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Adriano César Koboyama
Vila Matiello. Acervo de Carlos José Matiello
2026, quinta-feira
   
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O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros. Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878)"Estão aqui depositados os restos mortais de Francisco Adolfo de Varnhagen, Visconde de Porto Seguro. Paulista de Sorocaba, o Pai da História do Brasil *17-2-1816 † 29-6-1878. Transladados de Santiago, Chile, no centenário do falecimento. Prefeito Municipal Theodoro Mendes. Sorocaba, 29-6-1978. "[1]

A pedido do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), entre os anos de 1854 e 1857, Varnhagen se dedicou a pesquisar documentos que contassem a formação deste território que, até então, havia sido transformado em colônia e depois em império. É por esta fonte que a memória de um dia vivido há 204 anos se mantém na história que contamos do Brasil.

Conhecido também como Visconde de Porto Seguro, Francisco Adolfo de Varnhagen é um nome importante na construção da ideia de uma nação brasileira. Seu trabalho como historiador representa uma forma de narrar o país que ainda perdura no imaginário social do Brasil.

Foi Francisco Adolfo de Varnhagen, depois barão e visconde de Porto Seguro, natural de Sorocaba, que identificou o túmulo de Pedro Álvares Cabral. Em setembro de 1839, 319 anos após o falecimento de Cabral, Varnhagen, aos 23 anos de idade, seguiu "pistas" que o levaram a Igreja de Nossa Senhora da Graça, distrito de Santarém, Portugal. Porém a ossada do navegador português não estava lá. Atualmente, não se tem exatidão sobre a localização da ossada de Pedro Álvares. Isso se deve ao fato de haver vários mistérios envolvendo seu sepulcro. Após ter comandado a famosa esquadra em 1500, com a qual descobriu o Brasil, Pedro Álvares Cabral veio a falecer em 1520, em Santarém, Portugal. Antes mesmo de pisar no Centro-Oeste, Varnhagen indicou, com precisão, a localização de Brasília, em 1849, ao publicar, anonimamente, a primeira parte do Memorial orgânico, em Madri (Espanha), onde exerceu funções diplomáticas por 12 anos. Ele enviou a carta ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, enumerando argumentos em favor de uma capital no interior do país. Foram os italianos que descobriram o Brasil? De certa forma, sim. Não se trata de defender a tese de Francisco de Varnhagen. Em 1854, ele afirmou que o primeiro europeu a visitar o litoral brasileiro fora o florentino Américo Vespúcio, em viagem realizada em 1499. Embora pesquisadores respeitáveis, como o italiano Riccardo Fontana, continuem acreditando que a frota de Vespúcio aportou no Rio Grande do Norte, a maioria dos historiadores acha que ela esteve apenas nas Guianas e pouquíssimos são aqueles que concedem ao padrinho da América a ventura de ter sido o primeiro a colocar os pés na Terra Brasilis. Seus restos mortais deveriam ter sido depositados no monumento no morro Araçoiaba da Serra, local onde ele nasceu na Real Fábrica de Ferro - Vila São João de Ipanema, porém o monumento ainda recebeu seus restos mortais. Permaneceram até 19 de janeiro de 2016 no terceiro monumento a Varnhagen, situado na Avenida General Osório, em Sorocaba, em cuja placa constavam os dizeres:"Estão aqui depositados os restos mortais de Francisco Adolfo de Varnhagen, Visconde de Porto Seguro. Paulista de Sorocaba, o Pai da História do Brasil *17-2-1816 † 29-6-1878. Transladados de Santiago, Chile, no centenário do falecimento. Prefeito Municipal Theodoro Mendes. Sorocaba, 29-6-1978. "[1]Atendendo antiga reivindicação da população, que demandava que seus restos fossem colocados mais ao centro da cidade, próximo à estátua de Baltasar Fernandes, fundador de Sorocaba, e como parte das comemorações do bicentenário do nascimento do Visconde, deu-se novo traslado em 19 de janeiro de 2016. O processo de exumação obedeceu procedimento científico conduzido pelos especialistas em arqueologia e medicina legal, professora Valdirene do Carmo Ambiel, médico legista Luiz Roberto Fontes e perito criminal odontológico Flávio Veras Nunes de Oliveira, acompanhados pelos dirigentes das principais instituições de história e de ensino de Sorocaba e do estado. [7]Na cerimônia cívico-fúnebre, com honras militares, foi cantada missa de réquiem na Capela do Mosteiro, seguida de discurso do porta-voz da família imperial brasileira, Bertrand Maria José de Orléans e Bragança. Sob o toque de silêncio, flores foram depostas, e finalmente os restos mortais do "Pai da História do Brasil" foram inumados em monumento tumular agora situado no Jardim do Largo do Mosteiro de São Bento. [8]Ainda em 2016 a Academia Paulista de História, a Fundação Visconde de Porto Seguro, a Fundação Ubaldino do Amaral, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba e o Instituto Martius-Staden promoveram o colóquio Bicentenário de Nascimento do Visconde de Porto Seguro, que incluiu palestras, uma exposição, a inauguração de um busto do historiador em Ipanema e o lançamento do livro infantil Um visconde no tempo das magnólias. [9] No mesmo ano o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba criou a comenda Colar de Visconde de Porto Seguro, como forma de destacar personalidades dedicadas à pesquisa da história de Sorocaba e do Brasil. [10]



Um Visconde sorocabano

Filho de Frederico Luís Guilherme de Varnhagen e de Maria Flávia de Sá Magalhães, Francisco nasceu no dia 17 de fevereiro de 1816, quando a família vivia na Real Fábrica de Ferro de Ipanema, época em que a fábrica e todo o território da fazenda pertenciam ao município de Sorocaba (SP). O historiador faleceu aos 62 anos em Viena, na Áustria.

Em alguns de seus trabalhos, Varnhagen assinou a autoria valorizando o endereço natal. Em sua maior obra, o livro "História Geral do Brasil", o crédito está reconhecido como de "um sócio do Instituto Histórico do Brasil, natural de Sorocaba".

Além de pesquisador, Varnhagen também atuou como diplomata em diferentes países da América do Sul e Europa, representando o Brasil durante o período imperial. Em 1874 recebeu os títulos de Barão e Visconde de Porto Seguro.

Polêmicas no testamento do Visconde de Porto Seguro

Há dez anos, os restos mortais do Visconde estão preservados em um monumento no centro da cidade de Sorocaba. A localização desta homenagem é alvo de polêmicas em torno da discussão sobre as reais vontades de Varnhagen, expostas em um testamento.

De acordo com o Centro de Memória de Ipanema, Varnhagen teve dois documentos diferentes com o registro de seus desejos pós-morte. O primeiro testamento continha a solicitação de ser velado em Sorocaba. No entanto, este documento foi invalidado após Varnhagen se casar com a aristocrata chilena Carmen Ovalle y Vicuña.

No segundo ofício, ele pediu para que fosse enterrado na cidade em que viesse a falecer. Essa vontade foi respeitada, visto que o corpo do Visconde de Porto Seguro ficou por anos em um cemitério de Viena, antes de ser levado ao Chile por uma vontade da viúva.

Contudo, neste mesmo documento havia um pedido especial: Varnhagen queria que em até dois anos após sua morte, um monumento fosse levantado para ele na antiga Fazenda Ipanema.

Uma carta de 1879, escrita por um amigo do historiador e resgatada pelo Centro de Memória de Ipanema, mostra as orientações retiradas de "parte do testamento" pedindo a construção da cruz de ferro no topo do morro.

Até os dias atuais o monumento é um dos principais cartões postais da Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó (SP).

Já os restos mortais de Varnhagen chegaram a Sorocaba em 1978, no centenário de sua morte. Na ocasião a Prefeitura de Sorocaba conseguiu autorização para realizar o traslado dos restos mortais do historiador sorocabano que estava sepultado em Santiago.

Um busto do Visconde foi colocado na Praça Edmundo Valle, na Avenida General Osório, onde ficou por 38 anos, até que foi novamente levado a um novo endereço.

Em 2016 os restos mortais de Varnhagen foram transportados para o Largo São Bento, em frente a igreja de Sant´Ana e próximo ao monumento de Baltazar Fernandes, bandeirante reconhecido como fundador da cidade de Sorocaba.
select * from curiosidades where id=28679 fontes

1º fonte - 1854
Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878); HISTORIA GERAL DO BRAZIL ANTES DA SUA SEPARAÇÃO E INDEPENDENCIA DE PORTUGAL - 2.ª EDIÇÃO. MUITO AUGMENTADA E MELHORADA PELO AUTOR



2º fonte - 1882
Monumento



3º fonte - 13 de dez. de 2010, segunda-feira
Eduardo Bueno; O Descobrimento foi parceria com a Itália. Eduardo Bueno - (revistaepoca.globo.com)



4º fonte - 16 de fev. de 2016, terça-feira
Jornal Correio Brasiliense; Os 200 anos do homem que chefiou a 1° expedição para construção de Brasília?



5º fonte - 21 de fev. de 2023, terça-feira
Wikipédia; Biografia de Francisco Adolfo de Varnhagen, consultado em pt.wikipedia.org



6º fonte - 18 de abr. de 2023, terça-feira
A ossada desaparecida de Pedro Álvares Cabral, Rainer Gonçalves Sousa, consultado em História do Mundo



7º fonte - 4 de mai. de 2023, quinta-feira
Wikipédia; Francisco Adolfo de Varnhagen, historiador brasileiro. Consultado em Wikipédia



8º fonte - 2 de nov. de 2023, quinta-feira
Adolfo Frioli (n.1943); Frioli



9º fonte - 7 de set. de 2026, segunda-feira
Adolfo Frioli (n.1943); Frioli; Varnhagen: historiador e Visconde sorocabano ajudou a criar a imagem de D. Pedro I como herói da Independência




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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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