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Vítima de arenavírus não contraiu a doença em Sorocaba
21 de janeiro de 2020, terça-feira
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Por: Marcelo de Almeida Júnior - marcalmeida@sorocaba. sp. gov. br terça-feira, 21 de janeiro de 2020 - 17h02 A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES) e apoio da Secretaria de Comunicação (Secom), convocou na manhã desta terça-feira (21), uma coletiva de imprensa para esclarecer sobre o caso confirmado de arenavírus (90% de chance de ser a espécie Sabiá) pelo Ministério da Saúde em um morador da cidade. Durante a entrevista, o secretário da Saúde de Sorocaba, Ademir Watanabe, e a médica infectologista Priscila Helena dos Santos, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, confirmaram que a vítima não contraiu a doença em Sorocaba. O início dos sintomas do paciente começou no dia 30 de dezembro, quando ele esteve na cidade de Eldorado, onde procurou atendimento médico e desde então, a vítima passou por três diferentes hospitais, nos municípios de Eldorado, Pariquera-Açu e São Paulo, sendo o último o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM USP). Não houve histórico de viagem internacional. Durante o mês de dezembro, a vítima viajou para zonas rurais de Itapeva e Itaporanga, locais prováveis de infecção. O paciente não apresentou sintomas enquanto esteve em Sorocaba e também não procurou atendimento médico neste município. Durante seu atendimento foram realizados exames para identificação de doenças, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose e dengue. Contudo, os resultados foram negativos para essas doenças. Foram realizados exames complementares no Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein que identificou o arenavírus, causador da febre hemorrágica brasileira. Esse resultado foi confirmado pelo Laboratório de Investigação Médica do Instituto de Medicina Tropical do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Instituto Adolfo Lutz. Para o secretário da Saúde, Ademir Watanabe, não há motivo de pânico ou preocupação, pois não há identificação de circulação do arenavírus na cidade até o momento. “Na cidade, apenas uma pessoa mantinha contato com a vítima, a esposa dele. Ela não apresentou sintomas da doença e será monitorada até o dia 3 de fevereiro, data em que termina o tempo de incubação da doença”, explica o médico. O secretário ainda ressaltou que a preocupação da população precisa estar focada em relação às arboviroses, como: dengue, chikungunya, zika e febre amarela. “A nossa preocupação atual é com a dengue. Temos grande chance da cidade entrar em um momento epidêmico. Todos nossos trabalhos estão sendo feitos de forma empenhada através da Divisão de Zoonoses e Epidemiológica, mas precisamos do apoio da população no combate do mosquito”, alerta. A veterinária e chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti, também presente à coletiva de imprensa, abordou outro ponto que elimina ainda mais o risco de infestação do vírus em Sorocaba. “Os roedores responsáveis pela transmissão não são urbanos, são silvestres, vivem em zona rural e ainda precisam estar infectados. Nosso cuidado é para com os roedores urbanos em relação à leptospirose, que também merece nossa atenção”, orienta. Transmissão do arenavírusAs pessoas contraem a doença principalmente por meio da inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. A transmissão dos arenavírus de pessoa a pessoa pode ocorrer quando há contato muito próximo e prolongado ou em ambientes hospitalares, quando não utilizados equipamentos de proteção, por meio de contato com sangue, urina, fezes, saliva, vômito, sêmen e outras secreções ou excreções. Eventualmente, pode ocorrer transmissão ao homem por contato direto com roedores, por meio de mordeduras. O período de incubação, ou seja, período que compreende entre a exposição do vírus até o início dos sintomas, podendo ser de 3 a 21 dias. Sinais e sintomasOs arenavírus causam uma síndrome febril hemorrágica, cujo período de incubação é longo (em média entre uma semana e mais de um mês). A doença inicia com uma febre, mal-estar, dores musculares, dor no estômago, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz e constipação. Com a evolução da doença pode haver comprometimento neurológico precoce. A doença evolui com manifestações neurológicas e grave comprometimento hepático resultando em hepatite, podendo o paciente apresentar cansaço extremo, dor abdominal, olhos vermelhos, vermelhidão em face e tronco, queda de pressão arterial, hemorragia com pintas vermelhas, sangramento na gengiva e outros orifícios, urina com sangue e feridas no céu da boca. TratamentoA doença é considerada extremamente rara e de alta letalidade, e o tratamento é de acordo com o quadro clínico e sintomas do paciente. Na suspeita de um caso, favor procurar imediatamente uma unidade de saúde.
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Fonte: ERRO!

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