Nascida Chaya Pinkhasovna Lispector, Clarice e sua família fugiu para o Brasil, em
1922, quando a escritora tinha apenas dois anos de vida. Filha de judeus russos, a autora deixou seu país de origem, em decorrência do aumento do antissemitismo da Ucrânia. Em território brasileiro, conseguiu ser naturalizada, onde viveu até a sua morte. Em 27 de janeiro de
1922, o consulado russo em Bucareste concede à família passaportes válidos para a emigração ao Brasil, [13] que foi feita em uma viagem que passou por Budapeste, Praga e Hamburgo. Nesta última cidade, embarcaram no navio brasileiro Cuyabá, [14] que os levou em condições precárias, [15] a Maceió, onde a irmã de Mania, Zicela, e seu marido, Joseph (ou José) Rabin os esperavam. No Brasil, os nomes russos foram substituídos por nomes da onomástica da língua portuguesa, com exceção de Tania: Pinkhas passou a ser Pedro; Mania transformou-se em Marieta; Leah virou Elisa; Chaya virou Clarice.