QUEM É O ÚNICO ENVOLVIDO NO ASSALTO AO BANCO CENTRAL QUE NÃO FOI PRESO? FABIO PREVIDELLI, em aventurasnahistoria.uol.com.br
20 de março de 2022, domingo Atualizado em 06/08/2025 01:27:47
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Até 2020, a Justiça Federal do Ceará havia condenado 119 réus pelo assalto ao Banco Central, ocorrido em agosto de 2005. Na ocasião, os criminosos roubaram cerca de três toneladas de dinheiro, o equivalente a R$164 milhões.
Para furtar o cofre de um dos bancos mais seguros do Brasil, a quadrilha cavou um túnel de 77 metros que ligava uma casa próxima ao local até o cofre do banco. O crime, realizado no final de semana, só foi descoberto na segunda-feira seguinte, e foi por muito tempo o maior caso de roubo a banco da história do Brasil — sendo superado apenas em 2011, quando doze criminosos levaram R$ 500 milhões em joias e dinheiro de 171 cofres particulares de um banco localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.
17 anos depois do crime em Fortaleza, o caso é esmiuçado na série documental ‘3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central’, que estreou esta semana na Netflix. Um dos pontos que mais chama a atenção na narrativa é que, embora a polícia considere que as investigações foram um sucesso — visto que grande parte dos criminosos foram presos, mesmo que apenas cerca de 30 milhões tenham sido recuperados —, somente um envolvido com o crime jamais foi preso: Juvenal Laurindo.
Um dos maiores roubos do Brasil
O plano para assaltar o Banco Central começou muito antes da madrugada, entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005. Afinal, em meados de maio daquele ano, um grupo começou a cavar o túnel que ligava uma casa alugada pelo bando — onde funcionava uma empresa de fachada de grama sintética — até o cofre do banco.
Para construir os 77 metros da passagem subterrânea que ligava os dois pontos, os envolvidos no crime tiveram que passar por baixo de uma das mais movimentadas vias do Centro de Fortaleza, a Avenida Dom Manuel. Para dar conta do trabalho braçal, os criminosos trabalhavam em turnos de até sete pessoas, sem parar, usando apenas pás de jardineiro.
O túnel ainda contava com um sistema de ventilação, iluminação e uma linha para interfone (sendo que eles não usavam telefone para não deixar provas). Estima-se que 900 tábuas de madeira foram usadas em sua construção.
Na noite do furto, uma sexta-feira, os criminosos arrombaram seis gaiolas que guardavam montes de notas de R$50. Quatro delas foram totalmente esvaziadas, de uma retirou-se quase sua totalidade e a última foi apenas parcialmente furtada. Ao todo, o bando precisou fazer mais de 330 ‘viagens’ entre os pontos para levar todo o dinheiro.
O caso só foi descoberto no começo da semana seguinte, quando os funcionários do Banco Central chegaram ao local no início do expediente. Ao adentrarem o cofre, um buraco foi identificado no chão. As câmeras de segurança e os sensores de movimento não identificaram nenhuma movimentação suspeita enquanto os criminosos estiveram no local.
Os cabeças do crime
Antônio Jussivan Alves dos Santos, vulgo ´Alemão´, foi o responsável por recrutar criminosos para participar do assalto. Ele foi preso em 2008, em Brasília. Quase uma década depois, em 2017, ele tentou fugir de um presídio cearense, mas acabou sendo baleado, segundo informou o G1. Capturado, foi transferido para um presídio federal.
Alemão foi condenado por crimes como furto, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Por conta disso, sua pena total chegou em 130 anos de reclusão, mas acabou tendo sua sentença reduzida para 35 anos e 10 meses.
O assalto ainda tem, ao menos, outros três mentores. Um deles é Luís Fernando Ribeiro, o Fernandinho, que teria financiado a construção do túnel ao desembolsar cerca de 800 mil reais. Ele acabou sendo sequestrado em outubro de 2005, em Minas Gerais, onde acabou sendo morto mesmo com seus familiares pagando R$2 milhões por sua libertação. A suspeita principal é que policiais civis tenham cometido o ato.
Nessa história há também ‘Véi Davi’, alcunha de Davi Silvano da Silva, o mentor intelectual do furto. Preso em 2005, tinha cerca de 12 milhões em sua posse. Sua pena foi definida em 47 anos por furto, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e uso de documento falso. Mas sua defesa recorreu e a sentença foi diminuída para 17 anos e seis meses.
O último deles é Moisés Teixeira da Silva, o Tatuzão, que recebeu o apelido por ser um especialista em cavar túneis. Ele foi o último líder a ser preso, em julho de 2009. Sua sentença inicial foi de 16 anos por furto, formação de quadrilha e uso de documento falso. Pouco depois, a pena foi reduzida para 14 anos.
As buscas por Carcará
A maior parte dos envolvidos no crime foram presos, o que inclui alguns dos membros da família Laurindo, chamados de ‘primos’ do Alemão. O único envolvido que jamais foi capturado nestes 17 anos foi Juvenal Laurindo, o Carcará.
Conforme aponta o seriado da Netflix, a polícia chegou a montar diversas operações para capturá-lo, mas em nenhuma delas tiveram sucesso. Em uma delas, ocorrida em Boa Viagem, num município do Ceará, os agentes chegaram a ir até sua residência, por volta das 4 horas da manhã, mas ele conseguiu escapar assim que um jumento começou a zurrar e alertou o criminoso, que conseguiu fugir.
Conforme aponta matéria do SBT News, publicada em 7 de agosto de 2020, Juvenal conseguiu judicialmente o direito de continuar em liberdade. Na ocasião, sua defesa obteve uma determinação da Justiça para que o mandado de prisão em seu nome fosse cancelado. Assim, ele só passaria a ser procurado novamente caso outra determinação fosse emitida.
Juvenal Laurindo chegou a fazer parte da lista dos homens mais procurados do país. Além do envolvimento no assalto ao Banco Central, ele também possui condenações por receptação, formação de quadrilha, e está entre os suspeitos de ter cometido roubo à maior mineradora de diamantes da América Latina, em Nordestina (BA); além de ter participado da explosão de uma lotérica do município de Independência (CE), segundo aponta o jornal O Tempo.
ME|NCIONADOS• Registros mencionados (2): 20/03/2022 - Assalto ao Banco Central do Brasil 20/03/2022 - Maior roubo da história do Brasil EMERSON
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Freqüentemente acreditamos piamente que pensamos com nossa própria cabeça, quando isso é praticamente impossível. As corrêntes culturais são tantas e o poder delas tão imenso, que você geralmente está repetindo alguma coisa que você ouviu, só que você não lembra onde ouviu, então você pensa que essa ideia é sua.
A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação, no entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la. [29787]
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Isso se torna difícil porque, apesar de disponível, as pessoas, em geral, não meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.
meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.Mas quando você pergunta "qual é a origem dessa ideia? De onde você tirou essa sua ideia?" Em 99% dos casos pessoas respondem justificando a ideia, argumentando em favor da ideia.Aí eu digo assim "mas eu não procurei, não perguntei o fundamento, não perguntei a razão, eu perguntei a origem." E a origem já as pessoas não sabem. E se você não sabe a origem das suas ideias, você não sabe qual o poder que se exerceu sobre você e colocou essas idéias dentro de você.
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Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.
Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele: 1. Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689). 2. Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife. 3. Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias. 4. Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião. 5. Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio. 6. Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.
Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.
Ou seja, “história” serve tanto para fatos reais quanto para narrativas inventadas, dependendo do contexto.
A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação.No entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la.Apesar de ser um elemento icônico da história do Titanic, não existem registros oficiais ou documentados de que alguém tenha proferido essa frase durante a viagem fatídica do navio.Essa afirmação não aparece nos relatos dos passageiros, nas transcrições das comunicações oficiais ou nos depoimentos dos sobreviventes.
Para entender a História é necessário entender a origem das idéias a impactaram. A influência, ou impacto, de uma ideia está mais relacionada a estrutura profunda em que a foi gerada, do que com seu sentido explícito. A estrutura geralmente está além das intenções do autor (...) As vezes tomando um caminho totalmente imprevisto pelo autor.O efeito das idéias, que geralmente é incontestável, não e a História. Basta uma pequena imprecisão na estrutura ou erro na ideia para alterar o resultado esperado. O impacto das idéias na História não acompanha a História registrada, aquela que é passada de um para outro”.Salomão Jovino da Silva O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros.
Aluf Alba, arquivista:...Porque o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.
A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."
titanic A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."
(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.
"Minha decisão foi baseada nas melhores informações disponíveis. Se existe alguma culpa ou falha ligada a esta tentativa, ela é apenas minha."Confie em mim, que nunca enganei a ninguém e nunca soube desamar a quem uma vez amei.“O homem é o que conhece. E ninguém pode amar aquilo que não conhece. Uma cidade é tanto melhor quanto mais amada e conhecida por seus governantes e pelo povo.” Rafael Greca de Macedo, ex-prefeito de Curitiba
Edmund Way Tealeeditar Moralmente, é tão condenável não querer saber se uma coisa é verdade ou não, desde que ela nos dê prazer, quanto não querer saber como conseguimos o dinheiro, desde que ele esteja na nossa mão.