ANGUECARIOCA pertence «o» "futu" do cinema e doràií". » a. a Durou pouco o " mister io" — Tudo esclarecidoS. PAULO, 9 (Da Sucursal de A NOITE) — Não durou muito o «mlstério>. Mça pas muitas horas qtie o caso, esteve pmj9aer esclarecido, despertou, como era natural, tida a curiosidadeda Vila Rarni. Mal a noticia se espalhou, a casa modesta do em- pregado da Prefeitura de Judiai, Zenon. França, foi tomada decuriosos. J5 entre estes não faltaram os entendidos em fonòmcpos tais, como êsse de cair chuva de sangue, chuva que tr. a. spus- sava o, telhado para cair no interior da modesta habitação. Horas longas permaneceu enfrente à casa de Zenon uma multidão. Muitos comentário;. Havia até gente que se benzesse, temendo os maus espíritos. tA menina Maria Aparecida, de 0 anos. filha de Zenon, na ver- detde Ignorando a origem do sangue que ap&reccra e tingira aágua que pusera na bacia, deixou trabalhar a imaginação, dandoao «mistério» mais relevo, Zenon e sua mulher, D Ana Rodrigues. França, resolveram pedir o auxilio da policia. E assim foi ter i, casa o delegado Martins Fontes. Antes vizinhos Já tinham ouvidoa menina e visto algumas manchas de sangue no soalho. A autoridade se fazia acompanhar do escrivão. Este chegou a subir notelhado para verificar se havia alguma coisa de anormal. Estavaas coisas nesse pé quando um outro episódio veio dar maior corpoao «mistério*. Uma jovem moradora na casa vizinha entrou con. duzlda pelo braço do escrivão Sallm. Essa moça disse que estnvaà janela quando alguns ealpícos de sangue cairam na sua blu- sa. Todos se entreolharam. Seria mesmo verdade que cliuvlasangue em Vila Rami?As horas se Iam passando. O delegado tudo esquadrinhava na casa, nas vizinhanças, ouvindo una e outros em meio da massa de populares que aguardavam o fim do caso. Foi entãoque a luz ae fez, destruindo todo o «mistério». De um quartoparte um grito lancinante. O policinl corre para ver. E encontra uma senhora imobilizada na cama e a esvair-so em sangue. Essasenhora, D. Maria Corraa da Cruz, de 90 anos, sofria de uma ulcera varicosa. Na manhã daquele dia, sá, em casa, se levantara para fazer um curativo na perna afetada. Usou a bacia. Osangue Jorrou. Esquecera dc lavar a bacia. Ao andar pela casa deijjar» manchas de sangue no eoalho e na parede. Havia o outrocaso. Fora simples coincidência. Quando a jovem estava ã Janela um rapaz sofreu um acidente numa bicicleta, bem junto aela, que fora atingida pelo sangue que espirrara