INFORMAÇÕESLOCAL: Campinas - SPDIA DO LEILÃO: 7/5/2019 - Mais informaçõesBRIGADEIRO RAFAEL TOBIAS AGUIAR OST IMPORTANTE OBRA RETRATANDO O BRIGADEIRO TOBIAS AGUIAR EM RARA (A ÚNICA CONHECIDA) REPRESENTAÇÃO AINDA JOVEM DESSE VULTO IMPORTANTE DA HISTÓRIA BRASILEIRA. TOBIAS AGUIAR È REPRESENTADO COM TRAJE DE GALA DE OFICIAL DO EXÉRCITO IMPERIAL. FIVELA DO CINTURÃO OSTENTA LINDO BRASÃO IMPERIAL. RICA MOLDURA RECOBERTA EM OURO. ESSE RETRATO TOMOU PARTE NA DECORAÇÃO DO SALÃO DE RETRATOS, UM DOS TRÊS SALÕES CONTÍGUOS QUE CONSTITUIAM OS AMBIENTES SOCIAIS DO PALACETE DA MARQUESA QUE EM SUA ÉPOCA FORAM O CENTRO DA VIDA SOCIAL PAULISTANA. BRASIL, PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX. 88 X 70 CM. NOTA: RAFAEL TOBIAS DE AGUIAR era um paulista de cepa. Rico sorocabano, politico influente em toda Província de São Paulo. Era filho, neto e bisneto de comerciantes de gado. Pela imensa riqueza tinha a alcunha de "Reizinho de São Paulo". Quando Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, voltou para São Paulo no final de 1929, grávida de sua última filha com Dom Pedro I e expulsa da da corte por seu antigo amante, encontrou em São Paulo um ambiente dividido entre marquesistas e anti marquesistas. Para alguns ela era a moça do Imperador e para outros a filha de São Paulo que fez brilhar sua terra. O Brigadeiro Tobias Aguiar era do grupo dos anti marquesistas ferrenho inimigo de Domitila. Tal a implicância com a Marquesa que teria até apelidado uma escrava fujona e problemática como Domitila. Mas se a Marquesa derreteu o coração do Imperador, como não poderia fazer o mesmo com o coração do Reizinho de São Paulo? Já em 1832 sua implicância abrandou, talvez conhecendo a figura cativante, as reservas tenham se dissipado. O fato é que já em 1833 os dois aparecem juntos como padrinhos de batismo de uma criança. No mesmo ano o Brigadeiro já havia passado a administrar os bens da Marquesa e em 1834 tiveram o primeiro filho juntos. Nascido no dia quatro de outubro de 1795,Rafael Tobias de Aguiarera proveniente de Sorocaba. Seus pais, Antônio Francisco de Aguiar e Gertrudes Eufrosina Aires, eram fazendeiros e possuíam um enorme patrimônio. Rafael passou apenas sua infância na cidade natal, logo foi para São Paulo, onde iniciou seus estudos e foi colega de escola doPadre Diogo Antônio Feijó. Após concluí-los, não tardou muito também para iniciasse sua vida pública como representante da comarca de Itu, aos 26 anos de idade. Foi sua responsabilidade participou da escolha dos deputados brasileiros do Estado de São Paulo que integraram as Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Anos depois, em 1824 foi eleito membro do Conselho da Província de São Paulo. Na época do fico, em 1821, ele foi um dos que contribuiram enviando tropas fiéis a Dom Pedro I. Armou a própria cussta mais de 100 homens e marchou com eles para o Rio de Janeiro. Chegou a contribuir com 12 contos de réis (uma grande fortuna) para a causa da independência do Brasil. Tobias era tão rico que não apenas uma vez emprestou dinheiro para cobrir as finanças do tesouro da província sem cobrar juros. Pagou por suas expensas inclusive o salário dos servidores do Estado na impossibilidade da máquina pública assumir o compromisso. Foi ele a fundar o Gabinete Topográfico que seria o embrião da Escola Politécnica de São Paulo. Além disso, também foi nomeado pelo imperador Dom Pedro I para o Conselho de Estado, órgão criado após a dissolução da Assembleia Constituinte. O principal objetivo dessa autarquia era elaborar a primeira constituição do país. Rafael Tobias de Aguiarse envolveu muito com a vida pública e se tornou um dos grandes líderes liberais da primeira metade do século XIX. Sua carreira se desenvolveu com muita rapidez, em pouco tempo ele se tornou conselheiro do governo provincial. Este cargo foi sucedido pelas posições de deputado provincial e deputado geral em várias legislaturas. Dez anos apenas depois de ter iniciado sua vida pública, Rafael Tobias de Aguiar chegou ao respeitável posto de Presidente da Província de São Paulo, o primeiro paulista a ocupar o cargo. (que ocupou por duas vezes, inclusive). Durante o exercício de seus dois mandatos, Rafael ganhou a admiração de todos por conduzir ótimas gestões administrativas e investir o próprio salário em melhorias nas escolas e em obras públicas e de caridade. Sua conduta o rendeu o título de Brigadeiro Honorário do Império, tornando-o, então, conhecido comoBrigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Foi um dos principais nomes do movimento liberal no século XIX e foi um dos chefes da Revolução Liberal de 1842. Nesta época, uniu-se a seu colega de escola, Padre Diego Antônio Feijó, para combater os conservadores que ganhavam espaço no começo do reinado deDom Pedro II. Os revolucionários mudaram provisoriamente a capital da Província de São Paulo para Sorocaba e formaram um exército de 1500 homens que recebeu o nome de Coluna Libertadora para invadir São Paulo e depor o Presidente da Província,Barão de Monte Alegre. Porém, o movimento foi derrotado pelo então Barão de Caxias que chegou com suas tropas às portas da cidade de Sorocaba fazendo com que Tobias de Aguiar buscasse refúgio no Rio Grande do Sul, junto aos rebelados daGuerra dos Farrapos. O Brigadeiro acabou preso em 1842 e levado para a Fortaleza de Laje no Rio de Janeiro encravada em uma rocha no meio da Baia da Guanabara. A marquesa de Santos, ao saber da sua prisão, partiu para a corte onde, por meio de um procurador, rogou ao imperador d. Pedro II que pudesse viver com o marido na Fortaleza de Laje para cuidar da saúde dele, o que foi concedido. Em 1844 Tobias de Aguiar foi anistiado e o casal retornou para São Paulo, onde foram recebidos como heróis por uma multidão. Como Presidente da Província de São Paulo criou a Guarda Municipal Permanente, que em 1891 virou Força Pública e, na década de 70, Polícia Militar. Também abriu a Estrada da Maioridade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Uma de suas frases mais marcantes para falar de sua dedicação à São Paulo era: Servir São Paulo é, sobretudo, antes de tudo e acima de tudo, servir ao Brasil!. O Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, além de político e militar, era também rico fazendeiro em Sorocaba. A ele se deve a criação daqueles vistosos cavalos, pelagem de duas cores, conhecidos como pampas. Quando de sua retirada para o Rio Grande do Sul, no remate doloroso da Revolução Liberal de Sorocaba, em 1842, presenteou certo fazendeiro gaúcho de Cruz Alta com alguns desses cavalos, que se reproduziram e espalharam até o Rio do Prata, formando uma raça cavalar que tomou o nome do criador sorocabano - Raça Tobiana. Tobias de Aguiar morreu aos 63 anos, a bordo de um navio Piratininga, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro quando se dirigia à cidade para procurar tratamento médico. Estava em companhia da Marquesa e de um de seus filhos. Seu corpo, embalsamado e trazido por Domitila para São Paulo, foi sepultado em 26 de outubro de 1857 no jazigo da Ordem Terceira da Igreja de São Francisco. O relacionamento entre Tobias e Domitila foi o mais longo da marquesa, durando 24 anos ao longo dos quais o casal teve seis filhos, sendo que 4 conseguiram chegar a idade adulta: Rafael Tobias de Aguiar e Castro (1834 1891). João Tobias de Aguiar e Castro (1835 1901). Gertrudes de Aguiar e Castro (1837 1841). Antônio Francisco de Aguiar e Castro (1838 1905). Brasílico de Aguiar e Castro (1840 1891). Heitor de Aguiar e Castro (1842 1846).