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ARRIBADAS PORTUGUESAS A PARTICIPAÇÃO LUSO-BRASILEIRA NA CONSTITUIÇÃO SOCIAL DE BUENOS AIRES (c.1580-c.1650)
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RODRIGO CEBALLOS
ARRIBADAS PORTUGUESAS A PARTICIPAÇÃO LUSO-BRASILEIRA NA CONSTITUIÇÃO SOCIAL DE BUENOS AIRES (c.1580-c.1650)

MAR.
01
HOJE NA;HISTóRIA
169

    março de 2008, sábado
    Atualizado em 10/12/2025 04:20:05




NAS SENDAS DO CAMINO: UM PORTO PARA A ROTA

Da mesma maneira que os conquistadores vindos com Mendoza avançavamdesde o sul através de suas experiências de alianças, ocupação e administração dosassentamentos fundados, o licenciado La Gasca, novo governador do Peru após derrotara rebelião de Gonzalo Pizarro, reestruturou a administração local e organizouexpedições que, com seus avanços e recuos, concretizaram-se com as fundações decidades como Santiago del Estero (1553), San Miguel de Tucumán (1565) e Talaveradel Esteco (1567). Sítios ocupados a partir da década de 1550 e reclamados, até aorganização da província do Tucumán e da Audiência de Charcas, pela jurisdição doChile.

Apesar do enorme território que viria ser em 1563 a gobernación de Tucumán(ocupando cerca de 700.000 km2), as dispersas cidades conseguiram a autonomia emrelação ao Chile e o direito à um comércio que interligaria a região do Alto Peru aoOceano Atlântico, o “Mar del Norte”. Seus assentamentos – mesmo cercados de índiosbelicosos e, no caso de cidades como Jujuy (fundada em 1593), com uma população quenão passava de 8 vecinos com alguns índios de encomienda14 – foram espaços deconquista e de abastecimento de cidades alto-peruanas.

Em 1582 o presidente da Audiência de Charcas, licenciado Cépeda, escreveu ao rei Felipe II de Castela (Felipe I de Portugal) sobre os excessivos preços das mercadorias em ricos centros mineiros devido à falta de uma produção agrícola e à facilidade do uso de metais preciosos para o comércio.15

Aproveitando este lucrativo negócio, as cidades de Tucumán mantiveram-se economicamente ativas produzindo algodão, carne, trigo, arroz, azeites, legumes, frutas, além de gado bovino, caprino e muar; comercializando especialmente com centros mineiros como Potosí, fundada em 1545, e obtendo através de Lima os recursos necessários para compra de artigos de procedência européia.17

6 Entre os anos de 1575 e 1600, Potosí produziu quase a metade da toda a prata da América espanhola.Em 1610 chegou a ter 160.00 habitantes. População que ultrapassava cidades européias como Roma,Veneza, Gênova, Florença, Lisboa e Sevilha. Apesar de alguns historiadores afirmarem que Potosí,localizada numa altitude de 4.000 metros, dependia de produtos importados da Europa e de outras regiõesdas Índias, Jorge Luis Grespan contesta esta determinante geográfica. Ele defende um estudo maiscuidadoso das relações de trabalho (como os mitayos) em Potosí para compreender sua composição sociale “dependência” comercial. GRESPAN, Jorge Luis da Silva. Urbanização e economia mineradora na América: o caso de Potosí. In AZEVEDO, Francisca L. Nogueira de; MONTEIRO, John Manuel (org.).Raízes da América Latina. São Paulo: Edusp, 1996. pp. 304-314

Percebendo aimportância de manter cidades como Santiago del Estero, capital da nova província,continuou-se o avanço sobre a região. Para além da busca da terra dos “Césares”18, afundação de bons assentamentos capazes de manter a criação de gado e a agriculturaatravés do trabalho indígena organizado pelas encomiendas tornou-se uma metaimportante a cumprir.

18 A primeira expedição ao Rio da Prata foi realizada em 1515 pelo lusitano Juan Díaz de Solís. Morto em um ataque indígena, a tripulação decidiu retornar à Espanha. Com problemas em uma das naves, ao menos quatro tripulantes permaneceram “exilados” na ilha de Santa Catarina. Estes, mantendo contatos com índios guaranis, souberam da existência do Rei Branco e da sua serra de prata (provavelmente a civilização incaica). Um destes lusitanos, Aleixo García, decidiu organizar com os índios uma expedição ao interior. Pelos relatos conhecidos García teria alcançado seu objetivo (sendo o primeiro europeu a estabelecer contatos com cidades incas), mas foi morto por seus aliados indígenas.

Por volta de 1525Sebastián Gaboto tomou conhecimento da experiência de García e decidiu explorar o rio de Solís.Concomitantemente às expedições que Gaboto armou ao interior da região em busca da serra de prata umde seus capitães, Francisco César, lançou-se ao sudoeste alcançando provavelmente uma área próxima àsatuais cidades de Córdoba e San Luís. Em seu retorno relatou a Gaboto a existência de grandes riquezasnaquela região. Um espaço imaginário e concretamente inatingível definido como “ciudad de losCésares” (as denominações para essa lenda variaram: “Lin Lin”, “La Sal” ou “Trapalanda” também foramutilizadas). Na segunda metade do século XVI e inícios da centúria seguinte governadores de Tucumán edo Rio da Prata continuaram a avançar sobre terrenos desconhecidos, combatendo indígenas em busca daserra da prata ou da cidade dos Césares. NOWELL, Charles E. Aleixo Garcia and the White King.Hispanic American Historical Review, v.4, n.26, p. 450-466, 1946. MOLINA, Raul A. Hernandarias. Elhijo de la tierra. Buenos Aires, 1948. pp. 146-154. GUZMÁN, Ruy Diaz de. Historia Argentina deldescubrimiento, población y conquista de las províncias del Río de la Plata escrita por Rui Diaz deGuzmán en el año de 1612. Buenos Aires: Imprenta del Estado, 1835. pp. 17-33. GUÉRIN, MiguelAlberto. La organización inicial del espacio peruano, pp. 25-31

Nesse mesmo período de conquista e avanço na região austral do vice-reinoperuano foram criadas pela Coroa, na busca de um melhor controle administrativo,subdivisões governativas. Para o caso do Alto Peru, de Tucumán e do Rio da Prata(incluindo o Paraguai) foi criada, em 1559, a Audiência pretorial de La Plata de losCharcas.19 Em 1566 seu ouvidor, o licenciado Juan de Matienzo, defendeu a [p. 34, 35]





EMERSON


01/03/2008
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