CATARINA GONÇALVES Inventário e Testamento 10 de janeiro de 1637, sábado
Vol 10, fls 405Data: 10-1-1637Juiz: Dom Francisco Rendon de QuevedoAvaliador: Domingos MachadoLocal: Vila de São PauloDeclarante: Gonçalo Gil Filhos da primeira mulher do viúvo“Luiz Eanes o moço Antonia Gil e o dito (. ) Luiz Eanes Miguel Luiz Gil de idade de dezesseis anos Gonçalo Gil o moço de idade de quatorze anos Francisco Luiz Gil de idade de onze anos Antonio de idade de nove anos João de idade de seis anos” Filhos da segunda (. ) que teve (. ) Maria Gonçalves casada com Bastião Pedroso/ Benta de idade de oito anos Clemência de treze anos João de dez anos. TESTAMENTO 9 de novembro de 1636 Primeiramente (invocações pias) Rogo a meu irmão Álvaro Rodrigues e a minha irmã Maria Gonçalves e a meu (. ) que por serviço de Deus queiram ser meus testamenteiros. Meu corpo será sepultado em a Igreja Matriz desta vila de São Paulo na cova do meu marido Bento de Oliveira. Declaro que sou natural desta terra filha legitima de Clemente Alvares e sua mulher Maria Alves. Sou casada com Gonçalo Gil e tenho quatro herdeiros necessários. Peço pelo amor de Deus que entregue a minha filhinha Benta a minha irmã (. ) que em todo (. ) fazenda ametade de meia (. ) por Jarabati (. )ametade das casas de meu avô que Deus tem (. ) e me deu a mim no mesmo modo (. ) e tudo de movel (. ) de algodão (. ) ferramenta necessária de casa. Declaro (. linhas ilegíveis. ) por conta de meu defunto por lhe dever por assinado uma peroleira e quedo que mais se lhe peça conta como mostrando o dito assinado patacas (. ) deve-me minha avó Maria Alvares quatro patacas que paguei por ela a Manoel (. )Declarou dívidas religiosas e que seu pai não lhe dera o dote. se assine por mim aqui meu irmão Álvaro Rodrigues. Testemunhas: Álvaro Rodrigues, Domingos Marques Requeixo, Baltazar Gonçalves, Miguel Garcia Carrasco, Jorge Fernandes, João Mendes. Declaro que devo a minha mãe Ana de Freitas um cruzado e mais uma pataca a (. )Ribeiro doze vintens a Ambrosio Pereira (. ) vintens a Manoel da Cunha. Cumpra-se: 9 de janeiro de 1637 – Quebedo Segue a avaliação da fazenda. toda avaliada em 10$380 Dom Francisco Rendon passa precatório para o juiz da Vila de Parnaíba para que mandasse avaliar dois lanços de casas, algodoal, 2 porcas, uma bacorra, enxada etc. Seguem as avaliações em Parnaíba na fazenda de Clemente Alvares, feitas pelo avaliador Gaspar da Pinha. Total: 15$300 Dividas que deve a fazenda:A Manoel João Aos frades de São BentoA Santo AntonioA N. Sra do CarmoA Domingos MachadoA Ana de FreitasA Januario RibeiroA Ambrósio PereiraA Manoel da CunhaAs custas do inventário Devedores:Ana BarbosaBastião PedrosoPedro Taques E fica para os quatro órfãos filhos de Bento de Oliveira 3$180 Curador dos órfãos: Clemente Alvares, avô dos ditos a quem foi entregue a fazenda para dela dar conta assim a que ficou da mãe como a que deixou Bento de Oliveira, defunto, pai dos órfãos. E desta maneira houve o juiz este inventário por feito e acabado Quebedo Senhor Gonçalo Gil(Carta de Sebastião Pedroso a Gonçalo Gil abrindo mão da herança). Seguem quitações de despesas pagas por Gonçalo Gil. Outrossim carrega mais sobre o curador Clemente Alvares a parte que cabe aos órfãos das casas que tem na praça e terreiro do Colégio que foram avaliadas e lançadas neste inventário de Bento de Oliveira. Pediu Clemente Alvares que as casas fossem vendidas por estarem a ruir, e Gonçalo Gil concordava com isso. Mandou o juiz que o curador consertasse as casas por serem bens de raiz dos órfãos. 20-2-1637 Quitações de despesas pias. 23-?-163? – É verdade que eu Catarina Gonçalves filha de Clemente Alvares estou paga e satisfeita da legítima que me ficou por morte e falecimento de minha mãe Maria Alvares. 21-1-???- Confessou Álvaro Rodrigues receber de Manoel Peres vinte patacas que era a dever ao defunto Bento de Oliveira a qual quantia recebeu o dito Álvaro Rodrigues como curador que é dos filhos do dito Bento de Oliveira e de Catarina Gonçalves. Curador aos órfãos filhos de Bento de Oliveira e Catarina Gonçalves 21-1637 – Álvaro Rodrigues, irmão da defunta, por Clemente Alvares ser homem velho e morador em outra vila. Confessou Clemente Alvares ter em seu poder os conteudos dos inventários de sua mãe Catarina Gonçalves a saber Gracia e Clemência Cecília e Sebastiana sua filha (. o resto do termo está em linhas pontilhadas. ) 21-8-1661 – Apareceu Álvaro Rodrigues do Prado em casa do Juiz Antonio Raposo da Silveira para entregar um dinheiro que tinha deste inventário e mandou o juiz depositar nas mãos de Clemente Alvares 8-6-1661 – Clemente Alvares requer que o juiz chame o curador para declarar o que tem em seu poder, visto que ele Clemente não recebeu nada do que deixaram seu pai e mãe. 10-6-1661 – Ajunte-se esta petição aos inventários e com eles venha o curador dar conta dos bens dos órfãos que lhe foram entregues
Catarina Gonçalves, consulta em projetocompartilhar.org CATARINA GONÇALVES - Inventário e Testamento. Data: 10 de janeiro de 1637. Juiz: Dom Francisco Rendon de Quevedo. Avaliador: Domingos Machado. Local: Vila de São Paulo. Declarante: Gonçalo Gil
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