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Em fins de 1661, com a iminente eleição renovadora da Câmara recearam os paulistanos, amigos da paz, que se repetissem os terríveis dissídios da década transata. Graças à atitude do Ouvidor Antonio Lopes de Medeiros, foi isto evitado
25 de dezembro de 1661, domingo
  
  

Em fins de 1661, com a iminente eleição renovadora da Câmara recearam os paulistanos, amigos da paz, que se repetissem os terríveis dissídios da década transata. Graças à atitude do Ouvidor Antonio Lopes de Medeiros, foi isto evitado. No dia de Natal, convocou a Câmara, e os chefes dos partidos. A representar o seu ilustre cunhado, compareceu Francisco Dias Velho, o sertanista eminente que tanto se notabilizaria pelas tentativas de colonização de Santa Catarina e o trágico fim. Também concorreu José Ortiz de Camargo, chefiando parentes partidarios. A todos, exortou o magistrado a que suspendessem às eleições, segundo dispunham "as leis de SUa Magestade". Abrissem mão das leis excepcinais, resultantes da recente guerra civil. Mas não foi o de todo atendido. Decidiram os instados que tudo continuaria a ser regulado pelo alvará do Conde de Atouguia "por ser o que mais convinha a serviço de Deus e de Sua Majestade". Duas eram então as facções em luta "uma pela parte da família de Inês Monteiro e de outra os da família dos Camargo". Esta alusão ao nome e à atuação da famosa Matrona, é nova demonstração do papel notabilíssimo, representado por esta mulher varonil, tão em desacordo com as idéias e a feição do seu tempo. A Medeiros responsabilizou Dias Velho veementemente.

DATA:25/12/1661
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LUCIA
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lentemp:2-1-3

1661, há 365 anos...
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