Wildcard SSL Certificates
  
Manuel da Nóbrega  (1517-1570)
Registros de 1557












PAIS:1010ANO COMPLETO
1556  (2)
Anterior
1557
1 registro / erro fontes
1558  (1)

DEUS: Se há consenso de que esta aldeia seria do cacique Tibiriçá, há controvérsias quanto à sua localização. É possível que Piratininga fosse um local mais próximo ao Tietê, “junto de uma lagoa, pelo Rio Grande (Tietê) abaixo, à mão esquerda”, onde os jesuítas, mais tarde, pediriam a Martim Afonso uma gleba de terra.

“(...) somente se podia pedir a Martim Afonso de Sousa sete ou oito léguas (38,6km) de terra para o colégio de Piratininga; e as mais convenientes (...) eram a começar no porto que agora chamam Piratinim, junto de uma lagoa, pelo Rio Grande (Tietê) abaixo, à mão esquerda”.

Um documento sobre a demarcação das terras de Brás Cubas, de 1567, confirma esta localização na foz do Tamanduateí: “[a propriedade] começará a partir pela banda oeste que vae daí [ao] caminho de Piratininga (...) sempre pelo dito caminho assim como vae passando o rio Tamanduateí e daí corta direito sempre pelo dito caminho que vae a Piratininga que está na borda do rio Grande [Tietê] que vem do Piquiri [no atual Tatuapé] e ai vae correndo direito para o sertão” (Livro de Sesmarias, v. 1, p. 54). [2]

Serafim Leite (1953b:79) não menciona a expressão “Campo”, registrando a seguinte seqüência: Piratininga – Casa de São Paulo de Piratininga – Colégio de São Paulo – São Paulo. A diferença com que Nóbrega, em carta escrita a 02 de setembro de 1557 (2000:271), registra o “Colégio de Piratininga” e o porto de “Piratinim”, levou esse historiador, em nota de rodapé, a suspeitar de diversas “notações geográficas”.

Nada autoriza essa ilação. A diferença de pronúncia parece ser devida, na verdade, à diferencialidade fonética entre distintos grupos indígenas, o que explica, por exemplo, as variantes abanheen e abanheenga, traduzidas como “língua de gente”. As atas da Câmara de São Paulo registram indiferentemente, numa mesma assentada, as duas grafias do nome do planalto (1914-I:57).O relato de Nóbrega a esse respeito é muito informativo em carta escrita daBahia em 1556-1557: “Ali foi a primeira povoação de cristãos, que nesta terra houveem tempo de Martim Afonso de Sousa, e vieram-se a viver ao mar por razão dosnavios, de que agora todos se arrependem, e todavia a alguns deixaram lá ir viver”(2000:214). Mas se tratava de um baixo contingente demográfico de colonos, atémesmo em relação à costa, porque o Brasil, até o fim do século XVI, apresentava umdéficit econômico para a Coroa, conforme afirma Simonsen, apudr Schwartz(1979:78).

No ângulo educacional, a par do ensino religioso, o Colégio de São Pauloesmerava por um plano eficaz, como também o detinha o Colégio de Jesus na Bahia, queministrava o curso de Letras Humanas, em que se estudavam os Clássicos em latim, já queaulas de grego não foram ministradas no século XVI, salienta Serafim Leite (2004-I: 30).

Mas, acrescenta esse mesmo autor, “em compensação, havia o que os Padres classificavampitorescamente de grego da terra, que era a língua dos índios. E dela se fez Gramática eensinou-se no Colégio”. Gladstone Chaves de Melo (1946:33) registra:

“Os Padres da Companhia, que tão cuidadosamente organizaram o estudo das humanidades no Brasil criança, não se pejaram de substituir o idioma helênico pelo Tupi, ‘o Grego da terra’, comoespirituosamente lhe chamavam”. É bom ter em mente, entretanto, em adição a essaexpressão tradicionalmente citada em obras lingüística e de história, que Nóbrega sereferiu, também, à língua tupi, pelo menos uma vez, como “latim da terra”, como registra 87carta escrita de Salvador a 02 de setembro de 1557: “Trabalhei de o encaminhar [Manuelde Chaves] a ser clérigo pois sabia o latim da terra” (2000:275).

. Mesmoem 1557, em carta escrita da Bahia a 02 de setembro, Nóbrega, depois de afirmar queManoel de Chaves “é a melhor língua que temos”, refere-se também a Rodrigues, que “éoutrossim língua”, mas sem realçar-lhe a mesma proficiência, embora saliente a todo temposua condição de língua (como o faz novamente em carta escrita da Bahia a 5 de julho de1559 – 2000:305), o que é uma tônica nas cartas jesuíticas, dada a importância dessaqualidade para os propósitos da catequese.
1 de 1
2 de setembro de 1557, segunda-feira
Nóbrega em carta escrita registra o “Colégio de Piratininga” e o porto de “Piratinim” e não “São Paulo de Piratininga”

• 1º fonte - 01/01/2008 - Benedito Antônio Genofre Prezia *“Os Tupi de Piratininga: Acolhida, resistência e colaboração”. Benedito Antônio Genofre Prezia, PUC-SP
Se há consenso de que esta aldeia seria do cacique Tibiriçá, há controvérsias quanto à sua localização. É possível que Piratininga fosse um local mais próximo ao Tietê, “junto de uma lagoa, pelo Rio Grande (Tietê) abaixo, à mão esquerda”, onde os jes...

• 2º fonte - 01/01/2006 - Arquivo Histórico Municipal (SP) *REVISTA DO ARQUIVO MUNICIPAL




update tabela set fontes=3 where autor=707 and ano=1557
FONTES:3
, João III, "O Colonizador" (3), João Ramalho (2), Antonio Rodrigues (Piqueroby) (2), José de Anchieta (2), Brás Cubas (2), Lopo Dias Machado (2), Filipe II, “O Prudente” (1), Aleramo Doria (1), Antonio Dias Adorno (1), Antonio Rodrigues "Sevilhano" (1), Paulo de Proença (1), Belchior Dias Carneiro (1), Konyan-bébe (1), Henrique I de Portugal (1), Beatriz Dias Teveriçá ou Ramalho (1), Felicia Lobo (1), Jerônimo Leitão (1), Afonso Sardinha, o Velho (1), Alessandro Cattaneo (1), Isabel de Proença Varella II (1), Isabel Cubas (1), Pero Lopes de Sousa (1), Antonio Raposo, o Velho (1), Catarina de Áustria (1), Martim Afonso de Sousa (1), Paulo de Proença (1), Paschoal Fernandes (1), Hans Staden (1), Diogo Álvares Correia, o Caramuru (0), Caiubi, senhor de Geribatiba (0), Antônio de Añasco (0), Afonso Sanches (0), Isabel Nogueira (0), Sebastião, o Desejado, o Encoberto, o Adormecido (0), Ruy Díaz Ortiz Melgarejo (0), Jorge Ferreira (0), Isabel de Gamboa (0), Álvaro Aires Ferrão (0), Clemência Dória (0), Manuel da Nóbrega (0), Mem de Sá (0), Paulo Dias Adorno (0), Francisco de Saavedra (0), Fernão Vaz da Costa (0), Benedetta (0), Clemência Dória (0), Gaspar Sardinha (0), Vasco Fernandes Coutinho (0), Domingos Jorge Velho (0), Gabriel Soares de Sousa (0), Susana Nunes Raposo (0), Filipa Gomes (0), Francisco Pires (0), João Gomes Sardinha (0), Ana o Juana Ortiz Melgarejo (0), Rodrigo Alvares (0)
, Portos (2), Carijós/Guaranis (2), Jesuítas (2), Pela primeira vez (2), Bíblia (2), Fortes/Fortalezas (2), Pontes (1), “o Rio Grande” (1), Serra de Ibituruna (1), Léguas (1), Metalurgia e siderurgia (1), Vale do Anhangabaú (1), Jeribatiba (Santo Amaro) (1), Rio Anhemby / Tietê (1), Aldeia de São Miguel (Guarapiranga) (1), Caminho do Mar (1), Karaibas (1), Cananéas (1), Karaibas (1), Dinheiro$ (0), Bituruna, vuturuna (0), Caetés (0), Rio Tamanduatei (0), Porto dos Patos (0), República (0), Igreja Presbiteriana do Brasil (0), Rei Branco (0), Espanhóis/Espanha (0), Estradas antigas (0), Rio Pinheiros (0), Leis, decretos e emendas (0), Mosteiro de São Bento SP (0), Ilha de Santo Amaro (0), Jurubatuba, Geraibatiba (0), Piqueri (0), Lagoa Dourada (0), Guayrá (0), Curiosidades (0), Baía de Guanabara (0), Guaimbé (0), Rio Geribatiba (0), Capitania de Santo Amaro (0), Vila de Santo André da Borda (0), Gados (0), Colégio Santo Ignácio (0), Franceses no Brasil (0), Açúcar (0), Lagoas (0), Descobrimento do Brazil (0), Protestantes (0), Caminho do Peabiru (0), Ururay (0), Butantã (0), São Paulo de Piratininga (0)
, Sorocaba/SP (5), Santo André/SP (2), Bertioga/SP (1), Barueri/SP (1), Cotia/Vargem Grande/SP (1), Carapicuiba/SP (1), Guarapuava/PR (1), São Paulo/SP (0), Caeté/MG (0), Assunção/PAR (0), São Vicente/SP (0), Rio de Janeiro/RJ (0), Santo Amaro/SP (0), Guaíra/PR (0), Salvador/BA (0), Caetés/PE (0), Ivaiporã/PR (0), Santos/SP (0), Lisboa/POR (0)

DEUS!

  História  (33054)
  Cidades  (713)
   Imagens  (12736)
  Pessoas  (10468)
  Temas  (1478)
Direto ao ano:





Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

.

Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama