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Em 2 de abril de 1945 o Jornal “Diário da Noite”/SP noticiou que sobre O morro vomita fogo como um vulcão

Volta a despertar atenção o fenômeno do Votupoca em São Paulo - Densas nuvens de fumaçaS. PAULO, 29 (Meridional) — Noticias chegadas da região do Rio Ribeira, neste Estado, adiantam que num morro situado no municipio de Xiririca, á margem daquele curso dagua que penetra o sertão paulista, o qual tem o nome de Votupoca, lavra intenso fogo, acompanhado de grandes e espessas nuvens de fumaça, sem que arda a escassa vegetação ao derredor.

O fenomeno, que tem atraido a atenção dos cientistas, sem que nenhuma verificação "in loco" até hoje se tenha levado a efeito, vem se repetindo com maior frequencia nos ultimos tempos, não sendo a primeira vez que se verifica fogo na crista do referido morro. A população ribeirinha, um tanto habituada ao espetaculo que se repete vez ou outra, entretanto se mostra mais alarmada com a presente erupção, sendo crença geral tratar-se de um vulcão extinto que volta á atividade.

Até o momento nada de positivo ficou assentado sobre a origem das chamas e fumaça, mesmo porque, sendo o sitio quase inaccessivel, nenhuma pessoa conseguiu subir até lá.

VULCÃO OU COMBUSTÃO NATURAL?

Como se vê, não é de hoje que o fato se repete, sem que haja uma positivação: desmentindo-se ou se confirmando a existencia do tal vulcão: Mas, enquanto isso, o Votupoca arde e vomita ondas de fumaça. Que haverá com o "morro que rebenta?"

Deante desta noticia, sem duvida sensacional, voltamos a pensar no depoimento de um celebre viajante que lá esteve por volta de 1866, Richard Francis Burton, o qual afirmou que no referido morro Votupoca bailava uma constante chama na crista, acompanhada de fumaça e que só não constatou a existencia de um vulcão, ou desmentiu a asserção, por lhe faltarem recursos, pois a região se achava inundada, alem de ser quase inacessível. O morro é isolado, conico, de feitio caracteristico das elevações vulcanicas. O viajante declara que o então vigario local de Xiririca, padre Joaquim Gabriel da Silva, tambem verificara o fenomeno, assegurando mais ser o mesmo intermitente e que estava convicto da existencia de um vulcão nas imediações.

O proprio nome de origem indigena — Votupoca — quer dizer "morro que rebenta", ou do qual brota fogo. (. )

3 de abril - Vulcão - Jornal da Manhã/RJTemas (2)Cidades (2) https://brasilbook. com. br/y. asp?r=26124Copiar link ONLINE - DORA - ADMLUCIA - postarzerar:24641

Fenômeno sísmico em São PauloO morro "Votupoca" está lançando fogo e fumaça SÃO PAULO, 2 (Asapress) — Notícias procedentes de Ribeira, adiantam que, num morro existente naquela zona e conhecido como "Votupoca", está se despreendendo um intenso fogo acompanhado de espessas nuvens de fumaça, sem, entretanto, queimar a vegetação existente naquele morro. O fenômeno dá impressão de tratar-se de um vulcão já extinto e que volta à atividade, com menos intensidade. É interessante frisar aqui que nos meados do século XIX, houve de fato um vulcão nesta localidade, o que tem alarmado sobremaneira a população ribeirinha. Muito embora o primeiro fato ter-se verificado em 1866, até hoje não foi feito nenhum estudo local. "Votupoca", nome do morro em que se verifica o fenômeno, é uma palavra indígena, que significa "morro que rebenta" ou "morro que brota fogo". Talvez pelo nome ninguém tenha se preocupado em fazer observações, pois a tradução por si só justifica a existência de tais fenômenos.

5 de abril Jornal O Globo ExpedicionárioUM VULCÃO EM S. PAULO? — No Rio Ribeira, município de Xiririca, em São Paulo, no morro Votupoca (em tupi — morro que rebenta) vem aparecendo há anos chamas e fumaça, sem que se tenha dado ainda uma explicação para o caso. Para uns, trata-se de combustão espontânea, mas para outros — e que são a maioria — o referido morro nada mais é que um vulcão. Se for verdade essa última versão, o Brasil deixará de ser um país sem vulcões, como sempre se afirmou.

O APÓSTOLO THOMÉ E SOROCABAA vinda do Apóstolo São Thomé á estas partes da América, e principalmente ao Brasil e ás regiões do Paraguay, está baseada em tais fundamentos, que d´ela não se pode duvidar. Faltam monumentos antigos que testifiquem a vinda de São Thomé, e por tanto a tornem perfeitamente certa, mas é inegável que a tradição constante e uniforme de diversas nações do novo mundo, os sinais e vestígios, e o nome de São Thomé conhecido desde tempo imemorial por elas, fazem probabilíssima sua vinda a estas regiões. Muitos autores, e entre eles o padre Pedro Lozano, traram difusamente deste ponto. Desde que chegaram os jesuítas ás províncias de Guayrá, Paraná-pané e Tibaxiva, ouviram os gentios falar de São Thomé, ao qual davam o nome de pai Zumé, e dele narravam coisas prodigiosas, e o tinham em conta de varão maravilhoso, cuja memória o tempo no decurso de tantos séculos não pode fazer esquecer. Eis

1854O estudo geognóstico deste distrito é digno de ocupar por muitos meses a atenção dos mais sábios geólogos. Dos altos morros manam alguns ribeirões, porém o mais notável é o chamado da Fábrica Velha, ou do Valle das Furnas, por seguir por uma espécie de caldeira, ou algar que ás vezes, parece cratéra de um vulcão. Sobre a cima do principal cabeço ha uma lagoa que chamam aqui Dourada, na qual o povo diz aparecerem fantasmas, que, guardam os tesouros nela escondidos. O mineral solto á superfície do morro é tanto e tão rico que creio só dele se poderia, por mais de cem anos, alimentar a maior fábrica do mundo, sem recorrer a trabalho algum mineiro. "[Página 362]

E eu começava a sentir como um pezadello. E via que a mente se me offuscava, e que eu nada mais sabia de Sumé. Por fim ouvi uma voz que dizia: "Contenta-te de seres moranduçara do que sabes, que é quanto tens de transmittir á prosteridade. Sumé irá para outras terras; por que aos surdos não é possivel fazer que oução as palavras do Senhor. "E uma lingua de fogo se vio no mais alto cimo do morro de Biraçoyaba, que parecia como a chamma de um vulcão. E o monte se derretia em lavas de ferro. E ahi se formava uma especia de cratera ou algar (1) cujas cinzas quentes, depois se apagavão com as aguas de uma lagoa (Lagoa dourada, onde o povo do Ipanema, ainda não ha muito, julgava que apparecião phantasmas, que guardavão thesouros escondidos). E ouvi a mesma voz de antes dizer-me:"Ali esconderás o legado que deveis deixar ás gerações vindouras, para que os homens tenhão mais uma prova da misericordia divina, que é de toda a eternidade, e durará até o dia de juizo. " — Amen. F. A. V. (1) O valle das Furnas.

IMAGEMS:9 fontes

1º fonte - 1854
Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878); História geral do Brazil



2º fonte - 15 de mar. de 1856, sábado
Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878); “Sumé: Lenda mito-religiosa americana. Recolhida em outras era por um índio moranduçara, agora traduzida e dada luz com algumas notas por um paulista de Sorocaba”



3º fonte - 1863
Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico Brasileiro; Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico Brasileiro, tomo XXVI



4º fonte - 24 de jan. de 1866, quarta-feira
The Anglo-Brazilian Times



5º fonte - 1940
Antônio Paulino de Almeida; Memória Histórica de Xiririca (El Eldorado Paulista), Antônio Paulino de Almeida



6º fonte - 2 de abr. de 1945, segunda-feira
Jornal “Diário da Noite”/SP; O morro vomita fogo como um vulcão



7º fonte - 3 de abr. de 1945, terça-feira
Vulcão - Jornal da Manhã/RJ



8º fonte - 5 de abr. de 1945, quinta-feira
Jornal O Globo Expedicionário



9º fonte - 17 de jul. de 2018, terça-feira
Hernâni Donato (1922-2012); Expedição Peabiru - Pay Zumé




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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama