E a Oficina dos Reais Quintos existia em
1674, chefiada por Manuel de Lemos Conde, Provedor das Minas de Paranaguá. Teria sido extinta em
1682 e restabelecida em
1719, para ser definitivamente abolida em
1736, quando foi substituída por uma Intendência do Ouro. Benedicto Calixto diverge dessas datas e aponta o ano de
1697 para sua instalação e
1730 para sua extinção, mas ele mesmo a menciona como existindo em
1735, razão pela qual não pode ser levado em consideração. ( FONTES : ARRUDA, A Circulação, As Finanças e as Flutuações Econômicas 192 - CALIXTO, Capitania de Itanhaém. Memórias Históricas - PEDRO TAQUES, História da Capitania de São Vicente 141 - SANTOS, Memórias Históricas da Cidade de Paranaguá, 38/46 - Pauliceae, 2:260). [1]
No ano seguinte volta Sua Alteza ao assunto, dessa vez, porém, em carta a Manuel de Lemos Conde, o provedor das minas de Paranaguá, estranhando a longa falta de notícias sobre o rendimento daquelas minas. E é como quem responde às queixas e veladas censuras de D. Pedro que o pró- prio provedor anuncia, logo depois, o achado de outras riquezas, com que o Brasil pudesse, enfim, equiparar-se às índias espanholas. Por tratar-se de metal de menos preço, a existência da prata parecia talvez mais digna de crédito aos que já se mostravam céticos acerca da propalada riqueza das veias de ouro da região. Explica-se assim que essa nova quimera rapidamen- te ganhasse curso na Corte e mesmo entre os moradores de Paranaguá e São Paulo, sendo precisos mais seis ou sete anos para desvanecer-se.