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*Falecimento de Afonso Sardinha, "O Moço"
1604, quinta-feira



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Em 1604 Afonso Sardinha, o moço, faz testamento no sertão e fala que são suas as minas e que tem 80. 000 cruzados em outro guardados em botelhas de barro. O jovem mameluco morre em confronto com os nativos neste mesmo ano e deixa um testamento ridículo.

Obs. A cédula testamentária do Moço é uma piada histórica, uma vez que ele foi contemplado com tapera e 300 cruzados pelo pai, em 1592, sendo que tudo isso pertencia a Maria Gonçalves enquanto o Velho, redigido pelo padre João Alvares, é um acontecimento histórico, e tanto assim que, lavrado, é registrado no Cartório de órfãos de São Paulo. [História de Carapicuíba, 25. 03. 2013. João Barcellos. Página 20]

Como se sabe, foi êle quem animou os bandeirantes oficialmente em suas grandiosas emprêsas, numa das quais faleceu Afonso Sardinha, o Moço, em 1604 [1]

O moço faleceu em 1604, em pleno sertão, e fez correr fama de que deixara em testamento “oitenta mil cruzados de ouro em pó enterrado num botelho de barro. ” Afirmação que foi ironizada por Afonso Taunay, pois segundo ele, depois da conversão aproximada desta quantidade em quilos, Sardinha o moço poderia ser considerado um “Fugger brasileiro”. [2]

Segundo Carvalho Franco, tornou-se notável como iniciador dopequeno ciclo das minas de S. Paulo, tendo descoberto ouro de 1589 a1600, na serra da Mantiqueira, em Guarulhos, Jaraguá, S. Roque e Ipanema (nesse lugar ouro e ferro). Em 1604, seguiu na bandeira do Cap. Nicolau Barreto, ao Guairá. Fez testamento nessa bandeira, escrito pelo PadreJoão Alves, e faleceu em data ignorada antes de 1615. [3]

Era lógico, pois, acceitar o alvitre suggerido por aquelle sábio geólogo allemão, attribuindo a Affonso Sardinha o desco- brimento dessas jazidas. Além de ser este homem conhecido e de valor, tanto que em 1556 já era vereador da Villa de San- tos, tinha para provar sua competência especial o descobri- mento dos minérios do morro de Biracoyaba. Novo elemento de prova encontra-se porém no facto de morar Sardinha em um si- tio, chamado Ubatá, "junto ao rio Juribatuba que agora se diz Rio dos Pinheiros" reza a Chronologia paulista (1) citando Pedro Taques; deste sitio, em 1604, antes, portanto, como havemos de ver, da fundação da fabrica de ferro, data elle seu testa- mento. Morando no local das minas, a proximidade dos primei- ros pontos povoados de modo permanente pelos portuguezes, nao será natural attribuir-lhe a descoberta? e julgal-a anterior á das jazidas do termo de Sorocaba? Esta hypothese que aventa- mos permitte conciliar vários factos. [4]

E, na prática colonial, os jesuítas seguem os passos do político e minerador que, ao morrer em 1616, lhes deixa tudo em doação, com exceção do Sítio Embuaçava, que coube como herança em vida ao filho (mameluco) Affonso Sardinha - o Moço, que morre em 1604 no meio de uma batalha com nativos. É assim que a Aldeia & Porto Carapocuyba tem, entre 1557 e 1610, tanto valor estratégico quanto a Santa Anna de Parnaíba, que cresce despovoando São Paulo.

Também por isto, e por que os documentos históricos falam por sí, é justo dizer-se que "a definição sócio-colonial de Carapocuyba acontece com a fazenda-porto que Affonso Sardinha estabelece em 1557, após sitiar os nativos". [História de Carapicuíba, 25. 03. 2013. João Barcellos. Páginas 23 e

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LUCIA
4 fontes

1º fonte - 1895
Instituto histórico e geográfico de São Paulo; Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo, volume VI



2º fonte - 1948
Alfredo Ellis Júnior (1896-1974); Meio Século de Bandeirismo, de Alfredo Ellis Jr.



3º fonte - 25 de março de 2013, segunda-feira
João Barcellos; História de Carapicuíba. João Barcellos

Em 1604 Afonso Sardinha, o moço, faz testamento no sertão e fala que são suas as minas e que tem 80.000 cruzados em outro guardados em botelhas de barro... O jovem mameluco morre em confronto com os nativos neste mesmo ano e deixa um testamento ridículo.

Obs. A cédula testamentária do Moço é uma piada histórica, uma vez que ele foi contemplado com tapera e 300 cruzados pelo pai, em 1592, sendo que tudo isso pertencia a Maria Gonçalves enquanto o Velho, redigido pelo padre João Alvares, é um acontecimento histórico, e tanto assim que, lavrado, é registrado no Cartório de órfãos de São Paulo. [História de Carapicuíba, 25.03.2013. João Barcellos. Página 20]

E, na prática colonial, os jesuítas seguem os passos do político e minerador que, ao morrer em 1616, lhes deixa tudo em doação, com exceção do Sítio Embuaçava, que coube como herança em vida ao filho (mameluco) Affonso Sardinha - o Moço, que morre em 1604 no meio de uma batalha com nativos. É assim que a Aldeia & Porto Carapocuyba tem, entre 1557 e 1610, tanto valor estratégico quanto a Santa Anna de Parnaíba, que cresce despovoando São Paulo.

Também por isto, e por que os documentos históricos falam por sí, é justo dizer-se que "a definição sócio-colonial de Carapocuyba acontece com a fazenda-porto que Affonso Sardinha estabelece em 1557, após sitiar os nativos". [História de Carapicuíba, 25.03.2013. João Barcellos. Páginas 23 e 24]

4º fonte - 27 de agosto de 2023, domingo
Wikipédia; Quinto do ouro, consulta em Wikipédia



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1604, há 422 anos...
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