Fantasmas no Quinzinho de Barros
Autor: Marcelo Andrade (5/10/2018 - 08h19)
Fonte: SECOM
Quinta-feira, 1 de Janeiro de 1970
Última atualização: 16/12/2020 01:17:24



Meados de 1970, dois vigilantes recém-contratados, trabalhavam no terceiro turno do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”.

Em meio ao silêncio, que era quebrado apenas por cantos das cigarras, por volta da meia-noite, faziam a tradicional ronda pelo recinto quando, nas proximidades de onde estão localizadas as jaulas dos felinos, um deles, repentinamente adormece, em pé, apenas apoiado num dos muros.


Casarão de Quinzinho de Barros (1947)
Foto: Herman Hugo Graeser. Fonte: Arquivo fotográfico – Iphan/SP. Foto colorida digitalmente

O outro, já assustado com o fato, olha para o lado onde mais adiante está o antigo casarão onde funciona o Museu Histórico Sorocabano (MHS) e, naquele momento, passa a ver a imagem de um homem vestido com roupas brancas, charuto na boca e chapéu na cabeça vindo em sua direção.

Atônito, o vigilante tenta acordar o amigo, em vão. Então, decide correr sem rumo. Minutos depois encontra o amigo que não se lembra de nada, nem se quer de ter adormecido.

Galeria de imagens
Quinzinho de Barros
78 imagens

No dia seguinte decidem procurar pelo então administrador do Zoo para contar o fato, e é quando este recebe a descrição das características do tal homem de branco.

Joaquim Eugênio Monteiro de Barros
Quinzinho de Barros

Sorocabano Histórico, Prefeito de Sorocaba, Maçom


O administrador então se dá conta de que, misteriosamente, são as mesmas do antigo dono da chácara e último morador do casarão, construído por escravos em 1780, onde hoje funciona o parque, Joaquim (Quinzinho) Eugênio Monteiro de Barros.


Joaquim Eugênio Monteiro de Barros (1903)
Acervo/Fonte: Museu Histórico Sorocabano
O "Quinzinho" de Barros

Ao comemorar os 50 anos de implantação em Sorocaba, o Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” também coleciona causos, curiosidades e lendas, com as contadas acima, vivenciadas por funcionários e ex-funcionários, capazes de provocar arrepios até mesmo naqueles que se consideram mais céticos.


Chácara Quinzinho de Barros (1907)
Acervo/Fonte: Secom
Montado no cavalo, Joaquim "Quinzinho" Eugênio Monteiro de Barros

Mistérios, que poucos sorocabanos conhecem, mas que são lembrados com detalhes por aqueles que testemunharam e administraram o parque logo de sua fundação, entre as quais a historiadora Sônia Nanci Paes, que atuou como diretora do museu entre 1998 e 2013 e que atualmente é responsável pelo Casarão de Brigadeiro Tobias, que fica no bairro que leva o mesmo nome.

“São muitas histórias contadas por ex-funcionários que haviam dito, à época, terem presenciado os fatos. Inclusive eu, que vou relatar mais adiante…”, conta, em clima de mistério.


Sônia Nanci Paes (2012)
Acervo/Fonte: Fábio Rogério / Jornal Cruzeiro do Sul
Historiadora sorocabana

Como na fotografia

Sônia lembra de outros casos na qual classifica como misteriosos. Entre eles, a de também dois vigilantes estavam na portaria principal do parque, no período da noite, quando perceberam que uma das janelas do Museu Histórico Sorocabano estava aberta e a lâmpada, amarela incandescente, de um lustre pendente desse cômodo, acesa.


Casarão do Quinzinho de Barros (1969)
Acervo/Fonte: IBGE
Foto colorida digitalmente. Vila Hortência

Eles então, conta a historiadora, decidiram ir até para fechar e apagar a lâmpada. Quando estavam se aproximando perceberam que, curiosamente, a janela estava fechada e a lâmpada apagada.

Ao retornarem ao posto, o susto: a janela novamente aberta e a luz acesa. Com medo, os vigilantes não retornaram e, ao final do turno, já pela manhã, decidiram se reunir com o diretor do MHS, o historiador Adolfo Frioli.

“Adolfo então mostrou aos vigilantes que não havia nada de errado, pois as lâmpadas do museu – que no período noturno fica com as portas e janelas trancadas e que estes (os vigilantes) não conheciam internamente – eram fluorescentes.


Zoológico Quinzinho de Barros (1968)
Fonte: IBGE. Foto colorida digitalmente

Agora vem a parte que chama muito a atenção e nos faz refletir. Anos depois encontramos em nosso acervo uma foto que retrata aquele cômodo do casarão, que se tratava do quarto do senhor Quinzinho e sua esposa Hortência.

Havia o mesmo lustre com o tipo de lâmpada descrito pelos vigias, que também faziam pouco tempo que estavam trabalhando.


Adolfo Frioli
Data: 8 de Agosto de 2011
Acervo/Fonte: Fábio Rogério / Jornal Cruzeiro do Sul

Por conta desses casos os vigilantes não ficavam muito tempo, porque tinham medo”, disse e completou: “Outra lenda que nos chegou era de que os vigilantes viam vultos de animais soltos no zoo, inclusive de uma onça pintada.”

"‘Fantasma das 15h40"

A historiadora conta que ela própria, assim como também historiador e ex-diretor do MHS Adolfo Frioli, presenciaram “casos estranhos” e, por assim dizer, sobrenaturais, que aconteciam diariamente, em plena luz do dia.


Adolfo Frioli
Data: 15 de Agosto de 2011
Acervo/Fonte: Emídio Marques

Para testemunhar a veracidade, lembra que chegavam a chamar outros funcionários do zoo, já que os da administração e estagiários do museu já haviam presenciado tal fato, que recebeu por eles o nome de “Fantasma das 15h40”.

Isso porque, diariamente, nesse exato horário, conta a historiadora, todos os funcionários que trabalhavam na administração do museu e aqueles que estavam no local naquele momento, escutavam um barulho semelhante a batidas de martelo vindos do forro do telhado.


Zoológico Quinzinho de Barros (1971)
Acervo/Fonte: Sorocaba de Ontem
Vila Hortência

“No começo achamos que era estalos da madeira, mas depois percebemos que o som era diferente. Parecia que alguma manutenção estava ocorrendo no teto, mas essas batidas duravam poucos minutos.

Nós nunca fomos checar no telhado, mas era algo muito estranho.

E, outra curiosidade: o barulho que fazia no teto era onde funcionava a administração, justamente o local onde serviu de quarto do casal Quinzinho e Hortência. Isso chamou muito a nossa atenção.

São causos, fatos e lendas que são mistérios, mas que fazem parte da história do zoo e do museu, mas que poucos conhecem”
, conta Sônia.

Temas relacionados
Joaquim Eugênio Monteiro de Barros
Quinzinho de Barros
1873 - 1935
Extraterrestre e sobrenatural
Galerias de imagens
Quinzinho de Barros
78 imagens
Casarões e prédios históricos
201 imagens
Vila Hortência
321 imagens
Inacreditáveis e curiosas
83 imagens
Jardim Prestes de Barros
23 imagens
Sorocabanos Históricos
68
1092
80
83
BiografiasBegistrosCidadesTemas

Prefeitos do Sorocaba
10
133
9
30
BiografiasBegistrosCidadesTemas

Maçons brasileiros
72
1380
110
81
BiografiasBegistrosCidadesTemas


testeselect * from materias where id = 53
1 de Janeiro de 2002
Os soldados brasileiros de Hitler: centenas lutaram ao lado dos nazistas
4 de Abril de 1977
A estranha cronologia do caso "Celso Daniel"
1 de Dezembro de 2020
Cinco maiores roubos da história do Brasil e do mundo
7 de Maio de 1915
Frederick Stark: Engenheiro, especialista em represas e bondes foi morto num ataque alemão
5 de Maio de 1852
"Amante não tem lar; Amante nunca vai casar"
1 de Janeiro de 1980
Chacará dos Padres
18 de Dezembro de 2020
Onde Foram Parar os TRENS do Brasil? Por Que o Brasil não tem Trens?
1 de Janeiro de 2021
Esclarecimentos sobre a Casa dos Padres
1 de Janeiro de 1900
A ESTRADA DOS PROTESTANTES E OS PRIMEIROS PRESBITERIANOS EM VOTORANTIM
1 de Janeiro de 1900
Praça 9 de Julho, Largo de Pito Aceso e outras histórias


Novas imagensExibir por anoGalerias de imagensArtigos MatériasTemas
Hoje na HistóriaProcurar no siteCidadesReceber atualizaçõesBiografias por categoria
Página no FacebookAutores Biografias<


BRASILBOOK - http://www.brasilbook.com.br
Agradecemos as duvidas, criticas e sugestoes
Compilado por Adriano Cesar Koboyama
Colaboradores:
Simone Garcia
João Libero
Amora G. Mendes, Matheus Carmine