A acareação foi organizada pela sub-relactoria da CPI, com os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Magno Malta (PL-ES) e Romeu Tuma (PFL-SP). Participaram da acareação sete presos acusados de terem participação no seqüestro e assassinato do prefeito. Entre as pessoas ouvidas estava também o empresário Sérgio Gomes da Silva, mais conhecido como o "Sombra". Os presos negaram a participação de Sérgio Gomes da Silva no crime, contudo esta versão foi contestada pelo depoimento de uma nova testemunha ouvida pela CPI momentos antes da acareação. O nome dela não foi revelado por questões de segurança. Desde que a morte do prefeito passou a ser investigada, pelo menos sete pessoas que tinham alguma informação sobre o caso morreram misteriosamente. Em entrevista para a imprensa o o promotor do Ministério Público de São Paulo Roberto Wider Filho informou: "A testemunha disse que Sérgio Gomes da Silva recebeu dinheiro de um traficante de drogas na campanha eleitoral de 2000, no valor de R$ 1, 5 milhão, sob a promessa de que Celso regularizaria o transporte de lotações em Santo André, caso fosse eleito prefeito. Celso desconheceria a promessa e teria sido morto ao ter reconhecido um dos seus seqüestradores como amigo de Sérgio Gomes da Silva. " A nova testemunha reforça a tese de crime encomendado, disse o relator da subcomissão, senador Magno Malta: "O depoimento é contundente e significativo. Ele apresenta uma vertente extremamente forte e informações ainda desconhecidas e que eram apenas alvos de suposições sobre o assassinato de Celso Daniel. " Malta também disse: "Não acho que tenha sentido dizer que o partido a ou b teve envolvimento. Houve o envolvimento de pessoas avarentas por necessidade de poder, por necessidade de tirar lucro fácil e que fizeram alianças com o crime que ceifou a vida de Celso". DATA:28/11/2005 fontes
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