Veja-se mais sobre o assunto Alexander Marchant, "Colonial Brasil as a way station for theportuguese índia Fleets", The Geographical Revieiv, Nova Iorque, n2 3, vol. 31 julho de
1941. 0autor desse interessante artigo sustenta que entre
1500 e
1730 somente "cerca de vinte naus daíndia tocaram no Brasil", desgarradas das respectivas esquadras, sob circunstâncias extraordinárias. O que parece é que só "sob circunstâncias extraordinárias", nunca oficial ou regularmente, deviam as mesmas naus tocar no Brasil; mas que entre a lei - visando assegurar privilégios degrupo metropolitano - ou a normalidade oficial e a prática, a distância foi lusitanamente grande. Assim o número de naus da índia, aparentemente "desgarradas", a se refugiarem em portos brasileiros teria sido considerável; e, segundo indícios ou sugestões dos próprios documentos oficiais, em vez de simplesmente arribadas, aqui teriam tocado por interesse no comércio de açúcar. Açúcar possivelmente trocado por objetos orientais. De onde a abundância dos mesmos na região brasileira do açúcar durante o período colonial.