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Pela primeira vez

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1 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1330
Carta de Angelino Dalorto
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20 de junho de 1492, segunda-feira
Martin Behaim conclui a construção do primeiro globo terrestre
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3 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1500
Mapa de Juan de la Cosa, também referido como carta de Juan de la Cosa






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1502ID: 22697
A legenda “alapego de sam paulo”, que numa das mais antigas represe...
Atualizado em 31/10/2025 19:12:45
  
  





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19 de novembro de 1502, sexta-feira
Carta náutica das ilhas novamente descoberta na região da índia
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1507
Martin Waldseemüller chega a converter em “pagus S. Paulli ”, originando a hipótese de que se acharia ali o mais antigo povoado europeu no Brasil







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1513ID: 22606
Mapa de Piri Reis, almirante, geógrafo e cartógrafo otomano em Cons...
Atualizado em 27/10/2025 14:24:34
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8 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1519
Atlas Miller é evidência da "ilha Brasil", segundo Jaime Cortesão








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1528ID: 30568
Voyages aventureux, de João Afonso
Atualizado em 28/10/2025 03:09:07
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1529
A denominação Santa Catarina aparece, pela primeira vez, no mapa-mundi de Diego Ribeiro
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1530
“Estas ilhas (São Vicente e Santo Amaro), os portugueses crêem ficar no continente que lhes pertence, dentro da sua linha de partilha; eles porém se enganam







12 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1531ID: 29101
Mapa de Oronce Finé (1494–1555)
Atualizado em 28/10/2025 04:07:02
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TEM IMAGEM!!i13465


13 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
Dezembro de 1534
Mapa da América de Peter Martyr, Veneza*
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TEM IMAGEM!!i5595


14 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1540ID: 22636
O mapa da América de Sebastian Münster
Atualizado em 25/02/2025 04:47:11
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TEM IMAGEM!!i4985


15 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1556ID: 497
Conheça aquele que é considerado o primeiro mapa do Brasil Publicad...
Atualizado em 03/09/2025 04:12:16
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16 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1561
Mapa de Bartholomeu Velho





TEM IMAGEM!!i3418


17 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1570
Mapa "Theatrum Orbis Terrarum" de Abraham Ortelius
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18 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1578
“Speculum Orbis Terrarum”, 1578 traz o mapa de Jan Van Deutecum (1530-1605)








19 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1593
Map of South America and the Caribbean South America






20 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1596
Mapa








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1616
Planta atribuída a Alexandre Massaii
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1616
Mapas "Brasilia" de Petrus Bertius (1565-1629)








23 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1651ID: 29519
O primeiro dicionário geográfico universal e vernacular da Europa p...
Atualizado em 25/02/2025 04:39:13
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24 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
Abril de 1653
Mapa*







25 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1690
“South America America Meridionale”, Vincenzo Maria Coronelli
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26 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1748
Mapa de Jean Baptiste Bourguignon d´Anville (1697–1782)
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27 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1769
O território da cidade de São Paulo foi demarcado de maneira formal
  
  



TEM IMAGEM!!i13613


28 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1899
O primeiro mapa do Japão (1821), 123japones.com.br
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29 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1837ID: 17378
A Geografia foi implantada como disciplina escolar obrigatória pela...
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  
  





30 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
maio de 1859ID: 25714
Encontrado primeiro mapa*
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31 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1902
Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Vol. VI (1900-1901)
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32 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1930ID: 2415
Primeiro mapa geológico do Estado de São Paulo
Atualizado em 25/02/2025 04:41:23
  
  





33 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1937
“História de Santos”. Francisco Martins dos Santos







34 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
21 de dezembro de 1964, segunda-feira
“Memória Histórica de Sorocaba: Parte I”







35 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1968
A Cidade de São Paulo - Povoamento 1760-1850 - Maria Luiza Marcílio







36 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
1969
“Visão do Paraíso - Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil”. Sérgio Buarque de Holanda







37 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
30 de setembro de 1969, terça-feiraID: 26683
Quem foi o primeiro descobridor do Rio da Prata e da Argentina? Ale...
Atualizado em 30/10/2025 19:44:31
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38 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
2009
A Vila de São Paulo em seus primórdios – ensaio de reconstituição do núcleo urbano quinhentista
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39 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
2010
Visões de terras, canibais e gentios prodigioso







40 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
9 de março de 2010, sexta-feira
Mapa dito de Cantino 1502, Tratado de Tordesilhas 1494 e Verdadeiras Antilhas, afmata-tropicalia.blogspot.com
  
  
  





41 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
15 de maio de 2011, domingo
História da Ilha de Santo Amaro. almanarkitapema.blogspot.com







42 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
18 de julho de 2012, sexta-feira
A pesquisa mineral no século xvii: o mapa da baia de Paranaguá, de Pedro de Souza Pereira (1653) Jefferson de Lima Picanço
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43 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
2 de novembro de 2013, sábado
A Grande História. EP. 03
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44 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
Fevereiro de 2014
Patrimônio Natural e Cultural em uma área de expansão urbana: O Caso da Granja Carolina*







45 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
22 de março de 2014, sábado
Mapa de 1941 revela antigo percurso do rio. Giuliano Bonamim, giuliano.bonamim@jcruzeiro.com.br







46 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
15 de junho de 2015, segunda-feira
Como e porque o mapa de Piri Reis não prova que fomos visitados por alienígenas. CARLOS ORSI







47 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
25 de fevereiro de 2017, sábado
A “Ilha Brasil” de Jaime Cortesão: ideias geográficas e expressão cartográfica de um conceito geopolítico. Francisco Roque de Oliveira
  
  





48 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
2 de abril de 2017, domingoID: 3571
WILLEM BLAEU, A PROLIFIC CARTOGRAPHER AND GLOBEMAKER. Por JEAN-PIER...
Atualizado em 27/10/2025 14:07:19
  
  





49 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
19 de março de 2018, segunda-feira
O mapa enigmático de Oronce Finé. construindohistoriahoje.blogspot.com
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50 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
30 de dezembro de 1899, sábado
Mapa do Real Caminho do Viamão, por Hermélio Moraes, Pesquisador IHGGI (data sugerida *bd)
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TEM IMAGEM!!i5595


51 de \\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\lucia\temas.txt
30 de dezembro de 1899, sábado
O mapa da América de Sebastian Münster, histormundi.blogspot.com
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  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]