Antigo mapa, provavelmente do final do século XVIII, mostrando dados cartográficos entre os anos 1608/1791, nele notadas as fazendas jesuíticas em Guareí - São Miguel e Botucatu - Santo Inácio
Para Sorocaba traz a informação: “Esta Vila foi feita cidade por El Rei Felipe 3º, para dar-lhe o nome São Felipe, no tempo de Dom Francisco de Souza, Conde do Pardo, em 1611”.
2º fonte - 1885
ALMANAK da Provincia de São Paulo; Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ) - 1844 a 1885
3º fonte - dez. de 1938
Instituto histórico e geográfico de São Paulo; Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XXXV*
Um dos dois povoados, o de Ipanema e o de Itavovú, ou então ambos, se chamaram São Filipe. Sempre lemos nos historiadores, aliás sem documento escrito, mas baseado na tradição, que o Itavovú atual é o São Filipe, fundado de 1600 a 1611. A conclusão muito simples é que o próprio governador mudou o local de sua gente e o chamou de São Filipe em honra do seu real senhor. Esta mudança, em vida do nosso fundador, ou mesmo depois, só tem uma explicação: ele ou os seus companheiros, ou todos eles, desistiram de uma riqueza imediata das minas, para cuidarem da agricultura, porquanto é impossível, ainda hoje, morar no Itavovú e ir a pé trabalhar no Ipanema, mais de uma légua. E, todavia, não será mais razoável pensar que a mudança foi, depois de 1611, sponte sua dos povoadores? Quanto ao nome, poderiam levá-lo consigo, pois nada impede que na 2a. viagem, entusiasmados com os favores de Felipe II, trouxessem a ideia de mudar o nome do povoado das Furnas. Nós, porém, para libertar-nos de tantas hipóteses, conservaremos uma, que é verdadeira em grande parte, chamando de Nossa Senhora do Monte Serrate à povoação logo extinta do Ipanema, e de São Filipe, à do Itavovú.
4º fonte - 1958
Instituto histórico e geográfico de São Paulo; Revista do Instituto Histórico e Geográfico de SP, vol. LVIII, 1958. Comissão de redação: Dácio Pires Correia, Nicolau Duarte Silva e Vinicio Stein de Campos
Em 1611, estando em São Paulo, como Governador das capitanias e das minas do Sul, Dom Francisco de Souza autorizou a mudança do povoado para o campo, à beira do Rio Sorocaba, no Itavuvu, tendo a vila de efêmera duração, o nome de São Felipe em honra do Rei da Espanha.
Em 1611 dita povoação transferiu-se para Itavuvu. Em 1654 Baltazar Fernandes fundou Sorocaba e em 1661, criado o município deste nome, os bairros que hoje fazem parte de Araçoiaba da Serra, inclusive o Campo Largo de Sorocaba tem a sua história em comum com o daquele município. O povoamento foi contemporâneo. Quando Baltazar Fernandes deu terras ao Mosteiro de São Bento em Sorocaba mencionou os limites com Braz Esteves. A fazenda deste era tão grande que estava na sede já nos limites atuais com Tatuí, na barra do Tatuí no Sorocaba.
Nesse local existiu, pois, a primeira casa e Capela de Araçoiaba da Serra enquanto território, cerca de 1660 a 1700. Então desaprovou-se de novo, vindo a imagem para a matriz de Sorocaba (Era Nossa Senhora da Conceição). A cruz foi erguida ha poucos anos no alto fronteiro à cidade.
6º fonte - 21 de dez. de 1964, segunda-feira
Luís Castanho de Almeida (1904-1981); “Memória Histórica de Sorocaba: Parte I”
Entre 1611 e 1654, tudo é silêncio, menos as sesmarias de André Fernandes, uma das quais êle doou antes de 1648, ano de sua morte, a Baltazar. Em 1625 Parnaíba torna-se município e êsses moradores prestam-lhe obediência. No ano de 1646, segundo informaram em 1747 ao vigário Pedro Domingues Pais, já havia moradores em Sorocaba.
O ano de 1611 é não só conveniente, mas muito plausível, por estar sob o nome São Filipe, no mais antigo mapa em que aparece a região de Sorocaba, do holandês João de Laet. O que a tradição oral guardou é a localização da segunda Sorocaba no Itavuvú. Lá estão hoje, com casas mais modernas, como que duas ruas em ângulo reto e num dos lados a capela, sucessora de outra que também não era a primeira.Deve ter havido um rancho para uma cruz, pelo menos. Outra curiosidade é que a margem esquerda do Piragibú, no Mato Dentro e perto da atual Aparecida, começo& â- ser povoada nesse mesmo ano, aparecendo por limite o caminho, parte do que já delineamos. Mas nem Parnaíba era vila. Era uma fazenda de Suzana Dias, viúva de Manuel Fernandes Mourão, os pais de três homens notáveis: André, Baltazar e Domingos, respectivamente fundadores de Parnaíba, Sorocaba e Itú. Ela casou-se pela segunda vez.
Sabe-se que o pelourinho foi mudado concretamente (ou se erigiu outro, sendo simbólica a mudança), para o Itavuvú e por ordem de Dom Francisco de Souza, com certeza histórica indireta. Isto é, em 1661 Baltazar Fernandes requereu a mudança do pelourinho erigido por Dom Francisco de Souza a légua e meia da atual Sorocaba. Desaparecido o documento original, várias cópias existentes falam em "meia légua", mas é êrro de cópia.
7º fonte - 1967
Luís Castanho de Almeida (1904-1981); Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo: “Nossos Bandeirantes - Baltazar Fernandes” (1967) Luiz Castanho de Almeida
Em 1645 ele, os genros e os filhos se transportaram para o lugar chamado Sorocaba, a légua e meia do Itavovú ou São Felipe, para onde em 1611 D. Francisco de Sousa permitira se transportasse o pelourinho que em 1600 erguera no Araçoiaba. [p. 212]
Braz Esteves também aparece em Parnaíba em 1640, e sabe assinar muito bem: é um dos povoadores de Sorocaba. Por tudo isto se conclui que o povoamento de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba, em contraposição ao segundo núcleo (de 1611) Itavovú, começou por volta de 1646. [p 216]
8º fonte - 1974
Simpósio dos Professores Universitários de História; Anais do VII Simpósio Nacional dos Professores Universitários de História
9º fonte - 1994
Prefeito Paulo Mendes inicia o reconhecimento do bairro Itavuvu como anterior a fundação da cidade
10º fonte - 1997
José Monteiro Salazar (1927-2013); Araçoiaba & Ipanema
Pois repetimos: Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777) não alude a Vila. Cita apenas que D. Francisco levantou pelourinho e denominou as minas de Nossa Senhora do Monserrate. Um ou outro autor acrescentava Monte Serrate do Itapevussú, mas isso não aparece na obra de Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777). E ele continua sendo a melhor fonte de pesquisas para aquela época em Araçoiaba.
Então, segundo nos acode ao raciocínio, poderia, muito bem, em melhores casas, mais bem construídas, de Afonso Sardinha e seus principais auxiliares, no Itavuvú, ter ficado D. Francisco indo, diariamente, como o faria, nesta hipótese, o próprio Afonso Sardinha, para o local das minas e dos engenhos. [p. 58,59, 60 e 61]
11º fonte - 1997
Adolfo Frioli (n.1943); “A idéia da cidade”, 1997. Adolfo Frioli
Quando D. Francisco retornou da Espanha, elevou este novo local com o nome de vila de São Filipe, em 21 de abril de 1611, em referência provável à administração hispano-portuguesa dos Reis Filipes, no período da União Ibérica das coroas.
12º fonte - out. de 2001
Lucinda Ferreira Prestes; Sorocaba, o Tempo e o Espaço. Séculos XVIII-XX. Por Lucinda Ferreira Prestes*
13º fonte - 2014
Sérgio Coelho de Oliveira; “Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiador
A segunda tentativa, ainda por iniciativa de D. Francisco de Souza, foi o agrupamento dos remanescentes de Ipanema no atual bairro do Itavuvu, em 1611. O local recebeu o seu pelourinho e ganhou o nome de Vila de São Felipe, homenagem a Felipe II, rei de Portugal e Espanha. Também não vingou e nem chegou a ter Câmara.
14º fonte - 20 de fevereiro de 2014, quinta-feira
Jornal Cruzeiro do Sul; “A dúvida dos pelourinhos Pródromos da Fundação e os Beneditinos”. Otto Wey Netto é professor, advogado e ex-redator deste jornal. Membro da Academia Sorocabana de Letras e Instituto Histórico Sorocabano (Jornal Cruzeiro do Sul)
15º fonte - 2015
Revista Ponto de Fusão; Revista Ponto de Fusão
O povoado do Itavuvu foi reconhecido em 1611 como vila. Ali também a coroa portuguesa autorizou a instalação de um pelourinho e batizou a localidade como Vila São Felipe.
16º fonte - 22 de mar. de 2016, terça-feira
João Barcellos; “Sinalização Tupi-Guarani & Luso-Catolicismo”, João Barcellos
Parte dos metalúrgicos voltou para São Paulo. Outra parcela continuou mantendo a fábrica, que produziu até 1615. Um terceiro grupo mudou-se para "uma região melhor, às margens do Rio Sorocaba, conhecida então como Itavuvu, cerca de 12 quilômetros a leste do Araçoiaba", conta Salazar em seu livro "O Esconderijo do Sol", uma das principais referências literárias sobre o assunto. O povoado do Itavuvu foi reconhecido em 1611 como vila. Ali também a coroa portuguesa autorizou a instalação de um pelourinho e batizou a localidade como Vila São Felipe. As ruínas dos fornos dos Sardinha foram descobertas em 1977. Já os vestígios da vila operária de Monte Serrat não foram encontrados.
18º fonte - 15 de nov. de 2018, quinta-feira
Jornal Diário de Sorocaba; “15 de agosto é uma data para comemorar: Sorocaba surgiu em fins de 1654”, Jornal Diário de Sorocaba
19º fonte - 7 de set. de 2019, sábado
Google; Consulta e Google.com
Pelourinho de Sorocaba, instalado em 1599 próximo ao Morro de Ipanema onde Afonso Sardinha havia encontrado minério de ferro. Foi transferido em 1611 para o local atual, na Vila de São Felipe, embrião de Sorocaba.
20º fonte - 16 de mar. de 2022, quarta-feira
Site da Catedral Metropolitana de Sorocaba
21º fonte - 4 de abr. de 2022, segunda-feira
Adolfo Frioli (n.1943); Adolfo Frioli
Adriano Koboyama na VERDADE falta TUDO e o que existe é só cópias de um cidadão que as fez no século XIX e que o jornal de Sorocaba ao final daquele século reproduziu em "capítulos", foi diminuindo até que parou.....
No Almanaque de 1914 essa copia (não sei se é fiel) foi reproduzida como sendo a primeira vez (sic) e lá pôr 1954 (maís ou menos) foi copiada em manuscrito que está no Arquivo do saudoso Museu Histórico Sorocabano. E é só isso.
Fico até em dúvida com o 3 de março de 1661 hoje. Como diz o Santo Mons. Luiz Castanho de Almeida, precisa de consultas nos arquivos daqui no Brasil e lá na Europa e de muito dinheiro $$$$$ e quem foi lá em Portugal viu a dificuldade de ver onde estão esses documentos.....
“Obrigado Adriano Koboyama pela gentileza e na verdade, sou EU que tenho a agradecer suas pesquisas que nos levam aos primórdios do povoamento cá na região da Montanha Sagrada DO Araçoiaba e que muitos insistem o contrário e com seu trabalho, podemos ver o que "antigos não sabiam e que eu aprendi e ensinei errado, até o dia que a luz da verdade se fez". Daí as dúvidas e a falta de pesquisas nos arquivos, nos colocaram "em choque" com os tradicionalistas que preferem continuar com as lendas, do que procurar o que realmente aconteceu naquele período de transição luso-hespanhola-luso de 1580 a 1640. Parabéns pelas pesquisas e divulgações de seus trabalhos, que tomo a liberdade de compartilhar. Cada vez melhor e sempre dinâmico nesse trabalho árduo de mostrar a verdade verdadeira.”
23º fonte - 25 de mai. de 2025, domingo
Jornal Cruzeiro do Sul; Itavuvu: começo da história de Sorocaba virou sinônimo de crescimento urbano
Não havendo ouro, porém, logo dom Francisco de Souza retiraria-se para São Paulo. Contam os relatos, também, que em 1611, o pelourinho existente junto ao Morro do Araçoyaba foi transferido para a região do Itavuvu, onde se constituiria a Vila de São Felipe do Itavuvu. Embora inicialmente a vila não tenha se consolidado devido aos constantes ataques de índios, pode-se dizer que o bairro Itavuvu é a mais antigo do município em ocupação.
24º fonte - 15 de ago. de 2026, sábado
Jornal Cruzeiro do Sul; Pelourinho atravessa séculos e ajuda a contar a origem de Sorocaba
Por Vernihu Oswaldo - Símbolo da elevação do povoado à condição de vila, monumento teve papel central nas disputas que definiram os primeiros anos da cidade
A história de Sorocaba é cheia de idas e vindas. O imenso território foi caminho para a passagem de diferentes povos desde os primeiros tempos de ocupação, mas algumas dessas jornadas ainda são pouco conhecidas.
“É importante conhecer a dinâmica da época colonial: a elevação de um lugarejo à condição de vila significava que, a partir daquela data, haveria certa autonomia, com a instituição de uma Câmara e cadeia e o levantamento de um Pelourinho”, explica o professor Carlos Cavalheiro.
A trajetória desse marco de madeira e pedra revela disputas, ambições e negociações políticas do período colonial. O monumento carregava uma mensagem ambígua: ao mesmo tempo em que representava a autonomia e a autoridade da vila, também era utilizado como local de castigos.
Um pelourinho é uma coluna de pedra ou madeira erguida em praça pública que servia como símbolo da autoridade da Justiça e local de castigo físico e exposição pública de criminosos e pessoas escravizadas. O reconhecimento do status de vila significava que o local passava a ter maior autonomia administrativa e autoridade para definir determinadas questões, inclusive penas e castigos. Por isso, o Pelourinho era um símbolo importante.
O ex-prefeito de Sorocaba Paulo Mendes afirma: “O fundador de Sorocaba sempre buscava estar próximo das águas, dos rios, porque água é vida. E ali naquele bairro do Itavuvu (...) é que foi o início do povoado. E foi por isso que ele implantou ali o Pelourinho, que é o símbolo da autoridade”.
Nas andanças de Afonso Sardinha pelo Estado, enquanto buscava metais preciosos, ele encontrou magnetita de ferro no Morro Araçoiaba. Por volta de 1611, o povoado foi transferido para a região do Itapeboçu, local que, segundo a tradição histórica, corresponde ao atual bairro do Itavuvu. Ali, foi refundado como Vila de São Felipe, em homenagem ao rei da Espanha durante o período da União Ibérica.