós fogem para Paranapanema
Mas, independente das duas visões, o que podemos aferir sobre a existência efetiva de ouro em São Paulo? Como já dito, as notícias que atraíram o governador davam conta de certo ouro encontrado pelos Sardinha (o velho e o moço), nas cercanias de São Paulo. Em novembro de 1598, na iminência da chegada de Souza, Afonso Sardinha, o moço, encontrava-se em pleno sertão acompanhado de “alguns mancebos e mais de cem índios cristãos” em demanda de ouro e outros metais.
71º registro
26 de janeiro de 1599, terça-feira
Oficiais alegaram (a d. Francisco) que “parecia bem não ter juiz dos índios” e que o “uso e costume” da terra era que os índios estivessem sob controle do juiz ordinário, ou seja, sob controle dos oficiais da Câmara
Entretanto, os mesmos oficiais alegaram que “parecia bem não ter juiz dos índios” e que o “uso e costume” da terra era que os índios estivessem sob controle do juiz ordinário, ou seja, sob controle dos oficiais da Câmara.
72º registro
março de 1599
D. Francisco chegou à vila de São Vicente*
A informação corrente entre os historiadores é que o governador Francisco de Souza fora, efetivamente, atraído a São Paulo em função de certas notícias do ouro descoberto pelos Sardinha. Entretanto, Carvalho Franco sugere que o verdadeiro imã teria surgido de algumas amostras levadas por um mameluco que, desdobrado de uma entrada liderada pelo capitão-mor João Pereira Botafogo, chegara até a Bahia. Versão também difundida por Piso e Marcgrave, quando divulgaram os relatos de Willem Von Glimmer, (...)
73º registro
27 de maio de 1599, quinta-feira
D. Francisco por uma provisão autorizava a todos a ir tirar ouro
Uma das primeiras medidas de Francisco, ainda em 1599, foi autorizar que todos pudessem tirar ouro, na tentativa de aumentar e estimular os moradores envolvidos nas investigações e descobertas das minas.
74º registro
15 de outubro de 1599, sexta-feira
D. Francisco nomeia Antonio de Proença capitão da gente a cavalo na vila e nas entrada ao sertão
As nomeações de Francisco, sem dúvida, participaram da estruturação de um aparato jurídico e administrativo para as minas - e também militar -, mas serviram, sobretudo, para a consolidação de uma elite local sobre a qual o governador se assentou.

A militarização da vila foi marcante a partir da chegada de D. Francisco que, conforme já assinalado, implantou o Regimento dos Capitães-mores de D. Sebastião e organizou as bandeiras, sob formato militar. Aos Proença, aliados de primeira hor (...)
75º registro
1 de novembro de 1599, segunda-feira
A expedição de Salvador, Martim de Sá e o pirata Anthony Knivet, enviada por D. Francisco de Souza*
Em novembro, o mineiro Gaspar Gomes Moalho requeria terras no caminho de Pinheiros e Piratininga, defronte às de Domingos Dias, este também soldado de D. Francisco de Souza.
76º registro
1600, sábado
Falecimento de Gaspar Fernandes em sua fazenda de Emboaçava
O caso de Manoel Pinheiro Zurara, rapidamente esboçado no capítuloprecedente, merece um pouco mais de atenção aqui. Trata-se, sem sombra de dúvida, do mesmo que aparece na data de chão dada ao vigário João Pimentel, em São Paulo, no ano de 1607. Sabemos que, apesar de ter sido identificado como Miguel Pinheiro Azurara e castelhano por alguns autores, era, de fato, português e seu primeiro nome Manoel. Conforme seu depoimento dado em Assunção, era “avencidado” há mais de trinta anos no reino de (...)
77º registro
15 de abril de 1600, sábado
Os oficiais da Câmara ratificaram, o que já havia sido feito por seus colegas, a Frei Mauro Teixeira
D. Francisco também foi o grande incentivador do estabelecimento e consolidação dos beneditinos em 1600, que,juntamente com os carmelitas recém-instalados (1594), ajudaram a quebrar o até então monopólio religioso dos jesuítas na vila. Em suma, a presença do governador foi marcante para o desenvolvimento da polis paulista, ordenando espaços, regulando avida cotidiana e organizando famílias e futuros clãs.
78º registro
19 de novembro de 1600, domingo
Dentre as demandas de Diogo de Quadros em Valladolid, o exemplo de uma autorização requerida para que os moradores da capitania de São Vicente “pudessem ir livremente com as suas mercadorias ao rio da Prata e que não pagassem direitos das mercadorias da terra que tirassem desta capitania de São Vicente ou do rio da Prata para fora do Reino...”
Vale a pena lembrarmos, aqui, da constatação de Canabrava quanto ao crescente afluxo comercial entre o Brasil e o mundo platino durante o governo de Souza; de sua demasiada – e “desinteressada” - simpatia pelo contador de Buenos Aires, e de seu procurador vendendo escravos negros em Tucumã. Parecem, portanto, evidentes o entusiasmo e o interesse do governador em relação a esse trânsito comercial entre a América portuguesa e castelhana. Com sua mudança para São Paulo, estes vínculos tiveram de se (...)
79º registro
fevereiro de 1601
Francisco da Gama foi nomeado procurador dos índios forros / Antonio Camacho recebeu o direito de advogar na vila*
Francisco da Gama foi nomeado procurador dos índios forro / Antonio Camacho recebeu o direito de advogar na vila (02/1601) [p.166]
80º registro
11 de fevereiro de 1601, domingo
D. Francisco autorizava a tirar ouro em Monserrate, registrando o interessado cada semana o ouro tirado, pagando os quintos
Mas, em 1601, dois anos depois, apesar de reforçar a autorização, o governador exigia o pagamento do quinto e proibia a circulação de ouro em pó, que deveria agora ser fundido; o que pode também denotar a retirada e a circulação de certa quantidade deste tipo de ouro que escapava aos canais de fisco e regulação
81º registro
7 de abril de 1601, sábado
Preço da carne
De fato, parece que o trato com o gado, atividade que tanto inspirou os primeiros colonos, não agradava muito a Camargo. No dia 07/04/1601, em sessão que contou com os “homens do governo”, votou-se pela elevação do preço da carne, visto a “criação ser pouca e o milho valer muito...”. Seus companheiros de viagem, Bartolomeu Bueno e Francisco Martins votaram pelo sim, salvaguardando seus interesses como criadores, já Camargo votou pelo não, na verdade, um dos poucos. O que nos leva a pensar que C (...)
82º registro
julho de 1601
D. Francisco partiu de São Paulo, com destino incerto*
A capacidade de D. Francisco de “cariciar” os cidadãos, como dizia Frei Vicente do Salvador (1564-1639), nos parece evidente. Quando partiu de São Paulo, com destino incerto, em julho de 1601, Souza deixou expressa a vontade - transcrita no Registro Geral – de que a então vila: Com o divino favor há de ser cidade antes de muito tempo e (seus moradores) hão de ter grandes privilégios e mercês que lhe eu hei de procurar com sua majestade porque foi a primeira e principal parte donde mediante o f (...)
83º registro
19 de julho de 1601, quinta-feira
Dom Francisco proibiu quem quer que fosse, exceto os Sardinha, de bulir nas minas, enquanto os mineiros que haviam sido solicitados não chegassem para avaliar as descobertas
Foi justamente na experiência mineral desta família que D. Francisco se apoiou, reconhecendo, inclusive, sua precedência nas pesquisas minerais. Em 19 de julho de 1601, o governador proibiu quem quer que fosse, exceto os Sardinha, de bulir nas minas, enquanto os mineiros que haviam sido solicitados não chegassem para avaliar as descobertas.

As reservas efetivamente exploradas foram de ouro – principalmente de faiscagem - e ferro. A prata, tão sonhada e sondada, aparentemente não foi (...)
84º registro
14 de agosto de 1601, terça-feira
Martim de Sá partiu para Portugal com nove barris de prata que D. Francisco de Sousa lhe confiou, trazidos do Alto Peru
Encontramos um exemplo dela em um documento da Biblioteca D´Ajuda, cujo título é “Relações das capitanias do Brasil”. Na parte sobre a capitania de São Vicente lê-se que:

Nos limites desta capitania pela terra adentro obra de quarenta léguas estão as minas de ouro e prata que Dom Francisco de Sousa diz ter descobertas, as quais muitos anos antes se tinha notícia e por boa razão de philosophia esta região do Brasil deve ter mais e melhores minas que as do Peru por ficar mais oriental que e (...)
85º registro
17 de outubro de 1602, quinta-feira
Cédula real
A primeira cédula que tenta impedir o trânsito terrestre entre a América espanhola e o Brasil é de 26 de junho de 1595, na esteira das incursões feitas a partir de Santa Cruz de la Sierra rumo ao Brasil. Somente em 1602, no reboque da autorização temporária do comércio de Buenos Aires, é que se tenta proibir o trânsito pelo Guairá.

Contudo, estes pareciam ter mais a ver com a tal preservação dos monopólios comerciais, do que propriamente com um olhar atento às afinidades (...)
86º registro
fevereiro de 1602
Memorial sobre os feitos do capitão Diogo de Quadros, Manuel Pinheiro de Azurara, Martim Roiz de Godoi -mineiro da prata-, Manuel João -mineiro de ferro-, enviado pelo governador do Brasil*
As reservas efetivamente exploradas foram de ouro – principalmente de faiscagem - e ferro. A prata, tão sonhada e sondada, aparentemente não foi descoberta em grandes quantidades, apesar de algumas notícias e certa boataria em contrário. A expedição de André Leão, que possuía a declarada missão de buscar prata, parece ter apresentado, nesse quesito, resultados infrutíferos.

Já o ferro de Biraçoiaba e o ouro de Jaraguá, Caativa, Vuturuna e Nossa Senhora de Monserrate eram de quantidade de (...)
87º registro
26 de março de 1602, terça-feira
Memorial sobre os feitos do capitão Diogo de Quadros, Manuel Pinheiro de Azurara, Martim Roiz de Godoi -mineiro da prata-, Manuel João -mineiro de ferro-, enviado pelo governador do Brasil
88º registro
11 de maio de 1602, sábado
Martim entregou as peças para Damião, antes de partir, em bandeira, para o sertão
As reservas efetivamente exploradas foram de ouro – principalmente de faiscagem - e ferro. A prata, tão sonhada e sondada, aparentemente não foi descoberta em grandes quantidades, apesar de algumas notícias e certa boataria em contrário. A expedição de André Leão, que possuía a declarada missão de buscar prata, parece ter apresentado, nesse quesito, resultados infrutíferos. Já o ferro de Biraçoiaba e o ouro de Jaraguá, Caativa, Vuturuna e Nossa Senhora de Monserrate eram de quantidade de duvidos (...)
89º registro
19 de julho de 1603, sábado
Os oficiais da Câmara de São Paulo escreveram uma carta ao governador-geral reclamando de várias coisas, dentre elas a tentativa de Diogo Botelho de cobrar o terço dos índios descidos do sertão
Interessante notar que, ainda em julho de 1603, portanto antes da abertura oficial do caminho, os oficiais da Câmara de São Paulo escreveram uma carta ao governador-geral reclamando de várias coisas, dentre elas a tentativa de Diogo Botelho de cobrar o terço dos índios descidos do sertão.

E comunicavam que, se os moradores que estavam no sertão soubessem disso, se meteriam “no caminho do piquiri que he província do rio da prata”, o que reforça a hipótese de que o caminho foi trilha (...)
90º registro
15 de agosto de 1603, sexta-feira
Após a descoberta do ouro em terras brasileiras, Portugal instituiu várias medidas de caráter fiscalizador com o chamado “Primeiro regimento das terras minerais”
Estes regimentos só reforçam as expectativas e os investimentos feitos em torno das supostas minas. Segundo nos diz Taunay, baseado numa consulta de Salvador Correia de Sá e Benevides realizada pelo Conselho Ultramarino em 1677, o regimento de 1603 teria surgido em função das várias dúvidas existentes em relação às minas, em especial, depois das notícias da morte do tal mineiro alemão que andava com Francisco de Souza e dos boatos de que se fundia ouro do tamanho da “cabeça de um cavalo”.
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91º registro
15 de setembro de 1603, segunda-feira
Hernando Arias promoveu o primeiro grande ímpeto repressor, reembarcando 28 portugueses clandestinos residentes em Buenos Aires
Mas foi no início do século XVII que o uso do caminho reapareceu explicitamente na documentação, tanto castelhana quanto paulista. Foi mais precisamente em 1603 que irrompeu o tema do “caminho de São Paulo”, o que parece ter derivado da política imperial castelhana em relação à presença de portugueses semlicença nos espaços coloniais do império. Foi na sequência da cédula real de 1602, que solicitava aos governadores a expulsão dos portugueses sem licença, que as medidas punitivas e investigat (...)
92º registro
9 de outubro de 1603, quinta-feira
Con que ordem trajo el dho. negro y su persona por caminos cerrados y contra los bandos de su magestade (ANA-SH v. 36 n. 17 – 9 out 1603). Sobre Pedro de Acosta, que veio com um negro escravo de angola.
No sentido São Paulo-Paraguai, temos o caso de Pedro de Acosta, de 1603, preso por passar escondido “en estas balsas de la yerva (que) es delito atroz” e com “negros de Angola”. Acosta, entretanto, foi libertado e tornou-se potentado local em Maracayú, onde controlava balsas e administrava índios encomendados de outros moradores no transporte da erva. Acabou morto, em 1625, pelos indios payaguás em pleno rio Paraguai. [p. 214]
93º registro
22 de novembro de 1603, sábado
Hernando Arias estimula a ida de soldados de Villa Rica pelo mesmo caminho de São Paulo para estabelecer contatos
Da disputa territorial, predominante no século XVI, passava-se a um processo que predispunha a cooperação entre as partes. Em novembro de 1603, com a presença, naquela altura, do ex-governador, chegaram à vila de São Paulo, e se apresentaram na Câmara, quatro “soldados” de Vila Rica del Espiritu Sancto, com ordens de Antonio de Añasco, lugar-tenente e cunhado do governador do Rio da Prata (o criollo Hernando Arias de Saavedra), para estabelecer e regularizar o caminho que ligava o mundo vicentin (...)
94º registro
23 de novembro de 1603, domingo
Pero Vaz de Barros, de São Paulo, acertou com o então ex-governador geral do Brasil, D. Francisco de Souza, a decisão de enviar de 12 a 15 homens pelo caminho
Decisão da Câmara, com a presença de Souza, foi pela abertura do caminho e envio de gente com os castelhanos para ver a viabilidade dele. Entretanto, ressaltava que “tudo se desse conta ao senhor governador geral para ele avisar a sua majestade...”.

No dia seguinte, o capitão Pero Vaz de Barros, de São Paulo, acertou com o então ex-governador geral do Brasil, D. Francisco de Souza, a decisão de enviar de 12 a 15 homens pelo caminho:

Para verem a disposição da gente e os sítios e (...)
95º registro
1604, quinta-feira
Os portugueses que acompanharam Benitez em 1604 o encontraram numa aldeia de índios cerca de sete ou oito léguas da vila de São Paulo, enquanto praticavam uma entrada, ou maloca, e, segundo Pero Barbosa, “hallo alli comodidad para pasar a ella
Os portugueses que acompanharam Benitez em 1604 o encontraram numa aldeia de índios cerca de sete ou oito léguas da vila de São Paulo, enquanto praticavam uma entrada, ou maloca, e, segundo Pero Barbosa, “hallo alli comodidad para pasar a ella.”

Ressalte-se que, em 1605, ou seja apenas um ano e meio depois dos “primeiros”contatos, o bispo do Paraguai, Reginaldo de Lizarraga, falava em “doceintas léguas por terra poblada y no mal camiño”.

Portanto, num pr (...)
96º registro
1 de julho de 1604, quinta-feira
Certidão apresentada em autodefesa pelo mineiro-mor Manoel Pinheiro Azurara. num processo criminal movido contra ele em Assunção, os camaristas de São Paulo comunicavam que Azurara tentara alocar gentios paras as minas*
Ao que tudo indica, alguma mão de obra negra foi efetivamente utilizada notrabalho de beneficiamento das minas de ouro. Segundo certidão apresentada emautodefesa pelo mineiro-mor Manoel Pinheiro Azurara, de julho de 1604, num processocriminal movido contra ele em Assunção, os camaristas de São Paulo comunicavam queAzurara tentara alocar gentios paras as minas, mas “a pouquidade dos mesmos gentios eoutros inconvenientes que não foram seu particular” o impediram. Mesmo assim, asminas d (...)
97º registro
1 de agosto de 1604, domingo
Manoel Pinheiro Azurara acompanhado de padres da Companhia de Jesus e do escrivão e tabelião público Belchior da Costa foi às minas de Monteserrate e São Francisco, e lá fez a repartição das minas entre alguns moradores, e “senalou” as de Dom Francisco, naquele momento um morador “comum” da vila de São Paulo*
Parece-nos mesmo indubitável que uma quantidade de ouro razoável foi retirada das minas de São Paulo. Mais do que faiscagem, pois incluía minas, e menos do que os boatos alardeiam, parafraseando Benevides. Efetivamente, as minas serviram para alimentar e justificar mercês – a maior parte delas concedida - de diversas autoridades, a começar pelo nosso governador, que talvez tenha percebido o potencial de cobiça que as minas despertavam na Corte para a concessão de privilégios. No mínimo aprendera (...)
98º registro
10 de janeiro de 1605, segunda-feira
Diogo Quadros reclama pelos peritos em mineração / voltou a São Paulo, depois de sua missão em Castela, como provedor das minas e com a licença de construir dois engenhos
Diogo Quadros reclamava pelos peritos em mineração ainda em 1605 e, depois de vários entreveros em São Paulo,acabou findando seus dias na Índia. [Página 182]

Em 1605, Diogo de Quadros voltou a São Paulo, depois de sua missão emCastela, como provedor das minas e com a licença de construir dois engenhos para“fabricar todo o ferro necessário para este estado”. Quadros fez um levantamento do que havia de aproveitável nos almoxarifados do Rio de Janeiro e São Vicente, encontran (...)
99º registro
1606, domingo
D. Francisco voltou a Portugal, e, depois, a Valladolid, para onde havia se transferido a corte de Felipe III
Para tanto, algum tempo após o fim de seu mandato, em 1606, voltou a Portugal, e, depois, aValladolid, para onde havia se transferido a corte de Felipe III, aproximando-se ali doDuque de Lerma, o todo poderoso valido do novo rei. Foi neste contexto que conseguiua divisão da colônia, o consequente novo ofício de governador da Repartição Sul e ogoverno e administração das minas, com amplas mercês, nos mesmos moldes dasobtidas por Gabriel Soares de Souza décadas antes.Nos preparativos para o que se (...)
100º registro
20 de agosto de 1606, domingo
Provisão
Em relação às minas existentes, além da mina do Jaraguá, de Afonso Sardinha, e que, segundo Taunay, enriquecera também Braz Esteves Leme, e Vuturuna, próxima a Santana de Parnaíba, existiam as chamadas “minas do Geraldo”, no caminho para o morro do Jaraguá.

Estas minas são comprovadas numa carta apócrifa, e sem data, inserida na publicação do Livro Segundo do Governo do Brasil. Provavelmente direcionada a Francisco de Souza, o sujeito relatava, nesta carta, que, depois de quase ter (...)
101º registro
16 de setembro de 1606, sábado
Minas
Em relação às minas existentes, além da mina do Jaraguá, de Afonso Sardinha, e que, segundo Taunay, enriquecera também Braz Esteves Leme, e Vuturuna, próxima a Santana de Parnaíba, existiam as chamadas “minas do Geraldo”, no caminho para o morro do Jaraguá.

Estas minas são comprovadas numa carta apócrifa, e sem data, inserida na publicação do Livro Segundo do Governo do Brasil. Provavelmente direcionada a Francisco de Souza, o sujeito relatava, nesta carta, que, depois de quase ter (...)
102º registro
27 de novembro de 1606, segunda-feira
Provisão de Diogo Botelho ordena que Quadros não abandonasse mais os engenhos de ferro para ir ao sertão
Provisão de Diogo Botelho chegou a ordenar que Quadros não abandonasse mais os engenhos de ferro para ir ao sertão. RGCSP, 27/11/1606. O mesmo Botelho, em carta ao rei, comunicava que Quadros era suspeito de “aplicar os quintos para si”. Códice 51-V-48, f.32. [Página 184]
103º registro
16 de dezembro de 1606, sábado
Novo Regimento das Minas de São Paulo após o testemunho ocular de Clemente Alvares
Este regimento, supostamente inspirado em D. Francisco, de que fala Clemente, já causou certa dúvida na historiografia quanto à sua efetiva aplicação em São Paulo. Eschwege dizia que ele ficara perdido na Espanha por 50 anos, sendo de fato registrado em São Paulo e Rio de Janeiro apenas em 1652. Varnhagen, por outro lado, afirmava que ele havia sido registrado em Iguape já em 1605.

Em 1606 – estimada data da carta apócrifa - Clemente compareceu à Câmara de São Paulo para registrar algumas (...)
104º registro
1607, segunda-feira
O ferro era extraído das chamadas minas de Tambó, perto da mesma Vila Rica
Para reforçar a importância do metal no contexto regional, vale lembrar que a moeda de ampla circulação no mundo paraguaio, em especial no Guairá - também usada para resgate com os mesmos carijós -, era a chamada cuña, pequena peça de ferro fundida.

A cuña supria a carência de moeda na região e, apesar de sua larga utilização no século XVI, foi pouco a pouco abandonada em troca dos frutos da terra. Em 1607, foi difícil encontrar alguém em Vila Rica que soubesse precisarquantos reale (...)
105º registro
18 de fevereiro de 1607, domingo
Diversos homens poderosos, cujos nomes por essa razão não são talvez mencionados, revéis e desobedientes aos mandos das justiças, se aprontavam para ir aos carijós
106º registro
5 de maio de 1607, sábado
Carta de Hernando Arias ao rei, sugeriu que pelo menos seis padres da Companhia de Jesus partissem de São Paulo, pela via proibida, para atuar no Guairá
Portanto, num primeiro momento, entre os anos de 1603 e 1607, o caminho esteve bastante frequentado e facilitado, como atesta inclusive a quantidade de clérigos que o utilizaram tanto para se ordenar em Assunção quanto para assumir os vicariatos de Ciudad Real e Villa Rica, que contavam, ambos, com religiosos de São Paulo. O próprio Hernando Arias sugeriu que pelo menos seis padres da Companhia de Jesus partissem de São Paulo, pela via proibida, para atuar no Guairá. [página 234]

Pode (...)
107º registro
1 de dezembro de 1607, sábado
Os oficiais da Câmara Municipal da vila de São Paulo dizem ter recebido a notícia de que "Belchior Rodrigues, de Birapoeira, com forja de ferreiro, queria ir para "Piassava das Conoas", onde desembacarvam carijós e que era um prejuízo para esta vila"
108º registro
1608, terça-feira
João de Santa Ana? dois desaparecidos
Além destes, outros nomes podem ter vindo na armada de Valdés, como João de Sant´Anna, castelhano morto em bandeira de 1608, cujo testamento revela um homem cheio de dívidas; o galego Jorge de Barros Fajardo, parceiro de Camargo em negócios e vereança; o albañil Marcos Lopez, natural de Malága e provável dono da primeira loja de comes e bebes criada para receber a comitiva do governador Francisco de Souza nos anos 1590; o piloto da Nau Saint Nicholas e natural de Triana, Gonçalo Conqueiro, homôn (...)
109º registro
5 de outubro de 1608, domingo
Nas Atas da Câmara de São Paulo, o procurador denunciava que índios que se encontravam ao longo “deste rio Anhembi”, que “vinham em paz se meter conosco”, terminavam sendo aprisionados pelos moradores
Em rivalidades com os moradores do Guairá em torno dos carijós também começou cedo. Em 1608, já se protestava na Câmara que “algumas pessoas que vinham a essa vila se apoderavam de indios que pelo caminho achavam aposentados como seja ao longo deste rio Anhembi”, o que era prejudicial para as boas relações com eles, que vinham em paz “se meter conosco mais razão era ajudá-los a vir que não fugeá-los nem agravá-los...” [05/10/1608].
110º registro
1609, quinta-feira
Governador Jerônimo Almeida propõe mudar a busca do ouro para Angola
Efetivamente, Felipe II transferiu quase todo o aparato administrativo das sonhadas minas africanas para o Brasil, embora as demandas pelas minas do Monomotapa tivessem continuado ainda no reinado de Felipe III, inclusive pelos caminhos angolanos, como propuseram o governador João Rodrigues Coutinho,entre 1601 e 1606, e Jerônimo de Almeida, em 1609.
111º registro
1609, quinta-feira
A divisão do Brasil se efetivaria
A suposta riqueza da capitania de São Vicente e suas conexões com o mundo castelhano do interior do Paraguai desdobrar-se-iam em políticas e ingerências diretas e indiretas por parte de Madri. A administração civil e eclesiástica na Bahia, como vimos, foi uma das influências mais visíveis da presença castelhana no período, e a luta contra os inimigos da coroa, nesse contexto, resultaria na maciça fortificação das costas brasileiras. Por fim, a divisão do Brasil se efetivaria em 1609.
112º registro
1609, quinta-feira
Mineiro Manoel Azurara apareceu em processos judiciais em torno da erva mate em Maracayu, onde estabeleceu negócios
Entre 1609 e 1612, apareceu em processos judiciais em torno da erva mate emMaracayu, onde estabeleceu negócios. Do ouro ao mate, Pinheiro parecia ter umabússola apontada para os bons negócios. Não podemos assegurar se ele realmente usou algum ouro de São Paulo como capital inicial, apenas deduzir, visto que, em seu processo, reclamou, diante das desconfianças gerais, que o ouro de São Paulo não era beneficiado como se deveria e que ele mesmo tinha seus salários atrasados. [Página 181]
113º registro
1609, quinta-feira
A presença desta ordem no Guairá se deu entre 1609 e 1610, quando os padres José Cataldino e Simon Maceta organizaram a primeira redução de Nossa Senhora de Loreto
A presença desta ordem no Guairá se deu entre 1609 e 1610, quando os padres José Cataldino e Simon Maceta organizaram a primeira redução de Nossa Senhora de Loreto. Contudo, o ápice ocorreu entre 1622 e 1628, já sob a direção do Padre Antonio Ruiz de Montoya, quando onze reduções foram então organizadas. A década de 1620 foi marcada por uma forte expansão das reduções jesuíticas, o que significou a incorporação de grande população guarani. Este processo atingiu em cheio as vilas guairenhas, cada (...)
114º registro
3 de abril de 1609, sexta-feira
“muita gente que se vinha para cá, por outro caminho (...) paragem chamada Atuahy (Itú), perto de Piassaba, e perto donde vivia Baltezar”: O relato de André da Aldeia do Forte
As próprias Atas da Câmara falam da reunião de parentes e de índios que buscavam voluntariamente abrigo na vila, fosse porque fugiam de algo, fosse porque lhes haviam prometido algo. ACVSP de 03/04/1609, por exemplo, fala de carijós que, no caminho rumo a São Paulo, encontraram muitos outros que também iam para a vila, e que, ademais, estavam famintos e doentes. O depoimento de um dos índios ainda menciona como os espanhóis haviam tentado impedi- los e como portugueses tentaram escravizá- los pe (...)
115º registro
22 de abril de 1609, quarta-feira
Seja como for, o postulante embarcou assim mesmo, já que o governador Diogo de Meneses comunicava, em carta ao rei, que remetia a Lisboa, preso, o tal Vandale, conforme sugeria provisão de VM
Na segunda ida de D. Francisco ao Brasil, um tal Manuel Vandale, flamengo, que também se dizia morador da Bahia de muitos anos, pediu em Madri para ir com o governador como “morador y poblador de las minas del Brasil y lengua de los mineros estrangeros”. Identificado como cunhado de um mercador rico da Bahia, o tal Manuel foi acusado, num papel anônimo endereçado ao Conselho, desses que “são providenciais e enviados por Deus”, de que suas intenções eram ruins. As acusações davam conta de que ele (...)
116º registro
1610, sexta-feira
“semear muito trigo”, pois a compra do vinho de fora causava prejuízo à vila; “muito bom trigo quase sem nenhuma indústria” e sentia a falta de moinhos
Em 1610, os oficiais conclamavam os homens bons de vila a deliberarem sobre a hipótese de se obrigar os moradores a plantar bacelos e “semear muito trigo”, pois a compra do vinho de fora causava prejuízo à vila. Neste mesmo ano, o padre Jacome Monteiro,visitando São Paulo, afirmava que havia “muito bom trigo quase sem nenhuma indústria” e sentia a falta de moinhos, “que já se vão levando”, ou seja, assistia in loco a instauração das moendas em São Paulo. [p.155]
117º registro
8 de janeiro de 1610, sexta-feira
Traslado feito em Santos do pedido de Martim Rodrigues e Clemente Álvares, seu genro, feito em 5/2/1609, por 2 léguas da barra do Yatuahi até a barra do dito ribeiro
As Atas da Câmara denunciam sua presença no sertão, com sua tenda de ferreiro, resgatando com os índios em pelo menos duas ocasiões.
118º registro
8 de março de 1610, segunda-feira
Sugestão do vice-rei do Peru, Marques de Montes Claros, ao rei
E comunicavam que, se os moradores que estavam no sertão soubessem disso, se meteriam “no caminho do piquiri que he província do rio da prata”, o que reforça a hipótese de que o caminho foi trilhado continuamente desde a segunda metade do século XVI [19/07/1603].

De fato, a contiguidade entre os territórios era evidente. Diego Flores sugeriu que o rei tomasse a posse da capitania de São Vicente, vislumbrando as relações que área tinha com o interior paraguaio. Em 1610, o Marques de Mo (...)
119º registro
5 de abril de 1610, segunda-feira
Degredo de João Rodrigues de Almeida
O degredo comutado foi o de João Roiz de Almeida. ACVSP, 05/04/1610 - Cf carta do rei ao governador Gaspar de Souza, Além disso, vinha com o direito de comutar degredo, o que parece ter usado largamente, pois, apesar de as Atas conterem apenas um caso, uma carta do rei ao governador Gaspar de Souza, em 1613, refere certo uso generalizado da comutação por Francisco e seu filho Luis no Rio de Janeiro. [p. 166]
120º registro
30 de outubro de 1610, sábado
O ferro era de fundamental importância na vila, pois tanto os objetos como as ferramentas feitos deste metal eram amplamente utilizados para o pagamento dos serviços praticados por índios
De todo modo, eles teriam repassado o engenho ao próprio governador. O ferro era de fundamental importância na vila, pois tanto os objetos como as ferramentas feitos deste metal eram amplamente utilizados para o pagamento dos serviços praticados por índios; além disso, era usado para resgate com os próprios índios, em especial os carijós, conforme depreendemos das Atas da Câmara de 1607 e 1610, nas quais se tentam tolher os avanços dos ferreiros com suas tendas para o sertão a resgatar com os ín (...)
121º registro
31 de outubro de 1610, domingo
Clemente Alvares está no sertão com sua tenda de ferreiro
Três anos depois, Clemente Alvares montou sua tenda de ferreiro em Pirapitingui, no salto do Tietê, provável lugar do “piassava”. [31/10/1610] Neste mesmo ano, Diogo de Quadros, o provedor das minas, organizou uma entrada para o sertão, gerando protestos da Câmara que pedia que ninguém o acompanhasse. De todo modo, os carijós eram já abundantes em 1615, tanto que, no retorno de uma bandeira do próprio Quadros, eles foram matriculados e partilhados entre 78 moradores.
122º registro
1611, sábado
Pedido de Sesmaria
123º registro
12 de maio de 1611, quinta-feira
Epidemia que atingia a vila de São Paulo / D. Francisco está no Sertão
As Atas se calam. Por elas sequer sabemos quando exatamente ele morreu. E não sabemos, ainda hoje, onde foi enterrado. Por aproximação, estima-se que tenha morrido entre 10 e 11 de junho de 1611, em meio a uma epidemia que atingia a vila.
124º registro
10 de junho de 1611, sexta-feira
O triste destino de D. Francisco de Souza, fundador do Itavuvu e 7° Governador-Geral do Brasil
As Atas se calam. Por elas sequer sabemos quando exatamente ele morreu. E não sabemos, ainda hoje, onde foi enterrado. Por aproximação, estima-se que tenha morrido entre 10 e 11 de junho de 1611, em meio a uma epidemia que atingia a vila. Ou seja, não sabemos bem quando, nem onde e muito menos de quê morrera o governador.

As versões dão conta mais das ansiedades de cada um do que de uma informação legítima. Até mesmo nas versões de sua morte o governador foi apresentado de diversas ma (...)
125º registro
11 de setembro de 1611, domingo
Baltazar Gonçalves avisa que vai ao sertão, às minas de Caativa, com “o alemão mineiro”
Por outro lado, nas Atas de 11/09/1611, Baltazar Gonçalves avisa que vai ao sertão, às minas de Caativa, com “o alemão mineiro”, por ordem de Diogo de Quadros. A despeito da proibição dos moradores irem ao sertão, os oficiais dizem que “em matéria de minas não se metiam por não ser de sua jurisdição”, o que reforça a ideia da jurisdição paralela. De qualquer modo, o misterioso mineiro alemão parece ainda estar vivo depois da morte de Francisco de Souza, que ocorrera em junho daquele ano. [“Sã (...)
126º registro
1612, domingo
Manoel João Branco é um exemplo bastante claro: mineiro de ferro, em pouco tempo passou a ter navios armados para Angola, moinhos de trigo, e uma rede comercial que chegava até a Bahia
127º registro
1 de agosto de 1612, quarta-feira
Bartolomeu de Torales escreve ao Governador Diogo Marin Negron que Sebastian Preto, português de S. Paulo levou cinco caciques com muitos índios para a dita vila de S. Paulo*
O guairenho Bartolomeu de Torales havia seguido, pelos sertões, o morador deSão Paulo Sebastião Preto, em 1612.874 Segundo seus próprios relatos, alguns índiosrebelados fugiam para São Paulo e outros se metiam pelas matas e montes.

Na demanda atrás desses índios, ele teria encontrado índios que seguiam o tal Preto e conseguiu trazer alguns deles de volta, para serem reduzidos à aldeia de Piquiri, distante oito léguas (38,6 km) de Ciudad Real.

A questão interessante (...)
128º registro
19 de dezembro de 1612, quarta-feira
Carta de Bartolomeu de Torales a Diego Marin Negron
De fato, não era só com o uso da violência que os índios, em especial os carijós, foram descidos e levados a São Paulo. Os métodos persuasórios eram amplamente utilizados: faziam-se promessas de variados tipos, promovia-se a reunião de parentes e formavam-se redes de alianças. Sobre estes métodos, ver: MONTEIRO, John. “Os Guarani e a História do Brasil Meridional” In: CUNHA, M. História dos índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1982. p.475-498.

Neste sentido, é famosa a ca (...)
129º registro
20 de dezembro de 1612, quinta-feira
“desde 1611 os portugueses de São Paulo entravam “de roldon” sacando e levando os índios. Dizia que, com isso, já tinham ido embora mais de três mil índios, e que, não fossem as ações de Torales e de Añasco, que mantinha alguns caciques presos, a região já teria se despovoado”
De fato, não era só com o uso da violência que os índios, em especial os carijós, foram descidos e levados a São Paulo. Os métodos persuasórios eram amplamente utilizados: faziam-se promessas de variados tipos, promovia-se a reunião de parentes e formavam-se redes de alianças. Sobre estes métodos, ver: MONTEIRO, John. “Os Guarani e a História do Brasil Meridional” In: CUNHA, M. História dos índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1982. p. 475-498. Neste sentido, é famosa a carta do vilariqu (...)
130º registro
1616, sexta-feira
“Processo obrado en la Villa rica del espiritu santo, contra el capn. Franco. Benitez, por haver metido três portugueses por la via de San Pablo”
A mina de ferro e a fundição devem ter gerado ferramentas e material de consumo local, bem como produtos para trocas e resgates com índios. As minas de ferro eram chamadas de Tambó, e aparecem muito ocasionalmente na documentação. Em pelo menos um dos processos para averiguar gente que entrava no Paraguai pelo caminho de São Paulo, menciona-se um português que teria se dirigido para as ditas minas. Segundo testemunho, um tal Enrique Vaz Platero teria chegado em Villa Rica mas, como ninguém lhe d (...)
131º registro
21 de julho de 1616, quinta-feira
Salvador Correia alegou que estava averiguando as minas e que havia muito ouro, que a cada dia se descobria mais
Numa carta do avô de 21/07/1616, citada por Carvalho Franco, Salvador Correia alegou que estava averiguando as minas e que havia muito ouro, que a cada dia se descobria mais, mas que os ministros reais teriam empenho em esconder as descobertas, já que atingiam suas jurisdições. De fato, Salvador Correia chegou a encarregar o filho Gonçalo de empreender uma devassa na vila para apurar a suspeita de que moradores estavam induzindo testemunhas a relatar que não havia ouro algum. [Página 173]
132º registro
19 de abril de 1621, segunda-feira
Peabiru
Todas estas personagens, e mais outras dezenas delas, revelam um trânsito que não era só de desgarrados e aventureiros solitários. Benitez, por exemplo, concentrou sua produção no vinho, principal produto paraguaio, junto com o trigo, até o início do século XVII. Ambos os produtos foram substituídos pela erva em tal dimensão que, já em 1630, não conseguiam nem sequer abastecer o mercado interno. De todo modo, Benitez era um homem voltado para a atividade comercial, conforme atesta uma permissão (...)
133º registro
1624, segunda-feira
“Libro de los sucessos del ano de 1624”
Estes regimentos só reforçam as expectativas e os investimentos feitos em torno das supostas minas. Segundo nos diz Taunay, baseado numa consulta de Salvador Correia de Sá e Benevides realizada pelo Conselho Ultramarino em 1677, o regimento de 1603 teria surgido em função das várias dúvidas existentes em relação às minas, em especial, depois das notícias da morte do tal mineiro alemão que andava com Francisco de Souza e dos boatos de que se fundia ouro do tamanho da “cabeça de um cavalo”.
< (...)
134º registro
1627, sexta-feira
Em função de supostas minas descobertas nos “termos da vila de São Paulo”, solicitou sesmaria, ganhando-a do capitão-mor Álvaro Luiz do Valle
135º registro
1627, sexta-feira
Os espanhóis que vivem nesta cidade são aproximadamente cinqüenta homens, filhos da boa gente que veio de Espanha para o Paraguai, e se consideram muito ricos porque se contentam com sua pobreza
Numa leitura um pouco mais simpática, mas igualmente desalentadora, o provincial Nicolas Duran, em 1627, em sua carta ânua, falava que (em Ciudad Real):

Os espanhóis que vivem nesta cidade são aproximadamente cinqüenta homens, filhos da boa gente que veio de Espanha para o Paraguai, e se consideram muito ricos porque se contentam com sua pobreza. A roupa ordinária é de algodão tingido e raras vezes conseguem alguma roupa de Espanha. Não existem lojas de mercadores e não se encontram of (...)
136º registro
1629, segunda-feira
O procurador de Villa Rica solicitou ao governador a demarcação das jurisdições entre as reduções civis e jesuíticas, e o mestre de campo da mesma localidade, Rodrigo Ortiz de Melgarejo, pedia-lhe que não atendesse à demanda de alguns caciques para se libertarem das encomiendas tornando-se “en cabeza de su magestad”
Além das duas vilas e doze reduções religiosas, a região ainda contava com os chamados “pueblos de naturales”, que funcionavam sob administração de clérigos ou leigos, e eram localizados nas proximidades das encomiendas. Eles eram os grandes fornecedores da mita e sua preservação foi alvo constante das preocupações dos encomenderos guairenhos. No ano de 1629, por exemplo, o procurador de Villa Rica solicitou ao governador a demarcação das jurisdições entre as reduções civis e jesuíticas, e o mes (...)
137º registro
1631, quarta-feira
O padre Francisco Trujillo denunciou o governador Luis de Céspedes e Xeria por ter enviado o próprio Francisco Benitez a São Paulo para buscar sua mulher, Vitória de Sá
Ainda no ano de 1631, o padre Francisco Trujillo denunciou o governador Luis de Céspedes e Xeria por ter enviado o próprio Francisco Benitez a São Paulo para buscar sua mulher, Vitória de Sá. O padre alertava ainda que o villariquenho teria ido acertar com os paulistas a invasão das reduções, compactuando com André Fernandes, “uno de los mayores piratas y más cruel y matador de índios que fueron al serton”. [p.232]
138º registro
21 de julho de 1631, segunda-feira
Saíra de Vila Rica uma força sob o comando do capitão Lourenço de Villalva
Conforme seu depoimento em 1631, em que alega ser de idade de 49 anos. “Testimonio de autos hechos em la Villa Rica del Espiritu Santo desde el 21 de Julio al 12 de agosto de 1631 contra el capitan Francisco Benitez.” [p.230]
139º registro
1 de janeiro de 1632, quinta-feira
Villa Rica del Espírito Santo manteve até 1632*
140º registro
20 de agosto de 1633, sábado
Oficiais da Câmara de São Paulo, daquele ano, fizeram um termo e o levaram até a aldeia de Barueri para expulsar os padres que ali estavam
O envolvimento de Francisco e Juan, juntamente com outros castelhanos, na suposta “Aclamação” de Amador Bueno não é fato comprovado, mesmo porque nem a própria aclamação o é. Mas este episódio, do qual falaremos mais adiante, é denotativo de um possível conflito de identidades naquele contexto.

Independente de uma rivalidade ou oposição “nacionalista” entre castelhanos e portugueses, o que nos parece realmente importante é comprovar um forte processo de partidarização que teria ocorrido n (...)
141º registro
22 de agosto de 1633, segunda-feira
“moradores desta vila e mais estantes e habitantes com seus negros vão a aldeia de marui ajudar a defender a jurisdição real porquanto os padres da companhia queriam usurpar fazendo conservador fora do direito e clérigos castelhanos forasteiros...”
142º registro
10 de setembro de 1633, sábado
O procurador do Conselho e declara que, "a requerimento do povo", exige a expulsão de Antão Roiz Pacheco
144º registro
1636, terça-feira
Carta de Manuel Juan Morales ao rei Filipe IV (1605- 1665), “O Grande”
Em 1636, aquele que pode ter sido um dos maiores produtores do planalto, edono de dois moinhos, o mineiro Manuel João Branco (ou Manuel Juan de Morales),falava ao rei da abundância e da riqueza de São Paulo na produção do trigo. John Monteiro, autor do trabalho mais importante sobre o tema, revela as íntimas filiações entre a expansão desta lavoura no planalto e a crescente organização das bandeiras de apresamento. Ao coincidir os dois tópicos, ele mostra, firmemente, como os indígenas capturado (...)
145º registro
1636, terça-feira
Casamento de Bartholomeu de Torales y Contreras e Maria de Góes em Santa Ana de Parnaíba
146º registro
7 de outubro de 1637, quarta-feira
Documento
Um último tema seria ainda agregado aos paulistas, todavia de maneira mais irregular. A identificação dos moradores com os mamelucos, curiosamente, aparece pouco nas missivas jesuíticas deste tempo. De modo geral, nestas, remete-se aos “portugueses” e “tupis” como seus asseclas. Já o governador do Paraguai, Martim de Ledesma Valderrama, em 1637, afirmava com todas as letras as “insolencias y atrevimentos de los portugueses mamelucos del puerto de San Pablo que en desacato de S magestade desde el (...)
147º registro
16 de setembro de 1639, sexta-feira
O rei espanhol Felipe IV exigiu que Raposo Tavares fosse caçado a qualquer preço e colocado à disposição do Tribunal da Inquisição
Em 16 de setembro 1639, numa Real Cédula se lamentava que “a província del Paraguay esta arriesgada pues de quatro ciudades que tenia le faltan las tres y solo a quedado la Assumpcion”. Recomendava-se, naquela ocasião, a prisão e o envio para Madri dos portugueses Antonio Raposo Tavares e Federico de Mello Coutinho, principais responsáveis pelo despovoamento da região. Entretanto, nesta cédula, surgia também uma rede de cúmplices que atingia, além dos clérigos Juan de Campo Medina, Franci (...)
148º registro
10 de julho de 1641, quarta-feira
Confisco dos bens de Pedro Boeça e castelhanos
6 Os documentos que dão conta das notícias de confisco estão em: AHU-Espírito Santo, cx. 01 doc. 17 A. “1642, Abril, 12, Espírito Santo. Bens de Marcos Monsanto e D. Diego Ximenes de Vargas.” AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 126. “c.1641. confisco dos bens de Pedro Boeça e castelhanos”. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 8. “1641, Julho, 10; notícias da Bahia do sequestro dos bens dos castelhanos”.
149º registro
1647, terça-feira
Publicado o livro de Gaspar Barléus (1647), elaborados por George Marcgrave, integrante da Comitiva Nassoviana
A informação corrente entre os historiadores é que o governador Francisco de Souza fora, efetivamente, atraído a São Paulo em função de certas notícias do ouro descoberto pelos Sardinha. Entretanto, Carvalho Franco sugere que o verdadeiro imã teria surgido de algumas amostras levadas por um mameluco que, desdobrado de uma entrada liderada pelo capitão-mor João Pereira Botafogo, chegara até a Bahia. Versão também difundida por Piso e Marcgrave, quando divulgaram os relatos de Willem Von Glimmer, (...)
150º registro
1692, terça-feira
O governador do Rio de Janeiro, Antonio Paes de Sande, dizia que os paulistas escondiam as verdadeiras informações das minas e teriam sido, inclusive, indiretamente responsáveis pela morte do governador D. Francisco de Souza, já que este morrera de desgosto depois das notícias do assassinato de um mineiro que enviara às minas
A tese de uma população turbulenta e insubmissa que praticava toda sorte de impedimentos, roubos e boicotes deitaria frutos no tempo. Tanto que, em 1692, o governador do Rio de Janeiro, Antonio Paes de Sande, dizia que os paulistas escondiam as verdadeiras informações das minas e teriam sido, inclusive, indiretamente responsáveis pela morte do governador D. Francisco de Souza, já que este morrera de desgosto depois das notícias do assassinato de um mineiro que enviara às minas.

O trec (...)
151º registro
31 de maio de 1692, sábado
Carta de Luis Lopes de Carvalho
152º registro
1698, quarta-feira
Relatório de Antonio Paes Sande (1622-1695)



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Universidade de São Paulo
15 de abr. de 2026, quarta-feira
PROJETO DE PESQUISA “A ORIGEM INDIANA DO MITO DE SÃO TOMÉ NA LITERATURA COLONIAL BRASILEIRA”
01/01/833 - O rei Alfredo lhes mandou um bispo
25/10/1619 - Foi beatificado, com o nome Francisco de Xavier pelo Papa Paulo V a 25 de outubro de 1619 e

Adolfo Frioli
8 de abr. de 2026, quarta-feira
Publicação no Facebook
07/09/1822 - "É tempo! Independência ou morte! Estamos separados de Portugal"
01/01/1954 - O monumento ao Tropeiro, doado à cidade pelo conde Francisco Matarazzo

G1
18 de mar. de 2026, quarta-feira
Apresentado após temporal, projeto que queria ressarcir famílias que perderam móveis em enchentes é considerado ilegal em Sorocaba

Folha de São Paulo
18 de mar. de 2026, quarta-feira
Abin avalia que designação de PCC e CV como terroristas abre brecha para interferência

iclnoticias.com.br
18 de mar. de 2026, quarta-feira
Deputada bolsonarista atua contra ensino de cultura africana e indígena; DPU repudia

R7
18 de mar. de 2026, quarta-feira
Classificar facções criminosas como terroristas permitiria invasão dos EUA, diz Mauro Vieira

Folha de São Paulo
15 de mar. de 2026, domingo
No Peru antigo, comércio de araras atravessava os Andes para fornecer penas

G1
5 de mar. de 2026, quinta-feira
Por que explosivos antigos são encontrados em rio do Vale do Paraíba? Historiadores explicam

mapasturon.com.br
10 de fev. de 2026, terça-feira
https://mapasturon.com.br/site/ibiuna-sp/

campograndenews.com.br
6 de fev. de 2026, sexta-feira
Tatu de ouro joga pedra em quem passa por ponte antiga de Furnas

Em Sorocaba Tem
5 de fev. de 2026, quinta-feira
Sorocaba já cobrou imposto até de quem puxava o cavalo pela ponte
01/01/1733 - Abertura da estrada de Curitiba no Paraná e no Rio Grande do Sul que possibilitou o ciclo do Tropeirismo. Coincidentemente, nesse ano ocorre o final do bandeirantismo
03/09/1750 - Instalado o “Registro de Sorocaba” junto a ponte do mesmo nome. Salvador de Oliveira Leme é nomeado o primeiro Administrador
01/11/1755 - Lisboa foi arrasada por um violento terremoto, seguido de tsunami

Celso “Marvadão” Ribeiro
4 de fev. de 2026, quarta-feira
RUA SÃO FRANCISCO, SANTA ROSÁLIA, 1950

Jornal Correio Brasiliense
30 de jan. de 2026, sexta-feira
Fundada em 1698, uma cidade marcada pela corrida do ouro preserva história e arquitetura que levam o visitante ao passado - correiobraziliense.com.br

Revista Fórum
29 de jan. de 2026, quinta-feira
País africano com a segunda maior reserva de ouro do continente quer se tornar o próximo membro dos BRICS

BBC
29 de jan. de 2026, quinta-feira
O caminho indígena ancestral cujo traçado original é alvo de disputas no Brasil
01/01/1525 - Aleixo Garcia organizou uma expedição com centenas de índios
29/11/1541 - Cabeza de Vaca parte da foz do Itapocú

SolarLabs
22 de jan. de 2026, quinta-feira
Quem Criou a Energia Solar? História da Energia Solar

G1
22 de jan. de 2026, quinta-feira
Após devolver R$ 131 milhões, motorista pede recompensa milionária; saiba como a Justiça pode decidir o caso

mapa.an.gov.br
19 de dez. de 2025, sexta-feira
D. João III

History Channel
13 de dez. de 2025, sábado
Templários na História
01/01/982 - Viings
01/01/1000 - Tiwanaku desapareceu
01/01/1000 - Cartas falam da Ilha Brasil
01/01/1118 - Criação da Ordem dos Templários
23/01/1120 - Fundação da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente, Templários
01/01/1190 - A primeira referência literária ao Graal é "O Conto do Graal", do francês Chrétien de Troyes
01/01/1250 - Derrota de Tiwanaku
11/10/1307 - klkl
01/01/1479 - Casamento de Cristóvão de Colombo e Filipa Moniz Perestrelo
03/08/1492 - Colombo zarpou de Palos de la Frontera, em Huelva, com 89 marinheiros divididos por duas caravelas, a Pinta e a Nina, e uma nau, a Santa Maria

G1
13 de dez. de 2025, sábado
Quase mil páginas, 175 réus e 16 anos de espera: o raio-X do megaprocesso contra o PCC que prescreveu

Dagoberto Mebius
11 de dez. de 2025, quinta-feira
Publicação no Facebook

IPA Online
10 de dez. de 2025, quarta-feira
Publicação no Facebook

Bndigital
10 de dez. de 2025, quarta-feira
Voo do Jahú - Consulta em bndigital.bn.gov.br
01/01/1927 - O "Arco do Triunfo". Rua cel. Benedito Pires. Fonte: Lembranças Sorocabanas*
28/04/1927 - Hdx
01/08/1927 - Chegaram em Santo Amaro/SP*

Grupo Globo
9 de dez. de 2025, terça-feira
Chefe do PCC solto pelo STF, alvo de megaoperação, bicheiro de série de TV: quem são os bandidos mais procurados do país

Sobre Nomes
4 de dez. de 2025, quinta-feira
Consulta em sobrenomes.genera.com.br

Arthur Virmond de Lacerda
2 de dez. de 2025, terça-feira
O OURO QUE OS PORTUGUESES “ROUBARAM” DO BRASIL E A HISTORIOGRAFIA MARXISTA

A Voz por Trás da História
29 de nov. de 2025, sábado
A Voz por Trás da História - O Manuscrito 512: A Cidade Perdida que o Brasil Escondeu do Mundo - (1753, Sertão da Bahia)

O Antagonista
25 de nov. de 2025, terça-feira
Fabricada na cidade de Segóvia, Espanha, essa raridade pesa 339 gramas e é conhecida como Centen, ou 100 escudos - oantagonista.com.br

Google
25 de nov. de 2025, terça-feira
Imagem do Google Earth

InfoMoney
24 de nov. de 2025, segunda-feira
Peça única de 339 gramas, cunhada com ouro das Américas, foi vendida por 2,8 milhões de francos suíços em leilão na Suíça - infomoney.com.br

Émerson Domingues
24 de nov. de 2025, segunda-feira
Reflexão


LUCIA24/11/2025
ANO:902
  


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