Os trópicos de Câncer e Capricórnio são importantes demarcadores cartográficos. São úteis na localização e na demarcação dos climas e das estações do ano. Trópicos de Câncer e Capricórnio Os Trópicos de Câncer e Capricórnio são paralelos situados ao norte e sul do equador terrestre, e delimitam a zona tropical. Os trópicos da Terra são traçados cartográficos importantes não somente para a localização, mas também para a demarcação de eventos astronômicos. Essa área inclui a parte da Terra onde o sol alcança um ponto diretamente acima pelo menos uma vez durante o ano solar (ao norte do Trópico de Câncer e ao sul do Trópico de Capricórnio o sol nunca alcança uma posição diretamente acima). As denominações dadas a essas coordenadas (Câncer e Capricórnio) são muito antigas. Por volta do século 2 a. C. elas já apareciam em mapas feitos pelo astrônomo grego Hiparco de Nicéia (161-127 a. C. ), e depois em um mapa-múndi de outro grego, Cláudio Ptolomeu (90-168). Os antigos astrônomos observaram que, quando o astro chegava ao seu máximo distanciamento ao norte, a Constelação de Câncer estava ao fundo no céu. E, quando este deslocamento era ao sul, o astro passava pela Constelação de Capricórnio. Daí os nomes. Cartograficamente, o nosso planeta possui dois trópicos: o de Câncer e o de Capricórnio, linhas imaginárias traçadas paralelamente à Linha do Equador. O Trópico de Câncer “corta” os territórios de dezoito diferentes países, incluindo os Estados Unidos, a China, a Arábia Saudita, o Níger, a Índia e outros. Já o Trópico de Capricórnio, localizado no hemisfério sul, passa por dez países, incluindo o Brasil, a Argentina, a Austrália, a África do Sul entre outros. O Trópico de Câncer localiza-se a uma latitude de 23º27' ao norte, ao passo que o Trópico de Capricórnio, inversamente, possui 23º27' de latitude sul (ou –23º27'). Qual é a utilidade dos trópicos de Câncer e Capricórnio na Terra? O planeta orbita o Sol sempre inclinado para o mesmo lado, logo, dependendo da posição em que a Terra se encontra, um ponto diferente do globo recebe a incidência de luz solar mais intensa. Um observador localizado na Linha do Equador vê o sol a pino duas vezes no ano (zênite), no início da primavera e do outono. Já o observador que está na Região Tropical, isto é, entre o Trópico de Câncer e o de Capricórnio, vê a estrela no zênite em datas diferentes, variando de acordo com a distância em relação à Linha do Equador. E um observador que está sobre os trópicos vê o sol no zênite nos solstícios de verão – isso é, quando os hemisférios recebem a maior incidência de luz solar: por volta do dia 21 de junho no Hemisfério Norte e 21 de dezembro no Hemisfério Sul. Quem está ao norte ou ao sul dessas linhas nunca vê o sol no ponto mais alto do céu. Portanto, os trópicos de Câncer e Capricórnio determinam os pontos mais ao norte e ao sul (respectativamente) onde é possível ver o sol a pino. Referências - Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização – Eustáquio de
![]() Fonte: ERRO!
|