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Tropeiros em Boituva: os pousos do Corumbá e onde conhecer essa história hoje - cidadesorocaba.com.br
8 de set. de 2026, terça-feira
   
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A região do Curumbá (Corumbá) surgiu nos mapas antigos como área de pousos para tropeiros e mascates. Saiba como era esse caminho e como visitar o Museu do Tropeiro, na zona rural de Boituva.

Muito antes de os trilhos da Sorocabana chegarem a Boituva, em 1882, a região já era caminho. Entre Sorocaba e Porto Feliz, duas das vilas mais importantes da então província de São Paulo, passavam tropeiros, mascates e carros de boi. O Curumbá — grafado Corumbá nos documentos oficiais — aparece justamente nesse período, como um dos lugares de descanso desses viajantes. Esta reportagem conta o que os registros oficiais dizem sobre essa fase e indica onde a cultura tropeira pode ser vista hoje no município.

Uma terra entre duas vilas

Segundo a página de história da Prefeitura de Boituva, antes do século XIX a área era habitada por indígenas guaianases, perto de Porto Feliz, e carijós, perto de Sorocaba, que chamavam o lugar de M-Boituva, expressão traduzida como “muitas cobras”. O território ficava entre as duas vilas e pertencia, em partes, aos dois municípios.

A prefeitura lembra que Porto Feliz era o ponto de partida das monções, expedições fluviais rumo ao interior, e que Sorocaba já tinha população estimada em 25 mil habitantes em meados do século XIX. Boituva, no meio do caminho, já tinha o nome oficializado desde a sesmaria concedida a José de Campos Bicudo, em 1726.

Os pousos do Corumbá

É nesse contexto que surge o Corumbá. O texto oficial registra que mapas da época já apontavam os bairros de Corumbá, Pinhal, Sítio Grande e Pau d’Alho, onde moravam famílias e funcionavam pousadas de descanso para viajantes, tropeiros e mascates. Havia também caminhos para carros de boi, usados para recolher a produção agrícola da área.

Pelas estradas da época existiam ainda pontos de parada conhecidos como “bolichos”, segundo a mesma fonte. Em meados do século XIX, tropeiros vindos do Sul começaram a se fixar na região. Entre eles, a prefeitura cita Jerônimo Soares Rosa, que adquiriu uma sesmaria no bairro Pinhal e ali iniciou, em 1902, uma das indústrias mais antigas da cidade.

O problema, como registra o histórico municipal, era o custo de levar a produção até os centros consumidores. Isso só mudou com a ferrovia: a estação, inaugurada em 1882, deslocou o crescimento para o entorno dos trilhos, onde nasceu o Centro. Alguns bairros daquela época seguem identificados como rurais: em comunicado de 2020, a prefeitura ainda se referia ao Pinhal como “área rural”.

Linha do tempo

Período Fato registrado1726 Sesmaria de José de Campos Bicudo; nome Boituva oficializado

1766 Nova sesmaria, concedida a João Fernandes MacielSéculo XIX Mapas mostram Corumbá, Pinhal, Sítio Grande e Pau d’Alho, com pousos para tropeirosMeados do século XIX Tropeiros do Sul se fixam na região1882 Inauguração da estação da Sorocabana1902 Instalação de uma das indústrias mais antigas da cidade, no PinhalFonte da tabela: página “Nossa História”, da Prefeitura de Boituva.

Onde ver a cultura tropeira hoje: o Museu do TropeiroA herança desse período tem endereço em Boituva: o Museu do Tropeiro, na zona rural do município. Segundo a página oficial de atrativos da prefeitura, o museu foi criado por Isael Pereira da Cruz, conhecido como Sr. Cruz, para preservar a memória do tropeirismo. O acervo reúne mais de 700 peças doadas por famílias da região, entre ferramentas originais da época, as chamadas “tralhas” e objetos do dia a dia dos tropeiros. Um dos destaques é o fogão de trempe, usado no preparo do feijão-tropeiro, prato símbolo dessa cultura. Há divergências nas fontes oficiais sobre a data de fundação (a página de atrativos cita 1997; o Plano Diretor de Turismo, 2007) e sobre o endereço. A página da prefeitura informa a Estrada Municipal Laércio Marson, 140 (Sítio do Zé Bueno), enquanto o plano cita a Alameda dos Jerivás, 140, no bairro Jerivá. Como visitar: a prefeitura informa que as visitas precisam ser agendadas com antecedência, pelos contatos publicados na página do museu em “O que fazer em Boituva”. Não há horário fixo divulgado; combine o dia e confirme o endereço no momento do agendamento. Por que isso importa para o bairroPara quem mora no Curumbá ou conhece a região, o registro histórico mostra que o bairro é mais antigo que a própria cidade ferroviária: ele já existia quando Boituva era apenas um ponto de passagem entre Sorocaba e Porto Feliz. É uma parte da história do município que a fama do paraquedismo costuma deixar em segundo plano, e que o Museu do Tropeiro ajuda a manter viva.

Leia também: Curumbá, Boituva: guia do bairro; O que os bairros dos mapas antigos de Boituva guardam hoje. Fontes: Prefeitura de Boituva (páginas “Nossa História” e “Museu do Tropeiro” em “O que fazer em Boituva”; notícia “IPTU 2020”); Plano Diretor de Turismo do Município de Boituva 2022-2024; Estações Ferroviárias do
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1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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