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William Sinclair, 1º Conde de Caithness, 3º Conde de Orkney
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   William Sinclair, 1º Conde de Caithness, 3º Conde de Orkney
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2 de junho de 1398, sábado
Henry Sinclair supostamente pisou na América do Norte no banco de areia do Porto de Guysborough
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Henry Sinclair, 1st Earl of Orkney
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Referências relacionadas: (4)
1º fonte
As Crônicas da Viagem do Príncipe Henry Sinclair ao Novo Mundo em 1398 - hmdb.org
As Crônicas da Viagem do Príncipe Henry Sinclair ao Novo Mundo em 1398 - hmdb.org
08/09/2025

Inscrição. A Viagem do Príncipe Henry Sinclair ao Novo Mundo em 1398 Em 2 de junho de 1398, Henry Sinclair supostamente pisou na América do Norte no banco de areia do Porto de Guysborough. Sua frota consistia em 12 navios com entre 200 e 300 homens a bordo, uma força considerável projetada para ser autossuficiente, composta por marinheiros, soldados, fabricantes de velas, carpinteiros, armeiros e monges agricultores. Ao avistar uma "montanha fumegante" à distância, ele enviou um grupo de 100 soldados para investigar.

(...) As Crônicas da Viagem do Príncipe Henry Sinclair ao Novo Mundo em 1398As crônicas da viagem histórica do Príncipe Henry Sinclair em 1398 estão indelevelmente gravadas em pedra em ambos os lados do Atlântico. Existem fatores corroborantes que apontam para a viagem. O resumo a seguir apresenta alguns desses fatores:

1. Planos de Contingência: O planejamento da viagem durou um longo período – pelo menos 10 anos. O Príncipe Henrique também tomou a precaução de ceder algumas de suas terras aos seus irmãos e deixou um legado de suas terras na Noruega para sua filha mais velha, em caso de sua morte sem deixar descendentes masculinos.

(...) O conhecimento da viagem do Príncipe Henry Sinclair é conhecido há centenas de anos, mas na subsequente batalha por terras (e almas), Roma decidiu promover as reivindicações da Espanha e Portugal (Tratado de Tordesilhas, 1494). Henry, embora conhecido como "o Santo" Sinclair, não tinha a atenção de Roma e foi, infelizmente, relegado à lata de lixo da história. Este marcador histórico está listado nestas listas de tópicos: Exploração • Hidrovias e Embarcações . Uma data histórica significativa para esta entrada é 2 de junho de 1398.
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2º fonte
Instalação do Monumento comemorativo do desembarque da Expedição do Príncipe Henry Sinclair
Instalação do Monumento comemorativo do desembarque da Expedição do Príncipe Henry Sinclair
08/09/2025

Monumento comemorativo do desembarque da Expedição do Príncipe Henry Sinclair. A Sociedade Príncipe Henry Sinclair da América do Norte acredita que ele desembarcou na Baía de Chedabucto em 1398. O monumento foi erguido em 17 de novembro de 1996. Trata-se de uma rocha de granito de quinze toneladas com uma placa narrativa em granito preto, localizada em Halfway Cove, na Rota 16, no Condado de Guysborough, Nova Escócia. O local oferece uma vista panorâmica da Baía de Chedabucto.

Em 2 de junho de 1398, Henry Sinclair supostamente pisou na América do Norte, na restinga do Porto de Guysborough. Sua frota consistia de 12 navios com entre 200 e 300 homens a bordo — uma força considerável, projetada para ser autossuficiente, composta por marinheiros, soldados, velheiros, carpinteiros, armeiros e monges agricultores.

Ao avistar uma "montanha fumegante" à distância, ele enviou um grupo de 100 soldados para investigar. Quando retornaram, falaram sobre "uma nascente de betume" que corria para o mar, sobre o povo amigável Mi’kmaq e sobre uma abundante oferta de alimentos.

Ao ouvir isso, Henry enviou sua frota de volta para Orkney, mantendo apenas os barcos a remo para si. Isso não foi um ato de coragem singular, mas provou de forma bastante conclusiva que sua viagem havia sido feita com o objetivo de explorar e descobrir, seguindo os passos de seus antepassados vikings, cujas sagas ele ouvira quando criança.

Durante o ano seguinte, ele explorou a Nova Escócia desde o Oceano Atlântico até a Baía de Fundy, onde, em Advocate, construiu um navio para levá-lo pela costa leste da América. É possível que ele até tenha construído um pequeno castelo em New Ross, onde há algumas fundações interessantes que sugerem uma antiga construção de pedra.

Os ventos e marés predominantes na Baía de Fundy levaram seu navio para o sul, até o rio Merrimac, em Massachusetts, o mesmo local onde Leif Eriksson e Thorfinn Karlsefni haviam desembarcado 400 anos antes. Sem dúvida, Henry conhecia a área pelas sagas nórdicas e, como seus antepassados, teria usado Block Island como ponto de referência para entrar em Newport, Rhode Island.

O corpo do Príncipe Henry Sinclair foi levado de Orkney para seu local de nascimento em Rosslyn, onde foi enterrado na Igreja de São Mateus, que hoje está em ruínas. No entanto, quando seu neto, o Conde William Sinclair, construiu a Capela de Rosslyn em 1446, o corpo do Príncipe Henry foi transferido e colocado nas criptas daquela magnífica construção, onde repousa com outros membros da "nobre linhagem dos altos St. Clairs".
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3º fonte
History Channel
A Maldição de Jacques de Molay - History Channel
20/01/2022

Paris, França, 18 de março de de 1314. Depois de suportar 7 longos anos de tortura, Tiago de Moley, o 23° e último Grão-Mestre foi executado a mando do Rei Felipe IV e do Papa Clemente V.

(....) alguns pesquisadores acreditam que eles levaram a Arca da Aliança com eles, antes de um Templário chamado Henry Sinclair ter, secretamente, contrabandeado para o Novo Mundo, chegando a Nova Escócia em 1398.
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4º fonte
O Tesouro Perdido dos Templários nas Américas – Da Capela de Rosslyn à Acádia - louiswolf.com
O Tesouro Perdido dos Templários nas Américas – Da Capela de Rosslyn à Acádia - louiswolf.com
27/10/2024

Em uma exploração recente, visitei muitos lugares enigmáticos e repletos de simbolismo. Com lugares como Rennes-le-Chateau, Montsegur e Tomar em mente, continuei minha busca pelos conhecimentos templários, dessa vez no último reduto desses incríveis guerreiros na Europa - a Escócia e Inglaterra.

Esse conteúdo é altamente especulativo e é inspirado nas conexões que fiz durante a visita em locais incríveis como: A Capela de Rosslyn, próxima a Edimburgo e a Igreja do Templo em Londres além de outras leituras.

O SEGREDO DE HENRY SINCLAIR E A CAPELA DE ROSSLYN

Imagine uma noite escura na Escócia do século XV. Na colina de Rosslyn, uma estrutura impressionante começa a se erguer: uma capela única, construída por uma figura enigmática chamada William Sinclair. Com suas colunas intrincadas e esculpidas como as raízes de uma árvore antiga, a Capela de Rosslyn parece segurar segredos ancestrais. Nos corredores sombrios e nos arcos detalhadamente entalhados, dizem que estão guardadas pistas para um tesouro incalculável deixado pelos Cavaleiros Templários – um dos grupos mais misteriosos da história medieval.

A lenda começa a ganhar vida com Henry Sinclair, Conde de Orkney, e descendente da família Sinclair, que acredita-se ter navegado para o Oeste muito antes de Colombo. Lendas dizem que 90 anos antes do famoso navegador, ele e seus homens teriam embarcado em uma ousada viagem através do Atlântico, rumo a um lugar que conhecemos hoje como a Nova Escócia. Mas por que essa viagem? E por que alguém faria tal esforço e risco sem deixar claro seu destino final?

A teoria mais envolvente diz que Henry Sinclair levava um tesouro templário, relíquias de valor incalculável, que ele teria a missão de esconder em um novo Éden – longe das garras da Igreja e da Coroa francesa.

ARCADIA 1398 – UM MISTÉRIO ESCONDIDO EM UMA CADEIRA

Mais de meio milênio depois, uma cadeira esculpida chama a atenção de um neófito visitante na Capela de Rosslyn. Gravado em uma madeira desgastada, lê-se “To Arcadia 1398”. Ou seja, Em direção à Arcadia 1398. O nome não é estranho e já foi visto por ele em outros lugares igualmente misteriosos. O que poderia significar? Seria um código ou um recado deixado para os que ousassem desvendar o segredo?

Para os antigos gregos, Arcadia era uma utopia, um paraíso perdido onde a natureza e a harmonia se fundiam. Já para os seguidores de Henry Sinclair, Arcadia talvez tivesse uma nova interpretação: um pedaço de terra intocado e escondido onde segredos poderiam ser enterrados.

E o ano? 1398 – o mesmo ano em que Sinclair teria viajado. Essa simples inscrição em uma cadeira é, para muitos, a pista de que algo grandioso aconteceu naquela época. “Arcadia” poderia muito bem ser o nome em código para Acádia, a região da Nova Escócia, onde dizem que Sinclair e os templários chegaram em busca de um novo lar e, mais importante, de um novo esconderijo.

ACADIA X ARCADIA – UM NOVO ÉDEN NAS AMÉRICAS

A coincidência dos nomes “Acádia” e “Arcadia” abre uma discussão fascinante. Enquanto Acádia é um nome mais tarde usado para designar a área da Nova Escócia e áreas adjacentes, Arcadia é um conceito clássico na literatura e arte renascentista, simbolizando um paraíso perdido ou um Éden terrenal. Isso faz com que algumas teorias sugiram que a missão templária em direção ao oeste poderia não apenas buscar refúgio físico, mas também a recriação de uma utopia espiritual, talvez inspirada nos valores templários de justiça, igualdade e segredo. Vale lembrar que a região original da mesopotâmia onde o Jardim do Éden supostamente existiu chamava-se Acádia.

Os exploradores europeus que vieram depois de Sinclair adotaram o termo Acádia para se referir ao novo território, mas as semelhanças fonéticas e semânticas entre os dois nomes sugerem um possível simbolismo. Os templários, com suas inclinações esotéricas, poderiam estar tentando estabelecer uma nova "Arcádia" onde poderiam viver livres das pressões religiosas e políticas do Velho Mundo. Esse Novo Éden, simbolizado por Acádia, representa um lugar de renascimento espiritual e um novo começo, ligado tanto ao legado dos templários quanto às ambições de explorar e resguardar segredos sagrados.

O MONEY PIT DE OAK ISLAND – UMA ARMADILHA CHEIA DE MISTÉRIOS

Em uma pequena ilha na costa da Nova Escócia, conhecida como Oak Island, surgiria uma pista ainda mais surpreendente. No final do século XVIII, dois jovens aventureiros descobrem um poço misterioso – um buraco profundo, cheio de plataformas e camadas de terra e madeira. O que seria isso, e quem poderia ter construído tamanha estrutura numa época tão remota?

A descoberta desse “Money Pit”, ou “Poço do Tesouro”, despertou especulações sobre o possível tesouro templário. E a engenhosidade do poço, feito para desmoronar e inundar-se com água salgada ao ser escavado, sugeria que seus construtores sabiam que alguém um dia viria em busca do que quer que estivesse lá embaixo. Em meio à lama e à água do poço, tesouros escondidos ou conhecimento secreto poderiam estar esperando para serem descobertos – ou talvez jamais devessem ser desenterrados.

Poderia ser o destino dos templários repousando em silêncio, sob as camadas do poço? Ou seria tudo isso uma cilada, uma armadilha para enganar curiosos e caçadores de tesouro? A complexidade do Money Pit sugere que apenas os mais determinados e dignos conseguiriam desvendar o enigma deixado pelos que fugiram para as Américas.

ET IN ARCADIA EGO – A PINTURA DE NICOLAS POUSSIN E O SUSSURRO DOS TEMPLÁRIOS

Décadas depois, a lenda da Arcádia continuaria, desta vez nas mãos de um pintor francês, Nicolas Poussin. Sua obra “Et in Arcadia Ego” mostra pastores ao redor de um túmulo, e a inscrição “Et in Arcadia Ego” – “Eu também estou (ou estive) na Arcádia” – desperta teorias de simbolismo oculto. O que Poussin estava tentando nos dizer? Estaria ele sussurrando pistas sobre o refúgio templário, sobre uma Arcádia onde o tesouro sagrado repousa?

Alguns estudiosos acreditam que Poussin possuía acesso a segredos antigos. Ele pintou um cenário pastoral, mas com uma mensagem sombria: mesmo em um paraíso como a Arcádia, a morte, ou talvez o segredo, ainda existe. Talvez Poussin estivesse ecoando os segredos dos templários, insinuando que seu legado, embora oculto, ainda permeava o mundo – uma Arcádia eterna, onde não se trata apenas de encontrar um lugar físico, mas um estado de conhecimento reservado aos poucos.

Essas interpretações sugerem que Arcádia poderia ser, na verdade, uma referência indireta às Américas. Poussin teria talvez representado a promessa de um "novo Éden" – e não qualquer Éden, mas o Éden das Américas, visto pelos templários como um local seguro para guardar segredos e tesouros. Ele pintava para aqueles que conheciam as histórias e segredos dos templários e que talvez também soubessem das viagens de Henry Sinclair e dos Sinclairs até a Nova Escócia, um destino chamado de "Acádia" pelos franceses séculos depois.

O TESOURO ESCONDIDO E O SONHO ARCADIANO

A história do tesouro dos templários, a Capela de Rosslyn e a jornada para as Américas é repleta de teorias que continuam a intrigar. Embora muitos aspectos permaneçam misteriosos, a ligação entre templários, a família Sinclair e o Novo Mundo sugere que o legado dos templários pode ter sido muito mais duradouro do que se imaginava. Henry Sinclair e sua suposta viagem à Acádia se destacam como um dos episódios mais fascinantes da busca templária por um refúgio ou um recomeço.

A combinação de pistas como a cadeira Arcadia 1398, o Money Pit de Oak Island e a obra de Poussin sugere que os templários podem ter deixado um rastro de seu conhecimento oculto, esperando que uma futura geração de exploradores pudesse desvendá-lo. Enquanto as provas históricas permanecem escassas, a persistência de uma narrativa tão rica aponta para a possibilidade de que, talvez, uma nova "Arcádia" templária realmente tenha existido – não apenas como um lugar, mas como uma ideia imortal e uma promessa de um conhecimento a ser redescoberto.

Aqui cintilando aos portões do crepúsculo, vê-se. Uma dama robusta com um farol cuja flama É o relâmpago aprisionado, e ela se chama Mãe dos Exilados. Da mão que, meiga, se estende Brilham boas-vindas; o seu olhar compreende O porto que as nobres cidades gêmeas defendem. "Segurai, antigas terras, vossa pompa!" diz ela Com lábios quietos. "Dai-me vossos pobres fatigados, As multidões que por só respirarem livres zelam, Resíduos miseráveis dos caminhos fervilhados. Mandai-os a mim, desabrigados, que a minha vela Os guiará, calmos, através dos portões dourados!"- Emma Lazarus (1883)

O que é Arcádia, afinal? Seria ela um sonho de uma nova nação livre, um Éden renascido para abrigar conhecimento e segredos além do alcance do poder e do tempo? Ou talvez seja a promessa de que, onde quer que estejamos, podemos nos conectar a algo mais profundo, algo escondido – um mistério que pulsa sob a superfície de tudo.A verdade está lá fora!
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Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]