Lanchonete vendia pastel com carne de cachorro
Terça-feira, 14 de Agosto de 1990
Última atualização: 13/12/2020 22:02:26

Em 14 de julho de 1990, o Notícias Populares destacou um episódio incomum ocorrido no restaurante Rainha da Praça, na praça dos Andradas, no centro de Santos (SP).

De propriedade do chinês Tan Jin Liang, o restaurante servia uma iguaria pouco convencional no ocidente: carne de cachorro, que era vendida como recheio de pastel e sem o conhecimento dos clientes.

Quem descobriu a “cachorrada”, conforme relatou o repórter Luís Augusto Monaco, foi o microempresário Odeval Lira de Assunção, dono de uma confecção que funcionava no andar de cima do estabelecimento.



Pastel c/ recheio de carne de cachorro
Data: 14 de Julho de 1990
Capa do Notícias Populares

Odeval contou que estava passando roupas quando ouviu uma pancada seguida de um ganido. “Cheguei à janela e vi uma cena horrível: os chineses tinham acabado de matar um cachorro e se preparavam para cortá-lo”, disse.

O empresário contou ainda ter visto o momento em que o pai e um primo de Liang colocaram os pedaços do cão num tacho com água para limpar o sangue. “Aí eu percebi o que eles estavam aprontando e chamei a polícia, que chegou em 15 minutos e os pegou com a mão na massa”.

O costureiro seguiu dizendo que "deviam servir cachorro há muito tempo" no local. A demora pela denúncia, segundo ele, é explicada por causa do barulho da sala onde funcionava a confecção. Quando as máquinas de costura estavam ligadas, "não dava para escutar nada". Mas neste dia, uma sexta-feira, elas estavam desligadas e ele conseguiu flagrar a ação dos chineses.

Com o restaurante interditado, a polícia apreendeu dois facões, um porrete e um aparelho de barbear, que, segundo os agentes, seria para tirar o pelo dos cães. Os restos de alimentos encontrados no local foram encaminhados para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Na delegacia, irritado com o impasse, Yang contou que preparava a carne para a família, e não para os clientes. E deixou clara a sua opinião sobre o cardápio. “Brasileiro é burro. Não sabe como a carne de cachorro é gostosa”, afirmou.

CADELA SERIA CÚMPLICE NO CRIME

Conforme relatos de outras testemunhas, o dono do "Rainha da Praça" usava uma cadela para atrair os cães para o abate. A fêmea tinha cinco filhotes, que foram apreendidos pela polícia.

Outra informação apurada dizia respeito a demissão de uma cozinheira um mês antes da ocorrência. No último dia de expediente, a funcionária teria gritado “assassinos!” para os chineses.

Yang, seu pai e seu primo, que estavam havia oito anos no Brasil, foram indiciados no artigo 64 da Lei das Contravenções Penais, que trata da crueldade contra animais.

Colaborou Cláudio Sabino

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