marquês de Valença em 11 de outubro de 1848. Além de sua carreira política, era também um importante fazendeiro da região de Valença, tendo hospedado d. Pedro II, em 13 de março desse ano, durante sua visita à região153. A ele, foi ofertado o único título de marquês concedido pelo primeiro gabinete saquarema154. Já Luís José de Oliveira, barão de Monte Santo desde 15 de novembro de 1846, recebeu honras de grandeza em 11 de outubro de 1848, ocasião em que era presidente da casa vitalícia do Legislativo155. Como já mencionado, Luís José de Oliveira não teve o privilégio de desempenhar outras funções políticas, contudo o fato de ser presidente do Senado (tanto durante o Quinquênio, como quando da assunção dos conservadores) lhe rendeu dois títulos de nobreza, o baronato e as honras de grandeza. Dando continuidade a uma prática inaugurada em 1847, quando d. Pedro viajou para a região norte fluminense e nobilitou aqueles que o recepcionaram, em 11 de outubro de 1848, foram agraciados três fazendeiros em recompensa por terem hospedado d. Pedro II em suas casas. Assim, durante a viagem do monarca para a Paraíba do Sul, em março, ele se hospedou na casa de João Gomes Ribeiro de Avelar, fazendeiro fluminense, que recebeu o seu primeiro título de nobreza, o de barão de Paraíba com grandeza156. Outros dois fazendeiros paulistas que haviam hospedado o monarca em suas casas, quando da sua passagem por São Paulo em março de 1846, foram Bento Pais de Barros, feito barão de Itu, e Manuel Claudiano de Oliveira, agraciado barão de Mogi-Mirim 157. Embora no caso dos paulistas exista uma distância de pouco mais de dois anos entre a recepção do imperador e os títulos de nobreza, é válido considerar, ao menos como hipótese, o fato de que terem hospedado o imperador tenha contribuído para suas nobilitações. Assim, se nesses três casos é possível inferir uma interferência do monarca, o mesmo não se pode dizer sobre os outros oito indivíduos. Primeiramente, merece destaque a concessão de honras de grandeza a dois barões. Manuel Antônio Pacheco era fazendeiro e negociante em Minas Gerais, e barão de Sabará desde 1843, quando foi 153 Sobre a viagem do imperador, consultar Diário Novo, 30 de março de 1848. Os dados referentes ao Senado foram extraídos de Barão de Javari, op. cit. p. 409. 154 Vera Lúcia Nagib Bittencourt, “O lugar na política: Estevão Ribeiro de Resende, marquês de Valença”, in Cecília Helena de Salles Oliveira, Maria Lígia Coelho Prado e Maria de Lourdes Monaco Janotti (orgs), A história na política, a política na história. São Paulo: Alameda, 2006, pp. 81-97. A família Ribeiro de Resende tinha dois membros no Legislativo, o pai, senador, e o filho, Estevão Ribeiro de Resende (homônimo do pai), na Câmara dos Deputados, representante da província de Goiás. 155 Barão de Javari, op. cit. p. 405 e p. 411. 156 Diário Novo, 15 de março de 1848. 157 Diário Novo, 06 de abril de 1846; Jornal do Comércio, 03 de abril de 1846. Heitor Lyra, História de D. Pedro II (1825-1891). Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1977, vol. 1: Ascensão (1825-1870), p. 145. [p. 67]nobilitado por ter contribuído
![]() Fonte: ERRO!
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