avião parado nos cé. ade, "ele estava vo. CRUZEIRO DO SUL— Olha!O avião está parado!Muita gente achou isso ontem pela manhã, apontando com o dedo um avião KP-4 ("Paulistinha", encastelo, do Aero Clube de Sorocaba, de prefixo PP-RRF. Inclusive, vários telefonemas foram feitos no Aeroporto Sorocaba, onde o guarda-campo apenas respondeu: "não sei o que está acontecendo. Mas pode ficar tranquilo. O avião está sendo pilotado pelo instrutor". Algumas pessoas, entretanto, foram mais além e telefonaram à Delegacia da Polícia. Foi um escândalo geral o avião andando parado ser avistado, na direção centro-aeroporto. Mas, na realidade, o "Paulistinha" não estava parado. "Ele estava voando para trás" como comentou o piloto Paulo Fernandes da Silva, de 44 anos, casado e pai de uma menina de um ano. FOI UMA FELICIDADE RARAEntretanto, para Paulo aquela experiência foi voluntária. Ele estava dando instruções práticas ao"Casalinho", em de seus aluuns, quando notou uma corrente de vento norte numa altura de 2. 400 pos. As nuvens estaram paradas, numa manitá lungo e convidativa no vôo. Assim, com a correnta surgida repentinamento, o aviáo aecilóu bastanto. Paulo, entito, resolvou emsiver que é capaz de voar para trás e como "Casalinho" é um alano corajoso, ren- nentou o um aviáo até o centro da cidade e, naque- ta altura (aproximadamente oitocentos matros) ca- tráo contra a corrente de vento. Fol domunindo a velocidade do aviáo eté estenta e oito a oitenta por hora, onde conservou o apereiho por vatros minu- tas. Como a velocidade da vento era de sem quilo- metros harários, aproximadamente. aláss que nu- vens estarem parada, a impressáo dos populares era a de que o "Paulistinha" estava estacionado. Entretanto, em relacáo no solo. Paulo estava "an- dando para trás", numa velocidade aproximada de 30 quilometros em ré. — Foi uma felicidade rara entras nessa fatsa. Difioliente eoculareio casos come esse. E nas mens vinte e dois anos de piioto aconteceu pela se- gunda vás. PROVEI QUE POSSO VOAR PARA TRAS— "O alano odernu a experiência. E meustrai a ele que podemos voar para trás com um aviáo, o que é uma ceisa lógica. Mas, quando falo isso, pou- oa genta acredita. Até alguns pllotos acham impor- sivel, dado a residade de sa encontrar uma ratra de vento e, principalmente, do se entrar nela com o aviáo. Come o corrente náo era constante, em alguna momentos o aviáo metioo, perdeu altura, o que te- vua muita senta a pensar que se tratasse de um "pane". Mas nada disso estava acontecendo. Paulo voava contra o vouto com a maior segurança per- sivel. E elegicu o aperolho:— Voo há muito tempo com "Paulistinha" e te- nho quase desa mil horas de veo somente nesse ti- po de aviáo, no qual liz pelo menos virda mil pon- sos, sem murra ter, nem oo menos, quebrado um trem de aterrissagem. "E´ uma joia essa aviáo. So o motor dor "pane", de cada dos mesro. que ele anda para a trente, somente em um. Acento, se o pi- toio ficar sem motor numa altura de mil metroo, po- de anuar dos quilometros trananha, procurando um lugar bom para e aterrissagem. Alsso disso, o segu- rança do pouso é absoluta. Até é mais postosa, o aviáo fice silencioro. Durante as aulas práttoss que ministro, eu ensino o alnno a pousar sem motor, si- mulando um "pane". NÃO FEZ NENHUMA LOUCUHAPaulo sallenton que náo fez nenhuma toucura. Apenas muitas pessoas estranhazam a fato por tra- ter-se de aigo raro. Somenta ha doze anos, em Campinas, conseguin fazer uma façanha semelhan- te. O piloto é cosado com Marly Martins e tem uma filha, Adriana Paulo. Sua mulher náo grata de aviacáo, mas a Iltira ele garante que vai liver o seu travel. "peio manza por esporta. E´ um esporte sa- dio, que asiga multa responsabilidade do prottoen- te. E esta responsabilidade, consequentemente, re- fletirá em mans pins diáriea. A concieçáo e seguran- ça nas acsas e um dos reflexna. E eoito tosa muito tesu, falando com a minha experiência como ins- trutor". De fato, Paulo tem multa experiência. Segu- ramente pode dizer que forman novsitos pilotos. E desses, muitos comandantes do vôo. E orgulha-se de fázer: "Fábio Bastos Bittencourt, comandante da VASP, que foi ao Japáo para buscar o "Samural" foi meu aluno. "Pela propria racáo da responsabilidade e