Revolta da Vacina
Quarta-feira, 9 de Novembro de 1904
Última atualização: 11/12/2020 00:44:23

No dia 9 de novembro de 1904, foi publicado no jornal A Notícia (Rio de Janeiro) um plano de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória.

O projeto oferecia a opção de vacinação por médico particular, mas o atestado teria de ter firma reconhecida.



Bonde virado durante a Revolta da Vacina
Data: Novembro de 1904
Acervo/Fonte: Domínio público

Além disso, haveria multas aos refratários e se exigiria o atestado de vacinação para matrículas em escolas, acesso a empregos públicos, emprego nas fábricas, hospedagem em hotéis e casas de cômodo, viagem, casamento e voto.

Epidemias e pandemias
138 eventos/registros

Houve reação violenta por parte da população, e já no dia seguinte, 10 de novembro, grandes ajuntamentos tomaram a Rua do Ouvidor, a Praça Tiradentes e o Largo de São Francisco de Paula, onde oradores populares discursavam contra a lei e o regulamento da vacina.

As agitações se iniciaram por volta das seis da tarde, quando um grupo de estudantes começou uma manifestação no largo de São Francisco, onde ficava a Escola Politécnica, fazendo discursos humorísticos e rimados.

Medicina e médicos
280 eventos/registros

O grupo desceu a rua do Ouvidor, onde o orador, o estudante Jayme Cohen, pregou a resistência à vacina. Um delegado de polícia o intimou a ir até a delegacia. Houve reação popular contra a prisão. O grupo, ao chegar perto da praça Tiradentes, deu de frente com praças de cavalaria da polícia, prorrompendo em vaias e em gritos de "Morra a polícia! Abaixo a vacina!". Houve, a seguir, conflito com as forças policiais e tentativas de arrebatar o preso. No final, quinze pessoas foram presas, entre elas cinco estudantes e dois funcionários públicos. Às 7:30 da noite a situação se normalizou, permanecendo a polícia em guarda na Praça Tiradentes.[35]No dia 11, manifestantes se reuniram novamente no largo de São Francisco, convocados pela Liga Contra a Vacina Obrigatória. Como os líderes da Liga não compareceram, oradores populares proferiram discursos improvisados. As autoridades policiais receberam ordem de intervir e, ao aproximar-se da manifestação, foram alvo de vaias e provocações.

Quando a polícia tentou realizar as prisões, iniciaram-se os confrontos. Os manifestantes utilizaram-se de escombros das reformas em curso e se armaram de ferros, paus e pedras.[36] Houve correria e perseguição da polícia, estendendo-se a movimentação até a praça Tiradentes e o largo do Rosário. Dezoito pessoas foram presas por uso de armas proibidas.[35]No dia 12, houve nova reunião para discutir e aprovar as bases da Liga. A reunião estava marcada para as oito da noite, na sede do Centro das Classes Operárias à rua do Espírito Santo, perto da Praça Tiradentes.[35] Desde as cinco da tarde, manifestantes começaram a aglomerar-se no largo de São Francisco. Um grupo de garotos operários começou ludicamente as manifestações. Montados em pedaços de madeira retirados das obras, passaram a representar os acontecimentos da véspera, simulando o espancamento da população pela cavalaria da polícia. Às oito, todos se dirigiram ao Centro. Segundo o Correio da Manhã, estavam presentes na reunião cerca de quatro mil pessoas de todas as classes sociais, desde comerciantes, operários, moços militares e estudantes.

Lauro Sodré e Barbosa Lima tentaram garantir para si a liderança do movimento popular, atribuindo um sentido político à revolta. Junto aos líderes do Centro das Classes Operárias, eles conspiravam para derrubar o governo através de um golpe de Estado.

Lauro Nina Sodré e Silva
1858 - 1944
13 eventos/registros

No entanto, o movimento foi tomando um caráter cada vez mais dispersivo e espontâneo.[40]No final da reunião, a multidão saiu em passeata até a rua do Ouvidor, onde deu vivas ao Correio da Manhã, que ali tinha sua sede, e vaiou os jornais governistas. A seguir, um grupo se dirigiu ao Palácio do Catete, passando pela Lapa e Glória.[37] No caminho, vaiou o carro do ministro da Guerra, aplaudiu o 9º Regimento de Cavalaria do Exército, vaiou e deu tiros contra o carro do comandante da Brigada Policial, general Piragibe. O palácio estava fortemente guardado. A multidão deu meia-volta e regressou ao centro. Na Glória, Alfredo Varela falou da janela de sua casa, aconselhando a dispersão dos manifestantes. Na Lapa, manifestantes atiraram novamente contra o carro de Piragibe, que, de revólver na mão, mandou a tropa carregar contra eles.

Durante o dia houve boatos de ter sido apedrejada a casa do ministro da Justiça, o que não aconteceu. No entanto, sua casa foi guardada pela polícia, assim como a de Oswaldo Cruz. Logo o Exército entrou de prontidão e foram mandados praças de cavalaria e infantaria para guardar o Catete.

Oswaldo Gonçalves Cruz
1872 - 1917
1 eventos/registros

Generalização dos conflitos e tentativa de golpe

No dia 13, domingo, o conflito generalizou-se e assumiu um caráter mais violento. Um aviso no Correio da Manhã do dia anterior convocara o povo a aguardar na Praça Tiradentes, onde ficava o Ministério da Justiça, os resultados da comissão que iria examinar o projeto de regulamentação da vacina.

Ainda durante a reunião, pelas duas horas da tarde, o chefe de polícia Cardoso de Castro teve seu carro apedrejado ao chegar no local. A polícia carregou sobre a multidão e iniciou-se o conflito. Aos poucos, os distúrbios se espalharam pelas ruas adjacentes, pela Sacramento e avenida Passos, pelo Largo de São Francisco, ruas do Teatro, dos Andradas, da Assembleia, Sete de Setembro, Regente, Camões e São Jorge.

[41] Bondes foram atacados, derrubados e queimados. Combustores de gás foram quebrados e fios da iluminação elétrica da avenida Central foram cortados. Barricadas foram levantadas na avenida Passos e nas ruas adjacentes. Na rua Senador Dantas, árvores recém-plantadas foram arrancadas. Na São Jorge, prostitutas saíram à rua e confrontaram-se com a polícia, ficando uma delas ferida no rosto. Houve ataques às delegacias de polícia e ao quartel de cavalaria, na Frei Caneca. Também houve assaltos ao gasômetro e às companhias de bondes. Os conflitos se espalharam, atingindo a praça Onze, Tijuca, Gamboa, Saúde, Prainha, Botafogo, Laranjeiras, Catumbi, Rio Comprido e Engenho Novo.[42] As autoridades perderam o controle da região central e dos bairros periféricos. Na Saúde e na Gamboa, as forças repressivas eram sumariamente expulsas pelos moradores.[40] Nesse momento, os discursos e as palavras de ordem contra a vacina, assim com os ataques aos símbolos de ação do governo na área da saúde pública, iam desaparecendo. A revolta popular passava a se dirigir aos serviços públicos e representantes do governo, em especial contra as forças repressivas.[43] A reação à vacinação obrigatória, interpretada como uma tentativa de invasão do espaço privado pelo poder público, desencadeara um movimento de protesto mais amplo e profundo.[44]

Os conflitos continuaram à noite, com a cidade em parte às escuras em consequência da quebra de lampiões. Houve tiroteios e ladrões se aproveitaram para assaltar os transeuntes. O dono de um armazém da rua do Hospício foi preso, acusado de fornecer querosene para os manifestantes queimarem bondes. No fim da noite, a Companhia Carris Urbanos já contava 22 bondes destruídos. A Companhia do Gás informava que mais de 100 combustores tinham sido danificados e mais de 700 foram inutilizados. Ao final do conflito, vários populares e doze praças da polícia foram feridos e havia pelo menos um morto.[42] O Exército e a Marinha passaram a guarnecer prédios e locais estratégicos. Mesmo quando se apresentavam para dispersar os manifestantes, as tropas do Exército eram recebidas com grandes aplausos pelos manifestantes.[45]

Já na madrugada do dia 14, a agitação recomeçou. Ao longo do dia, tendeu a se concentrar em dois redutos, um no distrito do Sacramento, nas proximidades da praça Tiradentes, ruas São Jorge, Sacramento, Regente, Conceição, Senhor dos Passos e avenida Passos; e o outro na Saúde, estendendo-se para a Gamboa e a Cidade Nova. Durante a madrugada, duzentos homens tentaram assaltar a 3ª Delegacia Urbana na rua da Saúde. Perto dali, a 2ª Delegacia, na rua Estreita de São Joaquim, foi tomada pelos manifestantes e logo depois abandonada com a chegada das tropas do Exército. Na Saúde, houve tiroteios o dia inteiro.

[45] À noite, ainda na Saúde, grandes grupos reuniram-se e se puseram a quebrar combustores, destruir linhas telefônicas e levantar barricadas. A força policial teve que ser retirada e substituída por um contingente de 150 praças da Marinha. Na Gamboa, foi atacado o Moinho Inglês, que teve seus portões arrombados, vidros quebrados e maquinário danificado. Na rua do Regente, houve intenso conflito entre manifestantes e cavalaria, resultando em três mortes. Na Prainha, a barca de Petrópolis foi atacada por um grupo de mais de duas mil pessoas, que depredou a estação sem molestar os passageiros. Também houve tentativas de assalto a lojas de armas. À noite, foi atacada a fábrica de velas Luz Steárica, em São Cristóvão. O mesmo aconteceu com os gasômetros do Mangue, Vila Isabel e Botafogo. Na avenida Central, foram viradas carroças das Obras Públicas. Na Visconde de Itaúna, houve um tiroteio entre guardas-civis e soldados do Exército, comandados pelo alferes Varela, do 22º Batalhão de Infantaria. Os soldados prenderam e feriram alguns guardas sob aclamação dos manifestantes. Funcionários da City Improvements, com bandeira vermelha, tentaram parar carroça da assistência policial e um deles acabou ferido.[46] Durante o dia, boletins emitidos pelo chefe de polícia pediam "à população pacífica" que se recolhesse a suas casas para que os "desordeiros" pudessem ser tratados com o "máximo rigor". Diante da generalização do conflito e por entendimentos entre os ministros da Justiça, da Marinha e do Exército, a cidade foi dividida em três zonas de policiamento, cabendo todo o litoral à Marinha, ao Exército a parte ao norte da avenida Passos, incluindo São Cristóvão e Vila Isabel; e à polícia a parte ao sul da avenida Passos. Foi chamado de Niterói o 38º Batalhão de Infantaria do Exército. Saíram trens para buscar o 12º Batalhão de Lorena, em São Paulo, e o 28º Batalhão de São João del-Rei, Minas Gerais.

Ao mesmo tempo, Lauro Sodré e outros militares sediciosos conspiravam um golpe de Estado. A princípio, o golpe havia sido planejado para a noite de 17 de outubro de 1904, data do aniversário de Lauro Sodré, a quem seria entregue a presidência. A denúncia da conspiração pela imprensa, no entanto, obrigou os revoltosos a adiarem seus planos.[48] O golpe então foi previsto originalmente para ocorrer durante o desfile militar de 15 de novembro. Caberia ao general Silvestre Travassos, um dos líderes da trama, o comando das tropas em parada. Ele incitaria as tropas à rebeldia, recebendo a adesão dos oficiais já mancomunados, impondo a anuência dos vacilantes e desarmando os refratários. A Revolta da Vacina, no entanto, fez com que o desfile fosse suspenso.[49] Assim, no dia 14 foi realizada uma reunião no Clube Militar, onde compareceram Lauro Sodré, Travassos, o major Gomes de Castro, o deputado Varela, Vicente de Souza e Pinto de Andrade. O ministro da Guerra tomou conhecimento da reunião e mandou que o presidente do clube, general Leite de Castro, a dissolvesse. Ao dirigir-se, após a reunião, para o centro da cidade, Vicente de Souza foi preso na rua do Passeio. À noite, uma parte do grupo que participara do encontro foi para a Escola Preparatória e de Tática do Realengo e tentou sublevá-la.

A reação do comandante, general Hermes da Fonseca, frustrou o plano, e foram presos o major Gomes de Castro e Pinto de Andrade.[47] Já o outro grupo, composto por Lauro Sodré, Travassos e Varela, sublevou a Escola Militar da Praia Vermelha sem maiores dificuldades.

Hermes Rodrigues da Fonseca
1855 - 1923
31 eventos/registros

Avisado, o governo concentrou tropas do Exército, Marinha, Brigada e Bombeiros no entorno do Palácio do Catete e mandou um contingente enfrentar a escola, que se pusera em marcha às dez horas com cerca de trezentos cadetes. As duas tropas se encontraram e trocaram tiros na rua da Passagem, que estava inteiramente às escuras, em razão dos lampiões quebrados. Durante a refrega, parte das tropas do governo passou para o lado dos revoltosos, o general Travassos caiu ferido, Lauro Sodré desapareceu e, por fim, os dois lados fugiram, sem saber o que acontecia ao outro. O general Piragibe dirigiu-se ao Catete para anunciar a debandada de suas tropas, causando temor no Catete. Sugeriu-se ao presidente que se retirasse para um navio de guerra fundado na baía e de lá organizasse a resistência. Rodrigues Alves recusou a proposta.

Rodrigues Alves
1848 - 1919
10 eventos/registros

Logo depois, foi noticiado que os alunos também tinham recuado e regressado à escola. Na manhã do dia 15, os cadetes se entregaram sem resistência e foram recolhidos à prisão. O lado revoltoso sofreu mais baixas, com três mortos e vários feridos. Entre as tropas do governo, foram contabilizados trinta e dois feridos.

Últimos focos da revolta

Os protestos populares continuaram, começando pela madrugada do dia 15 e se prolongando por todo o dia. Os maiores focos de revolta estavam concentrados na Saúde e no Sacramento. No primeiro, do alto de uma trincheira, em frente ao morro da Mortona, tremulava uma bandeira vermelha. Nas imediações do segundo, na rua Frei Caneca, erguia-se uma grande trincheira. Cerca de seiscentos operários das fábricas de tecidos Corcovado e Carioca e da fábrica de meias São Carlos, todas no Jardim Botânico, fizeram barricadas e atacaram a 19ª Delegacia Urbana, aos gritos de morra ao governo e a polícia. Um cabo da guarda foi morto e as três fábricas foram também atacadas e tiveram seus vidros quebrados. Continuaram os ataques às delegacias policiais, ao gasômetro, às lojas de armas e mesmo a uma empresa funerária na Frei Caneca. Houve distúrbios no Méier, Engenho de Dentro, Encantado, Catumbi, São Diogo, Vila Isabel, Andaraí, Matadouro, Aldeia Campista e Laranjeiras.[51] No mesmo dia, chegaram os batalhões do exército de Minas Gerais e São Paulo. Vieram também dois batalhões da força pública de São Paulo. O governo do estado do Rio de Janeiro ofereceu o auxílio de sua força policial. Na Saúde, a polícia ordenou à Marinha que atacasse os rebeldes por mar, enquanto famílias começavam a abandonar o bairro, receosas com um possível bombardeio.[51] Circulavam boatos de que os rebeldes possuíam bocas-de-fogo e dinamites.[52]

No dia 16, foi decretado o estado de sítio. As operações repressivas tiveram como foco o bairro da Saúde, que o jornal governista O Paiz chamou de "último reduto do anarquismo".



Barricada erguida no bairro da Saúde
Data: Novembro de 1904
Acervo/Fonte: Domínio público

No centro da cidade, especialmente no reduto do Sacramento, continuaram as escaramuças entre a população e a polícia, embora com menos intensidade do que nos dias anteriores. Os atritos resultaram em vários feridos. Ao cair da noite, grandes barricadas surgiram na Frei Caneca.

Também na Cidade Nova persistiam as ações. No Jardim Botânico houve assaltos a bondes e a 19ª Delegacia foi abandonada pela polícia. A fábrica de tecidos Confiança Industrial, em Vila Isabel, foi atacada.[52] Pouco antes do assalto final ao bairro da Saúde, a ser feito por terra pelo 7º Batalhão de Infantaria e por mar pelo couraçado Deodoro, foi preso Horário José da Silva, conhecido como Prata Preta. Capoeirista e estivador, Prata Preta foi um dos principais e mais temidos líderes da revolta, liderando os manifestantes nas barricadas do bairro da Saúde. Antes de sua prisão, ainda matou um soldado do Exército e feriu dois policiais. Ao ser levado para a central de polícia, quase foi linchado pelos soldados, mas foi impedido pelo chefe de polícia. Teve de ser colocado em uma camisa de força e, mesmo assim, continuou a insultar e ameaçar os praças.[53] Pelas três da tarde, uma tropa desembarcou perto do Moinho Inglês e tomou uma primeira trincheira. Aproximou-se, então, o couraçado Deodoro, enquanto a tropa do Exército avançada pelo morro da Mortona. A essa altura, as trincheiras tinham sido totalmente abandonadas. Verificou-se também que as dinamites e bocas-de-fogo não passavam de um engodo. As primeiras eram, na verdade, peças de madeira envoltas em papel prateado, dependuradas por arames em torno das trincheiras, enquanto a boca-de-fogo não passava de um cano de iluminação publica colocado sobre duas rodas de carroça.[54]

Até o dia 20, houve focos isolados de revolta. No dia 18, houve um tiroteio numa pedreira do Catete, que resultou em um civil e dois soldados mortos, além de 80 presos. Os delegados de polícia começaram a varrer os territórios sob sua jurisdição, prendendo os suspeitos e os que consideravam desordeiros, tivessem relação com a revolta ou não.

No dia 19, a fábrica Luz Steárica foi atacada e vários lampiões foram quebrados em São Cristóvão, Bonfim e Ponta do Caju.[55] No dia 20, houve grande número de prisões na Gávea. No dia seguinte, o número de presos na Ilha das Cobras já chegava a 543. Nesse dia, o ministro da Justiça recebeu denúncia de que teriam embarcado para o Rio "três perigosos anarquistas" com o intuito de agitar a classe operária e mandou tomar providências para impedir o desembarque.

Como ato final, no dia 23, a polícia fez grande batida no morro da Favela, mobilizando 180 soldados. Os casebres do morro foram varejados. Na volta, a tropa revistou casas de cômodos e prendeu várias pessoas. Já havia, então, mais de setecentos presos na ilha.[56]

Rescaldo

No mesmo dia em que o governo decretou o estado de sítio, a vacinação obrigatória foi suspensa. Dada a repressão sistemática e extinta a causa deflagradora, o movimento foi refluindo.

O levante militar, por sua vez, teve repercussão na Bahia, onde uma guarnição sublevou-se, sendo prontamente neutralizada.

No Recife, a agitação da imprensa favorável à revolta provocou algumas passeatas inócuas pela cidade. No Rio de Janeiro, a Escola da Praia Vermelha foi fechada e seus alunos exilados para regiões de fronteira e em seguida desligados do Exército.

Dentre os civis, apenas quatro foram processados – Alfredo Varela, Vicente de Souza, Pinto de Andrade e Arthur Rodrigues.[58] Ao todo, foram detidas 945 pessoas.

Destas, 461 possuíam antecedentes criminais e foram deportadas. As 481 restantes foram soltas. Sete estrangeiros foram deportados.

As vítimas da repressão que se seguiu foram, em geral, os indivíduos mais pobres, que poderiam ter tomado parte na revolta, embora sua participação nem sempre fosse comprovada.[60] Os deportados foram amontoados em navios-prisão e enviados para o Acre, enquanto os demais presos foram enviados à ilha das Cobras, onde sofriam maus tratos.[61] Além da feroz repressão desfechada pelo governo, a população do Rio de Janeiro teria de suportar uma epidemia de varíola em 1908, na qual morreram quase 6 400 pessoas.

Temas relacionados
Oswaldo Gonçalves Cruz
32 anos
Lauro Nina Sodré e Silva
46 anos
Hermes Rodrigues da Fonseca
49 anos
Epidemias e pandemias
Medicina e médicos
Rodrigues Alves
56 anos

testeselect * from materias where id = 148
1 de Janeiro de 1980
Chacará dos Padres
18 de Dezembro de 2020
Onde Foram Parar os TRENS do Brasil? Por Que o Brasil não tem Trens?
1 de Janeiro de 2021
Esclarecimentos sobre a Casa dos Padres
1 de Janeiro de 1900
A ESTRADA DOS PROTESTANTES E OS PRIMEIROS PRESBITERIANOS EM VOTORANTIM
1 de Janeiro de 1900
Praça 9 de Julho, Largo de Pito Aceso e outras histórias
18 de Fevereiro de 1981
Sobre o rompimento do "tancão" da vila Barão/Nova Esperança
10 de Fevereiro de 2021
O mistério da Casa dos Padres, que assombrou gerações em Sorocaba e Votorantim
12 de Agosto de 2017
Documentário mostra "descoberta" de um marco oculto de Sorocaba


Novas imagensExibir por anoGalerias de imagensArtigos MatériasTemas
Hoje na HistóriaProcurar no siteCidadesReceber atualizaçõesBiografias por categoria
Página no FacebookAutores Biografias<


BRASILBOOK - http://www.brasilbook.com.br
Agradecemos as duvidas, criticas e sugestoes
Compilado por Adriano Cesar Koboyama
Colaboradores:
Simone Garcia
João Libero
Amora G. Mendes, Matheus Carmine