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9 de janeiro de 2026, sexta-feira
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DEUS:Ouro Preto é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se a cerca de 100 km a sudeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 1 250 km², sendo que 23 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 77 914 habitantes em 2025. Situa-se na latitude 20º23´08" sul, longitude 43º30´29" oeste e altitude média de 1 179 metros.No município há treze distritos: Amarantina, Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro Correia, Glaura, Lavras Novas, Miguel Burnier, Santa Rita de Ouro Preto, Santo Antônio do Leite, Santo Antônio do Salto, São Bartolomeu e Rodrigo Silva, além da sede.

Ouro Preto localiza-se em uma das principais áreas do ciclo do ouro. Oficialmente, foram enviadas a Portugal 800 toneladas de ouro no século XVIII, isso sem contar o que circulou de maneira ilegal, nem o que permaneceu na colônia, como por exemplo o ouro empregado na ornamentação das igrejas.[9]

O município chegou a ser uma das cidades mais populosas das Américas, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e, décadas após, 80 mil, mas é bom lembrar que a área de Villa Rica/Ouro Preto era muito maior englobando as atuais Congonhas, Ouro Branco e Itabirito. Àquela época, a população de Nova York era de menos da metade desse número de habitantes e a população de São Paulo não ultrapassava 8 mil.[9] A Cidade Histórica foi o primeiro sítio brasileiro considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, título que recebeu em 1980.[10] Foi considerada patrimônio estadual em 1933 e monumento nacional em 1938.[11]

História

PovoamentoAntes da chegada dos colonizadores de origem europeia no século XVI, toda a região atualmente ocupada pelo estado de Minas Gerais era habitada por povos indígenas que falavam línguas do tronco linguístico macro-jê.[carece de fontes] A partir do século XVI, exploradores luso-tupis provenientes de São Paulo, os bandeirantes, começaram a percorrer a região do atual estado de Minas Gerais em busca de ouro, pedras preciosas e escravos indígenas. Nesse processo, dizimaram muitas nações indígenas da região. No final do século XVII, finalmente foi descoberto ouro na região, aumentando ainda mais o afluxo de aventureiros para a região. Enquanto isso, as descobertas de ouro nos córregos continuavam no sertão, elevando nomes como o de Antônio Dias de Oliveira, Bartolomeu Bueno de Siqueira, Carlos Pedroso da Silveira e de gente vinda da Bahia e de Pernambuco e acendendo ambições de além-mar. As expedições procuravam ora o Rio das Velhas (principalmente os paulistas, que haviam acompanhado a bandeira de Fernão Dias Pais e de Rodrigo de Castelo-Branco), ora o Tripuí, onde já se havia encontrado o afamado "ouro preto", balizado pelo cabeço enevoado do pico do Itacolomi, que começavam a avistar logo transposto o Itatiaia.[12]

Orientados pelos picos que eriçam as serras de Ouro Branco, Itatiaia, Ouro Preto, Itacolomi, Cachoeira, Casa Branca, Ribeirão do Carmo etc., os exploradores seguiam, juntos ou separados. Diz Antonil que, da mina da Serra do Itatiaia, a saber do Ouro Branco (assim chamavam ao ouro ainda não bem formado), distante do Ribeiro do Ouro Preto oito dias de caminho moderado até o jantar, dele não faziam caso os paulistas por terem outras de ouro formado e muito melhor rendimento.

Segundo José Rebelo Perdigão, secretário do governador Artur de Sá e Menezes, em 1695 e 1696 teria sido descoberto, nesta montanha, um ribeiro aurífero ao qual se deu mais tarde o nome de Gualacho do Sul, mas que os paulistas desta bandeira de Garcia de Almeida e Cunha, o Miguel Garcia, não se recusaram a dividir a jazida com seus companheiros de Taubaté, os quais, se tendo então separado, tomaram marcha para o interior e descobriram o ribeiro de Ouro Preto. Dos córregos e morros de Ouro Preto, ainda hoje chamados o Passadez, Bom Sucesso, Ouro Fino, Ouro Bueno, foram descobridores Antônio Dias, de Taubaté, o padre João de Faria Fialho e Tomás Lopes de Camargo, primo do descobridor de Itaverava Bartolomeu Bueno de Siqueira.[12]

As terras ali eram de "tal modo requestadas que por acudir muita gente, só pode tocar três braças em quadra a cada minerador", segundo o historiador Varnhagen. Nomes como Brumado, Sumidouro,[desambiguação necessária] rio Antônio Dias de Oliveira, pelo padre João de Faria Fialho e pelo coronel Tomás Lopes de Camargo e um irmão deste, por volta de 1698.

Ouro Preto foi criada em 24 de junho de 1698 pela bandeira de Antonio Dias e Padre Faria.[13] A elevação de Ouro Preto a vila se deu em 8 de julho de 1711,[14] por meio da fusão de diversos arraiais, fundados por bandeirantes, tornando-se sede de concelho, com a designação de "Vila Rica".[12] Inicialmente Vila Rica de Albuquerque e depois Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto.[15] Nesse ano foram criadas as três primeiras vilas de Minas Gerais: em 8 de abril Ribeirão do Carmo, atual Mariana, em 8 de julho Vila Rica, atual Ouro Preto, e em 17 de julho Nossa Senhora da Conceição de Sabarabussu, atual Sabará.

O ouro mineiro começou a chegar ao Reino de Portugal ainda no final do século XVII. Em 1697, o embaixador francês Rouillé mencionou a chegada de ouro "peruano". Não era distribuição fácil nem equitativa, pois, às vezes, eram explorados aluviões riquíssimos ao longo de um curso d´água estreito e, assim a riqueza mineral não era bem distribuída. Pelo Direito da época, o senhor do solo e do subsolo era o rei, mas não podia trabalhar a terra e a dava em quinhões a particulares para explorar mediante parte nos resultados, o que constituía a "pensão enfitêutica" devida ao senhorio. A porção era de vinte por cento = o quinto = cuja história é a própria história de Minas, segundo seu historiador Diogo de Vasconcelos. Para a arrecadação, em cada distrito havia um Guarda-mor com escrivão, tesoureiro e oficiais. "Consideravam-se novas só as lavras distantes meia légua de alguma lavra já conhecida, de modo que os ambiciosos afastavam-se delas para se enquadrarem nas regalias, multiplicando-se os manifestos e seus exploradores, sem garantia de vida e propriedade, tendo que se entrincheirar no próprio local de trabalho, levantando abrigos ou aproveitando as bocas das minas, concorrendo para a disseminação de povoados".[12]

Vieram artífices de profissões diversas, no arraial de Ouro Preto e no arraial de Antônio Dias, no Caquende, Bom Sucesso, Passa-Dez, na Serra e Taquaral, construindo capelas, casas de morada e fabricando ferramentas. Em toda parte, foi revirada e pesquisada a areia dos ribeiros e a terra das montanhas, levantando-se barracas perto de terrenos auríferos, arraiais de paulistas começando a povoar o interior da terra que hoje é Minas Gerais. Organizaram-se depois os povoados em torno de capelas provisórias, até a "grande fome".[12]Diz Antonil em 1710: "A sede insaciável do ouro estimulou a tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como os das Minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número das pessoas que atualmente lá estão. Cada ano, vêm, nas frotas, quantidades de portugueses e estrangeiros para passarem às Minas." E, adiante: "As constantes invasões de portugueses do litoral vencerão os paulistas que haviam descoberto as lavagens de ouro - florestas batidas, montanhas revolvidas, rios desviados de cursos, pois a sede de ouro enlouquecia.[12]Desciam das serras que isolavam Minas homens levando famílias, escravos, instrumentos de mineração, atravessando florestas e vadeando rios caudalosos depois de lutar às vezes contra índios expulsos do litoral. Frades fugiam dos conventos, proprietários abandonavam plantações, procurando como loucos as terras do centro - visão fugitiva de riquezas acumuladas sem luta nem trabalho. Em 1720, foi escolhida para capital da nova Capitania de Minas Gerais. A cidade tem o nome de "Ouro Preto" devido a uma característica do mineral aqui encontrado na época: o ouro era escurecido por uma camada de óxido de ferro, dando-lhe tonalidade escura.[16]Povo OriginárioAo longo da história colonial, o povo foi nomeado de diferentes formas pelos não-indígenas — Botocudos, Bukans, Cataguases, Guarachues, Batatais, Guaianazes do Velhas, entre outros, mas atualmente a população indígena originária do município são os Borum-Kren. Nesse processo, sofreram extermínio cultural, invisibilização e a dispersão forçada de seus descendentes e muitos foram constrangidos a ocultar sua ancestralidade, passando a se registrar nos censos e documentos oficiais como “pardos” ou “negros da terra”.Século XIXEm 1823, após a Independência do Brasil, Vila Rica recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Pedro I, tornando-se oficialmente capital da então província das Minas Gerais e passando a ser designada como Imperial Cidade de Ouro Preto. Em 1839, foi fundada a Escola de Farmácia, tida como a primeira escola de farmácia da América do Sul. Em 12 de outubro de 1876, a pedido de Pedro II, Claude Henri Gorceix fundou a Escola de Minas em Ouro Preto. Esta foi a primeira escola de estudos mineralógicos, geológicos e metalúrgicos do Brasil e, hoje, é uma das principais instituições de engenharia do país.[12]Foi a capital da província e, mais tarde, do estado, até 1897. Assim era descrita a cidade de Ouro Preto pelo ilustre fundador da Escola de Minas, em relatório enviado ao imperador Pedro II: "Em muito pequena extensão de terreno, pode-se acompanhar a série quase completa das rochas metamórficas que constituem grande parte do território brasileiro e todos os arredores da cidade se prestam a excursões mineralógicas proveitosas e interessantes". (Claude Henri Gorceix)[carece de fontes]Segundo Oliveira (2006), desde que ocorreu a fixação nas áreas mineradoras da região de Ouro Preto, no final do século XVII e início do XVIII, a cidade teve várias imagens. De um local que "exalava conflitos", no dizer do Conde de Assumar, governador da Capitania das Minas no século XVIII, até a de uma capital que dificultava a modernização do Estado no início da República. O início da ocupação do espaço urbano de Ouro Preto ocorreu com a formação de arraiais mineradores isolados (Ouro Podre, Taquaral, Antônio Dias, Pilar). A consolidação urbana e a presença efetiva da Coroa portuguesa se deu somente em meados do século XVIII com a construção dos Palácio dos Governadores (atual Escola de Minas), pelo engenheiro-militar José Fernandes Alpoim e dos arruamentos ligando os referidos arraiais.[12]Em fins do século XIX, Ouro Preto era vista pela elite mineira como símbolo do atraso e a construção de Belo Horizonte também representou o ideal republicano de modernização. Entretanto, também havia partidários da permanência da capital em Ouro Preto. Estes propuseram planos de revitalização da cidade e destacavam a importância histórica da cidade na conformação de Minas e do Brasil. Com a proclamação da república brasileira em 1889, a velha cidade de Ouro Preto passou a ser vista como um entrave para o desenvolvimento do estado de Minas Gerais, que substituiu a província de Minas Gerais. Foi decidida, então, a transferência da capital estadual para uma cidade planejada, Belo Horizonte, que veio a ser inaugurada em 1897. A mudança da capital para Belo Horizonte provocou um esvaziamento da cidade (cerca de 45 por cento da população) e acabou inibindo o crescimento urbano da cidade nas décadas seguintes, fato que contribuiu para preservação do Centro Histórico de Ouro Preto.[17]

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24 de janeiro de 2026, sábado
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DEUS:0Branca II de Navarra ou Branca de Trastâmara (em castelhano: Blanca; Olite, 9 de junho de 1424[1]— Orthez, 2 de dezembro de 1464) foi rainha de Navarra e princesa das Astúrias. Ela era filha do rei João II de Aragão e da rainha Branca I de Navarra.

Biografia

Aos doze anos de idade, foi prometida em matrimônio a Henrique, príncipe das Astúrias, futuro rei Henrique IV de Castela, para selar a paz entre os Reinos de Navarra e Castela. O casamento ocorreu na cidade de Valladolid, em 15 de setembro de 1440, quando Henrique completou quinze anos.[2]

Branca permaneceu virgem, não só durante a noite de núpcias, mas pelo resto do casamento. Depois de treze anos, em 1453, Henrique pediu o divórcio. Um exame oficial confirmou a virgindade de Branca. O casamento foi então anulado pelo Papa Nicolau V baseado no fato de que Henrique fora impedido de consumar a união por causa de "bruxaria". Branca nunca mais voltou a se casar e nem teve filhos.

Foi mandada de volta à Navarra, donde, com a morte de seu irmão Carlos, Príncipe de Viana, em 1461, tornou-se a herdeira legítima do reino como princesa de Viana, uma vez que, segundo o testamento de sua mãe, a rainha Branca, a coroa deveria ser do mais velho de seus filhos. Assim, ela seria a rainha Branca II de Navarra. Isto se seu pai, João II de Aragão, que era rei consorte de Navarra, e queria se manter no controle do reino, não a tivesse encarcerado e, portanto, incapacitado sua ação.

Branca morreu envenenada três anos depois e seus direitos sobre Navarra foram transferidos para sua irmã Leonor, Condessa de Foix, que, por ser aliada de seu pai, não reclamou sua coroa até a morte dele, em 1479.

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24 de jan. de 2026, sábado
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DEUS:0É uma das mais antigas cidades conservadas deste Estado considerando a data de fundação do Forte Coimbra de 13 de setembro de 1775. A criação da cidade de Santiago de Xerez de 1593 e das instalações de povoações jesuíticas da ocupação espanhola mesmo anteriores ao forte foram destruídas por bandeirantes luso-paulistas, mas com Camapuã ainda existente atualmente construída em 1650. E as disputas por território entre portugueses e espanhóis estão na origem da cidade cujo primeiro vilarejo surgiu em 1778, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, fundada pelo sargento-mor Marcelino Rois Camponês, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso, o Capitão-General Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres. A cidade sempre foi muito estratégica regionalmente para a entrada das mercadorias europeias e sua localização, após a serra de Albuquerque (que finaliza o Pantanal ao sul), no último trecho facilmente navegável do Rio Paraguai para embarcações de maior calado e a beira do Pantanal, que lhe garantiu um rápido e rico crescimento entre o final do século XIX e começo do século XX, quando a borracha da Amazônia passou também a ser exportada por ali. Era também um importante entreposto fluvial de Cuiabá e Cáceres, ambas importantes centros fluviais da região numa época em que só se chegava a Corumbá pelo rio, o que fez com que fosse centralizado temporariamente ali o parlamento estadual (nessa época por pouco Corumbá não foi a capital do estado).É o mais importante porto do estado de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes portos fluviais do Brasil e do mundo. Situada na margem direita do rio Paraguai e também na tríplice fronteira entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia, Corumbá é considerada o primeiro pólo de desenvolvimento da região. Segundo o IBGE, em 2014 Corumbá possuía um PIB de cerca de R$ 3,1 bi, representando cerca de 4% do total das riquezas produzidas no estado e cerca de 0,06% do total nacional. Com isso, o município ficou em quarto lugar no estado, logo atrás da capital, Dourados e Três Lagoas. Existe uma conurbação de Corumbá com mais 3 cidades: Ladário, Puerto Suarez e Puerto Quijarro. Com isso existe uma rede urbana de cerca de 150 000 pessoas, sendo atendida por dois aeroportos: Corumbá e Puerto Suárez. Com arrecadação de mais de 300 milhões de reais em 2012,[10] o município de Corumbá atingiu a condição de quarta cidade com maior potencial de consumo no Estado e 318º entre as 500 com maior potencial de consumo do País com ipc de 0,044% em 2014.[11] A cidade também é a 149ª menos violenta entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes considerando mortes por agressão (homicídios) e em mortes violentas por causas indeterminadas (MVCI), onde registrou no estudo 34 assassinatos (31,3 mortes por 100 mil habitantes) segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)[12]Corumbá é uma cidade conhecida por sua diversidade cultural, com influências indígenas, sul-americanas (paraguaios, bolivianos), árabes, italianas e portuguesas, que se expressam na sua culinária e na sua música. É um destino turístico importante, graças aos seus vários eventos, destacando-se o Carnaval, o Festival América do Sul, o Festival Latino Americano de Arte e Cultura, entre outros. Corumbá possui vários cognomes, que descrevem características locais. Entre elas as mais conhecidas são Capital do Pantanal (pois é a principal e mais importante zona urbana do território pantaneiro e por abrigar 60% da mesma região), Cidade Branca (da cor clara de sua terra, pois está assentada sobre uma formação de calcário, que dá a cor clara as terras), Triplice-Fronteira do Centro-Oeste (única cidade da Região Centro-Oeste do Brasil nessa situação), Capital Portuária do Centro-Oeste (principal porto da mesma região) e Capital Fronteiriça do Centro-Oeste (principal cidade fronteiriça da região). O nome da cidade é abreviado geralmente para CRBÁ ou CMB.HistóriaA etimologia do topônimo Corumbá origina-se do termo "curiba", que segundo os dicionários Nhêengatu reportam ao que tem volume e é úmido. As serras do grupo Jacadigo, que se distribuem em partes brasileira e boliviana, o Maciço do Urucum sendo uma delas, tendo as mais altas do Mato Grosso do Sul, são conhecidas por serem grandes volumes de onde se brota água. Segundo Campestrini e Guimarães apud Isquerdo, o Almirante Leverger, governador de Mato Grosso e Barão de Melgaço, em seus escritos, chama Corumbá a parte setentrional das serras Albuquerque (Jacadigo).OrigenseditarDos registros arqueológicos e conhecimentos que se tem sobre o Pantanal, sabe-se que foi povoado por grupos indígenas das línguas Arawak, Guaicuru, Jê, Macro-Jê, Tupi Guarani e Zamuco. Sítios arqueológicos registram a presença dos povos indígenas que ocupavam a região antes da colonização. A diversidade de sítios, tanto de habitação, quanto de cemitérios, revela culturas amazônicas, da platina e do chaco.No século XVIII, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis em 1774 um povoado na foz de Ipané. Em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região. Em 21 de setembro de 1778, efetuou-se a ocupação do local onde se localiza atualmente Corumbá (Em 2 de setembro o local onde se encontra atualmente Ladário começou a ser povoado). Nessa mesma data, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso (o Capitão-General Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres), o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batiza de 1878, pela lei nº 525, é elevada à categoria de cidade. Já no fim do século XIX, o porto fluvial de Corumbá era o terceiro maior da América Latina e movimentava pelos vapores da rota Europa/Brasil o comércio de peles, charques e outras riquezas da região.HistóriaeditarNo século passado, a iluminação pública era possível graças ao aproveitamento do óleo de baleia. A antiga região da Armação era um celeiro de baleias e, nessas águas, a pesca era atividade predominante.Os pescadores valiam-se, no Porto de Itapocorói, da segurança, da calmaria de suas águas, para conseguir maior êxito nas armadilhas para a pesca da baleia.O Imperador D. Pedro I doou uma gleba de terra ao norte de Santa Catarina, precisamente onde hoje esta localizado o município de Barra Velha, ao corajoso pescador Joaquim Alves de Brito, que destacou-se pela iniciativa de enviar grande quantidade de óleo de baleia para o Rio de Janeiro.De colonização açoriana, as primeiras famílias chegaram aqui nos meados do século passado. Ainda existem vestígios de um antigo cemitério açoriano na margem esquerda da lagoa de Barra Velha, quase na barra do Rio Itapocu.Diz a lenda que o mar calmo da Praia do Grant foi refúgio de piratas antes da praia pertencer ao inglês Mister Grant.Na Praia do Costão, o Cruzeiro dos Náufragos marca um fato histórico, ocorrido em 1865, quando alguns combatentes que retomavam da Guerra do Paraguai ali naufragaram.A data da sua emancipação política foi em 7 de dezembro de 1961. [2]

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24 de janeiro de 2026, sábado
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DEUS:0Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia (antigamente denominada no Brasil de "Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados"), é a designação pela qual é conhecida a mais antiga das sociedades ou associações jurídicas atualmente usada pela religião cristã Testemunhas de Jeová. É a maior sociedade jurídica do mundo.[carece de fontes]Ao longo dos anos foram abertas diversas filiais ou congêneres em várias dezenas de países. Conforme os locais, algumas dessas filiais recebem a designação de Sociedade, tal como acontece em Portugal e no Brasil.HistóriaNo começo dos anos 1870, Charles Taze Russell e alguns amigos decidiram iniciar um estudo da Bíblia com respeito à volta de Cristo, tentando obter esclarecimento bíblico sem a influência de qualquer grupo religioso existente na época. Este foi o início da atual atividade das Testemunhas de Jeová.Aquele grupo passou a defender que a doutrina da Trindade não era bíblica, mas que somente Jeová é o Deus e Criador Todo-poderoso, que Jesus Cristo é a Sua primeira criação e o seu Filho unigênito e que o espírito santo não é uma pessoa, mas é a força ativa, invisível, de Deus. Também defendia que a alma não é imortal, mas mortal, sendo que a esperança dos mortos está na ressurreição, e que a punição pela maldade impenitente não seria um tormento eterno, mas o aniquilamento. Professavam que um ensino básico da Bíblia é que Jesus deu a sua vida em resgate pela humanidade. Consideravam que primeiro seriam remidos da terra 144 000 homens e mulheres, para serem co-herdeiros de Cristo no reino celestial. Criam ainda que, por meio do resgate de Jesus, muitos outros, incluindo os ressuscitados dentre os mortos, atingiriam a perfeição humana, com a perspectiva de vida eterna na Terra, sob o governo do Reino. Russell e seus associados afirmavam também que a presença de Cristo seria invisível, em espírito. Os Tempos dos Gentios, durante os quais a soberania de Deus não estava sendo expressa por meio de algum governo na Terra. Então seria estabelecido no céu o Reino de Deus. Estes ensinos básicos ainda identificam hoje as Testemunhas de Jeová.Para divulgar os ensinos bíblicos em que acreditava, em Julho de 1879, Russell começou a publicar em inglês a revista A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo, hoje mundialmente conhecida como A Sentinela — Anunciando o Reino de Jeová. Em 16 de Fevereiro de 1881, junto com outros associados, ele fundou uma sociedade bíblica sem fins lucrativos. Foi chamada de Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião (Zion’s Watch Tower Tract Society), tendo sido registada legalmente no Estado de Pensilvânia, Estados Unidos da América, em 15 de Dezembro de 1884. Após o registo legal, Charles Taze Russel torna-se o seu primeiro Presidente. O nome foi mudado em 1896 para Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (Watch Tower Bible and Tract Society). Desde 1955, tem sido conhecida por Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania) que constitui a sociedade que originou o título deste Artigo.Os membros originais da Directoria foram:Presidente: Charles Taze Russell;Vice-presidente: W. I. Mann;Secretario-tesoureiro: Mary Frances Russell;Outros restantes directores: J. B. Adamson; W. C. McMillan; J. F. Smith.Estava deste modo formada o principal instrumento legal do grupo religioso posteriormente conhecido por Testemunhas de Jeová, visando a realização da sua obra mundial de evangelização.Usualmente, ao se empregar a expressão Sociedade Torre de Vigia, pretende-se mencionar esta primeira sociedade bem como outras de designação similar e também de grande importância nas atividades das Testemunhas de Jeová. Ao longo dos anos, dezenas de outras sociedades ou corporações legais têm sido constituídas em todos os continentes. Mais informações sobre algumas destas outras sociedades legais estão disponíveis abaixo, na subsecção: Várias sociedades usadas pelas Testemunhas de Jeová.Estrutura dirigenteDesde 1884 até 1971, os sete membros da Directoria da actualmente designada Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania), dos Estados Unidos da América, eleitos anualmente na Assembleia-Geral da Sociedade, funcionaram como uma estrutura colegial dirigente das Testemunhas de Jeová. Os seus principais directores eram: o Presidente, o Vice-presidente e o Secretário-tesoureiro. Durante todo esse tempo, na sua maior parte, os assuntos eram tratados directamente pelo Presidente da Sociedade Torre de Vigia. A Directoria da Sociedade, na pessoa do seu presidente, exerce jurisdição legal sobre todas as filiais da Sociedade e demais congéneres afiliadas.Lista dos PresidentesCharles Taze Russell Primeiro Presidente (1884-1916).Joseph Franklin Rutherford Segundo Presidente (1917-1942).Nathan Homer Knorr Terceiro Presidente (1942-1977).Frederick William Franz Quarto Presidente (1977-1992).Mílton George Henschel Quinto Presidente (1993-2000).Don A. Adams Sexto Presidente (de 7 de Outubro de 2000 a 2014).Robert Ciranko Sétimo Presidente (desde 2014).Membros atuais da DirectoriaDiretoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania)Presidente: Robert Ciranko;Vice-presidentes: Robert W. Wallen; William F. Malenfant;Secretario-tesoureiro: Richard E. Abrahamson;Outros restantes directores: Danny L. Bland; Philip D. Wilcox; John N. Wischuk.Relação entre a Sociedade e o Corpo Governante das Testemunhas de JeováDurante a presidência de Charles Russell, a Sociedade Torre de Vigia fora uma editora de publicações bíblicas e promotora da obra de evangelização dos Estudantes da Bíblia. Russell era encarado como sendo usado por Deus , e os seus escritos como abrindo o entendimento da Bíblia. As congregações locais, embora aceitassem de bom grado a liderança da Sociedade Torre de Vigia, gozavam de uma certa autonomia e seus membros elegiam os Anciãos e Servos Ministeriais. Com a presidência de Rutherford, surgem mudanças doutrinais e organizacionais profundas. Os que se apegavam ao culto da personalidade de Russell e ao seu entendimento bíblico foram os que mais se ressentiram com as mudanças.A partir de 1927, a organização religiosa criada em torno da Sociedade Torre de Vigia assume-se como a Única Organização de Deus na Terra e Porta-voz de Deus para a Humanidade. A partir da Assembleia-geral da Sociedade de 2 de Outubro de 1944, afirmou-se a ideia da Directoria da Sociedade como "um Corpo Governante". Além disso, ser membro eleitor da Assembleia-geral da Sociedade passava por uma escolha baseada nas qualificações religiosas e anos de serviço fiel da pessoa em causa, em vez de estar centrada nas contribuições financeiras feitas à Sociedade.A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania) é a mais antiga e conhecida das sociedades jurídicas usadas pelas Testemunhas de Jeová, apesar de não ser a única. Na verdade existem várias sociedades jurídicas, tanto nos Estados Unidos como em muitos outros países, que são usadas pelas Testemunhas com o objectivo de imprimir e distribuir Bíblias e publicações bíblicas ou serem as proprietárias legais dos terrenos e edifícios usados como sedes dessas Sociedades e como locais de reunião, sejam grandes auditórios conhecidos por Salões de Assembleias ou os usados pelas congregações locais, conhecidos por Salões do Reino. São ainda usadas para coordenar ajuda humanitária, estabelecer contratos para a utilização de locais para Congressos, entre outras atividades para as quais são necessárias entidades legalmente estabelecidas em cada país. No entanto, visto que durante muitos anos a directoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania) era constituída pelos membros do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, os termos "Sociedade" ou "Sociedade Torre de Vigia" foram sendo popularmente usados entre as Testemunhas, e não só, como referência ao Corpo Governante.A partir de 1 de Outubro de 1971, a separação entre a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (ou qualquer outra sociedade ou associação legal) e o Corpo Governante passou a ser cada vez mais evidente. Naquela data, os membros, diretores e executivos da Sociedade deixaram de poder eleger os membros do Corpo Governante. Essa separação foi especialmente destacada na revista A Sentinela no artigo com o tema: "Em que o Corpo Governante difere duma entidade jurídica" [1]. Na conclusão, o artigo afirmava:"Enquanto as condições neste mundo o permitirem, o Corpo Governante, representando "o escravo fiel e discreto", fará uso de entidades jurídicas. Estas são úteis, mas não indispensáveis. Quando uma entidade jurídica é dissolvida por decreto governamental, a pregação ainda continua. Mesmo agora, em países onde há restrições em vigor e em que não se usa nenhuma entidade jurídica, proclama-se a mensagem do Reino, fazem-se discípulos e a teocracia continua a aumentar. Isto se dá porque as Testemunhas de Jeová plantam e regam, e ‘Deus continua a fazê-la crescer’."EstatutosDesde a sua incorporação legal sob as leis do Estado da Pensilvânia, Estados Unidos, em 15 de Dezembro de 1884, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania) tem-se dedicado "à disseminação das verdades bíblicas, em várias línguas, por meio da publicação de tratados, panfletos, revistas e outros documentos religiosos", segundo expresso nos seus estatutos originais. A Sociedade tem os seus Estatutos registados, de acordo com a Lei das Associações Não-Lucrativas da Comunidade de Pensilvânia, Estados Unidos. Assim, por lei, não pode ser uma empresa que vise lucros.Também não é possível que alguém obtenha lucros pessoais através desta Sociedade, uma vez que o Artigo V dos seus estatutos declara: "Ela [a Sociedade] não propicia remuneração ou retribuição financeira, de forma incidental ou de outra forma qualquer, aos seus membros, dirigentes ou directores." Todos que trabalham na sede da Sociedade, em Nova Iorque, recebem as mesmas provisões básicas de cama e mesa, e uma pequena mensalidade. Não existe ali nenhum clero assalariado.Todos dentre os milhares de trabalhadores voluntários perseguem o mesmo objetivo da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania), ou conforme citado dos estatutos da Sociedade:"Pregar o evangelho do reino de Deus, sob Cristo Jesus, a todas as nações, em testemunho do nome, da palavra e da supremacia do Onipotente Deus, JEOVÁ; imprimir e distribuir Bíblias e disseminar as verdades bíblicas em várias línguas, [...] aprimorar homens, mulheres e crianças, tanto mental como moralmente, através da obra missionária cristã, e por meio de instrução caridosa e benevolente do povo quanto à Bíblia."Todas as outras sociedades, com implementação nacional ou regional, usadas pelas Testemunhas, em muitos países, seguem as mesmas directrizes e objectivos básicos.Financiamento da organizaçãoPor lei, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania), sociedade jurídica de carácter religioso usada pelas Testemunhas de Jeová, não pode ser uma empresa com fins lucrativos. O mesmo acontece nas suas mais de cem filiais e congéneres.Cada membro da sede mundial da Sociedade, ou nas suas filiais, incluindo o presidente da Sociedade e os diretores, faz um voto de pobreza legal. A pessoa recebe alimentação, acomodação e a necessária assistência médica, bem como um modesto reembolso para pequenas despesas. Se uma Testemunha viaja a serviço da Sociedade, em geral, são-lhe custeadas as despesas de viagem. Além disso, os ministros das Testemunhas de Jeová não cobram para realizar casamentos, batismos ou funerais. E não se cobram entradas nem se fazem coletas nos discursos públicos ou nos congressos. Os anciãos e servos ministeriais não são assalariados e ninguém é pago para ir de casa em casa. Não fazem contribuições voluntárias na esperança de que isso lhes traga a salvação, nem ensinam tal conceito.Nos Salões do Reino há caixas de contribuições, de modo que as pessoas podem fazer donativos voluntários, se o desejarem e de forma anônima. Todos os donativos, grandes ou pequenos, são apreciados. Os fiéis, ao passar de porta em porta, oferecem suas Sentinelas, Despertai e outras publicações de forma gratuita. Caso o morador deseje, pode fazer um donativo. Mensalmente, o ancião responsável pelas contas faz um breve relatório à congregação, informando o total das contribuições recebidas, das despesas e dos donativos da congregação à Sociedade Torre de Vigia em apoio da obra de pregação mundial e de outros empreendimentos. Pessoas individuais podem contatar a Sociedade Torre de Vigia ou as suas filiais em cada país para efetuarem donativos monetários ou doações particulares.Nova política quanto à distribuição de publicaçõesEm 1990, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová eliminou o donativo fixo solicitado pelas suas publicações.[2] Foi ainda extinto o arranjo das assinaturas das revistas A Sentinela - Anunciando o Reino de Jeová e Despertai!. Em 1 de Março de 1990, a nova política entrou em vigor nos Estados Unidos da América, estendendo-se depois a outros países. Foi ainda anunciado que os custos de funcionamento do serviço de alimentação nas suas assembleias e congressos passavam a ser cobertos através de donativos voluntários não solicitados, e este passaria a ser simplificado de modo a não sugerir uma operação de venda.Segundo as Testemunhas, o valor anteriormente solicitado era irrisório e visava apenas cobrir os seus custos de impressão e expedição. No entanto, devido a escândalos financeiros amplamente noticiados que envolveram certas religiões, além da crescente tendência dos governos de classificar a atividade religiosa como empreendimento comercial, as Testemunhas de Jeová fizeram alguns ajustes para evitar equívocos.[2] Entre esses escândalos, destacou-se o processo Ministério Jimmy Swaggart vs. Direcção de Impostos da Califórnia (Jimmy Swaggart Ministries vs. Board of Equalization of California), junto do Supremo Tribunal dos EUA, em 17 de Janeiro de 1990. Jimmy Swaggart, um pregador protestante, famoso tele-evangelista norte-americano dos anos 70 e 80 do Século XX, acabou por perder este processo, ficando estabelecido que a venda de publicações religiosas poderia ser taxada pelo Estado. Apesar de Jimmy Swaggart nada ter a ver com as Testemunhas de Jeová, a decisão judicial que o envolveu resultou, segundo alguns, em que o Corpo Governante se prevenisse contra eventuais ações sobre a Sociedade.Anteriormente, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania) imprimia as publicações nas suas gráficas e as enviava às congregações em consignação. As congregações encarregavam-se da distribuição e enviavam o dinheiro recebido referente ao valor das publicações distribuídas. Embora afirmassem que recebiam apenas donativos voluntários não-solicitados e que estes não visavam fins lucrativos, alguns críticos viam nisto uma operação de venda. Segundo tais argumentos, se as publicações de uma associação religiosa são produzidas para venda, logo realiza atividades comerciais.Com o novo sistema, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia continua sendo a identidade jurídica responsável por produzir todas as publicações religiosas que as Testemunhas de Jeová distribuem. Mas o dinheiro recebido nas caixas de contribuições para o que designam por Obra Mundial, em cada Salão do Reino, não é mais depositado nas suas contas bancárias. Existem agora outras sociedades (ou associações) jurídicas sem fins lucrativos, responsáveis pelo recebimento do dinheiro. Estas alegam ter fins culturais, educacionais ou humanitários para manterem o estatuto de isenção fiscal. Mesmo concordando que as contribuições recebidas são apenas para cobrir os custos das publicações (impressão, expedição, transporte, matéria-prima, entre outras despesas), a Sociedade Torre de Vigia e suas congéneres têm sido consideradas por algumas autoridades governamentais como possíveis contribuintes em alguns tipos de impostos. Na França, por exemplo, as autoridades tentaram implementar um imposto predial sobre os imóveis que servem como Salões do Reino e de Assembleias, bem como taxar em 60% todas as contribuições anónimas e voluntárias efetuadas pelos que assistem às suas reuniões públicas.[3] As Testemunhas apelaram desta decisão por submeter um requerimento ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (ECHR, segundo a sigla em inglês) em 25 de Fevereiro de 2005, alegando discriminação religiosa [4]. Mais de 874 000 pessoas assinaram essa petição em toda a França. Apesar disso, as autoridades francesas emitiram ordem de pagamento do imposto em Janeiro de 2006. As Testemunhas recorreram novamente ao ECHR que solicitou uma exposição por escrito ao governo francês. O caso foi resolvido em 11 de Dezembro de 2012, após 15 anos de Batalhas Jurídicas, o governo da França devolveu às Testemunhas de Jeová um total de 6 373 987,31 euros.[5]No entanto, em alguns outros países, as atividades destas sociedades e das Testemunhas em geral são consideradas como inestimáveis serviços públicos à comunidade. Um exemplo disso foi a decisão favorável do Supremo Tribunal do Quebec, no Canadá, ao se pronunciar sobre a apelação que as Testemunhas interpuseram contra a exigência de uma licença para fazerem as suas visitas de porta em porta. A decisão do tribunal determinou:"As visitas das Testemunhas de Jeová são um serviço cristão prestado à comunidade e as publicações oferecidas pelas Testemunhas aos interessados são sérias, tratando de assuntos tais como religião, a Bíblia, droga, alcoolismo, educação dos jovens, problemas maritais e divórcio. O Tribunal só pode chegar à conclusão de que comparar as Testemunhas de Jeová a vendedores ambulantes insulta, degrada, prejudica e difama." [6]Durante o ano de 2001, a receita anual foi de 951 milhões de dólares americanos, segundo alegada declaração de George M. Couch, Vice-presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc., ao veículo noticioso Newsday.com. O Anuário das Testemunhas de Jeová de 2007, informa que no ano anterior gastaram-se cerca de "111 milhões de dólares americanos para cuidar de pioneiros especiais, missionários, superintendentes viajantes nas suas designações de serviço de campo."[7]O que pode ser publicamente constatado é que, devido à sua posição de neutralidade e estrito afastamento de causas políticas, as Testemunhas de Jeová não são favorecidas com subsídios financeiros ou apoio materiais, ou de qualquer outra forma, por qualquer tipo governo organismo estatal, pelo menos não mais do que o previsto na lei para as organizações religiosas. As suas publicações são distribuídas sem custo, sendo que são as próprias Testemunhas ou as pessoas apreciativas que contribuem para cobrir as despesas e, mesmo neste caso, nenhuma delas é obrigada a dar qualquer quantia. Nas suas reuniões nunca se fazem apelos a contribuições financeiras.Uma Sociedade distribuidora da BíbliaFiel ao seu nome, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dedicou-se ao serviço de distribuir Bíblias, bem como de editar livros, tratados e outras publicações bíblicas. Desde o tempo em que a revista A Sentinela começou a ser publicada, em 1879, as publicações da Sociedade Torre de Vigia têm citado, mencionado e consultado muitas traduções da Bíblia. Assim, a Sociedade tem reconhecido o valor de todas elas, e é conhecida por muitos leitores e admiradores como uma organização inteligente e pesquisadora.Mesmo antes de 1896, a Sociedade tinha grande atuação como distribuidora da Bíblia. Não com fins lucrativos, mas como um serviço aos seus leitores, ela chamava a atenção para várias traduções da Bíblia disponíveis, comprava-as em grande quantidade de modo a obter bons preços, e daí as colocava à disposição do público por um preço que, às vezes, era apenas 35 por cento do preço de tabela.[8] Entre algumas destas traduções encontravam-se as seguintes:Tradução literal de Young;Tradução de Leeser (inglês ao lado do hebraico);New Testament de Tischendorf (com leituras variantes dos MSS gregos);Tradução de Murdock (do siríaco);Bíblia Variorum (com várias traduções em inglês);The Newberry Bible (com notas marginais).Algumas traduções publicadas pela SociedadeEm 1896, as Testemunhas de Jeová, por meio da Sociedade Torre de Vigia, entraram diretamente no campo de publicar e distribuir a Bíblia. Alistam-se em seguida as versões publicadas,As Bíblias de Rotherham e de HolmanEm 1986, a Sociedade adquiriu os direitos de impressão de Joseph B. Rotherham, tradutor britânico da Bíblia, para editar nos Estados Unidos a décima segunda edição, revisada, de seu Novo Testamento. No frontispício dos exemplares dessa Bíblia aparecia o nome da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, Allegheny, Pensilvânia, visto que a sede mundial da Sociedade se localizava ali naquela época. Em 1901, fizeram-se arranjos para uma impressão especial da Holman Linear Bible, contendo notas explanatórias marginais, colhidas das publicações da Sociedade de 1895 a 1901. O próprio texto bíblico apresentava a Versão King James e a Versão Revista das Escrituras Hebraicas e Gregas. Até 1903, a edição inteira de 5 000 exemplares tinha sido distribuída.The Emphatic DiaglottEm 1902, a Sociedade Torre de Vigia veio a ser detentora dos direitos autorais, a única a editar e distribuir a The Emphatic Diaglott.[9] Essa versão das Escrituras Gregas Cristãs foi preparada por Benjamin Wilson, tradutor da Bíblia, nascido na Inglaterra, radicado em Geneva, Illinois, EUA. Foi terminada em 1864. Usou-se o texto grego de J. J. Griesbach, com uma tradução interlinear literal em inglês e a versão do próprio Wilson à direita, usando sinais especiais de ênfase.A Edição dos Estudantes da BíbliaEm 1907, a Sociedade Torre de Vigia publicou uma versão intitulada Edição dos Estudantes da Bíblia. Essa obra continha um texto bem legível da Versão King James da Bíblia e incluía notas marginais, junto com um apêndice elaborado pelas Testemunhas de Jeová. O apêndice, que posteriormente foi ampliado para mais de 550 páginas, foi chamado de "Manual dos Instrutores Bereanos da Bíblia" e foi publicado também em forma de livro separado. Esse continha breves comentários sobre muitos versículos da Bíblia, com referências à revista A Sentinela e aos compêndios da Sociedade, e um resumo de tópicos doutrinais com textos básicos para facilitar as apresentações a outros. Achavam-se incluídos também um índice de tópicos, explicação de textos difíceis, uma lista de passagens espúrias, um índice bíblico, uma cronologia comparativa e 12 mapas. Essa Bíblia foi útil às Testemunhas de Jeová por décadas em sua obra de pregação pública.Algumas traduções impressas pela SociedadePor 30 anos, a Sociedade Torre de Vigia contratou firmas de fora para imprimir as suas Bíblias. Contudo, em Dezembro de 1926, The Emphatic Diaglott tornou-se a primeira versão da Bíblia a ser impressa nas prensas da Sociedade em Brooklyn, Nova Iorque. A impressão dessa edição do Novo Testamento estimulou a esperança de que a Bíblia completa seria algum dia impressa nas prensas da Sociedade.A Versão King JamesEnquanto a Segunda Guerra Mundial estava no seu apogeu, a Sociedade conseguiu comprar chapas da inteira Versão King James (King James Version) da Bíblia. No seu apêndice, fornecia uma lista de nomes próprios com seus significados, uma "Concordância de Palavras e Expressões Bíblicas" especialmente elaborada, e outras ajudas.A Versão Padrão AmericanaOutra importante tradução da Bíblia é a Versão Padrão Americana (American Standard Version), de 1901. Esta tem a característica de verter o nome de Deus como "Jehovah" aproximadamente 6 300 vezes no Novo Testamento. Após longas negociações, a Sociedade Torre de Vigia conseguiu comprar, em 1944, o uso de chapas da inteira Versão Padrão Americana da Bíblia para imprimir nas suas próprias prensas. O apêndice incluía a ampliada "Concordância de Palavras, Nomes e Expressões Bíblicos". Uma edição de bolso da mesma Bíblia foi publicada em 1958.The Bible in Living EnglishEm 1972, a Sociedade Torre de Vigia produziu a versão The Bible in Living English, do falecido Steven T. Byington. Ela verte uniformemente o nome divino como "Jehovah".Lançamento da Tradução do Novo Mundo das Escrituras SagradasEm 3 de Setembro de 1949, na sede da Sociedade em Brooklyn, o presidente anunciou ao Conselho de Diretores a existência da Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia, e que ela havia concluído uma tradução moderna das Escrituras Gregas Cristãs, em inglês. Leu-se o documento da Comissão, pelo qual essa cedia a posse, controle e publicação do manuscrito da tradução à Sociedade, em reconhecimento do trabalho não-sectário da Sociedade na obra de promoção da educação bíblica em toda a terra. Leram-se também trechos do manuscrito, como amostra da natureza e da qualidade da tradução. Os diretores aceitaram unanimemente a doação dessa tradução, e fizeram-se arranjos para a sua imediata impressão. A composição tipográfica começou em 29 de Setembro de 1949, e em meados de 1950, dezenas de milhares de exemplares encadernados estavam prontos.Como parte do empenho da Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia de ajudar os leitores a se familiarizarem com o conteúdo do texto original em coiné (grego comum) das Escrituras Gregas Cristãs, a comissão produziu a The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures, uma tradução interlinear grego-inglês das Escrituras Gregas. Foi originalmente publicada pela Sociedade Torre de Vigia em 1969 e daí actualizada em 1985. Contém The New Testament in the Original Greek, compilado por B. F. Westcott e F. J. A. Hort. No lado direito da página aparece o texto em inglês da Tradução do Novo Mundo. Mas, entre as linhas do texto grego, há outra tradução bem literal, palavra por palavra, do que o grego diz segundo o sentido básico e forma gramatical de cada palavra. Isto faz com que até mesmo estudantes que não saibam ler grego possam descobrir o que consta no texto grego original.Progressivamente, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, ficou disponível em muitas línguas, incluindo o braille, em CD-ROM e on-line. Até Setembro de 2007, a tradução completa estava disponível em 43 idiomas, e as Escrituras Gregas Cristãs em outros 18, num total de 61 idiomas, a que se adicionam mais três transcrições em braille. Até Julho de 2007 a sua tiragem ultrapassou os 143 milhões de exemplares, em várias edições [10]. Em 2007, 40 equipas de tradução continuam empenhadas em aumentar o número de línguas em que a Tradução do Novo Mundo pode ser obtida.A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc. (Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc.) é a responsável pela publicação e manutenção da versão original editada em inglês da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, que é usada pelos membros das congregações das Testemunhas de Jeová em todo mundo.Meios de difusão da mensagem bíblicaNo mês de Julho, no ano de 1879, publicou-se o primeiro número da revista A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo (na língua inglesa), hoje conhecida como A Sentinela, a mais amplamente difundida revista religiosa do mundo. Outra revista bem conhecida é a Despertai! inicialmente publicada em 1919 sob o título A Idade do Ouro, posteriormente conhecida por Consolação desde 1937, adotando em 1946 a sua atual designação.Charles Taze Russell deu-se conta do potencial de imagens animadas para atingir as massas. Assim, em 1912, ele começou a preparar o Fotodrama da Criação. A produção, da responsabilidade da Sociedade Torre de Vigia, era uma apresentação de slides e filmes com cor e som, que acabou por ter 8 horas de duração. Esta exibição tornou-se pioneira no campo da projeção de filme com som. As exibições começaram em 1914, sendo que no final desse ano uns nove milhões de pessoas na América do Norte, Austrália, Europa e Nova Zelândia já tinham visto o "Fotodrama da Criação", com entrada gratuita.Nas primeiras décadas do Século XX, a Sociedade Torre de Vigia publicava sermões nos jornais. A Sentinela de 1 de Dezembro de 1904 anunciava que os sermões de Russell surgiam em três jornais. Em 1913, calculou-se que, através de 2000 jornais, os sermões de Russell alcançavam 15 000 000 de leitores.Outra forma de divulgação foi o uso das transmissões por rádio. Em 26 de Fevereiro de 1922, Joseph Rutherford proferiu o seu primeiro discurso via rádio, na Califórnia. Dois anos mais tarde, em 24 de Fevereiro de 1924, a emissora WBBR, propriedade da Sociedade Torre de Vigia, em Staten Island, Nova Iorque, começou a operar. Com o tempo, a Sociedade organizou cadeias mundiais para transmitir por rádio programas e discursos bíblicos. Em 1933, havia 408 emissoras que transmitiam a mensagem bíblica em seis continentes. A Sociedade Torre de Vigia operou a WBBR, em Nova Iorque, entre 1924 a 1957.Em 1933, as Testemunhas de Jeová começaram a empregar outro método inovador de pregação. Um fonógrafo transportável, com amplificador e alto-falante, era usado para fazer ouvir os discursos de rádio de Rutherford, gravados em discos de 33 1/3 rpm (rotações por minuto), em salões, parques e outros lugares públicos. Eram também usados carros e barcos de som para fazer soar a mensagem. O uso eficiente dos fonógrafos levou a outra inovação — a pregação de casa em casa com fonógrafos leves. Em 1934, a Sociedade começou a produzir fonógrafos portáteis e uma série de discos de 78 rpm que continham discursos bíblicos de 4 minutos e meio. Com o tempo, foram usadas gravações em disco que abrangiam 92 assuntos diferentes. Ao todo, a Sociedade produziu mais de 47 000 fonógrafos. Entretanto, com o tempo, deu-se mais ênfase às apresentações orais da mensagem do Reino, de modo que o serviço com os fonógrafos foi aos poucos eliminado. Cada vez mais se dava ênfase ao uso da página impressa e ao contato direto com as pessoas para transmitir a sua mensagem, tanto de casa em casa como em lugares públicos.Impressão e distribuição de publicaçõesApesar de inicialmente recorrerem a sociedade impressoras comerciais, as Testemunhas de Jeová passaram a adquirir o seu próprio parque editorial. Os complexos gráficos de Brooklyn e Wallkill, no Estado de Nova Iorque, Estados Unidos, bem como outros em vários outros países da Terra, possuem capacidade de produzir anualmente centenas de milhões de exemplares de diversas publicações religiosas em forma de livros, brochuras, tratados, boletins (tal como o Nosso Ministério do Reino), fitas VHS, DVDs, CDs, CD-ROM´s e revistas (como A Sentinela e a Despertai!).Além das suas revistas com tiragens quinzenais e mensais, as Testemunhas de Jeová imprimem livros, brochuras e tratados que alcançam tiragens de milhões de exemplares, cujo conteúdo está relacionado com a história bíblica, profecias, doutrinas, conduta cristã ou aplicação de princípios bíblicos. O livro Jesus - O Caminho, a Verdade e a Vida comenta todos os relatos contidos nos Evangelhos sobre Cristo e sua vida na Terra. Algumas publicações analisam livros bíblicos versículo por versículo, como é o caso de Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, Preste Atenção à Profecia de Daniel! e os dois volumes de Profecia de Isaías — Uma Luz para Toda a Humanidade. No manual Raciocínios à Base das Escrituras encontram-se respostas a centenas de objecções e perguntas bíblicas normalmente levantadas no serviço de evangelização que realizam. Informações sobre outras religiões, incluindo os seus ensinos e a sua história, são apresentadas no livro O Homem em Busca de Deus. A obra Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus conta em detalhes a história moderna das Testemunhas de Jeová. Os acontecimentos recentes na obra mundial de pregação são publicados regularmente no Relatório Anual das Testemunhas de Jeová, e no site www.jw.org/pt. A obra Estudo Perspicaz das Escrituras é uma enciclopédia e um atlas bíblico, onde se podem obter detalhes sobre povos, lugares, coisas, idiomas ou eventos históricos associados com a Bíblia.Na sua edição de 1990, o Livro Guinness dos Recordes (Guiness World Records) incluiu, sob o capítulo "Maiores Tiragens", o livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, editado em 1968 pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, com copyright da Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc. Em Maio de 1987, o livro Verdade já tinha alcançado uma tiragem de 106 486 735 exemplares impressos em 116 línguas, segundo o livro do Guinness. Esta publicação acabou por alcançar a notável tiragem de mais de cento e sete milhões de exemplares em 117 idiomas [11]. Mais recentemente, porém, as Testemunhas de Jeová têm distribuído a brochura Seja Feliz para Sempre!. Até 2004, mais de 200 milhões de exemplares da brochura O Que Deus Requer de Nós? foram impressos em 267 línguas.[12] Hoje, a principal publicação usada pelas Testemunhas na sua obra de evangelização, servindo como manual para o estudo da Bíblia, é o livro Seja Feliz para Sempre, publicado em 2021. Quanto ao número total de línguas em que as publicações das Testemunhas de Jeová são editadas, até Setembro de 2007 a cifra alcançava os 437 idiomas.[13]Apenas no ano de 2003, as Testemunhas de Jeová distribuíram mundialmente 91 933 280 livros, folhetos e brochuras baseados na Bíblia, além de 697 603 247 revistas, alcançando assim centenas de milhões de pessoas em 235 países com aquilo que crêem ser a mensagem da Palavra de Deus.[14]Entre 1998 e 2008, a Sociedade Torre de Vigia produziu e distribuiu mais de 20 mil milhões (exatamente 20 786 804 802 exemplares) de livros, revistas, tratados, brochuras, Cds, DVDs, e outros itens similares baseados na Bíblia.[15]Lista de alguns livros publicadosApenas como referência, alistam-se abaixo as publicações da Sociedade Torre de Vigia, apenas em formato de livro e só desde 1970 em diante (datas de edição na língua inglesa):1971, Ajuda ao Entendimento da Bíblia (quatro volumes)1971, "As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová" — Como?1971, Escute o Grande Instrutor1971, Manual da Escola do Ministério Teocrático1972, Curso da Escola do Ministério do Reino1972, O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!1972, Organização Para Pregar e Fazer Discípulos1973, Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos1973, Comprehensive Concordance of the New World Translation of the Holy Scriptures1973, Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?1974, É Esta Vida Tudo o Que Há?i1974, O "Propósito Eterno" de Deus Triunfa Agora Para o Bem do Homem1974, O Paraíso Restabelecido para a Humanidade - Pela Teocracia!ii1975, Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!1976, Boas Novas — Para Torná-lo Feliz1976, Espírito Santo — A Força por Detrás da Vindoura Nova Ordem!1976, Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la1977, A Vida Tem Objetivo1977, Brilhando Como Iluminadores no Mundo1977, O Reino de Deus — Nosso Iminente Governo Mundial1978, Meu Livro de Histórias Bíblicas1978, Torne Feliz Sua Vida Familiar1979, A Escolha do Melhor Modo de Vida1979, Comentário à Carta de Tiago1980, Felicidade — Como Encontrá-la1980, "Venha o Teu Reino"1982, Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra1983, Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro1984, Sobrevivência Para Uma Nova Terra1985, A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?1985, Raciocínios à Base das Escrituras1985, Segurança Mundial sob o "Príncipe da Paz"1985, Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?1988, Estudo Perspicaz das Escrituras (3 volumes em português)1988, Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo1989, A Bíblia — Palavra de Deus ou de Homem?1989, Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas1990, O Homem em Busca de Deus1991, O Maior Homem Que Já Viveu1992, Linguagem de Sinais (Libras - Brasil)1993, Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus1995, Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna1996, O Segredo de uma Família Feliz1998, Existe um Criador Que se Importa com Você?1999, Preste Atenção à Profecia de Daniel!2000, Profecia de Isaías — Uma Luz para Toda a Humanidade I2001, Profecia de Isaías — Uma Luz para Toda a Humanidade II2002, Achegue-se a Jeová2002, Adore o Único Deus Verdadeiro2002, Beneficie-se da Escola do Ministério Teocrático2003, Aprenda do Grande Instrutor2005, Organizados para fazer a vontade de Jeová2005, O Que a Bíblia Realmente Ensina?2006, Viva Tendo em Mente o Dia de Jeová2007, ´Venha Ser Meu Seguidor´2008, Os Jovens Perguntam - Respostas Práticas II2008, Mantenha-se no Amor de Deus2009, Cantemos a Jeová2009, ´Dê Testemunho Cabal´ Sobre o Reino de Deus2010, Jeremias e a Mensagem de Deus para nós2011, Os Jovens Perguntam - Respostas Práticas I (revisado)Além destes livros, foi editado anualmente um Anuário das Testemunhas de Jeová que relata a atividade das Testemunhas a nível mundial bem como apresenta a história da sua implantação e desenvolvimento em alguns países em cada edição. Além dos livros, alguns deles editados em formatos diferentes, tal como edições em tipo grande para os com dificuldade visual, foram ainda lançados muitos outros títulos em forma de tratados, brochuras e meios audio-visuais.Várias sociedades usadas pelas Testemunhas de JeováAs maiores corporações reconhecidas legalmente, que representam as Testemunhas de Jeová, e as datas em que foram organizadas, são as seguintes:1884 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania (Pensilvânia, Estados Unidos da América)1909 Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc. (Nova Iorque, Estados Unidos da América)1914 International Bible Students Association (Londres, Inglaterra, e corporações filiais no Canadá e outras nações da Comunidade Britânica)1953 Monomi-no-To Seisho Sasshi Kyokai (Japão)1956 Wachtturm Bibel und Traktat-Gesellschaft (Alemanha)1979 Association Chrétienne Les Témoins de Jéhovah de France (França)Informações sobre algumas destas sociedades legais, e outras entretanto renomeadas, são apresentadas em seguida:Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião Ver artigo principal: Sociedade Torre de Vigia de Tratados de SiãoA Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião (Zion’s Watch Tower Tract Society) foi fundada em 1881 e registada legalmente no Estado de Pensilvânia (Estados Unidos da América) em 15 de dezembro de 1884. O nome foi mudado em 1896 para Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (Watch Tower Bible and Tract Society). Desde 1955, tem sido conhecida por Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania) que constitui a sociedade que originou o título deste artigo.Companhia Publicadora da TorreTratava-se duma firma de Charles Taze Russell. Em 1898, ele transferiu bens da Companhia Publicadora da Torre como donativo para a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (Watch Tower Bible and Tract Society).Associação Púlpito do PovoA Associação Púlpito do Povo (People´s Pulpit Association) foi fundada em 1909 visando a transferência dos escritórios principais da Sociedade para Brooklyn, Nova Iorque. Em 1939, o nome foi mudado para Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, Inc. (Watchtower Bible and Tract Society, Inc). Desde 1956 tem sido conhecida por Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc. (Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc.).Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc.Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc.A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc. (Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc.), é a pessoa jurídica que administra os assuntos das Testemunhas de Jeová nos Estados Unidos. É também a responsável pela publicação e manutenção do sites oficiais das Testemunhas de Jeová, porém a propriedade intelectual, copyright das imagens e marcas registadas, estão reservadas à Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania).Atual Diretoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc.Presidente: Leon Weaver Jr.;Vice-presidentes: George M. Couch; Lonnie R. Schilling;Secretario-tesoureiro: Gerald F. Simonis;Outros restantes directores: Gerald D. Grizzle; David G. Sinclair; Robert M. Pevy.Associação Internacional dos Estudantes da BíbliaEm 1900, E. C. Henninges, um associado de C. T. Russell, chegou ao porto de Liverpool, no noroeste da Inglaterra, viajando até Londres à procura de um local para alugar que servisse de depósito de publicações. Em 23 de Abril, ele alugou uma propriedade em Gipsy Lane, 131, Forest Gate, zona leste de Londres. Ali começou a funcionar a primeira congênere ou filial da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, de Pensilvânia, Estados Unidos.Com o tempo, a crescente atividade dos Estudantes da Bíblia (como eram então conhecidas as Testemunhas de Jeová) exigiu mudanças na estrutura legal do grupo nas Ilhas Britânicas. Em 30 de Junho de 1914, foi registada a Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia (International Bible Students Association), de acordo com a Lei das Companhias, como uma companhia de capital ilimitado. Esta nova corporação legal, tornou-se a arrendatária de um prédio em Craven Terrace, 34, em Londres, local então ocupado por alguns membros da família de Betel, termo habitualmente usado para se referir aos trabalhadores voluntários e de tempo integral a servir nas diversas filiais da Sociedade Torre de Vigia. A corporação-mãe legal era a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, de Pensilvânia, Estados Unidos.Naquele tempo, a congênere da Grã-Bretanha cuidava da obra do Reino em todo o território das Ilhas Britânicas, incluindo a Irlanda. Desde 1966, porém, uma congênere separada, localizada primeiro em Dublin e agora ao sul daquela cidade, supervisiona a obra em toda a Irlanda.No BrasilA Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque Inc., é a mantenedora jurídica das outras sedes filiais das Testemunhas de Jeová, sendo no Brasil representada inicialmente com o nome Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Logo após a implementação da "simplificação do arranjo" nas sociedades jurídicas, foram criados os nomes de representação legal, que são Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová, Associação Beneficente das Testemunhas de Jeová, Associação Bíblica e Cultural das Testemunhas de Jeová e Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados .[16]Em PortugalEm Portugal, as Testemunhas de Jeová usam diversas entidades jurídicas, sendo a principal delas a Associação das Testemunhas de Jeová, sedeada em Alcabideche, nos arredores de Lisboa.Referências Publicado na revista A Sentinela de 15 de Janeiro de 2001, página 28 Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, página 349 Anuário das Testemunhas de Jeová de 2001, páginas 22 e 23 Anuário das Testemunhas de Jeová de 2006, página 15 Anuário das Testemunhas de Jeová de 2007, página 24 A Sentinela de 1 de Dezembro de 2003, páginas 30 e 31 Anuário das Testemunhas de Jeová de 2007, página 31 Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, editado em 1993, capítulo 27, página 605 Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, editado em 1990, página 323 Despertai!, Novembro de 2007, página 30 A Sentinela de 15 de Janeiro de 1997, página 25 Anuário das Testemunhas de Jeová de 2004, página 4 A Sentinela, 1 de Novembro de 2007, página 18 A Sentinela de 1 de Junho de 2004, página 7 A Sentinela de 1 de Maio de 2009, página 25 A Sentinela, 1 de Novembro de 2001, páginas 28 e 29

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26 de janeiro de 2026, segunda-feira
Consulta - lei 10.639
DEUS:0A lei 10.639 é uma lei do Brasil que estabelece a obrigatoriedade do ensino de "história e cultura afro-brasileira" dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio. Também estabelece o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra no calendário escolar. Foi promulgada em 9 de janeiro de 2003 pelo presidente da época, Luiz Inácio Lula da Silva.[1]Em 10 de março de 2008, a lei 11.645 veio a ampliar a ação da lei 10.639, ao incluir, dentro da temática obrigatória, a temática "história e cultura indígena".[2]Criação de MateriaiseditarUm dos problemas enfrentados por educadores foi a falta de materiais que ensinassem sobre história e cultura africanas e indígenas. Vários projetos surgiram entre si com o propósito de cobrir essa lacuna. Um deles é o projeto A Cor da Cultura, que inclui livros animados, entrevistas, artigos, notícias e documentários, material importante que ressalta a diversidade cultural da sociedade brasileira.[1]Outro importante material sobre a história da África, o qual os professores poderão utilizar como suporte teórico para a compreensão da diversidade étnica que constitui o continente africano, é a coleção História Geral da África, que tem aproximadamente dez mil páginas, distribuídas em oito volumes. Criada e reeditada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a coleção aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980, e está disponível para download gratuito no site Domínio Público.

Dificuldades de implementaçãoPesquisas constataram que ambas as leis têm tido dificuldades em ser implementadas nas escolas, por vários motivos:Falta de material didático adequado, já que os livros já adotados privilegiam uma visão eurocêntrica.[3] Para que a Lei fosse cumprida, a Gerência de Relações Étnico-Raciais, equipe que tem como objetivo promover a formação e o desenvolvimento de projetos nas escolas e creches da rede municipal de Belo Horizonte, selecionou materiais literários para compor os kits de literatura afro-brasileira a serem distribuídos para as escolas da rede municipal. Os livros do kit literário vêm suprir esta falta de materialidade e, segundo a pesquisadora Shirley Aparecida de Miranda, a representação positiva é “resultante de um processo histórico de ação afirmativa [que] desloca ideais e provoca dispersões que tendem a desarticular o registro da branquitude normativa”.[4] Compreende-se por branquitude normativa a identidade "branca" posta como padrão humano e norma, colocando os demais grupos como exceção, como subalternos.Falta de preparo dos professores, já que a formação dos professores também segue uma linha eurocêntrica. Segundo Ana Célia Silva, é responsabilidade dos professores a ação de abarcar a diversidade cultural através da prática pedagógica e romper com o senso comum da desigualdade das diferenças culturais. Assim, a pesquisadora afirma que: "cabe uma formação específica para o professor de Ensino Fundamental, com o objetivo de fundamentá-lo para uma prática pedagógica, com condições necessárias para identificar e corrigir os estereótipos e invisibilidade constatados nos materiais pedagógicos, especificamente nos textos e ilustrações dos livros didáticos."[5] Portanto, cabe a compreensão de que a formação docente exige o rompimento com currículos que seguem uma linha eurocêntrica e que não oferecem subsídios para a reflexão prática.Preconceito dos próprios professores e de pais em relação às temáticas em questão.[6][7] Em reportagem para a Carta Capital, a jornalista Ana Luiza Basilio relatou vários casos de professores denunciados por ensinar os alunos sobre religiões de matriz africana, que pais denunciaram como doutrinação.[8]ObjetivoeditarUm dos objetivo de ambas as leis é combater o racismo no país, ao acentuar a participação de negros e indígenas na construção da identidade nacional.[9] Outro é de descolonizar o ensino de história, marcado por uma perspectiva eurocêntrica, e adicionar perspectivas diferentes que reflitam a diversidade do povo brasileiro. Para a pesquisadora Dra. Flávia Rocha:“A Lei 10.639 veio romper com a "história única", recontar fatos, ressignificar conteúdos, termos e conceitos além de inserir na história do Brasil, de forma positiva, a história de quem predominou na construção do país que temos hoje: a população negra”.[10] O objetivo da Lei 10.639/2003 é combater veemente o racismo no Brasil, e promover a inclusão e a participação das raças negras e indígenas na construção da identidade nacional. A Lei busca romper com as ideias eurocêntricas no Brasil e trazer o ensino de diferentes pontos de vista que refletem a diversidade e cultura do povo brasileiro. A Lei contribui para uma visão mais plural e inclusiva da história brasileira, promovendo um ensino mais justo, equânime e representativo. A Lei nº 10.639, foi sancionada no ano de 2003, sendo um marco importante na educação brasileira, pois torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. Ela alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº9.394/96) e estabeleceu a obrigatoriedade, do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira.Texto da LeieditarO PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. 3o (VETADO)""Art. 79-A. (VETADO)""Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’."Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República.LUIZ INÁCIO LULA DA SILVACristovam Ricardo Cavalcanti Buarque

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1 de fev. de 2026, domingo
Consulta
DEUS:0Públio Élio Adriano (em latim: Publius Aelius Hadrianus; 24 de janeiro de 76 — 10 de julho de 138), também designado como Hadriano, foi imperador romano de 117 a 138. Pertence à dinastia dos Antoninos, sendo considerado um dos "cinco bons imperadores".

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7 de fevereiro de 2026, sábado
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DEUS:0Vitor Alexandre Rodrigues, conhecido como Vitão do Cachorrão (Sorocaba, São Paulo, 04 de fevereiro de 1977) é um político brasileiro, filiado ao Republicanos.[2] Nas eleições de 2022, foi eleito deputado estadual por São Paulo com 56.729 votos (0,24% dos votos válidos).[3]Vitão do CachorrãoDeputado estadual de São PauloNo cargoPeríodo15 de março de 2023até atualidadeVereador de SorocabaPeríodo1º de janeiro de 2017até 9 de março de 2023[1]Dados pessoaisNome completoVitor Alexandre RodriguesNascimento04 de fevereiro de 1977 (49 anos)Sorocaba, São PauloPartidoPFL (1999-2007)DEM (2007)PSDC (2007-2011)PRB (2011-2015)MDB (2015-2020)Republicanos (2020-presente)Em 2016, foi eleito, e o mais votado nas eleições de 2020 com 7.754 votos, vereador para Câmara Municipal de Sorocaba. Tem como causa a defesa dos animais. É empresário no ramo de Cachorro-quente em Sorocaba, de onde vem o apelido.[4]Referências "Eleito Deputado Estadual, Vereador Vitão do Cachorrão se despede da Câmara Municipal de Sorocaba". Câmara Municipal de Sorocaba. Consultado em 16 de março de 2023 "Eleições 2022: Vitão do Cachorrão - REPUBLICANOS | Ficha do candidato | Folha". Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de outubro de 2022 "Vitão Do Cachorrão". CNN Brasil. Consultado em 15 de outubro de 2022 Freitas, Cibelle (3 de outubro de 2022). "Vereador Vitão do Cachorrão é eleito deputado estadual". Cruzeiro FM. Consultado em 15 de outubro de 2022

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13 de março de 2026, sexta-feira
Consulta
DEUS:0Henrique I da Germânia, o Passarinheiro (em alemão: Heinrich der Finkler ou Heinrich der Vogler, em latim: Henricius Auceps; 876 – Quedlimburgo, Memleben, Saxônia, 2 de julho de 936) foi duque da Saxônia a partir de 912 e rei dos germanos de 919 até a sua morte, em 936. Como o primeiro monarca não franco da Frância Oriental, ele estabeleceu a dinastia otoniana de reis e imperadores e é geralmente considerado o fundador do Estado medieval alemão. Conhecido como um ávido caçador, ele ganhou a alcunha de "o Passarinheiro" pois supostamente estava consertando suas redes de observação de pássaros quando os mensageiros chegaram para informá-lo que seria rei.[1]Ele nasceu na linhagem de Liudolfing de duques saxões. Seu pai, Otão I da Saxônia, faleceu em 912 e Henrique logo o sucedeu. Como novo duque, ele lançou uma rebelião contra o rei da Frância Oriental, Conrado I da Germânia, pelo direito sobre as terras do Ducado de Turíngia. Os dois se reconciliaram em 915 e em seu leito de morte, em 918, Conrado recomendou Henrique para sucede-lo como rei, considerando-o como o único que seria capaz de manter o reino unido em face de divisões internas e agressões externas, como das tribos magiares.[1]Henrique foi eleito e coroado rei da Germânia em 919. Ele então derrotou os duques rebeldes da Baviera e da Suábia, consolidando seu governo. Através da guerra e de um casamento dinástico, Henrique adquiriu a Lotaríngia como vassalo em 925. Ao contrário dos seus predecessores carolíngios, Henrique não buscou criar uma monarquia centralizada, governando através de um sistema federado de ducados tribais autônomos. O rei construiu diversas fortificações pelo império e formou uma tropa de cavalaria pesada para combater as incursões magiares em 933, derrotando-os decisivamente na Batalha de Merseburgo, encerrando assim os ataques húngaros após 21 anos e fomentando, no processo, o senso de nação na Alemanha. Henrique buscou sedimentar a hegemonia alemã na Europa ao derrotar os eslavos em 929 na Batalha de Lenzen, nas margens do Rio Elba, e depois submetendo Venceslau I ao invadir o Ducado da Boêmia, no mesmo ano, e depois conquistou os reinos dinamarqueses na região de Schleswig, em 934. O status hegemônico de Henrique ao norte dos alpes foi reconhecido pelos reis Raul de Frância Ocidental e Rodolfo II da Borgonha, com os dois aceitando uma condição de subordinação como aliados em 935. Henrique planejou uma expedição contra Roma para ser coroado imperador pelo papa, mas ele faleceu antes de começar os planejamentos. Em vida, Henrique evitou o colapso da autoridade real, como havia acontecido na Frância Ocidental, e deixou um reino poderoso para seu sucessor, Otão I.[2]Ele foi sepultado na Abadia de Quedlimburgo, que tinha sido estabelecida por sua esposa, Matilde, em sua honra.Relações familiareseditarFilho de Oto I "o Ilustre", duque da Saxônia, (836 – 30 de novembro de 912) e de Hedwiga (?–903), filha de Henrique da Francônia, marquês de Nêustria (830-886) e de Ingeltrude de Frioul.Casou-se por duas vezes, a primeira em 906 com Hateburga de Alstadt, filha do conde Eruíno da Saxônia, de quem teve um filho:Thankmar, que foi morto na Batalha de Eresburgo, lutando contra seu irmão Oto I.Henrique se separou da primeira mulher em 909. No mesmo ano, casou segunda vez no castelo Wallhausen perto de Sangerhausen com Matilde de Ringelheim "Santa Matilde" (890 – 14 de março de 968), de quem teve cinco filhos:Otão I do Sacro Império Romano-Germânico, (23 de novembro de 912 – Memleben, 7 de maio de 973), casou por duas vezes, a primeira com Edite de Wessex, filha de Eduardo, o Velho, rei do Wessex e a segunda com Adelaide da Itália;Henrique I da Baviera, (? – 1 de novembro de 955) casado com Judite da Baviera, filha de Arnulfo da Baviera, o Mau;Bruno I, Arcebispo de Colônia;Edviges da Saxónia (922 – 10 de maio de 965) casada com Hugo, o Grande, marquês da Nêustria, duque dos francos e conde de Paris;Gerberga da Saxônia (? – 5 de maio de 959) casada por duas vezes, a primeira com Gilberto de Lotaríngia, duque da Lorena (ou Lotaríngia entre 924 – 939), e a segunda com Luís IV de França, rei de França.

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21 de março de 2026, sábado
Consult e Wikipédia
DEUS:0Histórico -A ideia de construção do monumento de homenagem ao Duque de Caxias surgiu em 1939, quando o general Maurício José Cardoso comandava a 2ª Região Militar. Ele iniciou o movimento para a arrecadação de fundos junto à comunidade paulistana. Em fins de 1941, foi instituído um concurso internacional de maquetes para homenagear o Duque, considerado o maior herói militar brasileiro.[3]

Victor Brecheret foi o vencedor, entre 30 concorrentes, concebendo um modelo de gesso de um monumento que, ao todo, tem aproximadamente 48 m de altura. Dois tipos de materiais foram utilizados: o granito e o bronze patinado. Cada um deles mereceu um tratamento diferente e o conjunto, como um todo, exalta a vida militar do Duque.[4]

No granito, foi feito um trabalho ornamental que destaca diversos momentos da vida de Caxias: as suas vitórias, as suas alegrias e o seu enterro. É uma forma de mostrar, de maneira bastante moderna e dentro dos mesmos princípios que seguia na criação do célebre Monumento às Bandeiras, no qual trabalhava na época, um painel da vida do militar que obteve, em sua carreira, as maiores glórias possíveis, sendo respeitado como guerreiro e como político.

Os baixo-relevos em granito têm os seguintes temas: Pacificação, Caxias falando ao povo de Bagé (fala as mulheres da cidade, oferecendo paz e trabalho após o fim do conflito dos gaúchos com o império), Reconhecimento do Humaitá, Caxias com seus três generais, Batalha de Itororó (Caxias com a espada desembainhada toma o comando perante os soldados adversários vencidos e pronuncia a célebre frase: “Que me sigam os que são brasileiros”) e Enterro de Caxias (ele pediu que o seu caixão fosse carregado apenas por seis milicianos, sem pompas e honras).

Em bronze patinado, foi realizada a figura do Duque de Caxias sobre o seu cavalo com a espada levantada. Com aproximadamente 18 toneladas, ela foi fundida no Liceu de Artes de Ofícios de São Paulo, onde Brecheret iniciou os seus estudos, em 1912, indo, no ano seguinte, para Roma.

Escultura clássica no seu conceito estético, a figura do Duque de Caxias impressiona pelas proporções gigantescas e mostra nítida influência de monumentos heroicos semelhantes que Brecheret conheceu quando estudou na Europa, no inicio da carreira, os quais posteriormente superou em busca de sua própria maneira de representar o seu povo.

O monumento, com uma altura equivalente a um prédio de 10 andares, seria colocado no vale do Anhangabaú, de modo que poderia ser avistado de qualquer ângulo. Era o local que Brecheret preferia, mas a obra foi transferida para a Praça Princesa Isabel, onde está localizada até hoje. No entanto, como a inauguração ocorreu somente em 1960, o artista, que faleceu, em São Paulo, em 17 de dezembro de 1955, não pôde ver a estátua em seu local definitivo.

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21 de março de 2026, sábado
Consulta e Wikipédia
DEUS:0Apião (Oásis de Siuá, c. 20 a.C. – Roma, c. 45—48 d.C.) foi um gramático, sofista e estudioso de Homero greco-egípcio. Nasceu no oásis de Siuá, no Egito e viveu na primeira metade do século I.Estudou em Alexandria e dirigiu uma delegação enviada a Calígula em 38 pelos alexandrinos para se queixar dos judeus e dos privilégios que lhes concederam em Alexandria. As suas acusações foram respondidas por Flávio Josefo na obra Contra Apião. Assentou-se em Roma e ensinou retórica até o reinado de Cláudio.Apião era um homem muito trabalhador e de muita erudição, mas extremamente vaidoso. Escreveu várias obras, nenhuma das quais perdurou. A conhecida história Androclo e o Leão, preservada por Aulo Gélio, pertence aos seus trabalhos. Fragmentos das suas obras aparecem em Etymologicum Gudianum.[1]

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24 de março de 2026, terça-feira
Conselheiro Lafaiete
DEUS:0Conselheiro Lafaiete é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Sua população estimada em 2024 era de 137 980 habitantes, o que o torna o 20º município mais populoso do estado.[1]HistóriaeditarOriginalmente a região era habitada por aldeamentos de povos indígenas puris denominados de forma genérica como carijós. Desde 1681, já há relatos de bandeirantes paulistas sobre a existência desses aldeamentos. Esses sertanistas adentravam a região para prear indígenas e em busca de metais e pedras preciosas. Conta-se que esses povos indígenas teriam migrado para a região depois de perder seus territórios no litoral.[8]Conselheiro Lafaiete estava próxima dos grandes centros mineradores das Minas Gerais aurífera, e serviu de ponto de apoio para os povoamentos de Itaverava, Piranga, Sabará, Ouro Preto e Mariana. Itaverava, vizinha de Conselheiro Lafaiete, já era povoada desde de 1694 e era referência de adentramento para os sertões. Conselheiro Lafaiete tornou-se lugar de parada das bandeiras que iam para Itaverava, sobretudo as de Bartolomeu Bueno. O desenvolvimento de Conselheiro Lafaiete também foi diretamente afetado pela abertura do Caminho Novo, sendo atravessado de norte a sul pela rota que escoava o ouro para os portos.[9]

Em 1709, mesmo ano da construção do Caminho Novo, foi instituída a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós. A agricultura se desenvolveu e em meados do século XVIII a proporção de agricultores em relação a mineradores era bem maior que na maioria das outras localidades da região aurífera de Minas Gerais.[10] O distrito de Carijós foi criado em 1752.[8]Foi elevado a Vila Real de Queluz, em 19 de setembro de 1790, desmembrado da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes.[8] Pela Lei Provincial nº. 1.276, de 1866, foi elevada à categoria de cidade e em 1872 foi criada a Comarca de Queluz. O nome Conselheiro Lafaiete passou a vigorar a partir de 27 de marco de 1934, pelo Decreto Estadual n.° 11.274, em homenagem ao Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, quando se comemoravam o centenário de seu nascimento.[11]

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6 de abr. de 2026, segunda-feira
Consulta
DEUS:0Bartolomeu Perestrelo (c. 1394 — Porto Santo, c. 1457), fidalgo português, foi um dos povoadores do arquipélago da Madeira em 1419 ou 1420, juntamente com João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. Na grafia arcaica, o seu nome grafava-se Bartholomeu Perestrello ou Bertholomeu Perestrello.Bartolomeu PerestreloNascimento1400Reino de PortugalMorte1457Porto SantoCidadaniaReino de PortugalProgenitoresFillipone PalestreloCatarina VicenteFilho(a)(s)Filipa MonizOcupaçãoexploradorBiografiaeditarEra filho de Filippo Pallastrelli, aportuguesado em Filipe Palestrello ou Palestrelo (c. 1368 – d. 1437), cavaleiro e comerciante de origem italiana que chegara a Lisboa nos finais do século XIV, e de sua mulher Catarina Vicente/Catherina Visconti. Vivia no Porto a 8 de Setembro de 1399 quando, como cavaleiro italiano e mercador, teve Carta de Privilégio, registada na Chancelaria de D. João I. Para tanto, justificou a sua Nobreza nesse ano de 1399, data em que lhe terá sido reconhecido o seu brasão de armas: "escudo partido em pala; na primeira, em campo de oiro, um leão de púrpura armado de vermelho; na segunda, em campo de prata, uma banda azul, carregada de três estrelas de oito pontas entre seis rosas de vermelho de três em três em pala; timbre o leão do escudo, com uma estrela na espádua". Com sua mulher Catarina Visconti vivia em 1437 quando o casal recebe do Rei D. Duarte I mercê de duas casas na Rua de Sub-Ripas, em Coimbra. Dizem alguns que Filippo Palestrelo casara segunda vez com Beatriz de Mello, o que parece difícil, pois nasceu cerca de 1368 e, em 1437, portanto com cerca de 69 anos de idade, ainda estava casado com Catarina Visconti. Não se sabe se Filippo Palestrelo nasceu em Portugal ou foi para lá pequeno.Seus avós paternos eram Gabriele Pallastrelli, aportuguesado em Gabriel Pallastrelli (Placência, c. 1343 – ?), astrólogo em Lisboa, e sua mulher (c. 1370) Bertolina Branciforte, aportuguesada em Bertolina Banfortes ou Bisforte (Placência – ?). Pertencia à pequena nobreza de Placência. Segundo algumas genealogias, seria filho de Gherardo Pallastrelli e sua mulher Franceschina Forno, neto paterno de Matteo Pallastrelli e sua mulher Benina Scotti e bisneto de Gherardo Pallastrelli e duma filha do Conde Langosco. Seu bisneto Bartolomeu diz que "desemdia da linhagem e geração de phelippam palestrello e de misse Gabriel palestrello, e de madona Bertollina que sam fidalgos de linhagem de lombardia e vinhão da geração dos palestrellos e bisfortes", referindo o Rei que "ha por bem que per o capitam Bertolomeu palestrello da Ilha de porto Santo fazer certo uir destas linhagens E geração dos palestrellos e bisfortes de lombardia que per hum estromento pubrico proua serem de nobre geração que a molher e noras delle capitam se possam chamar de Dona segundo forma de ordenação" (traslado de uma carta de D. João III de Portugal de 6 de Novembro de 1522).BiografiaBiografiaeditarTornou-se Cavaleiro da Casa do Infante D. João e mais tarde da do Infante D. Henrique.[1]Julga-se que já esteve na conquista de Ceuta, a 15 de Agosto de 1415. Mas parece que não participou na "descoberta" da Madeira, nem mesmo de Porto Santo.

Era Fidalgo da Casa do Infante D. João quando, em 1426, o Infante D. Henrique o fez Capitão da ilha de Porto Santo e o encarregou do povoamento e colonização desta ilha. Não terá ido para lá imediatamente, ou, então, voltou, pois, em 1437, era Vereador do Senado da Câmara de Lisboa.

É precisamente este último, na qualidade de Mestre da Ordem de Cristo, titular das ilhas, que lhe entregou a administração da capitania de Porto Santo, porquanto as do Funchal e de Machico tinham sido entregues, respectivamente, a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira.

A sua capitania, cuja colonização efectiva terá começado em 1428, foi desde o início a menos próspera das três, e a fome e pirataria assolaram-na constantemente.

Uma memória antiga atribuiu-lhe parte da responsabilidade pela actual escassa vegetação do Porto Santo, narrando que, na ocasião do seu primeiro desembarque na ilha, levava entre os seus pertences uma coelha prenhe que, tendo escapado, "povoou-a" com os seus descendentes. Estes por sua vez, reproduzindo-se sem predadores naturais, foram os responsáveis pela destruição da vegetação que lá subsistia.Em 1438 era, com seu irmão Rafael ou Richarte Perestrello ou Perestrelo (c. 1390 – ?), o qual era Prior do Mosteiro de Santa Marinha na cidade de Lisboa e, parece, Vigário Geral do Arcebispo de Lisboa D. Pedro de Noronha, Vereador do Senado da Câmara de Lisboa. Seu irmão aparece como Rafael e como Richarte. Como Rafael Palestrello, Prior de Santa Marinha, teve, a 2 de Junho de 1413, mercê de coutada da sua Quinta chamada do Algarve, no termo de Lisboa.

Como Richarte Palastrello, Prior de Santa Marinha de Lisboa, teve em Beatriz Anes, mulher solteira, dois filhos naturais, Sebastião Palastrello e João Palastrello (c. 1413 – ?), casado com (Mécia) Lopes e com geração, legitimados por Carta Real de D. João I de 11 de Julho de 1423, e uma filha natural não legitimada, Violante Perestrello, casada com Gil da Veiga, criado de Rui Va[...], Cavaleiro da Casa do Infante D. Henrique, o qual, a 12 de Fevereiro de 1450, D. Afonso V nomeou para o cargo de Escrivão do Mordomado e Relego da vila de Faro. Tiveram, ainda, uma irmã, Catarina Perestrello, casada com Aires Gomes de Beja, Escrivão da Puridade de D. João I, filho legitimado por Carta Real de D. Fernando I de Gomes Lourenço de Beja.

A 15 de Maio de 1441 D. Afonso V de Portugal afora a Pero Gonçalves, mercador, umas casas na cidade de Lisboa, na Rua Nova, que estavam aforadas a Bartolomeu Perestrelo, cavaleiro, e a Margarida Martins, sua mulher, segundo carta de D. João I de Portugal de 8 de Junho de 1431.

Em 1442, era Procurador do Senado da Câmara de Bragança.Foi o pai da esposa de Cristovão Colombo, Filipa Moniz.Primitiva administração da Capitania do Porto SantoeditarBartolomeu Perestrelo foi nomeado 1.° Capitão-Donatário Hereditário da Ilha de Porto Santo a 1 de Novembro de 1446.Bartolomeu Perestrelo cedo se revelou desgostoso com a parte que lhe coubera, e logo nos primeiros anos de administração desistiu da sua capitania e regressou ao Reino, tendo sido obrigado a regressar ao Porto Santo pelo Infante D. Henrique.Só a 1 de Setembro de 1449, já referido como Fidalgo da Casa do Infante D. Henrique, teve deste o Senhorio da dita ilha de Porto Santo:

"Eu dou carreguo a Bertholomeu perestrello, fidalgo de minha casa da minha ylha de porto santo para que elle dito Bertholomeu perestrello ha mantenha por mim em Justiça & direyto & morrendo elle a mim praz que seu filho primeyro ou algum se tal for tenha este carreguo pela guisa suso dita y asy de decemdente em decemdente por linha dereyta... tenha... jurisdiçom... do ciuell & crime resalbando morte ou talhamento de membro...".

Morto Perestrelo cerca de 1457 mas antes de 1458, foi sepultado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, e a Capitania passa para as mãos da viúva, Isabel Moniz, administradora na menoridade do filho Bartolomeu, a qual logo em 1458 acerta a sua venda por 300 000 reais, com mais 30 000 de juro anual, a Pedro Correia da Cunha, casado com uma sua enteada, Isoa Perestrela.[2] Pedro Correia da Cunha foi, assim, o 2.º capitão do donatário na ilha do Porto Santo, mudando-se depois para os Açores, onde se fixaria na ilha Graciosa.

Apenas em 1473, sendo Bartolomeu Perestrelo, o Moço, já maior, este move uma acção junto de D. Afonso V conseguindo recuperar a Capitania,[1] tornando-se assim o 3º Capitão do Donatário, e voltando a Capitania da Ilha do Porto Santo à linhagem dos Perestrelos na qual ficaria, no entanto, por poucas gerações, e com uma administração tão gravosa e arrogante, de mistura com vários crimes de sangue, que cedo lhes granjeou o ódio da população da Ilha.Casamentos e descendênciaeditarCasou primeira vez c. 1418 com Branca Dias, falecida antes de 1425, da qual teve uma filha:[3]Branca Dias Perestrelo (c. 1419 – Lisboa, d. 1470), Donzela da Rainha D. Leonor de Aragão, que foi amante de D. Pedro de Noronha (Gijón, 1382 – Lisboa, 20 de Agosto de 1452), 2.° Arcebispo de Lisboa, do qual teve três dois filhos e três filhasCasou segunda vez antes de 8 de Junho de 1431 com Margarida Martins, da qual não teve descendência. É certo que eram casados, pois, nessa data, D. João I doa a este casal umas casas de foro na Rua Nova, junto á Porta da Herva, em Lisboa.Casou terceira vez c. 1446 com Catarina de Mendonça (c. 1430 – ?), filha natural de Afonso Furtado de Mendoça, da qual teve três filhas:[4]Catarina Furtado (c. 1447 – ?), casada c. 1464 com Mem Rodrigues de Vasconcelos, Comendador do Seixo, do qual teve uma filha e um filhoFilipa de Mendonça (c. 1448 – ?), casada com João Teixeira, filho de Tristão Vaz Teixeira, 1.° Capitão-Donatário Hereditário do Machico, e de sua mulher e prima Branca TeixeiraIzeu Perestrelo (c. 1449 – ?), casada com Pedro Correia da Cunha (c. 1427 - 1499), 1.° Capitão-Donatário Hereditário da Ilha Graciosa, do qual teve um filho e quatro filhasCasou quarta vez c. 1450 com Isabel Moniz, da qual teve dois filhos e duas filhas:

Bartolomeu Perestrelo, o Moço (1451 – d. 6 de Novembro de 1522), 2.° Capitão-Donatário de Porto Santo a 15 de Março de 1473, casado com Guiomar Teixeira, com geraçãoFilipa Moniz Perestrelo ou Perestrello (Ilha de Porto Santo – ?), casada em 1478 com Cristóvão Colombo, 1.° Almirante das Índias, do qual teve um filho

D. Cristóvão Moniz, Frade Carmelita e depois BispoBriolanja Moniz, nomeada no Testamento de Cristóvão Colombo, casada primeira vez com Miguel Muliart, com quem vivia em Huelva, em 1485, e, depois, em Sevilha, em 1493, o qual acompanhou Cristóvão Colombo na sua segunda viagem à América; Briolanja Moniz parece que casou segunda vez com Francesco de Bardi.

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8 de abr. de 2026, quarta-feira
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DEUS:0Catas Altas da Noruega começou a ser povoada aproximadamente em torno de 1690 por membros das bandeiras de Miguel Garcia e do coronel Salvador Furtado de Mendonça enquanto exploravam a região da Serra de Itaverava.Como a cata de ouro era fácil, encontrando o precioso mineral até nas raízes das plantas, o povoado cresceu e assim nasceu as "Catas Altas", seu primeiro nome.Pelos idos de 1750, surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração do ouro, ocasionada pelo progressivo esgotamento das minas superficiais, e ainda pelo elevado montante fixado para a cobrança do imposto do quinto da Coroa, que não era somente estendido aos mineiros, mas também a pessoas que se dedicavam a outras profissões. Muitos ficaram reduzidos à miséria.Diante dessa situação, e incentivados pela iniciativa do Conde de Bobadella, o governador da Capitania das Minas Gerais, que procurou incentivar novas descobertas, os garimpos de Catas Altas e o da Noruega (atual localidade rural do município) foram reativados e se uniram, originando o nome atual da cidade: Catas Altas da Noruega.Até 1718, o povoado pertencia a Vila Rica (atual Ouro Preto), quando aos 7 de março, o então governador da Capitania, o Conde de Assumar, subordinou o distrito à jurisdição da recém-criada Vila de São José del-Rei (atual Tiradentes).No ano de 1840, em 3 de abril foi criada a freguesia de Catas Altas da Noruega, pela Lei Nº 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete.Catas Altas da Noruega emancipou-se pela Lei nº 2.765 de 30 de dezembro de 1962 e foi instalado como município em 1º de março de 1963.Itacolomi (Conceição do Mato Dentro)distrito de Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, BrasilIdiomaDescarregar PDFVigiarEditarItacolomi é um distrito do município brasileiro de Conceição do Mato Dentro, no interior do estado de Minas Gerais. Segundo o censo demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 902 habitantes[2] e havia 311 domicílios particulares permanentes ocupados.[3] Possui área de 171,01 km² conforme a Fundação João Pinheiro (FJP).[1] Foi criado pela lei estadual nº 336 de 27 de dezembro de 1948.[4]As terras do atual município de Conceição do Mato Dentro estiveram ligadas, durante o século XVIII, à antiga Comarca de Sabará e depois à Comarca do Serro Frio.Depois de descobertas as minas do Serro Frio, a ânsia de novos descobertos levou os sertanistas a novas aventuras. Uma bandeira seguiu para o sul, sendo que Gaspar Ponce de León, Gaspar Soares e Manuel Correia de Paiva chefiavam-na. Descobriram Itapanhoacanga. Lutando contra toda sorte de dificuldades, atravessando montanhas escarpadas, fugindo a encontros com índios, afinal, encontraram ouro em abundância. A eles outros se seguiram, e, em pouco tempo, estava formado o arraial da Conceição.[11]Pela Carta Régia de 16 de fevereiro de 1724, foi a povoação elevada a freguesia com o nome de Conceição do Mato Dentro, verificando-se, posteriormente, por Alvará de 16 de janeiro de 1750, a criação do Distrito. Em virtude da Lei provincial n.° 171, de 23 de março de 1840, foi criado o município de Conceição em terras desmembradas do município de Serro, dando-se-lhe por sede Conceição do Serro, antiga Conceição do Mato Dentro. A 12 de março de 1842, deu-se a instalação do município.[3]HistóriaeditarEm 1701 teve início o arraial que daria origem à atual cidade do Serro, centro da exploração de ouro na região. O primeiro nome de que se tem notícias foi "Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio", dado em[1702, no ato de descoberta oficial. Também há citações de "Arraial das Lavras Velhas", embora sem registros oficiais. O nome da região, dado pelos índios, era Ivituruí (ivi = vento, turi = morro, huí = frio) na língua tupi-guarani. Dai derivou Serro Frio ou Serro do Frio. Ivituruí era uma região da Serra do Espinhaço.[9] Em 1714 a povoação é elevada a vila e município com o nome de Vila do Príncipe pelo governador Brás Baltasar da Silveira. Em 17 de fevereiro de 1720 passou a ser sede da comarca do Serro do Frio (norte-nordeste da capitania de Minas Gerais). Foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Serro, por lei provincial de 6 de março de 1838.Próximo às cabeceiras do rio Jequitinhonha, às margens dos córregos Quatro Vinténs e Lucas, paulistas fincaram suas bandeiras a serviço da Coroa Portuguesa. Corria o ano de 1701 quando chegou à região uma expedição chefiada pelo guarda-mor Antônio Soares Ferreira. Na terra chamada de Ivituruí, a exemplo de outras terras das Minas Gerais, descobriu-se mais jazidas de ouro.Vários ranchos foram erguidos nas proximidades dos córregos dando início a formação dos arraiais de Baixo e de Cima que se desenvolvem em pouco tempo e, juntos, deram origem ao povoado do Serro Frio. Novas levas de pessoas chegaram atraídas pela abundância de ouro daquelas terras.A africana Jacinta de Siqueira é apontada como tendo destacado papel na fundação e povoamento dessa importante cidade histórica de Minas Gerais.[10] A respeito dela, Gilberto Freyre, em sua conhecida obra Casa Grande & Senzala, a identificou como tendo sido "tronco matriarcal" de um grupo de ilustres famílias do Brasil, sendo dela descendentes importantes e ricos homens da governança do país.[11]A exploração desordenada da primeira década do século XVIII levou à criação do cargo de superintendente das minas de ouro da região, ocupado pelo sargento-mor Lourenço Carlos Mascarenhas e Araújo em 1711. E mais e mais gente chegou, o povoado cresceu e, em 1714, o arraial é elevado a Vila do Príncipe.Mais tarde, além do ouro, os mineradores descobrem lavras de diamante na região onde hoje estão Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras e Diamantina. Para defender os interesses do império, em 1720 é criada a grande comarca do Serro Frio, que passa a ser a maior comarca das Minas, sediada na Vila do Príncipe e abrangendo uma grande área da qual fazia parte o então arraial do Tijuco, hoje Diamantina, e todo o norte-nordeste do estado.Muitas foram as restrições impostas à exploração de ouro na comarca, após o descobrimento dos diamantes. Em 1725 é determinada a criação da Casa de Fundição, para onde toda a produção aurífera da região passaria a ser encaminhada.Mas, apesar de todas as regras impostas, muitos aventureiros ganharam contrabandeando ouro e diamante.A vila passa também a difundir cultura e civilização para toda a região. Uma leva de exploradores, artistas, políticos e religiosos passa então a povoar o local, com destaque para nomes como os de Mestre Valentim da Fonseca e Silva e o Maestro Lobo de Mesquita.As minas foram exploradas exaustivamente durante quase cem anos. No início do século XIX, com a decadência da mineração, somente alguns mineradores, encorajados pelo governo, conseguiam arcar com os altos custos de produção. A grande maioria da população passou a se dedicar à pecuária e à agricultura de subsistência, atividades dificultadas pela localização geográfica da vila.O empobrecimento das minas interfere na vida econômica e social do lugar. Em 1817, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire visita Vila do Príncipe e descreve sua situação da seguinte forma: "Vila do Príncipe compreende cerca de 700 casas e uma população de 2500 a 3000 indivíduos. Essa vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se veem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas." Em outro trecho "…duas estalagens e umas 15 casas de comércio com quase tudo importado da Inglaterra". Ainda segundo seus relatos, a vila não possuía nenhum chafariz e o abastecimento de água era feito por escravos que traziam barris de água do vale. Não havia estabelecimentos de lazer e a diversão ficava a cargo da caça ao veado, prática comum na região. Saint-Hilaire, no entanto, se encanta com a beleza das mulheres, com as igrejas e com as festas religiosas que já eram tradição na antiga vila.Em 1838 a vila é elevada a cidade, continuando como centro administrativo e jurídico da região. O comércio se desenvolve e pequenas fábricas de ferro são instaladas. Serro continua a ocupar posição de destaque na região e a cidade ganha também em importância política. Vários de seus filhos, como Teófilo Benedito Ottoni, líder da Revolução Liberal de 1842, Cristiano Benedito Ottoni, Simão da Cunha Pereira, João Pinheiro da Silva e Sabino Barroso se destacam politicamente. Na atividade Judiciária, três serranos chegam ao Supremo Tribunal Federal: João Evangelista de Negreiros Saião Lobato (1817-1894), Pedro Lessa (1859-1921) e Edmundo Pereira Lins (1863-1944). Bons casarões são construídos durante todo o século.Mas a falta de modernização e de novas alternativas econômicas faz com que a cidade perca, pouco a pouco, capacidade para competir, frente às mudanças ocorridas no país. Na época da proclamação da república, o Serro não consegue se incorporar às redes de ferrovias e se isola dos novos padrões de transporte e desenvolvimento. A estagnação toma conta do município.O isolamento forçado, no entanto, ajudou na conservação do patrimônio histórico de Serro. Em 1938, o seu acervo urbano-paisagístico é tombado pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber este registro. Ao longo do século XX, o desenvolvimento se dá através da pecuária leiteira, principal base econômica da cidade - grande parte do leite é usado na fabricação do Queijo do Serro. Mais recentemente, busca-se desenvolver a atividade turística, com ênfase na riqueza paisagística da região e no patrimônio material e imaterial da cultura local.Entre as referências do Patrimônio Imaterial da Cultura, encontra-se o rico "Processo Artesanal de Produção do Queijo do Serro", reconhecido, em níveis estadual e nacional, por meio de registro, respectivamente, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA-MG, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN.[8]

Caminho dos Diamantesestrada da era colonial no BrasilO Caminho dos Diamantes foi uma das estradas reais abertas no Brasil no século XVIII em função da mineração.Às grandes vias que vinham de São Paulo e do Rio de Janeiro até Minas Gerais, somavam-se trechos regionais, abertos na década de 1730 para o acesso à região diamantífera, entre os quais se destaca esta via estabelecida desde 1729, após a descoberta de diamantes na região do Serro Frio.

O seu percurso ligava a sede da Capitania, Vila Rica (atual Ouro Preto), à sede do distrito diamantífero, o Arraial do Tijuco (atual Diamantina). A partir da Vila Rica alcançava a Vila do Ribeirão do Carmo de onde inflectia para o Norte, rumo ao Tijuco, passando por Catas Altas, Santa Bárbara, Conceição (atual Conceição do Mato Dentro) e Vila do Príncipe (atual Serro). Uma variante deste trecho, entre Santa Bárbara e Cocais, conduzia a Sabará, por Vila Nova da Rainha (atual Caeté). Por estas vias se dava o abastecimento da região diamantífera, a imigração e o escoamento da sua produção mineral.

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DEUS:0Beortrico ou Beorhtric (também conhecido como Britrico; que significa “Governante Magnífico”[1]) foi rei de Wessex de 786 a 802.Em 786, Cinevulfo de Wessex, foi morto pelo nobre exilado Cineardo, irmão do ex-rei Sigeberto. A oferta à Beortrico para o trono foi apoiada por Offa, rei da Mércia contra Egberto de Wessex. Não está inteiramente claro por que Offa interveio em favor Beortrico, embora parece provável que a oportunidade de influenciar a política dos saxões do oeste, e, assim, preservar a ascendência Mércia foram fatores importantes. Além disso, sugere-se que Egberto era descendente da dinastia Kentish que, sob Eahlmund, havia se rebelado contra o governo de Offa e derrotado na batalha de Otford. Até certo ponto, Beortrico parece ter sido sujeito à autoridade de Offa. Em 787, ele ocupou o Sínodo de Chelsea, em conjunto com Offa, e em 789 ele se casou com uma das filhas de Offa, Adbura.[2] A terra que ficava, tradicionalmente, nas fronteiras de Mércia e Wessex foram administrados pelo tribunal Mércio, como é visto em Cartas de Offa, e seu filho Egfrido.Saxões ocidentais parecem ter usado moeda de Offa: uma pesquisa recente de uma única moeda medieval encontrada revela um rastro de moedas de um centavo de Offa.Foi durante o reinado Beortrico de que a Crônica Anglo-Saxãs registram os primeiros ataques viquingues na Inglaterra. Em 789, eles desembarcaram na costa de Dorset, perto da ilha de Portland, onde mataram um oficial do rei.Após a morte de Offa, em 796, o poder mércio sobre a Inglaterra estava enfraquecida, e Beortrico pode ter exercido mais independência durante este período. Dentro de poucos anos o sucessor de Offa, Coenulfo, tinha restaurado posição mércia, e depois de 799, a relação de Beortrico com os mercianos parece ter sido similar à situação antes da morte de Offa.Beortrico supostamente teria sido morto ao ser acidentalmente envenenado por sua esposa, Adbura. Ela fugiu para um convento em Frância, do qual, mais tarde, foi expulsa após ser encontrada com um homem. A procedência dessa história é duvidosa. O Anglo-Saxon Chronicle registra que Beortrico foi enterrado em Wareham em 802, possivelmente na Igreja de Senhora Santa Maria. Ela morreu na pobreza em Pavia.[2]Ofa (falecido em 26 de julho de 796) era um rei da Mércia (757-796). Antes da ascensão do Wessex, no século IX, foi sem dúvida o mais poderoso e bem sucedido dos reis anglo-saxões. Ele efetivamente governou toda a Inglaterra ao sul do rio Humber durante a última parte de seu reinado.[1]OfaEgberto (769 ou 771 – 839) foi o Rei de Wessex de 802 até sua morte, e também Rei de Kent a partir de 825. Era filho do rei Ealmundo de Kent. Egberto foi exilado pelos reis Offa da Mércia e Beortrico de Wessex na década de 780, porém com a morte do segundo ele retornou e tomou o trono.

Etelvulfo de Wessex (em inglês antigo: Æþelwulf, "nobre lobo"), foi rei de Wessex desde 839 até à sua morte em 858. Era o único filho conhecido do rei Egberto de Wessex.[1] Conquistou o reino de Kent em representação do seu pai em 825, e foi algum tempo depois designado rei de Kent[2] como sub-rei de Egberto. Sucedeu ao seu pai como rei de Wessex, aquando da morte de Egberto em 839, momento em que o seu reino se estendia desde o condado de Kent, no leste, até Devon no Oeste. Ao mesmo tempo, o seu filho mais velho Etelstano tornou-se sub-rei de Kent.

Filho(s)
- Etelstano de Kent
- Etelsvita da Mércia
- Etelbaldo de Wessex
- Etelberto de Wessex
- Etelredo de Wessex
- Alfredo, o Grande

AntecedenteseditarNo início do século IX, a Inglaterra estava quase completamente sob o controle dos anglo-saxões, sendo Mercia e Wessex os mais importantes reinos do sul. A Mércia foi dominante até à década de 820, e exerceu a soberania sobre a Ânglia Oriental e Kent, mas Wessex foi capaz de manter a independência de seu vizinho mais poderoso. Ofa, rei da Mércia de 757 a 796, foi a figura dominante da segunda metade do século VIII. O rei Beortrico de Wessex (786-802) casou-se com a filha de Ofa em 789. Beortrico e Ofa levaram o pai de Etelvulfo, Egberto, para o exílio, e ele passou vários anos na corte de Carlos Magno, em França. Egberto era filho de Ealmundo, que havia sido rei de Kent em 784. Após a morte de Ofa, o rei Cenulfo da Mércia (796-821) manteve o domínio de Mércia, mas é incerto se Beortrico alguma vez aceitou a subordinação política, e quando ele morreu em 802 Egberto tornou-se rei, talvez com o apoio de Carlos Magno.[3] Durante duzentos anos, três famílias lutaram pelo trono Saxão Ocidental, e nenhum filho seguiu seu pai como rei. A melhor hipótese de Egberto era que ele era tataraneto de Ingildo, irmão do rei Ine (688-726), e em 802 pareceria muito improvável que ele estabelecesse uma dinastia duradoura.[4]Quase nada está registado dos primeiros vinte anos do reinado de Egberto, além de campanhas contra a Cornualha nos anos 810.[5] O historiador Richard Abels argumenta que o silêncio da Crónica anglo-saxónica foi provavelmente intencional, ocultando o expurgo de Egberto pelos magnatas de Beortrico e a supressão das linhas reais rivais.[6] As relações entre os reis da Mércia e seus súbditos de Kent eram distantes. O ealdormano de Kentish não compareceu à corte do rei Cenulfo, que querelou com o arcebispo Vulfredo de Canterbury (805-832) sobre o controle dos mosteiros de Kent; A principal preocupação de Cenulfo parece ter sido obter acesso à riqueza de Kent. Seus sucessores, Ceolvulfo I (821-23) e Beornevulfo (823-26) restauraram as relações com o arcebispo Vulfredo, e Beornevulfo nomeou um sub-rei de Kent, Baldredo.[7]A Inglaterra sofreu ataques vikings no final do século VIII, mas nenhum ataque foi registado entre 794 e 835, quando a Ilha de Sheppey, em Kent, foi devastada.[8] Em 836, Egberto foi derrotado pelos vikings em Carhampton, Somerset,[8] mas em 838 venceu uma aliança de homens da Cornualha e vikings na Batalha de Hingston Down, reduzindo a Cornualha ao status de um reino cliente.[9]Elias III de Jerusalém foi o patriarca de Jerusalém entre 878 e 907. Ele teve que enfrentar o problema de ter que pagar a grande dívida deixada por seu antecessor, Teodósio de Jerusalém. Segundo Eutíquio de Alexandria, seu nome era Elias ibne Almançor, descendente de uma família que colaborava com os muçulmanos e irmão do finado patriarca Sérgio I[1].Vida e obraseditarNada se sabe sobre os primeiros anos da vida de Elias. Ele pode ter sido o sincelo (secretário) que Teodósio enviou como seu legado ao Concílio de Constantinopla de 869-870 (que depôs Fócio). Em 881, ele enviou dois monges, Gisberto e Reinardo, até a corte do imperador carolíngio Carlos, o Gordo (r. 879–888) para tentar conseguir um subsídio para pagar a reforma das igrejas de Jerusalém, danificadas pelos muçulmanos. A estes custos se somava ainda a grande dívida deixada por Teodósio. Mesmo apurado, Elias recusou uma oferta feita pela filha de um velho muçulmano para quitar a dívida (e que poderia trazer-lhe ainda mais problemas com as autoridades).

Elias não se opôs quando o imperador bizantino Leão VI, o Sábio (r. 886–912), informou aos patriarcas orientais que queria se casar pela quarta vez. Em 906, Elias consagrou Cristódulo como patriarca de Alexandria. Porém, os fiéis da cidade foram contra e se recusaram a admiti-lo até que Cristódulo repetisse as preces de consagração[1].

Tradicionalmente, acredita-se que Elias teria morrido em 907 Porém, de acordo com um manuscrito preservado no Mosteiro de Santa Catarina, ele teria morrido em 4 de outubro de 906, uma data questionada por alguns acadêmicos[1]. .

Ele se correspondeu com Alfredo I, o Grande[2].

Alfredo, o Grande (em inglês antigo Ælfred; 849 – 26 de outubro de 899) foi Rei de Wessex, de 871 a 899, e Rei dos Anglo-Saxões de 886 a 899.

Alfredo defendeu o seu reino contra os viquingues, e à época de sua morte, era o governante dominante na Inglaterra. Ele é um dos dois reis ingleses a quem foi concedido o epíteto "O Grande", sendo o outro Canuto, o Grande.

Os detalhes de sua vida são conhecidos graças ao bispo de Sherbone, João Asser, e a um cronista galês do século X. A reputação de Alfredo é de um homem culto e misericordioso, que incentivou a educação e melhorou o sistema legal e a estrutura militar de seu reino.

Alfredo nasceu na localidade de Wanating, actualmente Wanatag, Oxfordshire, sendo o filho mais novo de Etelvulfo, rei de Wessex, e da sua primeira esposa, Osburga.

Em 855, com idade de 4 anos, diz-se que Alfredo foi enviado a Roma, onde de acordo com a Crónica Anglo-saxónica, ele foi confirmado pelo Papa Leão IV que, "o ungiu como rei". Escritores vitorianos interpretaram este episódio como uma coroação antecipada em preparação para a sua sucessão definitiva ao trono de Wessex. Contudo, esta sucessão não podia ser prevista na época, porque Alfredo tinha três irmãos mais velhos vivos. Uma carta de Leão IV mostra que Alfredo foi feito cônsul; uma má interpretação desta investidura, deliberada ou acidental, pode explicar esta confusão. Esta interpretação pode também ser baseada no facto de mais tarde, Alfredo ter acompanhado o seu pai numa peregrinação a Roma, onde passou uma temporada na corte do Carlos, o Calvo do Império Carolíngio, por volta de 854–855.

No seu regresso de Roma em 856, Etelvulfo foi deposto por seu filho Etelbaldo. Com a guerra civil iminente, os magnatas do reino uniram-se num conselho para chegar a um acordo. Etelbaldo reteria o condado ocidental (Wessex tradicional), e Etelvulfo reinaria no leste.Quando o rei Etelvulfo morreu em 13 de janeiro de 858, Wessex foi dividido pelos três irmãos de Alfredo, Etelbaldo, Etelberto e Etelredo.[1]O bispo Asser conta a história de como em criança Alfredo ganhou de prémio um volume de poesia em inglês, oferecido pela sua mãe para o primeiro dos seus filhos que conseguisse memorizá-lo. A lenda também diz que o jovem Alfredo passou um tempo na Irlanda a procura de cura. Alfredo foi acometido por problemas de saúde durante a sua vida, possivelmente doença de Crohn. As estátuas de Alfredo em Winchester e Wantage retratam-no como um grande guerreiro. Evidências sugerem que não seria forte fisicamente, e embora sem falta de coragem, foi mais conhecido pelo seu intelecto do que pelo seu carácter bélico.[2]Reinado dos irmãos de AlfredoeditarDurante os curtos reinados de dois dos três irmãos mais velhos, Etelbaldo de Wessex e Etelberto de Wessex, Alfredo não é mencionado. Um exército dinamarquês que a Crónica Anglo-Saxónica descreve como um Grande Exército Pagão que desembarcou no leste do Reino da Ânglia Oriental com o intuito de conquistar os quatro reinos que constituíam a Inglaterra Anglo-Saxónica em 865.[3] Foi com o pano de fundo de um exército viquingue furioso que a vida pública de Alfredo se iniciou, com a adesão do seu terceiro irmão, Etelredo de Wessex, em 866.Foi durante este período que o bispo Asser aplica a Alfredo o título único de secundário ("secundarius"), o que pode indicar uma posição semelhante à de tanista celta, um sucessor reconhecido intimamente associado ao monarca reinante. É possível que esse acordo tenha sido sancionado pelo pai de Alfredo, ou pelo Wita para se proteger contra o perigo de uma sucessão ser disputada caso Etelredo de Wessex caísse em batalha.Combate contra a invasão vikingeditarEm 868, Alfredo lutou ao lado do irmão Etelredo numa tentativa frustrada para manter o Grande Exército Pagão, liderado por Ivar, o Desossado, fora do reino adjacente de Mércia.[4] No final de 870, os dinamarqueses chegaram a sua terra natal. O ano que se seguiu tem sido chamado de "o ano das batalhas de Alfredo". Nove batalhas foram travadas com resultados diferentes, embora o local e a data de duas dessas batalhas não estejam registados.Em Berkshire, uma escaramuça com sucesso, na Batalha de Englefield a 31 de dezembro de 870, foi seguida por uma derrota severa no cerco e batalha de Reading, pelo irmão de Ivar, Haldano a 5 de janeiro de 871. Quatro dias mais tarde, os anglo-saxões conquistaram uma brilhante vitória na Batalha de Ashdown em Berkshire Downs, possivelmente perto de Compton ou Aldworth.[5] Alfredo está particularmente relacionado com o sucesso desta batalha.[5]Mais tarde neste mês, a 22 de janeiro, os ingleses foram derrotados na Batalha de Basing. São novamente derrotados a 22 de março, na Batalha de Merton.[5] Etelredo morre pouco depois, a 23 de abril.O Rei na guerraeditarLutas iniciais, derrota e fugaeditarEm abril de 871, menos de um mês após a Batalha de Marton, o rei Etelredo morre, e Alfredo o sucede no trono de Wessex e na tarefa da sua defesa, apesar do facto de Etelredo ter deixado dois filhos menores, Etelelmo e Etevoldo. Este facto está de acordo com o estabelecido entre Etelredo e Alfredo no início do ano numa assembleia em Swinbeorg. Os irmãos concordaram que qualquer deles que sobrevivesse ao outro, herdaria os bens pessoais que o rei Etelvulfo deixou em testamento para os seus filhos.Os filhos do falecido receberiam apenas as propriedades e riquezas que seu pai tenha estabelecido e qualquer terra adicional que o seu tio tivesse adquirido. A premissa não declarada era a de que o irmão sobrevivente seria rei. Dada a invasão dinamarquesa em curso e a juventude de seus sobrinhos, a sucessão de Alfredo foi provavelmente incontestada.Enquanto ele estava ocupado com as cerimônias fúnebres de seu irmão, os dinamarqueses derrotaram o exército inglês na sua ausência num lugar desconhecido, e uma vez mais na sua presença, em Wilton, no mês de maio.[5] A derrota em Wilton esmagou qualquer esperança remota de Alfredo expulsar os invasores do seu reino. Ele foi obrigado a entrar em um acordo de paz, de acordo com fontes que não revelam os termos de paz.[6]De facto, o exército viquingue retirou-se de Reading no outono de 871 para ocupar quartéis de inverno na Londres Merciana. Embora não mencionado por Asser ou pela Crónica Anglo-Saxónica, Alfredo provavelmente também pagou para os viquingues saírem, tanto como os mercianos iriam pagar no ano seguinte.[6] Achados que datam da ocupação viquingue de Londres em 871/2 foram escavados em Croydon, Gravesend e na Ponte de Waterloo. Estes achados sugerem o custo envolvido para se fazer a paz com os viquingues. Nos cinco anos seguintes, os dinamarqueses ocuparam outras partes da Inglaterra.[7]Em 876, sob um novo líder, Gutrum, os dinamarqueses conseguiram passar pelo exército inglês e atacaram e ocuparam Wareham, em Dorset. Alfredo bloqueou-os, mas foi ineficaz em reconquistar Wareham por assalto.[5] Desta forma, negociou uma paz que envolveu uma troca de reféns e juramentos, que os dinamarqueses juraram sob um "anel sagrado" associado com a adoração do deus nórdico Thor.[4] Os dinamarqueses, contudo, quebraram este juramento e, após matarem todos os reféns, fugiram na calada da noite para Exeter, em Devon.[4]Alfredo bloqueou os navios viquingues em Devon, que com uma frota espalhada por uma tempestade, foram forçados a submeter-se e se retiram para a Mércia. Em janeiro de 878, os dinamarqueses fizeram um ataque repentino a Chippenham, uma fortaleza real na qual Alfredo estava hospedado desde o Natal. De acordo com a Crônica Anglo-Saxônica:"e a maioria das pessoas foram assassinadas, excepto o rei Alfredo, o qual com uma pequena tropa reunida por ele consegue fugir... pelo bosque e pântano, e depois da Páscoa ele... construiu uma fortaleza em Athelney, e dessa fortaleza começa a lutar contra o inimigo".[4]A partir deste forte de Athelney, uma ilha nos pântanos de Somerset, Alfredo foi capaz de montar um movimento de resistência efectivo, reunindo milícias locais de Somersert, Wiltshire e Hampshire.[5]Uma lenda popular, originária de crônicas do século XII,[8] conta como quando ele primeiro fugiu para Somerset Levels, Alfredo foi abrigado por uma camponesa, que sem saber da sua identidade, deixou-o vigiar alguns bolos que tinha deixado a cozinhar no forno. Preocupado com os problemas do seu reino, Alfredo acidentalmente deixou os bolos queimar.O ano 870 foi de baixa maré na história dos reinos anglo-saxões. Com todos os outros reinos caídos perante os viquingues, Wessex sozinho continuou a resistir.[9]Contra-ataque e vitóriaeditarNa sétima semana após a Páscoa (4-10 de Maio de 878), por volta do Pentecostes, Alfredo cavalga até à Pedra de Egberto a este de Selwood, onde foi recebido por "todo o povo de Somerset e de Wiltshire e da parte de Hampshire que está deste lado do mar (isto é, a oeste de Southampton Water), e alegram-se ao vê-lo".[4] O aparecimento de Alfredo a partir da sua fortaleza pantanosa foi parte de uma ofensiva planejada cuidadosamente que implicou o aumento de fyrds de três condados. Isto significa não só que o rei tinha mantido a lealdade dos membros da aristocracia (que foram encarregados da cobrança e do comando das suas forças), mas também que estes tinham mantido as suas posições de autoridade nessas localidades suficientemente bem para responder à sua convocação para a guerra. As acções de Alfredo também sugerem um sistema de olheiros e mensageiros.[10]Alfredo obteve uma vitória decisiva na seguinte batalha de Edington, que possivelmente foi travada em Westbury, Wiltshire.[5] Ele perseguiu os dinamarqueses até seu reduto em Chippenham e submeteu-os. Um dos termos de rendição foi que Gutrum se convertesse ao cristianismo. Três semanas depois o rei dinamarquês e 29 de seus principais chefes receberam o batismo na corte de Alfredo em Aller, perto de Athelney, com Alfredo a receber Gutrum como seu filho espiritual.[5]A "desvinculação do crisma" ocorreu com grande cerimónia oito dias mais tarde na propriedade real em Wedmore em Somerset, após o que Gutrum cumpriu a sua promessa de deixar Wessex. Não há nenhuma evidência contemporânea de que Alfredo e Gutrum tenham acordado um tratado formal neste tempo; o chamado Tratado de Wedmore é uma invenção dos historiadores modernos. O tratado entre Alfredo e Gutrum, preservado em inglês antigo no Corpus Christi College, Cambridge (manuscrito 383), e numa compilação em latim conhecida como Quadripartitus, foi negociado mais tarde, talvez em 879 ou 880, quando o rei Ceolvulfo II de Mércia foi deposto.[11]Este tratado dividiu o reino de Mércia. Nestes termos a fronteira entre o reino de Alfredo e Gutrum estendeu-se do rio Tamisa ao rio Lea; seguindo o Lea até à sua nascente (perto de Luton); a partir daqui estendeu-se numa estreita linha até Bedford; e a partir de Bedford seguindo o rio Ouse até Watling Street.[12]Por outras palavras, Alfredo consegue o reino de Ceolvulfo, composto pela Mércia ocidental; e Gutrum incorporou a parte oriental de Mércia no reino alargado da Ânglia Oriental (doravante conhecido por Danelaw). Pelos termos do tratado, além disto, Alfredo tinha o controle sobre a cidade de Londres merciana - pelo menos na altura.[13] A disposição de Essex, realizada por reis saxões do Ocidente desde os dias de Egberto, não é clara a partir do tratado, no entanto, dada a superioridade política e militar de Alfredo, teria sido surpreendente se ele tivesse concedido qualquer território em disputa para o seu novo afilhado.Os anos tranquilos; a Restauração de Londres (880s)editarCom a assinatura do Tratado de Alfredo e Gutrum, um evento ocorreu por volta de 880, quando o povo de Gutrum começou a estabelecer-se na Ânglia Oriental, Gutrum foi neutralizado como ameaça.[14] Em conjunto com este acordo um exército dinamarquês deixou a ilha e partiu para Ghent.[15]Alfredo ainda foi obrigado a lidar com uma série de ameaças dinamarquesas. Um ano mais tarde, em 881, Alfredo travou uma pequena batalha naval contra quatro navios dinamarqueses "em alto-mar".[15] Dois dos navios foram destruídos e os outros renderam-se às forças de Alfredo.[16] Pequenas escaramuças similares com invasores independentes viquingues teriam ocorrido durante décadas.No ano de 883, embora haja algum debate sobre o ano, o rei Alfredo, por causa de seu apoio e da sua doação de esmolas a Roma, recebeu uma série de presentes do Papa Marino.[17] Entre estes presentes encontrava-se um pedaço da verdadeira cruz, um verdadeiro tesouro para o rei saxão devoto. De acordo com a Asser, por causa da amizade do Papa Marino com o rei Alfredo, o papa concedeu uma isenção a anglo-saxões que residissem dentro de Roma de imposto ou tributo.[15]Após a assinatura do tratado com Gutrum, Alfredo foi poupado a quaisquer conflitos de larga escala por algum tempo. Apesar desta relativa paz, o rei ainda foi obrigado a lidar com uma série de ataques e incursões dinamarquesas. Entre estes estava uma incursão a ter lugar em Kent, um país aliado no Sudeste da Inglaterra, durante o ano de 885, o que foi muito possivelmente o maior ataque desde os combates com Gutrum. O relato de Asser do ataque coloca os invasores dinamarqueses na cidade saxã de Rochester,[15] onde construíram uma fortaleza temporária, a fim de sitiar a cidade. Em resposta a esta incursão, Alfred levou uma força anglo-saxónica contra os dinamarqueses que, em vez de lutarem com o exército de Wessex, fugiram para os seus navios encalhados e navegaram para outra parte da Grã-Bretanha. A força dinamarquesa supostamente recuando deixou a Grã-Bretanha no verão seguinte.[15]Não muito tempo depois do ataque dinamarquês ter falhado em Kent, Alfredo despachou a sua frota de Ânglia Oriental. O objectivo desta expedição é debatido, embora Asser afirme que foi por causa de pilhagem.[15] Depois de viajar até ao Rio Stour, a frota foi recebida por navios dinamarqueses em número de 13 ou 16 (fontes variam sobre o número) seguindo-se uma batalha.[15] A frota anglo-saxónica saiu vitoriosa e, como conta Huntingdon, "carregada de despojos".[18] A frota vitoriosa foi, então, surpreendida ao tentar deixar o Rio Stour e foi atacada por uma força dinamarquesa na foz do rio. A frota dinamarquesa foi capaz de derrotar a frota de Alfredo que pode ter sido enfraquecido no compromisso anterior.[19]Um ano depois, em 886, Alfredo reocupou a cidade de Londres e partiu para torná-la habitável novamente.[20] Alfredo confiou a cidade aos cuidados de seu genro Etelredo, ealdormano de Mércia. A restauração de Londres avançava através da segunda metade da década 880 e acredita-se que girava em torno de um novo plano de rua, acrescentou fortificações, além das muralhas romanas existentes, e, alguns acreditam, a construção de fortificações correspondentes na margem sul do Rio Tamisa.[21]Este é também o período em que quase todos os cronistas concordam que o povo saxão da pré-unificação de Inglaterra estão submetidos a Alfredo. Isto não foi, no entanto, a altura em que Alfredo veio a ser conhecido como o rei de Inglaterra; na verdade ele nunca adotaria o título para si mesmo. Na verdade o poder que Alfredo exercia sobre os povos ingleses neste momento parecia provir em grande parte do poderio militar dos saxões ocidentais, das ligações políticas de Alfredo de ter o governante de Mércia como seu genro e dos talentos administrativos aguçados de Alfredo.Entre a restauração de Londres e a retorno dos ataques dinamarqueses em grande escala no início dos anos 890, o reinado de Alfredo foi bastante monótono. A relativa paz do final dos anos 880 foi marcada pela morte da irmã de Alfredo, Etelsvita, que morreu a caminho de Roma em 888. No mesmo ano, o arcebispo da Cantuária, Etelredo, também morreu. Um ano depois, Gutrum, ou Etelstano o seu nome de batismo, o ex-inimigo de Alfredo e rei da Ânglia Oriental, morreu e foi enterrado em Hadleigh, Suffolk.A morte de Gutrum marcou uma mudança na esfera política de Alfredo. A morte de Gutrum criou um vazio de poder que incitou outros senhores da guerra, sedentos de poder, e ansiosos pelo seu lugar nos anos seguintes. Os anos tranquilos da vida de Alfredo estavam a chegar ao fim, e a guerra estava no horizonte.Novos ataques viquingues repelidos (anos 890)editarDepois de mais um período de calma, no outono de 892 ou 893, os dinamarqueses atacaram novamente. Encontraram a sua posição na Europa continental precária, cruzaram a Inglaterra em 330 navios em duas divisões. Entrincheirados, o corpo maior em Appledore, Kent, e o menor, sob Hastein, em Milton, também em Kent. Os invasores trouxeram as suas esposas e filhos com eles, indicando uma tentativa significativa de conquista e colonização. Alfredo, em 893 ou 894, assumiu uma posição de onde podia observar ambas as forças.Enquanto ele estava em negociações com Hastein, os dinamarqueses em Appledore quebraram e atingiram o noroeste. Eles foram surpreendidos pelo filho mais velho de Alfredo, Eduardo, e foram derrotados num combate geral no Farnham em Surrey. Eles refugiaram-se numa ilha em Thorney, em Hertfordshire Rio Colne, onde foram bloqueados e foram finalmente forçados a submeter-se. A força caiu em Essex e, depois de sofrer outra derrota em Benfleet, uniram-se à força de Hastein em Shoebury.Alfredo estava a caminho para aliviar o seu filho em Thorney quando ouviu que os Nortúmbrios e os dinamarqueses este anglianos sitiavam Exeter e uma fortaleza sem nome na costa norte de Devon. Alfredo imediatamente correu para oeste e levantou o cerco de Exeter. O destino do outro lugar não é conhecido. Enquanto isto ocorria, a força estabelecida sob Hastein marchou até ao Vale do Tamisa, possivelmente com a ideia de ajudar os seus amigos, no oeste. Mas eles foram recebidos por uma grande força dos três grandes ealdormanos de Mércia, Wiltshire e Somerset, e forçando a frente para o noroeste, finalmente os alcançaram e bloquearam em Buttington. Alguns identificam isto como Buttington Tump na foz do rio Wye, outros como Buttington perto de Welshpool. Uma tentativa de romper as linhas inglesas foi derrotada. Os que escaparam recuaram para Shoebury. De seguida, após a recolha de reforços, eles fizeram uma invasão repentina em toda a Inglaterra e ocuparam as muralhas romanas arruinadas de Chester. Os Ingleses não tentaram um bloqueio de inverno, mas contentaram-se em destruir todas os abastecimentos no distrito. No início de 894 (ou 895), a necessidade de alimentos obrigou os dinamarqueses a retirarem-se mais uma vez para Essex. No final deste ano e no início de 895 (ou 896), os dinamarqueses enviaram os seus navios pelo rio Tamisa e pelo Rio Lea e fortificaram-se 20 milhas (32 km) a norte de Londres. Um ataque direto contra as linhas dinamarquesas falhou, mas, no final do ano, Alfredo viu uma forma de obstruir o rio, de modo a impedir a saída dos navios dinamarqueses. Os dinamarqueses perceberam que estavam encurralados. Eles atacaram o norte - oeste e o inverno no Cwatbridge perto Bridgnorth. No ano seguinte, 896 (ou 897), eles desistiram da luta. Alguns retiraram-se para a Nortúmbria, e outros para a Ânglia Oriental. Aqueles que não tinham ligações na Inglaterra retiraram-se de volta para o continente.........As tribos germânicas que invadiram a Grã-Bretanha nos séculos V e VI usavam a infantaria não armada fornecida pela sua contribuição tribal, e foi sobre este sistema que o poder militar dos vários reinos do início da Inglaterra anglo-saxã dependia. O fyrd era uma milícia local no condado anglo-saxão, no qual todos os homens livres tinham de servir, aqueles que recusavam o serviço militar foram sujeitos a multas ou à perda das suas terras. De acordo com o código de leis do rei Ine de Wessex, emitido em cerca de 694:Se um nobre que detém terra negligencia o serviço militar, ele deverá pagar 120 xelins e perder a sua terra, um nobre que não detém qualquer terra deve pagar 60 xelins; um plebeu deve pagar uma multa de 30 xelins por negligenciar o serviço militar.A história de Wessex em 878 enfatizou que o sistema tradicional de batalha que Alfredo tinha herdado favoreceu os dinamarqueses. Embora tanto os anglo-saxões como os dinamarqueses atacassem povoações para aproveitar a riqueza e outros recursos, empregaram nesses ataques estratégias muito diferentes. Nas suas incursões, os anglo-saxões tradicionalmente preferiam atacar de frente, reunindo as suas forças numa parede de escudos, avançando contra o seu objectivo e superando a parede que se aproximava empacotada contra eles na defesa.[22]Em contraste, os dinamarqueses preferiam escolher alvos fáceis, mapeando incursões cautelosamente projetadas para evitar o risco de todo o seu saque acumular com os ataques de alto risco para obter mais. Alfredo determinou que a sua estratégia era lançar ataques em menor escala a partir de uma segura base reforçada defensável para que pudessem recuar os seus atacantes face a uma resistência forte.[22]Estas bases foram preparadas com antecedência, muitas vezes através da captura de uma propriedade e aumentando as suas defesas com fossos, muralhas e paliçadas. Uma vez no interior da fortificação, Alfredo percebeu, que os dinamarqueses apreciavam a vantagem, melhor situados para aguentar mais que seus adversários ou esmagá-los com um contra-ataque como as disposições e resistência das forças sitiantes diminuíam.[22]A forma como eles dispunham as forças para se defender contra saqueadores também deixou os anglo-saxões vulneráveis aos viquingues. Era a responsabilidade do fyrd lidar com ataques locais. O rei poderia chamar a milícia nacional para defender o reino, no entanto, no caso de incursões de ataque e fuga, por viquingues, problemas com a comunicação e o aumento de suprimentos significava que a milícia nacional não poderia ser reunida com a rapidez necessária, uma vez que só depois dos ataques estarem em andamento é que se chamava os proprietários das terras para reunirem os homens para a batalha, e grandes regiões poderiam ser devastadas antes da milícia recém-montada chegar. E, embora os proprietários obrigados pelo rei a fornecerem esses homens quando chamados, durante os ataques em 878, muitos deles de forma oportunista abandonaram o seu rei e colaboraram com Gutrum.[23][24]Com estas lições em mente, Alfredo capitalizou os anos relativamente pacíficos imediatamente após a sua vitória em Edington, concentrando-se numa reestruturação ambiciosa das defesas militares de seu reino. Numa viagem a Roma, Alfredo tinha ficado com Carlos, o Calvo, e é possível que ele possa ter estudado como os reis carolíngios tinha lidado com o problema viquingue, e aprendendo com a sua experiência foi capaz de montar um sistema de tributação e de defesa para o seu próprio reino. Além disso, havia um sistema de fortificações na Mércia pré-viquingue, que também pode ter sido uma influência. Assim, quando os ataques viquingues voltaram em 892, Alfredo estava melhor preparado para enfrentá-los com uma posição, o exército de campo móvel, uma rede de guarnições, e uma pequena frota de navios que navegam nos rios e estuários.[25][26][27]Administração e taxaçãoeditarInquilinos na Inglaterra anglo-saxã tinha uma obrigação com base na sua tríplice fundiária, os chamados "encargos comuns" do serviço militar, o trabalho de fortaleza, e de reparação da ponte. Esta obrigação tríplice tem sido tradicionalmente chamado trinoda neccessitas ou trimoda neccessitas.[28]Para manter os fortes, e reorganizar a milícia como um exército permanente, Alfredo expandiu o sistema de recrutamento de imposto e com base na produtividade das terras de um inquilino. A hida foi a unidade básica do sistema no qual foram avaliados obrigações públicas do inquilino. A hida é considerado para representar a quantidade de terra necessária para sustentar uma família. A hida difere em tamanho de acordo com o valor e os recursos da terra. Sendo que o proprietário teria que oferecer um serviço com base em quantas hida possuía.[28][29]Sistema de fortificaçõeseditarO centro do sistema de defesa militar reformado de Alfredo foi a rede de fortificações (burhs), distribuídas em pontos estratégicos por todo o reino.[30] Havia trinta e três espaçadas aproximadamente por 30 km (19 milhas) de distância, permitindo aos militares enfrentar os ataques em qualquer lugar do reino num único dia.[31][32]Os Burhs de Alfredo variaram desde antigas cidades romanas, como Winchester, onde as muralhas de pedra foram reparadas e fossos acrescentados, paredes de barro enormes cercadas por fossos largos provavelmente reforçados com revestimentos de madeira e paliçadas, como em Burpham, Sussex.[33][34] O tamanho dos burhs variou desde pequenos postos como Pilton a grandes fortificações estabelecidas em cidades, sendo a maior em Winchester.[35]Um documento contemporâneo agora conhecido como o Burghal Hidage fornece uma visão sobre como o sistema funcionava. Este lista o "hidage" para cada uma das cidades fortificadas contidas no documento. Por exemplo Wallingford tinha um hidage de 2,4 mil o que significa que os proprietários de terras ali eram responsáveis pelo fornecimento e alimentação de 2,4 mil homens, o número suficiente para manter 9,9 mil pés (3,0 km) da muralha[36]. Um total de 27 071 soldados foram necessárias em todo o sistema, ou aproximadamente um em cada quatro de todos os homens livres em Wessex.[37]Muitos dos burhs eram cidades gémeas construídas sobre um rio e ligadas por uma ponte fortificada, como aquelas construídos por Carlos, o Calvouma geração antes.[26] Os duplos burh bloquearam a passagem sobre o rio, forçando os barcos viquingues a navegar sob uma ponte repleta de homens armados com pedras, lanças ou flechas. Outros burhs foram localizados perto de moradias reais fortificadas permitindo que o rei controlasse melhor as suas fortalezas.[38]Esta rede de burhs bem guarnecidas colocou obstáculos significativos para os invasores viquingues, especialmente aqueles carregados de despojos. O sistema ameaçava rotas e comunicações viquingues tornando-se muito mais perigoso para os ataques viquingue. No entanto, aos viquingues faltava o equipamento necessário para realizar um cerco contra o burh e uma doutrina desenvolvida de cerco, tendo adaptado os seus métodos de luta para contra-ataques rápidos e retiradas desimpedidas para fortificações bem defendidas. As únicas opções deles era morrer de fome ou a submissão, mas isso permitiu que o rei tivesse tempo para enviar ajuda através do seu exército de campo móvel ou guarnições de burhs vizinhas. Nestes casos, os viquingues eram extremamente vulneráveis à perseguição por forças militares conjuntas do rei.[39] O sistema de burh de Alfredo era um desafio formidável contra o ataque viquingue que, quando estes voltaram em 892 e com sucesso invadiram uma fortaleza metade construída e mal guarnecida até ao estuário Lympne em Kent, os anglo-saxões foram capazes de limitar a sua penetração nas fronteiras externas de Wessex e Mércia.[40]O sistema burghal de Alfredo foi revolucionário na sua concepção estratégica e potencialmente caro na sua execução.Marinha InglesaeditarAlfredo também colocou a sua mão no desenho naval. Em 896,[41] ele ordenou a construção de uma pequena frota, talvez uma dúzia de navios longos, que, com 60 remos, eram duas vezes maiores que os navios de guerra viquingue. Este não era, como os vitorianos declararam, o nascimento da Marinha Inglesa. Wessex possuía uma frota real antes deste acontecimento. O Rei Etelstano de Kent e o ealdormano Ealhhere haviam derrotado uma frota viquingue em 851, capturando nove navios,[42] e o próprio Alfredo havia realizado ações navais em 882.[43]Mas, claramente, o autor da Crónica anglo-saxã e, provavelmente, o próprio Alfredo consideraram 897 como marcante no importante desenvolvimento do poder naval de Wessex. O cronista lisonjeia o seu patrono real referindo que os navios de Alfredo eram não só maiores, mas mais rápidos, mais estáveis e mais á superfície na água do que qualquer navio dinamarquês ou Frisío. É provável que, sob a tutela clássica de Asser, Alfredo utiliza-se o design dos navios de guerra gregos e romanos, com laterais elevadas, projetadas para o combate e não para navegação.[44]Alfredo tinha o poder do mar em mente - se ele poderia interceptar frotas atacantes antes delas desembarcarem, ele poderia poupar o seu reino a da devastação. Os navios de Alfredo podem ter sido superiores em concepção. Na prática, eles provaram ser muito grandes para serem bem manobrados nas águas próximas dos estuários e rios, os únicos lugares em que uma batalha naval poderia ocorrer.[44]Os navios de guerra da época não foram projetados para serem navios assassinos, mas para transporte de tropas. Tem sido sugerido que, de forma similar batalhas navais foram travadas no final idade viquingue na Escandinávia; estas batalhas navais podem ter levado a que um navio se tenha posto a par com um navio inimigo, altura em que a tripulação iria atacar os dois navios antes de embarcar na embarcação do inimigo. O resultado foi, efetivamente, uma batalha terrestre envolvendo combates corpo-a-corpo a bordo dos dois navios fustigados.[45]No primeiro confronto naval registado no ano de 896,[4][41] a nova frota de nove navios de Alfredo interceptou seis navios viquingues na foz de um rio não identificado ao longo do sul da Inglaterra. Os dinamarqueses tinham encalhado metade dos seus navios, e ido para o interior,[41] quer para descansar os seus remadores ou para procurar alimentos. Os navios de Alfredo imediatamente se moveram para bloquear sua fuga para o mar. Os três navios viquingues à tona tentaram romper as linhas inglesas.[41] Apenas um fez; Os navios de Alfredo interceptaram os outros dois.[41]A ancoragem dos barcos viquingues por eles próprios, fez com que a tripulação inglesa embarcasse nos navios do inimigo e começasse a matar todos a bordo. O único navio que escapou conseguiu fazê-lo apenas porque todos os navios pesados de Alfredo ficaram enterrados quando a maré desceu.[45] O que se seguiu foi uma batalha terrestre entre as tripulações dos navios enterrados. Os dinamarqueses, em muito menor número, teriam sido dizimados se a maré não tivesse subido. Quando isto ocorreu, os dinamarqueses voltaram para os seus barcos, que eram mais leves, e com rascunhos superficiais, foram libertados antes dos navios de Alfredo. Impotente, o Inglês observou como os viquingues remavam para passar por eles.[45]Os piratas tinham sofrido tantas baixas (120 dinamarqueses mortos contra 62 frisíos e Ingleses[41]), que tinham dificuldades em voltar para o mar.[41] Todos estavam muito feridos para remar em torno de Sussex e dois dirigiram-se contra a costa de Sussex (possivelmente em Selsey Bill[45]).[41] Os náufragos foram levados perante Alfredo em Winchester e foram enforcados.[41]Reforma LegaleditarNos anos 880 ou no início dos 890, Alfredo emitiu um longo domboc ou código de leis, que consistia nas suas leis "próprias", seguido um código emitido pelo seu falecido antecessor do século VII, rei Ine de Wessex.[46] Juntas, estas leis estão organizadas em 120 capítulos.Alfredo destacou, em especial, as leis que foram "encontradas nos dias de Ine, meu parente, ou Offa, rei dos mercianos, ou Rei Etelberto de Kent, que foram os primeiros entre os ingleses a recebe o batismo". Ele anexou ao invés de integrar as leis de Ine no seu código, e apesar de ter incluído, como tinha feito Etelberto, uma escala de pagamentos para indemnização por danos a várias partes do corpo, as duas tarifas de lesão não estão alinhadas. Offa não é conhecido por ter emitido um código de lei, o principal historiador, Patrick Wormald, a especular que Alfredo tinha em mente a capitular legatine de 786 que foi apresentado ao Offa por dois legados papais.[47]Cerca de um quinto do código de lei é ocupado pela introdução de Alfredo, que inclui traduções em inglês do Decálogo, alguns capítulos do Livro do Êxodo, e a "Carta Apostólica" dos Atos dos Apóstolos (15:23-29). A introdução pode ser melhor entendida como uma meditação de Alfredo sobre o sentido da lei cristã.[48] Ela traça a continuidade entre dom da lei de Deus a Moisés e a própria emissão da lei de Alfredo ao povo saxão ocidental. Ao fazer isto, ele liga o passado santo ao presente histórico e representa a doação da lei de Alfredo como um tipo de legislação divina.[49]Esta é a razão pela qual Alfredo dividiu o seu código em exatamente 120 capítulos: 120 foi a idade com que Moisés morreu e, no simbolismo do número dos primeiros exegetas bíblicos medievais, 120 ficou como por lei.[50] A ligação entre a Lei de Moisés e o código de Alfredo é a "Carta Apostólica", que explicou que Cristo "veio não para destruir ou anular os mandamentos, mas para cumpri-los, e ele ensinou misericórdia e mansidão" (Intro, 49,1). A misericórdia que Cristo inspira pela Lei Mosaica subjaz às tarifas de lesões que figuram tão proeminente nos códigos de leis bárbaras, desde sínodos cristãos "estabelecido, através desta misericórdia que Cristo ensinou que, para quase todos os delitos de primeira ofensa aos senhores seculares podem com sua permissão receber sem pecado a compensação monetária, que eles então fixaram".[51]O único crime que não poderia ser compensado com o pagamento de dinheiro é a traição de um senhor, "uma vez que Deus Todo-Poderoso não julga aqueles que o desprezaram, nem Cristo, o Filho de Deus, julgou aquele que o traiu à morte; e Ele ordenou que todos amassem o seu senhor, como a Ele mesmo".[51] A transformação de Alfredo a partir do mandamento de Cristo "Ame o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22:39-40) amar o seu senhor laico como seria amar o Senhor Cristo, assim se destaca a importância que Alfredo coloca sobre o senhorio, que ele entendeu como um vínculo sagrado instituído por Deus para o governo do homem.[52]Quando se muda a introdução do domboc às próprias leis, é difícil descobrir qualquer arranjo lógico. A impressão que se recebe é a de uma miscelânea de leis diversas. O código de lei, como tem sido preservado, é singularmente inadequado para uso em processos judiciais. Na verdade, várias das leis de Alfredo contradizem as leis de Ine que fazem parte integrante do código. A explicação de Patrick Wormald é a de que o código de lei de Alfredo deve ser entendido não como um manual legal, mas como um manifesto ideológico da realeza, "projetado mais para o impacto simbólico do que para o sentido prático".[53] Em termos práticos, a lei mais importante do código pode muito bem ser a primeira: "Ordenamos, o que é mais necessário, que cada homem mantenha cuidadosamente o seu juramento e a sua promessa", que expressa um princípio fundamental do direito anglo-saxão.[54]Alfredo dedicou uma considerável atenção e pensamento às questões judiciais. Asser ressalta a sua preocupação com a justiça judicial. Alfredo, de acordo com Asser, insistiu em rever acórdãos impugnados feitos pelos seus ealdormanos e reeves, e "olhava cuidadosamente para quase todos os julgamentos que eram passados [emissão] na sua ausência em qualquer lugar do reino, para ver se eram justos ou injustos".[55] Uma carta do reinado de seu filho, Eduardo, o Velho retrata Alfredo como ter ouvido um tal apelo em seu quarto, enquanto lavava as mãos.[56]Asser representa Alfredo como um juiz salomônico, meticuloso nas suas próprias investigações judiciais e crítico dos funcionários reais que prestavam julgamentos injustos ou insensatos. Embora Asser nunca mencione o código de leis de Alfredo, ele diz que Alfredo insistiu para que os seus juízes fossem alfabetizados para que pudessem aplicar-se "na a busca da sabedoria". O não cumprimento desta ordem real deveria ser punida com a perda do cargo.[57]A Crónica Anglo-saxã, encomendada na época de Alfredo, foi provavelmente escrita para promover a unificação (da Inglaterra),[58] ao passo que de A Vida do Rei Alfredo de Asser promove as realizações de Alfredo e qualidades pessoais. É possível que o documento tenha sido concebido desta forma, para que pudesse ser disseminado no País de Gales, já que Alfredo tinha adquirido recentemente soberania desse país.[58]Relações Estrangeiraseditar

Asser fala de maneira grandiosa sobre as relações de Alfredo com potências estrangeiras, ainda que não haja muita informação disponível a este respeito.[5] O seu interesse em países estrangeiros é demonstrado pelas inserções que fez na tradução de Orósio. Ele certamente manteve correspondência com Elias III, o patriarca de Jerusalém,[5] e enviou provavelmente uma missão à Índia em honra de São Tomás Apóstolo, cujo túmulo foi encontrado a repousar naquele país.[59] Contactos foram também feitos com o califa de Bagdá.[60] As embaixadas de Roma que asseguravam a salvação das almas inglesas ao papa eram bastante frequentes;[26] Por volta de 890, Vulstano de Haithabu empreendeu uma viagem de Haithabu na Jutlândia ao longo do Mar Báltico à cidade prussiana de Truso. Vulstano deu detalhes de sua viagem a Alfredo.[61]

As relações de Alfredo com os príncipes celtas na metade ocidental da Grã-Bretanha são mais claras. Comparativamente ao início do seu reinado, de acordo com Asser, os príncipes de Gales do Sul, em virtude da pressão sobre eles a partir de North Wales e Mércia, elogiaram Alfredo. Mais tarde, o reino do norte galês seguiu seu exemplo, e este último cooperou com o Inglês na campanha de 893 (ou 894). O facto de Alfredo ter enviado esmolas aos mosteiros irlandeses e Continentais pode ser tomado como algo da autoria de Asser. A visita dos três peregrinos "escoceses" (ou seja, irlandeses) a Alfredo em 891 é, sem dúvida, autêntica. A história de que ele mesmo na sua infância foi enviado à Irlanda para ser curado por São Modwenna, embora mítico, pode demonstrar o interesse de Alfredo naquela ilha.[5]Religião e Cultura

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16 de abr. de 2026, quinta-feira
Pesqui
DEUS:0HistóriaeditarA diocese de Ortona já existia no último quartel do século VI, como indicam as cartas do Papa Gregório I referentes aos bispos de Ortona. O bispo Blandus estava detido em Ravena pelo exarca Romano, e o papa queria que o exarca o levasse perante um sínodo se tivesse cometido algum crime, ou então lhe permitisse regressar à sua Igreja. [ 1 ]O Papa Pascoal II emitiu a bula "Ex Praedecessoris", em 18 de julho de 1115, ao povo da paróquia de Chieti e do condado de Chieti, anunciando a confirmação de várias doações à Igreja de Chieti pelo Conde Roberto Loratello e seu irmão Tasso; a bula menciona de passagem uma troca de propriedades entre o Bispo Rainulfus de Chieti e o Abade Ugo de S. Giovanni de Ardano, que incluía Mucela, perto de Ortona. [ 2 ] Em 28 de setembro de 1173, o Papa Alexandre III emitiu a bula "In Eminenti" em favor do Bispo Andrea de Chieti, na qual delimitou o território e confirmou os direitos e propriedades da diocese de Chieti. Esta foi uma repetição de bulas emitidas pelo Papa Nicolau II , [ 3 ] Papa Pascoal II e Papa Eugênio III . A bula menciona especificamente como pertencente a Chieti: "in Ortona ecclesia Sanctae Mariae et Sancti Georgii cum earum pertinentiis, monasterium S. Mariae in Basílica." [ 4 ]No grande terremoto de 5 de dezembro de 1456 , muitas casas e outros edifícios foram destruídos em Ortona, com a perda de 433 vidas. [ 5 ]O Papa Clemente VII elevou a diocese de Chieti à categoria de arquidiocese pela bula "Super Universas", em 1 de junho de 1526. Ele atribuiu ao novo metropolita as dioceses sufragâneas de Lanciano, Penne e Adria. [ 6 ] Não há menção de Ortona, que ainda não era uma diocese.

Em 1 de agosto de 1566, Ortona tornou-se mais uma vítima da frota saqueadora de 105 galeras turcas lideradas por Piali Pasha , que já havia atacado e devastado Francavilla e as cidades costeiras do Adriático pertencentes a Chieti. Casas foram saqueadas e incendiadas, e o túmulo de São Tomé foi violado em busca de ouro e prata. Os habitantes, que viram a aproximação dos sarracenos, conseguiram salvar suas vidas fugindo. [ 7 ]

Restauração da diocese de OrtonaeditarEm 20 de outubro de 1570, [ 8 ] o Papa Pio V estabeleceu (ou restaurou) a diocese de Ortona e a tornou uma diocese sufragânea de Chieti. [ 9 ]Em 15 de maio de 1604, [ 10 ] na bula "Pro excellenti", o Papa Clemente VIII estabeleceu a diocese de Campli e designou o bispo de Ortona como seu bispo. O território para a nova diocese foi retirado da parte nordeste da diocese de Teramo e da diocese de Montalto. [ 11 ] Ao criar a diocese, o papa admitiu que os fundos disponíveis eram insuficientes para prover um estabelecimento diocesano em Campli. [ 12 ]Uma concordata entre o Papado e o Reino das Duas Sicílias foi assinada em 16 de fevereiro de 1818 e ratificada pelo Papa Pio VII em 25 de fevereiro de 1818. O Rei Fernando promulgou a concordata como lei em 21 de março de 1818. [ 13 ] O direito do rei de nomear o candidato para um bispado vago foi reconhecido, como na Concordata de 1741, sujeito à confirmação papal (preconização). [ 14 ] Em 27 de junho de 1818, Pio VII emitiu a bula De Ulteriore , na qual a diocese de Ortona foi suprimida e seu território eclesiástico foi atribuído à arquidiocese de Lanciano. [ 15 ] Quando, em 1818, Ortona foi unida a Lanciano, o território da diocese de Campli, que havia sido anexado a Ortona, foi atribuído à diocese de Teramo . [ 16 ]Em 17 de junho de 1834, o Papa Gregório XVI emitiu a bula Ecclesiarum omnium , na qual o acordo feito pelo Papa Pio VII em 1818 foi revertido. A diocese de Ortona foi restaurada e a catedral, que havia sido reduzida à condição de igreja colegiada, foi restaurada à condição de catedral. Seu colégio de clérigos tornou-se novamente o colégio de cônegos da catedral de Ortona. As finanças da antiga diocese de Ortona, que haviam sido incorporadas às da diocese de Lanciano, foram novamente separadas. A única exceção ao retorno ao status quo ante foi o seminário. Considerou-se mais eficiente para ambas as dioceses usar o seminário de Lanciano em igualdade de condições. [ 17 ] O arcebispo de Lanciano tornou-se o "Administrador Perpétuo da Igreja de Ortona". [ 18 ]

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16 de abr. de 2026, quinta-feira
Consulta
DEUS:0Francisco de Jasso y Azpilicueta, conhecido como Francisco Xavier (Xavier, 7 de abril de 1506 – Sanchoão, 3 de dezembro de 1552), foi um missionário católico navarro, pioneiro e cofundador da Companhia de Jesus. A Igreja Católica Romana considera que tenha convertido mais pessoas ao Cristianismo do que qualquer outro missionário desde São Paulo, merecendo o epíteto de "Apóstolo do Oriente". Exerceu a sua atividade missionária no Oriente, especialmente na Índia Portuguesa e no Japão. É o padroeiro dos missionários, da Diocese de Registro, também um dos padroeiros da Diocese de Macau e é copatrono de Navarra juntamente com São Firmino de Amiens.

Foi beatificado, com o nome Francisco de Xavier pelo Papa Paulo V a 25 de outubro de 1619 e canonizado pelo Papa Gregório XV a 12 de março de 1622, em simultâneo com Inácio de Loyola. Em 14 de dezembro de 1927 o Papa Pio XI proclamou Francisco Xavier, juntamente com Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeiro universal das missões. O seu dia festivo é 3 de dezembro.

Missionário do padroado portuguêsEm Roma, Francisco de Xavier sente-se muito abalado pela conquista do Reino de Navarra pelo Reino de Castela. É nessa altura que o rei de Portugal D. João III, por intermédio do seu embaixador Pedro Mascarenhas, faz sucessivos apelos ao Papa Paulo III para que este lhe envie missionários para espalhar a fé cristã pelos territórios descobertos pelos portugueses. Dom João III é aconselhado entusiasticamente pelo director do Colégio de Santa Bárbara, Diogo de Gouveia, a chamar para os Reino de Portugal os jovens cultos e inteligentes da Companhia de Jesus e pede assim ao embaixador de Portugal em Roma que sonde o grupo. Inácio de Loyola escolhe Simão Rodrigues e Nicolau Bobadilla para essa missão, mas Bobadilla fica doente e Francisco é nomeado seu substituto,[6][7] e chega a Portugal em 1540.Francisco de Xavier parte de Lisboa para a Índia no ano seguinte, a 7 de abril, acompanhado de outros dois jesuítas, Francisco de Mansila e Paulo Camarate. Partem a bordo da nau S. Diogo, a nau capitânia das cinco naus da frota comandada por Martim Afonso de Sousa, que ia tomar posse do cargo de governador na Índia.[d]Em agosto ancoraram junto da ilha de Moçambique. Devido a enorme quantidade de doentes de escorbuto na frota, que impediram a continuação regular da viagem, as naus permaneceram ali durante seis meses. Francisco dedicou o seu tempo ao auxílio e tratamento dos doentes. Tendo-se feito de novo ao mar, a nau voltou a aportar em Melinde. Aí, Francisco de Xavier conseguiu de imediato converter alguns africanos, e desejou por força lá permanecer, ao que não foi autorizado por Martim Afonso de Sousa, por essa decisão ser contrária às instruções do Rei.A nau Santiago ancorou em Goa, a então capital do Estado Português da Índia, a 6 de maio de 1542.Martim Affonso, nomeado governador, não se esquecendo da sua capitanía, deu varias providencias, e se fez de vela a 7 de abril de 1541 em uma armada de cinco náos, levando comsigo os primeiros jesuitas, que vieram a Portugal e foram á India, incluindo o Mestre Francisco Xavier"[8].

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29 de abr. de 2026, quarta-feira
Consulta
DEUS:0A cruz de Malta, também conhecida como a cruz de Amalfi, é o símbolo associado com a Ordem dos Cavaleiros de Malta (Cavaleiros Hospitalários) e, por extensão, com a ilha de Malta. A cruz é pátea, grega, de braços iguais em forma de "Vs", de oito pontas, cada um unindo os outros em seu vértice, deixando as outras duas pontas expandiu-se de forma simétrica. Seu design é baseado em cruzes usadas desde a Primeira Cruzada. É também o símbolo moderno de Amalfi, uma pequena república italiana do século XI.

Em meados do século XVI, quando os cavaleiros estavam em Malta, o design familiar agora conhecida como a "Cruz de Malta" tornou-se associado com a ilha. A primeira evidência para a Cruz de Malta em Malta aparece nas moedas de cobre do Grão-Mestre Jean Parisot de la Vallette (1557-1568) e são datadas de 1567. Isto fornece uma data para a introdução da Cruz de Malta.

A cruz de Malta foi representada em duas mil moedas na velha moeda de Malta e desde 2008 passou a ser mostrada na parte de trás de uma das versões maltesas das moedas de um e dois euros.[1]

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16 de mai. de 2026, sábado
Érico Torvaldsson (data da consulta)
DEUS:0Érico Torvaldsson (nórdico antigo: Eiríkr Þorvaldsson), também conhecido como Eric, o Vermelho, Érico, o Vermelho, Erik, o Vermelho ou Érico, o Ruivo (nórdico antigo: Eiríkr hinn rauði[1]), foi um viquingue, comerciante e explorador norueguês em finais do século X, que estabeleceu o primeiro assentamento europeu na Gronelândia (c.985).[2][3] Era pai de Leif Ericson, um dos primeiros europeus a chegar à América do Norte. Especula-se que a sua alcunha, "o Vermelho", se deva aos seus cabelos ruivos.[4] As principais fontes de pesquisa sobre a sua vida são as sagas islandesas de Érico, o Vermelho e dos Gronelandeses.Érico nasceu por volta de 950, na atual Noruega, no entanto foi banido de lá por ter matado um outro norueguês. Érico foi banido da Noruega e navegou para a Islândia com o seu pai Thorvald, que tinha sido exilado por homicídio culposo,[5] estabelecendo-se na ilha e reconstituindo a sua vida com sua família até que em 980, por razões desconhecidas, matou outro homem e foi banido novamente. Sem poder morar na Noruega ou na Islândia, Érico e alguns seguidores seus navegaram durante dois anos para descobrir novas terras, e assim desembarcaram na Groenlândia por volta de 985.[6] Com a ideia de criar seu reino, independente da Noruega, Érico voltou à Islândia para buscar novas pessoas, e de regresso à Groenlândia fundou a cidade de Gardar e a propriedade rural de Brattalid (Brattahlid) em 985. Aos poucos foram chegando pessoas e a Groenlândia foi cada vez sendo mais habitada.O seu filho, Leif Ericsson, que ajudou sempre o pai, introduziu o Cristianismo na Groenlândia, apesar da forte oposição deste. Cerca do ano 1000, chegou à América do Norte que foi batizada de Vinlândia, em virtude de por ali haver cepas bravas. Érico morreu no ano 1000, deixando seu filho Leif Ericsson como seu sucessor em Bratalida.Fontes históricaseditarÉrico o Vermelho está referido na Saga de Érico, o Vermelho e na Saga dos Groenlandeses, ambas escritas no século XIII, assim como no manuscrito Landnámabók do século XII.HomenagemeditarEm 2003, a banda feroesa Týr lançou um álbum de nome Eric, The Red, onde presta uma homenagem a Érico, o Vermelho. A faixa-título do álbum fala a respeito da vida do viking.

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2 de jul. de 2026, quinta-feira
Consulta - Ordem dos Cavaleiros da Concórdia
DEUS:0Ordem dos Cavaleiros da Concórdia ou Ordem da Concórdia foi instituída pelo rei Fernando III (r. 1217–1252), rei de Castela. Filho de Afonso IX, rei de Leão e de D. Berengaria, irmã mais nova de Branca de Castela casada com Luiz VIII, rei da França e mãe de Luiz IX, São Luiz.

A Ordem é criada em 1246, nos moldes das ordens de cavalaria da Idade Média. Defendia a liberdade e independência contra os infiéis e promovia a concórdia entre os feudos e disputas internas às Casas nobres.

Os Cavaleiros da Concórdia lutavam pelos nobres ideais da Cavalaria ao lado dos Cavaleiros da Ordem Militar e Religiosa de Calatrava. Passados séculos, foram reconhecidos por Carlos V, rei da Espanha (1516) e imperador da Alemanha (1519). Por esta época a Ordem divide seu contingente.

Parte segue para os países baixos e outros vão para o Novo Mundo. Acompanharam inclusive o Conde de Nassau em suas conquistas em solo brasileiro.

A maior presença desses cavaleiros se dá na América espanhola, dos atuais México à Argentina. Fundam diversas localidades que recebem o nome de Concórdia.

Em 1813 o Grão-Duque de Frankfurt, por ocasião do aniversário de Napoleão I deu uma nova vida à Ordem da Concórdia, criando uma condecoração em forma de cruz octogonal com duas mãos entrelaçadas entre palmas com a legenda Concórdia.

Ao início do século XX a Ordem passa a despontar na Itália sob a tutela da família Della Scala.Grande mestre atual é o príncipe Mario Augusto Petricca Giordani.

Insígnia em cruz octogonal esmaltada de branco assente sobre dois ramos de louro. No disco central do anvrso, em esmalte verde, o mapa-mundi com um coração púrpura atravessado por pequena faixa branca com a inscrição Concórdia. No reverso a águia bicéfala, dourada com escudo da família Scalla, quando príncipe de Verona. Cores Preponderantes: Azul claro e branco.

No Brasil é instalado um Capítulo em 1946 sendo o Lugar tenente o Dr. José Trevisan, ex agente consular da Itália. Atualmente (2002) sob a orientação do Dr. Marigildo de Camargo Braga.

A Ordem é oficialmente reconhecida, entre outros, pelos governos da Holanda, Argentina e Suíça. Está registrada no Itamarati (31 de maio de 1962) Recebeu a Benção Papal em 6 de novembro de 1964 pelo Papa João XXIII (beatificado), e pelo Papa Paulo VI em 5 de novembro de 1965

Consta no Boletim da Ordem de 1962 a notícia, com fotos, sobre a colocação da Pedra Fundamental da Igreja Nossa Senhora da Concórdia a ser erigida (à época) no Jardim Tremembé, São Paulo (na Av. Nossa Senhora do Concórdia). A cerimônia foi presidida e abençoada por D. Paulo Rolim Loureiro, na ocasião Bispo Auxiliar de S.Paulo.

Na revista mensal "Seleções Católicas" de dezembro de 1959 pode-se ler sobre o intenso trabalho dos membros dessa Ordem, tendo à frente o Cav. Grã-Cruz José Trevisan, com o intuito de construir uma Igreja Nossa Senhora da Concórdia no Alto da Moóca, S.Paulo.

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4 de jul. de 2026, sábado
Consulta
DEUS:0A Nossa Turma, Nossa Turma, A Turma ou A Gangue do Barulho (em inglês: The Get Along Gang) foi um desenho animado da década de 1980 produzido por Nelvana e pela DiC Entertainment originalmente para exibição nas redes de televisão norte-americanas Nickelodeon e CBS.TransmissãoAbril (piloto)/Setembro de 1984(estréia oficial)Setembro de 1985Setembro de 1985No Brasil, o desenho foi exibido pelo SBT entre os anos de 1987 e 2004, em variados programas infantis da emissora, incluindo Show Maravilha, Bom Dia e Cia e Sábado Animado. Também foi lançado em VHS nos anos 90 pela extinta Mundo Mágico, mas com uma dublagem diferente realizada nos estúdios da Mastersound. A dublagem original foi feita na Herbert Richers.CaracterísticasContava as aventuras de uma turma de doze animais pré-adolescentes antropomórficos, liderados pelo alce Montgomery, sempre valorizando o espírito de equipe e o companheirismo. Foram produzidos quatorze episódios ao todo, mas no Brasil foram exibidos treze (com 26 histórias).A trama mostra um grupo de amigos que sempre se encontram e em meios as brincadeiras mostram a importância de viver em harmonia, cuidar uns dos outros e amar ao próximo. Cada um dos personagens tem defeitos, mas ao longo do programa aprenderam a superar esses defeitos com a ajuda dos amigos.PersonagensPrincipaiseditarMontgomery - Um alce. O líder da turma. ele sempre ajudava os amigos quando precisava.Woolma (Vilma no Brasil)- Uma ovelha muito vaidosa.Zipper - Um gato atlético. Representava a força física na turma e apesar de gostar muito do amigo Bingo, sempre o corrigia e o intimidava, sendo o mais resmungão e ranzinza da turma.Porcia (Márcia no Brasil)- Uma pequena porca-espinho, a menor e mais nova da turma.Bingo - Um castor. O trapalhão e o mais ambicioso da turma. Morria de medo de Zipper. Bingo era o mais bem humorado da turma.Dotty - Uma cadela com uniforme de líder de torcidas. Representava um papel do tipo "segunda líder em comando".SecundárioseditarBreaker - tartarugaRocko - coelhoRudyard - leãoFlora - raposaBernice - ursoLolly - esquiloDuke - loboVilõeseditarCatchum é um crocodilo que sempre causa problemas a todos.Leni (Leland) é um lagarto companheiro de Catchum e sempre atrapalha seus planos.Outros personagens incluidos ao longo da serieeditarGuarda Growler (ou Guarda Cachorrão) é um bulldog policial amigo das crianças que cuida da segunça de Green Meadow.Sr. Hoofnagel é um velho bode, proprietário da sorveteria local.Sra. Deering é um cervo, que foi professora do jardim de infância.Sr. Bascombe é o texugo, prefeito da cidade de Green Meadow.Schneider Squirrel é o pai de Lolly e dono da doceria.

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4 de jul. de 2026, sábado
Consulta: Haim Saban
DEUS:0Haim Saban (Alexandria, 15 de outubro de 1944) é um produtor de televisão[1] israelense-americano. Com uma fortuna estimada em 2,8 bilhões de dólares, ele é classificado pela Forbes como a 232º pessoa mais rica dos Estados Unidos.[2]

Nascimento15 de outubro de 1944 (81 anos)Alexandria, Reino do EgitoNacionalidadeisraelense, norte-americanoOcupaçãoempresário, roteirista, produtorNa década de 1990, a companhia de Saban se tornou mais conhecida pela produção de Power Rangers, Masked Rider, VR Troopers e Big Bad Beetleborgs, que eram adaptações ocidentais de programas tokusatsu japoneses. Séries que após serem lançadas pela Saban Entertainment, viraram fenômeno mundial na década de 90, tornando muito desses heróis famosos até hoje. Esse reconhecimento mundial se fez mais por conta das versões americanas do que a de seu país de origem.

Vida pessoal

Saban nasceu em uma família judia em Alexandria, Egito, em 1944. Em 1956, a família Saban imigrou para Israel, juntamente com a maioria da comunidade judaica egípcia.[1] Saban foi estudar no internato Youth Aliyah. Expulso por ser um encrenqueiro, ele se matriculou em uma escola noturna, onde o diretor disse a ele: "Você não nasceu para estudos acadêmicos; você nasceu para ganhar dinheiro.[3] Saban é casado com Cheryl Lynn (Flor) Saban, com quem tem dois filhos. Ele também tem duas enteadas, Tifany e Heidi Lenhart. Ele reside em Beverly Hills, Califórnia.[2]

Carreira musical

Saban começou sua carreira em 1966 como baixista e empresário[1][4] da banda de rock The Lions of Judah (Ha´arayot). Em 1969, Dave Watts da banda britânica The Tornados se juntou ao Lions. Naquele ano, a banda viajou para a Inglaterra, tocando em casas noturnas de Londres e foi contratada pela Polydor Records. Em julho de 1969, a banda apareceu no programa da BBC TV Colour Me Pop. Os Lions gravaram o single, "Our Love´s A Growing Thing", que não foi lançado no Reino Unido devido a dificuldades financeiras. A banda voltou para Israel e Saban focado em ser um promotor musical.[5]

No início dos anos 70, Saban mudou-se para a França, onde trabalhou como produtor musical. Seus clientes incluíam Noam Kaniel, Mike Brant e Shuki & Aviva. Ele também fundou uma gravadora com Shuki Levy.[6]

Em 1978 e 1982, Saban usou o pseudônimo Kussa para escrever e gravar músicas em quatro gravadoras para as quais ele também trabalhou como produtor usando seu nome verdadeiro.[7][8] Desde então, ele tem usado frequentemente o nome Kussa Mahchi para composições em produções para a Saban Entertainment,[9][10] incluindo a trilha sonora de Mighty Morphin Power Rangers: O Filme.

Carreira nos negócios

Saban Entertainment

Nos Estados Unidos, tornou-se um produtor de televisão, fundando a Saban Entertainment em 1988.[11] Durante esse tempo, Haim Saban e seu parceiro, Shuki Levy ficaram conhecidos por composições de trilhas sonoras para programas infantis de televisão da década de 1980. Embora Levy e Saban compusessem para seus próprios trabalhos (como Kidd Video e Maple Town), também compuseram para produções de outras empresas (como Inspector Gadget, As Misteriosas Cidades de Ouro, M.A.S.K., Dinosaucers, Dragon Quest, He-Man e os Mestres do Universo, She-Ra: Princess of Power, e Jayce). Em 1998, The Hollywood Reporter informou que ele não chegou a compor todas as músicas (totalizando 3.700 obras em 2008), pelas quais é creditado; dez compositores ameaçaram processar Saban, mas acabaram por resolver essas questões extrajudicialmente.

Na década de 1990, a empresa de Saban ficou conhecida pela produção de Power Rangers, Masked Rider, VR Troopers e Big Bad Beetleborgs, que eram adaptações ocidentais de programas tokusatsu japoneses.

Fox FamilyeditarEm 1996, a Fox Children´s Productions, divisão da News Corporation e a Saban Entertainment se fundiram para formar a Fox Kids Worldwide.[11][12][13] Também neste ano o joint-venture comprou o acervo da C&D das mãos de Jean Chalopin.Com a grande mudança no mercado de produções infantis nos Estados Unidos dos blocos de horários da TV aberta para os canais 24 horas da TV por assinatura como Cartoon Network e Nickelodeon, buscaram lançar um concorrente que transmitiria programas da popular Fox Kids. Visando o The Family Channel, a News Corp. fez uma oferta para comprar a IFE por meio do joint-venture em 1997.[3]Em 23 de julho de 2001, Saban anunciou que ele e a News Corp. Venderiam a Fox Family Worldwide Inc por US$ 5,3 bilhões para a The Walt Disney Company.[14] e em 24 de outubro de 2001 a venda foi concluída[11] e o canal renomeado ABC Family.[4] Saban lucrou US$ 1,6 bilhões com essa venda.[4]ProSiebenSat.1editarEm agosto de 2003, Saban liderou um consórcio, que adquiriu ações no grupo ProSiebenSat.1 Media, do Kirch Media Group, o conglomerado de mídia alemão então falido.[15]ProSiebenSat.1, é a maior empresa de radiodifusão televisiva comercial da Alemanha, que possui cinco canais de televisão, incluindo ProSieben e SAT.1, dois dos três principais canais na Alemanha. Coletivamente, os canais da ProSiebenSat.1 representavam aproximadamente 45% do mercado da publicidade televisiva alemã na época. a aquisição da ProSiebenSat.1 por Saban foi a primeira vez que um estrangeiro assumiu o controle de uma grande empresa de mídia alemã.[4]Saban supervisionou uma reviravolta bem sucedida na ProSiebenSat.1, recrutando antigos rivais de negócios, como o ex-chefe-executivo da BSkyB Tony Ball e o ex-diretor-geral da BBC Greg Dyke para o conselho administrativo da empresa.[16]Em março de 2007, Saban Capital Group e o consórcio venderam a sua participação na ProSiebenSat.1 para a KKR e Permira, por 22,40€ por ação após originalmente pagar 7,5€ por ação em 2003.[17]UnivisioneditarEm 27 de junho de 2006, a Saban Capital Group liderou um grupo de investidores concorrendo pela Univision Communications, a maior empresa de mídia em língua espanhola nos Estados Unidos.[18][19] Outros investidores do grupo liderado pela Saban foram o Texas Pacific Group, de Fort Worth, Texas, e Thomas H. Lee Partners. O grupo foi bem sucedida na aquisição da Univision com uma oferta no valor de US$ 13,7 bilhões.[18][20]Pontos de vista políticos e de angariação de fundoseditarSaban diz que sua maior preocupação é proteger Israel. Em uma conferência em Israel, Saban descreveu sua fórmula. Suas três maneiras de influenciar a política americana foram: Fazer doações para partidos políticos, estabelecer think tanks e controlar meios de comunicação.[3]Saban envolveu-se na política, em meados dos anos 90, quando ele sentiu que o apoio a Israel estava decaindo nos Estados Unidos.[21] Ele diz que suas opiniões mudaram ao longo dos anos:[1] "Eu costumava ser um verdadeiro esquerdista. Eu me lembro de Arik Sharon [o líder do partido de direita Likud, de Israel] vir aqui, à minha casa, poucos meses antes de Camp David, quando ele ainda era líder da oposição. Ele me disse que não haveria negócio porque [Yasser] Arafat não o assinaria. eu disse-me que não havia nada a ser feito - esses direitistas eram simplesmente loucos. Eu não tinha dúvida alguma de que haveria um acordo e os problemas seriam resolvidos. História provou que Sharon estava certo e eu estava errado. Em matéria de segurança, que me fizeram alinhar mais a direita. Muito mais para a direita... Quando há um ataque terrorista, eu sou [Avigdor] Lieberman. Às vezes, mais para a direita do que Lieberman. Durante dois dias, eu realmente amo Lieberman. Mas depois eu volto para a realidade. Olha, eu não vejo uma solução hoje.[1]Saban tem sido um doador generoso e consistente para o Partido Democrata dos Estados Unidos de acordo com a Comissão Eleitoral Federal. A revista Mother Jones, em uma análise dos principais doadores para as campanhas da corrida eleitoral de 1998, classificou Saban como 155º entre os doadores individuais.[22] Amy Paris observou que generosidade de Saban durante o governo Clinton "não foi sem recompensa. Durante a administração de Clinton, o executivo de entretenimento trabalhou no Conselho de Exportação do Presidente, aconselhando a Casa Branca em questões comerciais."[22] The New York Times relatou que Haim e sua esposa "dormiram na Casa Branca várias vezes durante os dois mandatos do presidente Clinton". Saban ainda mantém estreita amizade com o ex-presidente. Clinton descreveu Saban como um "muito bom amigo e apoiador".[21] Saban contribuiu com entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões para a Fundação William J. Clinton.[23]Durante a eleição presidencial de 2000, Saban subiu de posição para o 5º lugar entre os doadores individuais com uma contribuição combinada de US$ 1,2505 milhões.[22] Matthew Yglesias escreveu que "Saban foi o maior contribuinte em geral para o Comitê Nacional Democrata durante o período de 2001-2002".[24] As doações de Saban durante o período de 2001-2002 ultrapassaram US$ 10 milhões, a maior doação que o DNC recebeu de uma única pessoa até aquele momento.Em setembro de 2004, Hillary Clinton descreveu Saban como um amigo muito bom, apoiador e conselheiro: "Sou grata por seu compromisso com Israel, a uma paz justa e duradoura no Médio Oriente e pelo trabalho com a minha fundação, particularmente em questões de reconciliação".[21] Em maio de 2007, Haim declarou publicamente seu apoio a Clinton na eleição presidencial de 2008.[19] Em junho de 2007, Saban e Steven Spielberg co-organizaram uma festa para angariar fundos em favor de Hillary Clinton na casa de Peter Chernin, presidente da News Corporation. De acordo com o Los Angeles Times, o evento angariou mais de US$ 850 mil.Em março de 2008, Saban estava entre um grupo de grandes doadores judeus que assinaram uma carta a líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, do Partido Democrata avisando-a de "manter-se fora das primárias presidenciais do partido."[25] Os doadores, que "eram fortes apoiantes da campanha presidencial da senadora Hillary Rodham Clinton", "se irritaram com uma entrevista de 16 de março em que Pelosi disse que os ´superdelegados´ do partido devem acatar a vontade da maioria na escolha de um candidato. "[25] A carta endereçada a Pelosi afirma que os doadores" tem sido fortes defensores do DCCC "e afirma, de acordo com a Jewish Telegraphic Agency,[25] que Pelosi poderia perder o apoio financeiro deles nas próximas eleições para o Congresso.Em 19 de maio de 2008, foi relatado que Haim Saban tinha "oferecido US $ 1 milhão para os Young Democrats of America durante uma conversa telefónica na qual ele também pressionado para que os dois superdelegados que não estavam comprometidos, endossassem a nomeação de Clinton como candidata a presidência".[26]Saban também fez doações para os membros do Partido Republicano, incluindo uma contribuição em 2003 para a campanha de 2004 a reeleição de George W. Bush.[21]Hillary ClintoneditarSaban apoiou a candidatura de Hillary Clinton à presidência americana em 2016. Entre junho de 2015 e julho de 2016, ele e sua esposa doaram mais de US$ 7 milhões para a "Priorities USA" um comitê de ações políticas que apoia Clinton, enquanto isso, disse que o candidato do Partido Republicano, Donald Trump é "um perigo para os Estados Unidos".[27]Keith EllisoneditarSaban afirmou que Keith Ellison, que concorreu a liderança do DNC, "é claramente um indivíduo anti-semita e anti-Israel."[28][29] Saban também afirmou que Bernie Sanders é "uma pessoa anti-Israel".[27]Saban Center for Middle East PolicyeditarEm 2002 Saban forneceu um financiamento inicial de US$ 13 milhões[30] e prometeu fundos adicionais[30] para criar o Centro Saban para Política do Oriente Médio, um think tank de política externa com sede em Washington, DC. O Centro Saban faz parte do Instituto Brookings.[30] O Centro Saban tem o objetivo de fornecer ao governo, informações e análises sobre a política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio. Saban nomeou Martin Indyk para dirigir o centro.Haim Saban discutiu seus pontos de vista sobre a região do Oriente Médio e do Golfo Pérsico em grande detalhe em uma entrevista de 2006 para o jornal israelense Haaretz. Suas observações foram particularmente notáveis sobre o Irã: "Quando vejo Ahmadinejad, vejo Hitler. Eles falam a mesma língua Sua motivação também é clara: O retorno do Mahdi é o objetivo final. E para uma pessoa religiosa de auto-convencimento profundo, este objetivo final vale a liquidação de cinco milhões e meio de judeus. Nós não podemos permitir isso. Armas nucleares nas mãos de uma liderança religiosa que está convencida de que a aniquilação de Israel trará a emergência de um novo califado muçulmano? Israel não pode permitir isso. Isto não é um jogo. É realmente um perigo existencial."Seminário Nacional de Treinamento de Liderança Política SabaneditarSaban patrocina o Seminário Americano-Israelense de Treinamento de Liderança Política do Comitê de Assuntos Públicos Seminário Nacional de Treinamento de Liderança Política Saban, uma série de seminários semestrais em Washington para fornecer três dias de treinamento intensivo de advocacia a ativistas estudantis universitários pró-Israel.[31] Os seminários fornecem formação a até 300 estudantes de cem campi, a fim de "preparar para os desafios e oportunidades em seus campi e [os alunos] deixaram Washington preparados para mobilizar impacto legislativo e eleitoral durante o próximo ano letivo e na campanha de 2008." Dentre as figuras de destaque que debateram nos seminários estão o senador Evan Bayh, o congressista Mark Kirk e os acadêmicos David Makovsky, Robert Satloff e Dennis Ross.Redistritamento eleitoral da CalifórniaeditarEm 2005, Saban gastou 100 mil dólares para se opor a Proposição 77 de 2005, sobre reforma dos distritos eleitorais da Califórnia. Saban doou US$ 100 mil para passar a reforma de distritos eleitorais da Califórnia de 2008, Proposição 11, que criou uma Comissão de Redistritamento dos Cidadãos para redesenhar as fronteiras políticas do estado da Califórnia, mas não os distritos congressionais federais. Saban contribuiu com US$ 2 milhões para apoiar a Proposição 27, de 2010 que revoga a Proposição 11 da Califórnia, a reforma de 2008 - a mesma reforma que Haim Saban tinha apoiado anteriormente com uma contribuição de US$ 100 mil. Ele se juntou a lista de outros doadores com contatos, e com grandes fortunas para o Partido Democrata no apoio à Proposição 27.Doações e patrocínioseditarEm 2002, Haim Saban fez uma doação inicial de US$ 13 milhões, para a criação do Saban Center for Middle East Policy, um think tank de política externa com sede em Washington, D.C. O Saban Center faz parte de um think tank maior - a Brookings Institution. O Saban Center tem como objetivo fornecer aos formuladores de políticas do governo informações e análises sobre a política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio. Saban recrutou Martin Indyk para dirigir o centro.[32]Em 2007, Saban doou US$ 14 milhões para concluir o hospital infantil do Soroka Medical Center.[33]No âmbito do AIPAC (American Israel Public Affairs Committee), Haim Saban patrocina o Seminário Nacional de Treinamento de Liderança Política Saban, uma série de seminários semestrais, em Washington, cujo objetivo é oferecer a estudantes ativistas três dias de treinamento intensivo em advocacy pró-Israel. [34] [35]

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DEUS:0Graciano, também conhecido como Franciscus Gracianus ou Johannes Gratianus[nota 1], foi um monge jurista camaldulense e professor de teologia bolonhês. Suas datas exatas de nascimento e morte são desconhecidas, embora saiba-se que sua vida transcorreu entre os séculos XII e XIII. É considerado o pai do direito canônico graças a sua obra Concordia discordantium canonum,[1] que permaneceu em vigência até 1917.[2]A pouca informação que se tem sobre Graciano é fornecida em sua própria obra, nos sumários e compilações dos primeiros exemplares do século XII.[3] Também não há certeza se a obra é de sua escrita ou se foi apenas uma compilação.[4]Com comentários ulteriores e adendos, a obra de Graciano foi incorporada à chamada Corpus Juris Canonici.[5] Seu Decretum Gratiani, como ficou conhecido, tornar-se-ia rapidamente o livro-texto padrão de estudantes do direito canônico por toda a Europa, embora sem nunca ter recebido algum reconhecimento oficial do papado. Somente o Codex Juris Canonici, de 1917, o colocaria em desuso.[2]Biografia e especulaçãoeditarA vida de Graciano está sujeita a muita especulação, visto que a biografia tradicional que nos foi legada é demonstradamente falsa em sua maioria, inclusive restando dúvidas concernentes ao seu título de monge.[6][nota 2] Outros cronistas o definem como conselheiro do papa Inocêncio II (1130-1143) ou de Eugênio II (1145-1163), embora sua condição de monge seja corroborada pela maioria da doutrina.[8][9][10][11] Por outro lado, sabe-se com total certeza que Graciano foi o autor de Concordia discordantium canonum.[12]Segundo a Crônica de Martin von Troppau, Graciano nasceu em Chiusi della Verna, uma cidade toscana da Itália.Segundo outras versões, poderia ter nascido em Orvieto, na cidade italiana de Ombrie. Graciano tornou-se monge em Camaldoli, dedicando-se depois ao ensino do Direito no monastério de San Félix na Bolonha[13] consagrando sua vida a estudar os cânones eclesiásticos, elaborando seu Decreto de Graciano. Segundo parece, foi ajudado por seus discípulos do monastério de San Félix — especialmente de Paucapalea —, que continuaram sua obra, acrescentando inclusive as chamadas Paleae.[14]Suas conquistas no campo do direito canônico tornaram-no uma eminência da época e, junto ao prestígio de Irnério no campo do direito civil, converteram a Bolonha no centro de excelência de estudo do Direito. Graças a ambos, após a proliferação de universidades por toda a Europa o Direito passou a ser uma ciência jurídica independente da retórica e se difundiu por todo o continente, sendo o epicentro dessa revolução a própria Universidade de Bolonha, sendo Graciano o precursor do ramo de direito canônico.[15] Convém, no entanto, ter em conta que o direito canônico não surgiu com Graciano, senão o seu estudo científico: ensinou a deduzir dos textos antigos o seu sentido genuíno, a aplicar as normas antigas às exigências contemporâneas, a resolver as controvérias e a suprir as lacunas.[14]A data, causa e local de sua morte também são desconhecidos. Provavelmente ocorreu antes do III Concílio de Latrão (1179), posto que segundo as crônicas da época "sentiu-se a ausência do Mestre Graciano". Também se desconhece o local onde foi enterrado, embora a cidade de Bolonha tenha reivindicado essa honra, inclusive construindo um monumento funerário em sua homenagem na Basílica de São Petrônio.Sua obraeditarGraciano reuniu uma grande quantidade de doutrinas, incluindo interpretações da Bíblia, legislação papal e conciliar, leis seculares, entre muitas outras, em seus esforços de conciliar e unificar o direito canônico, sistematizando-o e eliminando possíveis contradições. Sua compilação, a Concordia discordantium canonum ou Decreto de Graciano é sua obra mais importante.Decreto de GracianoeditarVer artigo principal: Decreto de GracianoO Decretum de Gratiani ou Concordia discordantium canonum (Concordância das Discordâncias dos Cânones[16]) é uma obra pertencente ao direito canônico que, como indica seu título, trata de conciliar a grande quantidade de cânones existentes desde séculos anteriores, muitos dos quais opostos entre si. Forma a primeira parte da coleção de seis textos jurídicos, conhecida como a recompilação Codex Juris Canonici.Essa obra de enormes proporções representou um passo importante na consolidação e unificação do Direito da Igreja na Alta e na Baixa Idade Média, além de aumentar a importância do canonista, que passou a ter uma atividade doutrinária própria, até então restrita à política legislativa pontifícia.[17]EstruturaeditarO Decreto de Graciano é uma coleção de cerca de 3.800 textos que recolhem e sistematizam o direito canônico anterior (ver Fontes). A obra encontra-se estruturada em três partes: A primeira consiste nas distinciones, que trata das fontes do direito, da hierarquia eclesiástica e das disciplinas do clero; a segunda parte consiste em trinta e seis causae, cada uma dividida em questiones que tratam, entre outras coisas, do processo judicial, ordens religiosas, heresias, casamento e penitência; a terceira parte, de consecratione, diz respeito aos demais sacramentos.[18]FonteseditarAs fontes da obra de Graciano foram a Bíblia, as bulas papais, a patrística, cânons pertencentes aos concílios e sínodos tanto ecumênicos como nacionais e provinciais, sejam europeus, africanos ou asiáticos.[17] Na maioria dos casos, Graciano não obteve este material de uma leitura diretamente das fontes, mas através de coleções secundárias (segundo eruditos como Charles Munier,[19] Titus Lenherr[20] ou Peter Landau).[21][22][23]MétodoeditarEm sua obra, Graciano recorreu à técnica dialética do sic et non elaborada por Pierre Abélard. Também reconheceu o valor relativo às diferenças das fontes e introduziu a ideia de jurisprudência no direito canônico, além de conferir a este um valor notavelmente prático e útil para sua aplicação. Por isso, embora sua obra não tenha sido considerada oficial, sua utilização estendeu-se por toda a Europa e através da História, consagrando Graciano como a maior influência do direito canônico moderno.Influência e repercussãoeditarO nome pelo qual Graciano batizou seu trabalho (Concordância das Discordâncias dos Cânones) sugere o objetivo que buscava: harmonizar os cânones redigidos ao longo da Alta e início da Baixa Idade Média, que, em muitos casos, mantinham contradições entre si. Nesse sentido, Graciano discute em sua obra as diversas interpretações e uma única solução proposta para cada tema. Esta abordagem dialética permitiu que outros professores das leis canônicas trabalhassem com o Decretum, desarolando suas próprias conclusões, soluções e comentários.O resultado final do trabalho realizado por Graciano foi conseguir a unificação jurídica proposta ao final da Alta Idade Média pela Igreja, que pôde com isso abandonar o particularismo das igrejas nacionais e criar um único e centralizado poder dentro do direito canônico. O movimento denominado reforma gregoriana só conseguiu ser implementado mediante a política legislativa pontifícia, pelo que foi novidade o passo importante de consolidação motivado pela atividade doutrinária canonista.[17]Embora não tenha sido promulgado oficialmente, na prática o Decretum difundiu-se amplamente por sua utilidade na sistematização e clarificação da jurisprudência pontifícia e pela autoridade doutrinal dos textos contidos na obra, o que ajudou na proliferação do direito canônico durante o século XII, permanecendo em vigência até 1917, quando foi promulgado o Código de Direito Canônico durante o movimento conhecido como "Codificação", que percorreu toda a Europa.Por ter uma estrutura bastante didática, a obra foi adotada rapidamente pelas escolas de Direito, primeiramente pela de Bolonha, considerada como a capital européia do estudo do Direito à época. Foi rapidamente interpretada e comentada, ajudando no ensino do direito canônico. Graciano, por isso, hoje é conhecido como uma das mais notáveis figuras de direito canônico.Destaca-se a sua influência em Pedro Lombardo (a biografia medieval dizia que era irmão de Graciano, inclusive que eram gêmeos)[24] e, por isso, de forma estendida em Tomás de Aquino.A partir do Drecreto de Graciano, o Direito geral da Igreja, de acordo com os postulados de Gregório VII, desenvolveu-se pela legislação pontifícia. Por isso, apesar de o Decretum ter desempenhado um papel importante na reunificação, foi logo necessário recompilar as disposições, sobre todas as Decretais), que não refletiam a situação da época.Historiadores e estudiososeditarOs historiadores e estudiosos mais reconhecidos no que diz respeito a Graciano são:[25]Anders Winroth: É o estudioso mais importante do tema. Autor da obra The Making of Gratian's Decretum (A Criação do Decreto de Graciano, em português), essencial dentro desse campo de estudo. É professor do departamento de História da Universidade de Yale.Peter Landau: Professor de Direito, especialista na história legislativa alemã e bávara da Universidade de Munique. Seu trabalho sobre as fontes do Decreto de Graciano tem sido a descoberta recente mais importante na matéria.Manlio Bellomo: Professor italiano de História do Direito da Universidade da Catânia, na Sicília, especialista em direito público europeu.Stephan Kuttner: Criador do Instituto de Direito Canônico Medieval e estudante há mais de 50 anos do trabalho de Graciano.Kenneth Pennington: Professor de história eclesiástica e legislativa da Universidade Católica da América, em Washington. É especialista nos períodos durante e após Graciano.Bruce Brasington: Especialista em Ivo de Chartres, cuja obra Panormia foi uma importante influência para Graciano.

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5 de jul. de 2026, domingo
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DEUS:0Flávio Graciano (em latim: Flavius Gratianus; Sirmio, 18 de abril ou 23 de maio de 359 — 25 de agosto de 383), mais tarde renomeado como Flávio Graciano Augusto (em latim: Flavius Gratianus Augustus) em decorrência de sua ascensão, foi um imperador romano do Ocidente de 375 a 383.Reinado4 de agosto de 367-17 de novembro de 375Consorte deFlávia Máxima ConstânciaAntecessor(a)Valentiniano ISucessor(a)Elevação a augusto sênioraugusto sênior do Ocidente com Valentiniano IIReinado17 de novembro de 375-09 de agosto de 378Predecessor(a)Reinado como augusto júniorSucessor(a)Elevação a augusto sênior do império inteiroaugusto sênior com Valentiniano IIReinado09 de agosto de 378-19 de janeiro de 379Predecessor(a)Valentiniano ISucessor(a)Teodósio I (Oriente)augusto sênior do Ocidente com Valentiniano IIReinado19 de janeiro de 379-25 de agosto de 383Predecessor(a)Valentiniano ISucessor(a)Magno Máximo e Valentiniano IIDados pessoaisNascimento18 de abril/23 de maio de 359SirmioMorte25 de agosto de 383LugdunoPaiValentiniano IMãeMarina SeveraReligiãoCristianismoEm 378, com a morte de Valente no campo de Adrianópolis, Graciano passou a governar também o Império Romano do Oriente, que concedeu em 19 de janeiro de 379 a Teodósio I. Favoreceu claramente a religião cristã contra o paganismo, recusando os tradicionais atributos pagãos dos imperadores e tirando o Altar da Vitória do senado.BiografiaeditarEra filho do imperador Valentiniano I e a primeira esposa deste, Marina Severa, nasceu na cidade de Sirmio (a atual Sremska Mitrovica, Sérvia), na então província romana da Panônia.

A 4 de agosto de 367, foi proclamado augusto pelo seu pai. À morte de Valentiniano (17 de novembro de 375), as tropas destacadas na Panônia proclamaram imperador o seu irmão pequeno Valentiniano, que então era apenas um bebê. Valentiniano era meio-irmão de Graciano, nascido de Justina, viúva de Magnéncio e segunda esposa de Valentiniano I.

Graciano aproveitou a oportunidade; reservou para si a administração das províncias galas, enquanto pôs as províncias da Itália, Ilíria e África Proconsular sob o comando de Valentiniano e a sua mãe, os quais estabeleceram a sua residência em Milão. A divisão, no entanto, era meramente nominal e a autoridade real ficou por completo nas mãos de Graciano.

O Império Romano do Oriente estava sob o domínio do seu tio Valente. Em maio de 378, Graciano derrotou completamente os lentenses, a tribo mais austral dos alamanos, na Batalha de Argentovária, perto da atual Colmar. Esse mesmo ano, Valente encontrou a morte na batalha de Adrianópolis a 9 de agosto. Anteriormente recusara aguardar por Graciano e pelo seu exército para combater juntos contra os godos; ao mesmo tempo, dois terços do exército romano oriental caíram também.

O governo do Império de Oriente ficou em poder de Graciano, mas, ao sentir-se incapaz de resistir as incursões dos bárbaros, propôs o general hispânico Flávio Teodósio o governo da parte oriental, sendo coroado imperador de Oriente a 19 de janeiro de 379. Graciano e Teodósio limparam então os Bálcãs de invasores bárbaros.

Durante alguns anos governou o império com sucesso e energia, mas caiu gradualmente na indolência, ocupando-se nomeadamente do prazer da persecução político-religiosa e tornando-se numa ferramenta nas mãos do general franco Merobaldo[1] e o bispo de Milão, Ambrósio.

Ao tomar ao seu serviço um corpo de alanos e aparecer em público com a vestimenta própria de um guerreiro cita, Graciano despertou o desprezo e ressentimento das tropas romanas. Um general hispânico parente de Teodósio chamado Magno Clemente Máximo, conde da Britânia (comes britanniorum), aproveitando as suas vitórias na Britânia frente aos pictos, invadiu a Gália com um grande exército. Graciano, que aguardava fazer-lhe frente em Paris, foi atraiçoado pelas suas tropas após cinco dias de escaramuças e viu-se obrigado a fugir. Porém, foi atingido em Lugduno (atual Lyon); ali foi entregue pelo governador da cidade a Andragácio, um dos generais de Máximo, e assassinado a 25 de agosto de 383.[2]

LegadoeditarSob a influência de Ambrósio, Graciano proibiu as cerimônias pagãs em Roma; recusou levar o título de pontífice máximo (pontifex maximus) por o considerar incompatível com o seu cristianismo, segundo Zósimo.[3] Retirou o Altar da Vitória do senado romano em Roma, apesar dos protestos dos membros pagãos do senado, e confiscou as suas rendas; proibiu as doações de propriedades às Vestais e aboliu outros privilégios que possuíam os sacerdotes e sacerdotisas pagãos. Estes movimentos encerraram um período de convivência relativamente pacífica que vinha desde os tempos de Juliano o Apóstata.[4]Graciano também publicou um decreto pelo qual todos os seus súditos deviam professar a fé dos bispos de Roma e de Alexandria (ou seja, a fé de Niceia). O movimento visava a poder acabar assim com o arianismo, mas também foram proibidas outras seitas dissidentes menores, tais como os macedônios.

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8 de set. de 2026, terça-feira
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DEUS:0Petrus Bertius (também conhecido como Peter Bertius; em neerlandês, Pieter de Bert) (14 de novembro de 1565 – 13 de outubro de 1629) foi um filósofo, teólogo, historiador, geógrafo e cartógrafo flamengo . Bertius publicou muito sobre matemática, história e teologia, mas é hoje mais conhecido como cartógrafo, com sua edição da Geografia de Ptolomeu , que inclui o atlas ptolomaico de Mercator de 1578, bem como textos paralelos em grego e latim.

Vida pregressa

Ele nasceu em Beveren (Alveringem), filho de um pregador flamengo, Pieter Michielszoon Bardt, que deixou Flandres para o exílio religioso em Londres por volta de 1568, com sua família. Em 1577, Petrus Bertius retornou aos Países Baixos para estudar na Universidade de Leiden . Ele se sustentava dando aulas particulares a estudantes mais jovens e continuou viajando pela Europa. Em 1593, foi nomeado sub-regente do Statencollege de Leiden , casando-se no mesmo ano com Maritgen, filha de Johannes Kuchlinus , o primeiro regente do Statencollege , a quem sucederia após sua morte em 1606 como regente. Ele também tinha laços matrimoniais com Jodocus Hondius e Pieter van den Keere , seus cunhados e ambos cartógrafos, o que influenciaria sua vida posterior. [ 1 ]

Filosofia e teologia

Bertius escreveu uma introdução às Consolações da Filosofia de Boécio, que foi publicada na edição do texto de Giovanni Antonio Volpi em 1721.

Bertius era amigo de Jacobus Arminius e discursou em seu funeral em 1609. Surgiu uma controvérsia com Francis Gomarus, o principal opositor do arminianismo, com base na versão publicada da oração fúnebre. Bertius tinha opiniões sobre doutrinas essenciais que eram indesejáveis até mesmo para seus amigos. Ele foi acusado de semipelagianismo.

Em 1612, Bertius publicou Hymenaeus desertor, uma obra em latim que ia além de Armínio em termos de teologia, contrariando o conselho de seus colegas remonstrantes. O Hymenaeus desertor teve ampla circulação, mas foi impopular: Guilherme Luís, Conde de Nassau-Dillenburg, não gostou, e Johan van Oldenbarnevelt, juntamente com outros políticos, sentiu que Bertius os havia contrariado. Bertius persistiu, no entanto, em 1613, com uma tradução para o holandês, que reimprimiu em 1615 em Leiden. Eventualmente, Bertius perdeu seu cargo de professor e também foi proibido de dar aulas particulares.

Vida posterior

Em 1618, Bertius foi nomeado cosmógrafo da corte de Luís XIII. Sua carreira em cartografia começou em 1598, com a publicação de uma edição em latim de um atlas em miniatura, Caert Thresoor, de Barent Langenes, que ele traduziu como Tabulae contractae (1600). Seu Theatrum geographiae veteris o recomendou ao rei Luís. Quando suas perspectivas acadêmicas na Holanda foram frustradas, ele foi para a França.

Em 1620, converteu-se à Igreja Católica e tornou-se professor de retórica no Collège de Boncourt, parte da Universidade de Paris. Em 1622, Luís XIII criou uma nova cátedra pessoal de ciências matemáticas no colégio real para Bertius e concedeu-lhe o título de historiador real. Ele morreu em Paris.

Obras

1609: Liick-oratie over de doot van den Eerweerdighen ende wytberoemden Heere Jacobus Arminius1612: Hymenaeus desertor: sive de sanctorum apostasia problemata duo. (1: An fieri possit ut justus deserat justitam suam? 2: An quae deseritur fuerit vera justitia?)1616: Commentariorum Rerum Germanicarum libri tres, incluindo comentário sobre a Tabula Peutingeriana1619: Theatri Geographiae Veteris1625: Notitia Chorographica Episcopatuum GalliaeHonrasA enseada Bertius na Antártica recebeu o nome de Petrus Bertius.

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9 de set. de 2026, quarta-feira
Irmãos Adorno
DEUS:0Os Irmãos Adorno (Giuseppe, Francesco e Paolo) foram genoveses de origem fidalga que figuram entre os primeiros povoadores do Brasil Colônia como integrantes da armada de Martim Afonso de Sousa, em 1530-1532[1][2]. São homenageados com o batismo de uma avenida,[3] em Praia Grande, e uma rua,[3] em Bertioga, no litoral paulista.

História da família

Os irmãos Adorno eram descendentes de uma célebre família genovesa, cuja primeira participação na vida pública se deu em 1321. Gianfranco Adorno, ao ser eleito ancião, marca o início das conquistas populares que fariam o declínio do sistema feudal em 1339, com o governo de Simone "Simão" Boccanegra, que teria sido sucedido por Gabriele Adorno, primeiro doge da família. Outros membro da família também foram doges, como Giorgio Adorno (elevado ao trono ducal em 1413). Antonio Adorno era doge em Gênova quando foi expulso por Andrea Doria, que atacara a cidade com uma grande armada, em 1528.

A família pertencia ao partido gibelino, contrário aos papas, e durante duzentos anos tiveram lutas políticas com a família Fregoso[2]. Consta que trabalharam na fabricação de açúcar na Ilha da Madeira[2]. Junto com Martim Afonso de Sousa vieram para o Brasil e fixaram-se na região de São Vicente e Santos, exceto Paulo que depois se fixou na Bahia.

Antônio Adorno

Foi capitão de infantaria e alcaide-mor da vila de Bertioga, nomeado pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Foi também almoxarife dos armazéns e da artilharia da fortaleza de Bertioga. Em 1552, graças à sua intervenção junto ao governador-geral, recebeu da Bahia armamentos e munições que tornaram o pequeno forte de Bertioga apto a defender o povoado, constantemente assaltado pelos índios[2].Também no Recife, no Córrego do Jenipapo, há uma rua homenageando Antonio Dias Adorno.[4]Ainda, em Belo Horizonte, existe a Rua Dias Adorno, no bairro Santo Agostinho.José AdornoeditarEstabeleceu-se junto ao morro do Fontana, em Santos, às margens do rio São Jerônimo, onde fundou o engenho de São João.[5] Homem violento e de costumes dissolutos, regenerou-se mais tarde, tornando-se católico e grande amigo dos jesuítas. É de se notar que parte de suas terras e riquezas foram, não se sabe como, para a Igreja Católica (Companhia de Jesus) em São Vicente. Em 1560, era provedor da Santa Casa de Misericórdia, em Santos[6]. Lá fundou a capela de Nossa Senhora da Graça, em 1562, que foi mais tarde "doada" aos carmelitas. A capela foi demolida apenas em 1903[2]. Ergueu também a capela de Santo Amaro do Guaimbê, na ilha chamada de Guaimbê pelos tupis, hoje Ilha de Santo Amaro[7]Em 1565, por ocasião das negociações de paz com os tamoios, conduziu, em sua canoa, Manuel da Nóbrega e José de Anchieta para a praia de Iperoig[8], onde prestou serviços de valor. Em 1565, incorporou-se à armada de Estácio de Sá, colaborando na expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. Acompanhou Jerônimo Leitão na guerra de 1575 contra os indígenas do Cabo Frio. Em 1583 tomou parte na comissão encarregada de providenciar a retirada dos galeões de Edward Fenton, cujos tripulantes tentavam se estabelecer no porto de Santos[9]. Frei Gaspar da Madre de Deus o cita como uma das maiores fortunas do século XVI e grande benfeitor para a segurança e progresso agrícola da colonização da Capitania de São Vicente. Morreu com mais de cem anos, em 1605.Paulo Dias AdornoeditarPor ter cometido um assassinato em 1533, Paulo Adorno fugiu para a Bahia, tendo se casado em 1534 com Felipa Dias (ou Álvares), filha de de Diogo Álvares (o Caramuru)[10]. teve um filho do qual, mais tarde, nasceu o sertanista Antônio Dias Adorno. Um dos primeiros povoadores da Bahia, trabalhava por conta própria, com seus navios e escravos. Combateu os índios em São Vicente e na Bahia. Em 1558 acompanhou Fernão de Sá na guerra contra os índios do Espírito Santo[11]. Entre 1565 e 1567, participou na conquista da França Antártica, chegando a comandar um dos navios de Estácio de Sá[2].Antônio Dias Adorno (neto de Paulo Dias Adorno)editarAntônio Dias Adorno, neto de Paulo Adorno, foi um bandeirante e explorador português que efetuou diversas expedições pelo sertão, principalmente nas regiões da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Não deve ser confundido com o também bandeirante Antônio Dias de Oliveira, paulista. Em 1574, partindo de Salvador por mar, Adorno penetrou no Rio Caravelas e por terra chegou ao vale do Rio Mucuri, alcançando as terras do atual estado de Minas Gerais. Como a sua houve muitas outras entradas e explorações - as de André de Leão, Diogo Martins Cão, Marcos de Azevedo e seu filho, que devem ter atingido o extremo norte da atual Minas Gerais em busca da lendária lagoa de Vupabuçu,[12] mas seus frutos não foram ouro e esmeraldas, mas sim índios para escravizar. Assim relata seu contemporâneo, Gabriel Soares de Souza[13]:Este rio Doce vem de muito longe e corre até o mar quase [no sentido] leste-oeste, pelo qual um Bastião Fernandes Tourinho, de quem falamos, fez uma entrada navegando por ele acima, até onde o ajudou a maré , com certos companheiros, e entrando por um braço acima, que se chama Mandi, onde desembarcou, caminhou por terra obra de vinte léguas, com o rosto a oés-sudoeste, onde foi dar com uma lagoa, a que o gentio chama boca do mar, por ser muito grande e funda, da qual nasce um rio que se mete neste rio doce, e leva muita água. Esta lagoa cresce às vezes tanto, que faz grande enchente neste rio Doce. Desta lagoa corre este rio a leste, e dela a quarenta léguas tem uma cachoeira; e andando esta gente ao longo do deste rio, que sai da lagoa mais de trinta léguas, se detiveram ali alguns dias; e tornando a caminhar, andaram quarenta dias com o rosto a oeste, e no cabo deles chegaram onde se mete este rio Doce, e andaram nestes quarenta dias setenta léguas pouco mais ou menos. E como esta gente chegou a este rio Doce, e o acharam tão possante, fizeram nele canoas de casca, em que se embarcaram, e foram por ali acima, até onde se mete neste rio outro, a que chamam Açeçi, pelo qual entraram e foram quatro léguas, e no cabo delas desembarcaram e foram por terra com o rosto a noroeste onze dias, e atravessaram o Açeçi, e andaram ao longo dele cinquenta léguas ao longo dele da banda ao sul trinta léguas.E aqui, conta-se como acharam as pedras:Aqui achou esta gente umas pedreiras, que tem umas pedras verdoengas, e que tomam de azul que parecem turquescas (sic), e afirmou aqui o gentio vizinho que no cimo deste monte se tiravam pedras muito azuis, e que havia outras que, segundo sua informação, havia muito ouro descoberto. E quando esta gente passou o Açeçi a derradeira vez, dali cinco ou seis léguas da banda do norte, achou Bastião Fernandes uma pedreira de esmeraldas e outra de safiras, as quais estão ao pé de uma serra cheia de arvoredo do tamanho de uma légua, e quando esta gente ia do mar por este rio Doce, acima sessenta ou setenta léguas da barra, acharam umas serras ao longo do rio Arvoredo, e quase todas de pedra, em que também acharam pedras verdes; e indo mais acima quatro ou cinco léguas da banda do sul, está outra serra, em que afirma o gentio haver pedras verdes e vermelhas tão compridas como dedos, e outras azuis, todas mui resplandecentes. Desta serra para a banda de leste pouco mais de uma légua está uma serra, que é quase toda de cristal muito fino, a qual terá em si muitas esmeraldas, e outras pedras azuis. Com estas informações que Bastião Fernandes deu a Luís de Brito, sendo governador, mandou Antonio Dias Adorno, como já fica dito atrás, o qual achou ao pé deste serra, da banda de leste as esmeraldas, e da de oeste as safiras. E umas e outras nascem no cristal, de onde trouxeram muitas e algumas muito grandes, mas todas baixas; mas presume-se que debaixo da terra as deve de haver finas, porque estas estavam à flor da terra. Em muitas partes achou esta gente pedras desacostumadas, de grande peso, que afirmam terem ouro e prata, do que não trouxeram amostras, por não poderem trazer mais que as primeiras e com trabalho; a qual gente se tornou para o mar pelo rio Grande abaixo, como já fica dito. E Antonio Dias Adorno, quando foi a estas pedras, as recolheu por terra, atravessando pelos Tupinaes (sic) e por entre os Tupinambas (sic), e com uns e outros teve grandes escaramuças, e com muito trabalho e risco de sua pessoa chegou à Bahia e fazenda de Gabriel Soares de Sousa.

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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama