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Avenida Nogueira Padilha, Sorocaba/SP. Obras de pavimentação. Crédito da foto: Projeto Memória Jornal Cruzeiro do Sul
1 de jan. de 1974, terça-feira
   
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TANCÃO DA VILA BARÃO, ANTES NÃO EXISTIA NOVA ESPERANÇA, E O TANCÃO SEMPRE ESTEVE LÁGrupo Nova Esperança Sorocaba S. PReservatório do bairro Vila Barão estourou ás 06:18hs de um domingo de manhã (!)

O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros. Salomão Jovino da Silva1 de jan. de 2024

O bairro vila Barão faz referência oao Barão de Mogi-mirim, Manuel Claudiano de Oliveira nascido em Sorocaba/SP, dia 11 de maio de 1794, filho de Manuel Correia de Oliveira e Ana Esmeria de Madureira. [32892]

[6286]

Em 1846, para receber o imperador, o Barão construiu a residência mais luxuosa na História de Sorocaba.

Faleceu ás 2 horas da manhã, aos 93 anos de idade. Ele residia no Rio de Janeiro há mais de vinte anos com seu genro, o Sr. Dr. Adams, que no momento do falecimento estava fora. Teve grande fortuna, mas morreu pobre. Foi sempre muito caritativo e era estimado e muitos pelas pessoas que o conheciam. Era condecorado com a Comenda de Cristo. O saimento deu-se ontem, ás 5 horas da tarde. fábrica Rogick foi adquirida pelo médico inglês João Henri-que Adams, genro do Barão de Mogí-Mirim, já na casa velha do pai de Tobias Em 1883 êle aumentou as máquinas e diminuiu o número de operários escravos, que libertou por completo em 1887

tancao da vila Barão

ONDE NASCE O SUPIRIRIO historiador descreve a mudança da paisagem sorocabana até meados do século XX (ALMEIDA, 1972, p. 4. 112):

“Mas pelo que estudamos em Sorocaba, além desses grandes campos do Piragibú, Itapeva, Pirapora, Campo largo, etc. e estão hoje com revestimento parecido do século 17, há algumas beiradas, de capim ou vegetação herbácea e arbustiva, que outrora foram matas ou, pelo menos, capoeiras, faxinais ou carrascais. Além da via férrea, margem esquerda do Supiriri e naturalmente na margem direita, em 1822 era algo como capoeira e em 1660, mato. Devia tal revestimento florístico subir até a sua fonte para protegê-lo, o riacho que desce da Vila Carvalho e em 1886 serviu para os primeiros chafarizes da cidade. Terras de pastos à direita do Rio Sorocaba desde Votorantim em 1939 ainda as vimos cobertaspor laranjais, que se davam melhor em terras antigamente de mato. Mas, ou pelos documentos ou pela simples vista, tem-se conhecimento de lugares que foram certamente mata virgem.

Pedido de um “pedaço de terras que está no caminho geral que vai do Cubatão para a vila de São Paulo da ponte de (ilegível) até o rio que chamam Sopirieri poa uma banda e por outra do dito caminho (. )”

Não havia uma coleta sistemática de lixo e as águas servidas escorriam pelas ruas do centro urbano. Em fevereiro de 1886 era realizada a cerimônia de inauguração da primeira tubulação para conduzir água, destinada ao abastecimento da população.

Essa rede iniciava-se em uma pequena barragem, construída pela então Estrada de Ferro Sorocabana, do manancial de vila Barão, próximo ao córrego Supiriri. Esse encanamento atingia a praça Coronel Fernando Prestes, passando pelo largo do Mercado Municipal e chegando ao largo do Rosário (praça Dr. Ferreira Braga).
[29198]

Em 1902, diante da escassez de água motivada pelo esgotamento da captação de vila Barão, a água passou então a ser captada no manancial de Cubatão, com a instalação da primeira adutora.

A manchete do Cruzeiro do Sul de 6 de setembro de 1981 era a expectativa da normalização do abastecimento de água em Sorocaba. O Saae ainda fazia reparos da adutora avariada perto da Fábrica de Cimento Votorantim. Caminhões-pipa da autarquia improvisavam abastecimento de hospitais, hotéis e padarias. Alguns bairros sofriam mais com os problemas da falta de água, como Vila Fiori, Mineirão e Vila Barão

"A velha Fazenda do Barão de Mogi-Mirim (hoje vila Barão), era cortada por um leito abandonado da Estrada da Sorocabana, em quase toda a sua extensão e que foi substituído por um novo traçado que permanece até hoje.

Abaixo da sede da fazenda, existia um açude cuja água era bombeada por um motor elétrico para as caixas destinadas não só ao abastecimento da sede, como também para encher os também destinados aos bebedouros do gado.

Este pequeno açude tinha por barragem o velho leito da Estrada de Ferro, sendo que os boeiros de escoamentos haviam sido fechados com paus de eucalipto, cuja duração dentro da água é permanente.

Resolvi mudar o sistema de elevação da água, trocando o sistema elétrico por um "ariete" (burrinho que funciona coma própria força da queda da água, sem gastos de qualquer espécie e automaticamente) que dá conta do recado, além do baixo custo de instalação. Não requer instalações especiais podendo trabalhar até no relento.

Para alterar o sistema, eu precisava secar o açude e se assim resolvi, assim o fiz, e dei mãos à obra de "secar" o velho açude. Para isso determinei ao pessoal que fizesse uma profunda vala do lado do açude, no aterro que servia de barragem, para se conseguir a retirada dos paus que tapavam a saída do boeiro.

Quando a vala estava já com mais de 3 metros de profundidade ela rachou de ruir (desbarrancar), enterrando o Roque, meu fiel amigo e servidor (filho do velho Eliseu, nosso capataz), que ficou totalmente enterrado em lama e água suja.

Para tirá-lo vivo, não foi tarefa fácil, mas consegui salvar o Roque, que estava mais sujo que um tatu, com lama até pelos olhos, desacordado, mas vivo. Um pouco de repouso e dois dias depois lá estavamos de novo tentando secar o malfadado açude.

O método empregado agora era outro, mais "botocudo", na força e na raça, e com longa vara, iniciamos a perfuração na direção do boeiro, e lá para o fim da tarde a água começou a fluir pelo buraco improvisado, só que não esperava é que ela levasse tudo de roldão, rebentando o velho aterro da ferrovia (abandonado), deixando um enorme buraco de mais de 30 metros de extensão, e o aterro foi simplesmente levado na direçãoi da várzea do Trujillo, terminando por fazer um aterro hidráulico acabando com as taboas (fornecedoras de excelente palha para travesseiros - melhor que os atuais de espuma de látex). Este serviço foi gratuito, nada custando aos donos da várzea.

Para compensar, resolvi construir outro açude, este de muito maiores proporções, aproveitando um bom córrego e um aterro maior da estrada de ferro, também abandonado.

Pelo projeto do loteamento eu havia previsto uma grande área destinada ao lazer, onde, além de um lago de boas proporções, se construíssem brinquedos para as crianças e se plantassem árvores de várias espécies, principalmente as nativas da região, considerando na planta como "área reservada".

Foi providenciado o fechamento dos boeiros que davam escoamento às águas do córrego existente e começou ele a ficar cheio, tornando-se um belo lago. Só que, não se providenciou um escoamento no caso de grande enchente ou enxurrada, e no fraco leito da estrada (aterro) não teria capacidade de resistir a um impacto destes.

Isto segundo me consta aconteceu de fato, levando tudo de roldão, inclusive barrados de posseiros, favelados, que não sei que fim tiveram os coitados inocentes, que confiavam na segurança (precária) do aterro.

Não posso imaginar qual será o estado atual do velho açude, tão bonito, mas que teve um triste fim, o que não era do meu intuito quando o criei. Quanto ao bosque e brinquedos para as crianças, nada disso lá existe, a ser o abandono e desolação, tendo por um marco uma grande crátera, talvez com mais de 100 metros de extensão.

Só que o aterro deste lado não veio para a várzea do Trujillo, foi para o outro lado e não me consta que tenha beneficiado alguém. Refazer o lago não será tarefa impossível com os recursos hoje disponíveis se a minha esperança é que um dia isso venha acontecer.

Qualquer dia desses eu pretendo visitas esses locais que me trazem gratas recordações de um passado de 50 anos atrás, mas se encontra vivo em minha memória. "
Publicado pelo Jornal Cruzeiro do Sul em
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VERAS

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15 fontes

1º fonte - 11 de mai. de 1794, domingo
Nascimento de Manuel Claudiano de Oliveira, em Sorocaba/SP, filho de Manuel Correia de Oliveira e Ana Esmeria de Madureira



2º fonte - 17 de abr. de 1846, sexta-feira
O Imperador Dom Pedro II se hospeda na casa de Manuel Claudiano de Oliveira



3º fonte - 11 de out. de 1848, quarta-feira
Manuel Claudiano de Oliveira foi agraciado com o título de barão de Mogi-Mirim



4º fonte - 1 de fev. de 1886, segunda-feira
Frank Speers e seu sogro George Oetterer constróem o primeiro encanamento de água de Sorocaba



5º fonte - 20 de jan. de 1887, quinta-feira
Gazeta de Noticias (RJ); Manuel Claudiano de Oliveira, Barão de Mogi-Mirim, faleceu no Rio de Janeiro



6º fonte - 1902
Instalação da primeira adutora, a cidade começou a captar água do manancial do Cubatão direto da caixa d´água do Cerrado, ao lado da estação de tratamento, demolida para a expansão atual



7º fonte - 1970
Luís Castanho de Almeida (1904-1981); “Memória Histórica de Sorocaba”, parte VIII



8º fonte - 30 de jul. de 1980, quarta-feira
Financiamento de Cr$ 15 milhões pela Prefeitura para custear o desfavelamento da Vila Barão



9º fonte - 6 de set. de 1981, domingo
Normalização do abastecimento de água em Sorocaba



10º fonte - 20 de set. de 1981, domingo
Vila Barão



11º fonte - 20 de set. de 1981, domingo
Reservatório do bairro Vila Barão estourou ás 06:18hs de um domingo de manhã



12º fonte - 22 de jun. de 1986, domingo
Jornal Cruzeiro do Sul; Publicação sobre o estouro do reservatório na Vila Barão



13º fonte - 28 de dez. de 2015, segunda-feira
Jornal Cruzeiro do Sul; Publicação sobre o estouro do reservatório na Vila Barão; Saae completa os seus 50 anos de criação. g1.globo.com



14º fonte - 21 de mar. de 2026, sábado
arvore.net.br; Consulta em arvore.net.br



15º fonte - 2 de out. de 2026, sexta-feira
Antepassados de Manuel Claudiano de Oliveira




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Fonte: ERRO!

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