A Missa Rorate ou missa de acolhimento ao natal é assim chamada devido ao canto de entrada com um versículo do Livro de Isaías (Isaías 45:8) "Rorate coeli desuper".A sua origem pode ser encontrada no século XV nos países alpinos.Inicialmente a Missa Rorate era uma missa votiva em honra de Maria (mãe de Jesus), e era celebrada nos sábados de Advento. Foi também chamada "ofício angélico", porque se lia o evangelho da Anunciação (Lucas 1:26-38) ou "missa dourada".[1]A principal característica da Missa Rorate é que se celebra à luz de velas e pouco antes do amanhecer, para que, ao fim da celebração, raios de sol adentrem à Igreja simbolizando o movimento da escuridão da mágoa e do pecado para a luz de Jesus Cristo.[2]Para dar um acento particular ao Advento, poder-se-ia celebrar a Missa Rorate em dias feriais do Tempo de Advento, mas segundo as normas da Igreja somente até ao dia 16 de Dezembro.O mais importante é dar uma certa solenidade e precisamente o facto de que se celebre à luz das velas e se cante o Rorate cæli (ou outro canto igualmente expressivo do mistério do Advento).Rorate CæliRorate cæli é uma oração, geralmente realizada em canto gregoriano, inspirada nos clamores do Antigo Testamento para que Deus nos resgatasse e nos mandasse o Messias, representando, assim, espírito de súplica e expectativa do Advento.[3] Seu refrão vem da passagem bíblica de Isaías 45:8, no qual se lê: Rorate coeli desuper et nubes pluant justum(Destilai, ó céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça) Aperiatur terra et germinet salvatorem"(abra-se a terra e produza a salvação").Além do canto gregoriano, renomados compositores fizeram versões polifônicas do canto para corais e madrigais, entre eles; o italiano Giovanni Pierluigi da Palestrina[4] e o inglês William Byrd.[5]Texto e traduçãoRorate Caeli desúper et nubes plúant justumNe irascáris Dómine, ne ultra memíneris iniquitátisEcce cívitas Sancti facta est desértaSion desérta facta est, Jerúsalem desoláta est.Domus sanctificatiónis tuae et gloriae tuaeUbi laudavérunt Te patres nostri.Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.Peccávimus et facti sumus tamquam immúndus nos,Et cecídimus quasi fólium univérsiEt iniquitátes nostrae quasi ventus abstulérunt nosAbscondísti fáciem tuam a nobisEt allisísti nos in mánu iniquitátis nostrae.Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.Víde, Dómine, afflictiónem pópuli tuiEt mitte quem missúrus esEmítte Agnum dominatórem terraeDe pétra desérti ad montem fíliae SionUt áuferat ipse jugum captivitátis nostrae.Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.Consolámini, consolámini, pópule meusCito véniet salus tuaQuare moeróre consúmeris, quia innovávit te dolor?Salvábo te, noli timéreEgo énim sum Dóminus Deus túus Sánctus Israël,Redémptor túus.Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o JustoNão vos ireis, Senhor, nem vos lembreis da iniquidade.Eis que a cidade do Santuário ficou deserta:Sião tornou-se deserta; Jerusalém está desolada.A casa da vossa santificação e da vossa glória,Onde os nossos pais vos louvaramDerramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o JustoPecamos e nos tornamos como os imundos,E caímos, todos, como folhas.E as nossas iniquidades, como um vento, nos dispersaram.Escondestes de nós o vosso rostoE nos esmagastes pela mão das nossas iniquidadesDerramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o JustoOlhai, ó Senhor, para a aflição do vosso povo,E enviai Aquele que estais para enviar!Enviai o Cordeiro dominador da terraDa pedra do deserto ao monte da filha de SiãoPara que Ele retire o jugo do nosso cativeiroDerramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o JustoConsola-te, consola-te, povo meu,Em breve há de vir a tua salvação!Por que te consomes na tristeza, se a dor te renovou?Eu te salvarei, não tenhas medo!Porque Eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel,o teu RedentorDerramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo