Maria Benedita de Castro do Canto e Melo nasceu em São Paulo/SP, dia 18 de dezembro de 1792, filha de João de Castro Canto e Melo (1740-1826) e de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas, viscondessa de Castro (1765-1859).
Em 1827, a nobre Maria Benedita de Canto e Melo passava em sua carruagem na Ladeira da Glória (RJ) quando foi atacada a tiros. A baronesa de Sorocaba escapou ilesa, mas por toda a corte espalhou-se a história de que a mandante do atentado seria a irmã da vítima, Domitila de Canto e Melo, a marquesa de Santos, amante oficial de dom Pedro I.
O motivo? Ciúme. A baronesa, apesar de estar casada com Boaventura Delfim Pereira (1788-1829) desde 8 de julho de 1812, também frequentava a cama do Imperador, e, inclusive, teria engravidado do monarca ao mesmo tempo de Domitila. Segundo historiadores, ao contrário do escandaloso romance da marquesa, este caso extraconjugal era tratado com um pouco mais de discrição por dom Pedro, que costumava dar algumas “escapadelas” para encontrar Maria Benedita. [1]
D. Pedro especificaria a data de pelo menos um dos encontros que manteve com Benedita em carta a um amigo. Falando de seus filhos bastardos, Rodrigo Delfim Pereira (1823-1891), refere-se àquele “que foi feito naquela noite de 27 de janeiro de 1823 e nasceu em 5 de novembro do mesmo ano, por um motivo bem simples, que a mãe não era burra”. [2]
Um dos truques do galanteador, dizem, era aproveitar as idas constantes ao Outeiro da Glória como desculpa para visitar Benedita, que vivia num casarão próximo à igreja. Em 2015 arqueólogas que trabalhavam nas escavações de um terreno no entorno da Villa Aymoré encontraram, entre os achados do passado, um trecho do antigo caminho privativo que ligava o casarão da baronesa ao outeiro. Feito de calçamento pé de moleque, ele ainda guardava alguns dos furos usados para apoiar as tochas e estava em ótimo estado de conservação. [1]
Seu marido, Boaventura Delfim Pereira, recebeu, em 12 de outubro de 1826, o título de 1º Barão de Sorocaba por decreto de D. Pedro I.[1] Caminho que levava dom Pedro I à casa da baronesa de Sorocaba é descoberto na Glória - oglobo.globo.com [2015]EDITARX - EDITAR - DORA DORA2[2] “A vida de Dom Pedro I” (tomo 3º), Otávio Tarquínio de Sousa. In: História dos Fundadores do Império (Volume II). Senado Federal, Conselho Editorial - 2015
5 de mar. de 1857, quinta-feira
Falecimento de Maria Benedita de Castro do Canto e Melo, Baronesa consorte de Sorocaba
24 de mai. de 2015, domingo
Caminho que levava dom Pedro I à casa da baronesa de Sorocaba é descoberto na Glória - ...
Baronesa consorte de Sorocaba, Maria Benedita de Castro Canto e Melo (1792-1857)
Maria Benedita de Castro do Canto e Melo nasceu em São Paulo/SP, dia 18 de dezembro de 1792, filha de João de Castro Canto e Melo (1740-1826) e de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas, viscondessa de Castro (1765-1859).
Em 1827, a nobre Maria Benedita de Canto e Melo passava em sua carruagem na Ladeira da Glória (RJ) quando foi atacada a tiros. A baronesa de Sorocaba escapou ilesa, mas por toda a corte espalhou-se a história de que a mandante do atentado seria a irmã da vítima, Domitila ... ver mais
A obra é intitulada “Yby Soroc, uma homenagem de Pedro Lopes ao nome como a nossa localidade era chamada em 1530 quando por aqui chegaram os primeiros portugueses até que, posteriormente, em 1654 houve o primeiro registro da expressão Sorocaba. Tanto Yby Soroc quanto Sorocaba são expressões indígenas do tupi-guarani e significam “Terra Rasgada”, uma referência a fenda na qual a cidade se desenvolveu do ponto de vista geográfico.
Diário do ituano Dr. Francisco José de Lacerda e Almeida (17... ver mais