AQUI NASCEU SOROCABA - Alguém sabe qual a invocação da capela do bairro Itavuvu e, ou, quando foi construída? É provavel que a primeira capela dedicada a Nossa Senhora da Ponte foi construída no Itavuvu? Assim escreveu, em 1967, um dos maiores estudiosos da História de Sorocaba, Luís Castanho de Almeida (1904-1981), sobre a "villa" criada em 1611:
"Nossa Senhora da Ponte (...) É um título notavel e único no Brasil e em Portugal. Por ser de cor evidentemente local, trata-se uma ponte do rio Sorocaba, onde se fez a igreja a que trouxeram uma imagem de Nossa Senhora. pois o Itavuvu é à beira-rio e tinha provavelmente a primeira ponte." [1]
Segundo o renomado autor, na 1º parte de sua extensa "Memória Histórica de Sorocaba" (1964) "o que a tradição oral guardou é a localização da segunda Sorocaba no Itavuvú. Lá estão hoje, com casas mais modernas, como que duas ruas em ângulo reto e num dos lados a capela, sucessora de outra que também não era a primeira. Deve ter havido um rancho para uma cruz, pelo menos." [2]
Consta no site da Catedral Metropolitana de Sorocaba que houve uma capela católica no Itavuvú antes da atual catedral, esta construída em 1782. [3]
RUÍNAS RUÍNAS DE UMA FORTALEZA - Em 1940, então com 36 anos de idade, Castanho de Almeida afirmou haverem ruínas de uma fortaleza no Itavuvu. Assim ele escreveu no Jornal Diário de Notícias:
"Desde então era uma vez São Felipe! Se o povo ficou chamando Itavuvu, inventou ainda outro nome: é o bairro dos Quartéis, por causa de umas ruínas até hoje existentes. Era de fato aquele povoado o mais próximo, então dos castelhanos e dos imensos povos de nativos contra quem era mister previdência, tal como Piratininga foi também fortificada. Explicará essa existência de pequena fortaleza sobreviver no mapa de D´Anville em 1733?" [4]
O primeiro brasão de Sorocaba, adotado através de lei de 20 de março de 1917, fazia referência as ruínas. Eis como Zulmiro de Campos, cujos estudos baseou-o brasão, justificou o seu projeto:
“Por timbre adotamos a coroa mural de prata com quatro torres de ameias e sua porta cada uma, porque existe a justificativa histórica das velhas taipas ou fortificações construídas no antido São Felippe, primitivo local da povoação sorocabana, no atual bairro do Itavuvú.
Essa edificação data de 1600 ou de 1610, e até hoje a tradição conta que alí existiam construções de muros e cercas de paus grossos afectando a forma de fortalezas ou quartéis, com portaes altos como torres, em número de quatro. Ainda hoje se conhece o local da antiga povoação com o nome de “Quartéis”. [5]
É muito curioso! Castanho de Almeida diz que entre 1611 e 1654, tudo é silêncio [2]. No entanto, em 21 de abril de 1611 [6], D. Francisco de Sousa (1540-1611), criou o povoado, em 10 de junho ele está misteriosamente morto.
Sobre a morte do 7° Governador-Geral do Brasil, as Atas se calam. Por elas sequer sabemos quando exatamente ele morreu. E não sabemos, ainda hoje, onde foi enterrado. Por aproximação, estima-se que tenha morrido entre 10 e 11 de junho de 1611, em meio a uma epidemia que atingia a vila. Ou seja, não sabemos bem quando, nem onde e muito menos de quê morrera o governador.
As versões dão conta mais das ansiedades de cada um do que de uma informação legítima. Até mesmo nas versões de sua morte o governador foi apresentado de diversas maneiras. E talvez essa série de versões nos ajude a revelar um pouco mais do que foi a história da região nas décadas posteriores: uma disputa acirrada por hegemonia e pelos despojos do governador, com alianças instáveis, conexões interrompidas e a eclosão de grupos e facções em confronto. [7]
Um dos motivos da morte de D. Francisco de Sousa, registrado pela historiografia, desgostoso e depressivo, abandonado na sua casa na Vila de São Paulo, está ligado ao assassinato do cunhado de Balthazar Fernandes (1577-1670), "fundador" de Sorocaba: Gerhart Bettinck (1575-1611), marido de Custódia Dias. O mineralogista alemão de Geldres que vem a São Paulo na equipe solicitada por D. Francisco de Sousa. Mas foi assassinado pelos paulistas quando retornava de uma de suas pesquisas com muitos metais, entre 1610-1611. [8]
Ainda mais curioso um documento registrado em 14 de dezembro de 1614, na Holanda: Perante os vereadores Johan Stendering Henrice e Adriaen Buickenvoert comparaceram os excelentíssimos senhores Johan Stendering Lamberss, Johan Dunsberch e Wolter Schaep, como procuradores de Gerhart Bettinck, vivo nas Índias Ocidentais, perto de São Vicente, numa pequena cidade chamada São Paulo, em conseqüência de uma procuração de São Paulo, escrita em português, datada de 2 de dezembro de 1613.
O próprio Salvador Correia de Sá e Benevides (1594-1688), "a quem, segundo Castanho de Almeida, se deve a oficialização dos esforços anteriores, (...) a fundação de Sorocaba", relata as notícias da morte do tal mineiro alemão que andava com Francisco de Souza e dos boatos de que se fundia ouro do tamanho da “cabeça de um cavalo”.
Ao pesquisar essa história do ouro do tamanho de uma cabeça de cavalo, ela aparece em outro documento. No Libro de los sucessos del ano de 1624 [9], fala-se deste mineiro alemão, só que teria sido assassinado a mando dos jesuítas, que temiam que a notícia da riqueza aumentasse a servidão dos gentios.
Conforme o manuscrito, o mineiro descobrira que poderia retirar “tan gran pedazo de oro como el cavallo en que estava”, e tal noticia alarmara tanto os padres, que, na mesma noite, o mineiro foi encontrado morto.
Menciona ainda que os jesuítas tiravam ouro de São Paulo e o enviavam ao Duque de Bragança, para financiar a revolta. O documento é do reinado de Felipe IV, já que nele se fala da prata que nunca foi retirada do Brasil no tempo de Felipe III, “ni en el de su majestade”.
[1] Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo: “Nossos Bandeirantes - Baltazar Fernandes” (1967) Luiz Castanho de Almeida Luís Castanho de Almeida, 1967, domingo, atualizado em [2] Memória Histórica de Sorocaba, 1º parte [3] Site da Catedral Metropolitana de Sorocaba [4] “Sorocaba e os castelhanos”, Aluísio de Almeida, codinome de Luís Castanho de Almeida (1904-1981). Jornal Diário de Notícias, página 13 L [5] Brazões e Bandeiras do Brasil, 1933. Clóvis Ribeiro [6] Adolfo Frioli, “A idéia da cidade”, 1997 [7] José Carlos Vilardaga; São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640) [8] Os Campos Bicudos da “Casa” de Suzana Dias. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia n.º 22 (Consultado nesta data) [9] “Libro de los sucessos del ano de 1624”
AQUI NASCEU SOROCABA - Alguém sabe qual a invocação da capela do bairro Itavuvu e, ou, quando foi construída? É provavel que a primeira capela dedicada a Nossa Senhora da Ponte foi construída no Itavuvu? Assim escreveu, em 1967, um dos maiores estudiosos da História de Sorocaba, Luís Castanho de Almeida (1904-1981), sobre a "villa" criada em 1611:
"Nossa Senhora da Ponte (...) É um título notavel e único no Brasil e em Portugal. Por ser de cor evidentemente local, trata-se uma p... ver mais
Quando Pedro Álvares Cabral tomou posse das terras brasileiras em 1500, Portugal ainda não sabia o que havia por aqui. Tinham apenas uma vaga idéia do tamanho da posse que lhes cabia por ordem do tratado de Tordesilhas. [27876]No ponto onde ficava o pelourinho foi fundada a Vila de São Felipe do Itavuvu. O fundador, Baltazar Fernandes, mudou para a região em 1654. Depois de alguns anos, o pelourinho foi transferido para outro local e Sorocaba começou oficialmente.Itavuvu, que em tupi-guar... ver mais
A obra é intitulada “Yby Soroc, uma homenagem de Pedro Lopes ao nome como a nossa localidade era chamada em 1530 quando por aqui chegaram os primeiros portugueses até que, posteriormente, em 1654 houve o primeiro registro da expressão Sorocaba. Tanto Yby Soroc quanto Sorocaba são expressões indígenas do tupi-guarani e significam “Terra Rasgada”, uma referência a fenda na qual a cidade se desenvolveu do ponto de vista geográfico.
Diário do ituano Dr. Francisco José de Lacerda e Almeida (17... ver mais
Créditos/fonte: Exploração da reigão compreendida pelas folhas topográficas - Sorocaba, Itapetininga, Bury, Faxina, Itaporanga, Sete Barras, Capão Bonito, Ribeirão Branco e Itararé - Commissão Geographica e Geológica do Estado de S. Paulo
Imagem restaurada e colorida por I.A. (Google Gemini). Foto original disponível em aqui.
Francisco Luiz d´Abreu Medeiros (1820-1864): Mencionamos também a capela de Santa Cruz, ereta por um homem do povo, Melchior Pereira Machado e benta a 2 de maio de 1835. Ruas, moradores e valores pagos em impostos1831
Fonte: O Novo Farol Paulistano (1834)Rua da Boa VistaN° 28 Belchior Pereira Machado: $200
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Rua Souza Pereira
1927, atualizado em 26/04/2026 22:38:46
Créditos/fonte: Exploração da reigão compreendida pelas folhas topográficas - Sorocaba, Itapetininga, Bury, Faxina, Itaporanga, Sete Barras, Capão Bonito, Ribeirão Branco e Itararé - Commissão Geographica e Geológica do Estado de S. Paulo
Vemos a Igreja do Rosário e ao lado o Casarão dos Lopes de Oliveira
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Rua Souza Pereira
1927, atualizado em 26/04/2026 21:40:56
Créditos/fonte: Terezinha da Paulina
Igreja do Rosário. Casarão dos Lopes de Oliveira. Praça Ferreira Braga, largo do Rosário (ccc) (ig)
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José Carlos de Aguirre, Frank Speers e Rosália Oetterer
01/01/1929
26/04/2026 20:19:14
Museu Histórico Sorocabano
Dom Aguirre aos 49 anos de idade (Foto colorida digitalmente (£) (**) ($) (rf) (mhs)(santa rosália(fábrica santa rosálihttps://brasilbook.com.br/i.asp?id=6414
Primitiva Capela de Nossa Senhora da Ponte e Mosteiro de São Bento em construção
1954, atualizado em 26/04/2026 03:37:57
Créditos/fonte: Ettore Marangoni (1907-1992)
Imagem criada por I.A. (Google Gemini), baseada na pintura deEttore Marangoni (1907-1992), esta, feita com base em estudos e orientações de Monsenhor Luís Castanho de Almeida (1904-1981). Imagem original disponível em https://brasilbook.com.br/i.asp?id=4189
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Posto Ikeda
1958
26/04/2026 03:29:16
José Fabio Cacace
Foto colorida por I.A. (Google Gemini), original disponível em tste
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Capela de Nossa Senhora da Ponte e Mosteiro de São Bento
1700, atualizado em 25/04/2026 22:25:04
Créditos/fonte: Ettore Marangoni
Primitiva Capela de Nossa Senhora da Ponte e Mosteiro de São Bento em construção (tela do artista plástico Ettore Marangoni, com base em estudos e orientações de Monsenhor Castanho ‘Aluísio de Almeida’).
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Vista da região central de Sorocaba/SP
01/01/1876, atualizado em 25/04/2026 22:05:13
Créditos/fonte: James Roberto da Silva
Página 44
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Rod. Raposo Tavares. Posto Ikeda
1967, atualizado em 25/04/2026 21:31:21
Créditos/fonte: José Fábio Cacace
Posto de combustíveis. Jardim Novo Mundo (va)(pc)
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Trajeto antigo da Raposo Tavares. Atual Avenida São Paulo*
01/01/1940
25/04/2026 21:20:03
Diogo Navarro
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Sesmarias de 1602-1642
01/01/1921
25/04/2026 20:54:59
Publicação Oficial do Arquivo do Estado de São Paulo, impresso pela Tipografia Piratininga. Página 33
Início da atual Avenida São Paulo e Nogueira Padilha Foto: Osvaldo de Souza Filho. Atual Marginal Dom Aguirre (horse)
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Ponte sobre o Rio Sorocaba*
01/01/1920
25/04/2026 00:08:15
Terezinha da Paulina
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Mapa que abrange as regiões entre os rios Paraguai, Paraná e a costa brasileira desde Santos até o Rio Grande
1700, atualizado em 24/04/2026 21:56:58
Créditos/fonte:
Desenhado a nanquim. Data indefinida
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Vista da ponte d Rua XV de Novembro
1864
24/04/2026 20:02:38
Francisco Luiz d´Abreu Medeiros
Rio Sorocaba. Ponte da Rua XV de NovembroData: 01/01/1864Créditos/fonte: Atualização: 31/01/2026 10:14:31À esquerda o que viria à ser a rua Nogueira Padilha (Primeiro prédio ao final da ponte é o "Registro de Animais". Casarão do Quinzinho de Barros ao fundo (ccc) (horse) (pxn)(.295.(avenida são paulo((leom)
(erl) (va-1960) colorida digitalmente. rua barão do rio branco(.244.
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Vista aérea*
01/01/1960
24/04/2026 06:04:11
Museu Histórico Sorocabano
Região Central(.244.(rua barão do rio branco(o santa clara(rua são bento(gabinete de leitura(igreja matriz(cine caracante(correios((pfp)((rc)(rua xv de novembro