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Fragmento de canhão que fica em praça de Sorocaba será analisado em pesquisa sobre ferro fundido em 1840
19 de mai. de 2023, sexta-feira
   
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Projeto de iniciação científica será conduzido por grupo de pesquisa em arqueometalurgia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Um pequeno fragmento de um dos canhões da Praça “Arthur Fajardo”, também conhecida como Largo do Canhão, que fica no Centro de Sorocaba (SP), será analisado durante uma pesquisa de iniciação científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

O projeto deve analisar a microestrutura do ferro fundido usado na fabricação dos canhões, em 1840, na então Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, que se localizava na atual Floresta Nacional de Ipanema (Flona), entre os municípios de Iperó, Araçoiaba da Serra e Capela do Alto (SP).

Na terça-feira (16), estiveram na praça o professor Fernando José Gomes Landgraf, acompanhado do aluno de engenharia de materiais, Lucas Camargo Pedroso, e do jornalista e escritor Renato Schroeder, que faz parte do grupo de pesquisa em arqueometalurgia.

A extração do material de um dos canhões da praça ocorreu, simbolicamente, um dia antes da comemoração do início da Revolta Liberal, celebrada em 17 de maio, que levou os dois canhões para a Praça “Arthur Fajardo”, em 1842.

Essa investigação faz parte de uma das linhas de pesquisa do Departamento de Engenharia Metalúrgica, de Materiais e Nuclear da USP, dedicada à arqueometalurgia de objetos de ferro, particularmente, aos produtos da Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, que operou entre 1810 e 1919, sendo pioneira na produção siderúrgica no Brasil.

O exame desse fragmento permitirá descobrir se a técnica de produção de ferro fundido usada pelo diretor João Bloem, em 1840, gerava o mesmo defeito que aquela usada desde os tempos do diretor Ludwig Wilhelm Varnhagen, em 1819, que é o chamado “ferro fundido branco” ou “ferro fundido mesclado”.

Esse defeito tornava muito mais difícil a usinagem dos produtos da Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, por torná-los muito duros e frágeis.

Além da autorização da prefeitura, a Secretaria de Cultura comunicou previamente o Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Turístico e Paisagístico de Sorocaba (CMDP) sobre a remoção do material.
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Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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