Curiosidades sobre os cemitérios em Sorocaba
Autor: Nilza Alencar
Quinta-feira, 11 de Junho de 2015
Última atualização: 17/12/2020 05:10:24



A carta régia de 28 de agosto de 1811, que aprovou algumas iniciativas e deu recomendações adicionais ao governador da capitania de São Paulo, Marquês de Alegrete, sobre a administração da Fábrica de Ipanema é o primeiro registro de um cemitério na região de Sorocaba.

Luís Teles da Silva Caminha e Meneses
5.º marquês de Alegrete
27 de Abril de 1775
21 de Janeiro de 1828

Governador de Estado, Portugueses


É interessante ressaltar que, além das decisões de cunho administrativo e econômico, a carta incluía sugestões que procuravam conferir alguns privilégios aos mineiros suecos.

Galeria de imagens
Fazenda Ipanema
34 imagens


Entre as medidas consentidas e sugeridas estava a concessão de datas de terras aos suecos, assim como de escravizados para serviços domésticos, a manutenção dos dias santos para aumentar a produtividade, a liberdade de culto, conforme acordado antes de sua vinda, e o estabelecimento de um cemitério para os ingleses e suecos.

Galeria de imagens
Escravizados em Sorocaba
39 imagens

Em 1819 o Mosteiro de São Bento doou o terreno ao lado da igreja, atual praça Carlos de Campos, para o primeiro cemitério a céu aberto da cidade.


Praça Carlos de Campos (1962)
Acervo/Fonte: Douglas Gomes
Foto colorida digitalmente

5 anos depois, em 1824, foi Inaugurado cemitério, para enterrar as pessoas que morriam de doenças infecciosas. Era conhecido como "Cemitério dos bixiguentos".

Galeria de imagens
Mosteiro de São Bento
67 imagens

Em 1842, coiscidência ou não, ano da Revolução Liberal, o folclórico João Domador, candidato de corpo fechado, valentão, assassino que foi assassinado pela polícia, foi enterrado alí, porém fora "dos muros" do cemitério.

E segundo alguns alí ainda permanece. Uma cruz foi colocado no local. A "Cruz de João Peão" só foi retirada dalí em março de 1890.

Em julho de 1855 a Câmara, temendo a "cólera morbus", orçou a construção de um grande cemitério no campo do Piques, o futuro cemitério da Saudade.

Ver mais
Câmara Municipal de Sorocaba
193 registros

No fim de 1862 o cemitério ficou pronto, com uma pequena grade e portão de ferro na frente, forjada por Sewaibricker.

Foi nomeado administrador do cemitério Francisco Martins da Costa Passos e os primeiros coveiros foram Antonio Lacerda e Benedito Brisola.

O primeiro sepultamento no novo cemitério ocorreu num sábado, dia 18 de abril de 1863. No mês de de junho houveram 20 sepultamentos no novo cemitério.


Cemitério da Saudade (1924)
Acervo/Fonte: Pedro Neves dos Santos / Museu Histórico Sorocabano
Foto colorida digitalmente

Em 1867 João de Oliveira Costa Neves doou à capela do cemitério a imagem de Nossa Senhora da Piedade, vinda de Portugal.

Em 1870 uma crise estava relacionada ao enterro de protestantes em cemitérios católicos. Júlio juntamente com outros intelectuais escreveu documento solicitando a Câmara municipal um lugar apropriado para enterrar os protestantes.

Em maio do mesmo ano a separação dos acatólicos fôra resolvida e o cemitério foi dividido por um muro, que só foi derrubado 29 anos depois, em 1889.


Julieta Chaves, a Santinha de Sorocaba (1899)
Acervo/Fonte: Flávia Aguilera

Julieta Chaves, a Santinha de Sorocaba, assassinada em 1899 está sepultada alí, assim como o grego Luiz Augusto Scicluna, que dá nome a rua Padre Luiz, foi enterrado em 18 de agosto de 1927.

A "Grande Enchente" de 1929 derrubou uma parte do muro do cemitério da Saudade, na antiga rua Ipanema, atual rua Comendador Hermelino Matarazzo.


Atual Usina Cultural (1929)
Acervo/Fonte: Vídeo de Nilza Alencar
Durante "A Grande Enchente"

Neste mesmo ano um boato curioso se espalhou rapidamente por Sorocaba: vozes entoavam canções e hinos ao som de instrumentos maviosos.


Cemitério assombrado (1929)
Acervo/Fonte: Diário da Manhã/CE

E, nas profundezas da noite, ecoava pelos campos o mistérios daqueles ritmos que empolgavam os defuntos, fazendo-os sair de seus jazigos para, em danças vertiginosas, celebrarem num sabbath encantado, ritos estranhos e cerimônias arcanas.

Em 17 de agosto de 1935, um sábado, o funcionário publico Roque da Silva Queiroz, que trabalhava no cemitério municipal matou a tiros o Prefeito Eugênio Salerno.


Prefeito Eugênio Salerno e o assassino (1935)
Acervo/Fonte: Hemeroteca
Assassino Roque da Silva Queiroz

O crime ocorreu em frente ao Gabinete de Leitura e foi motivado pela demissão do assasino pelo prefeito, após ter sido flagrado dormindo no serviço.

Em 1942 o Cemitério da Saudade foi ampliado até a praça Pedro de Toledo. Neste mesmo ano "Zé Arrepiado", o noivo que desenterrou o cadáver da noiva.

Temas relacionados
Luís Teles da Silva Caminha e Meneses
5.º marquês de Alegrete
1775 - 1828
Câmara Municipal de Sorocaba
Assassinatos
Assassinatos “sorocabanos”
Escravizados em Sorocaba
Escravizados no Brasil
Fazenda Ipanema
Cemitérios
Mosteiro de São Bento
Galerias de imagens
Fazenda Ipanema
34 imagens
Mosteiro de São Bento
67 imagens
Escravizados em Sorocaba
39 imagens
Cemitérios
24 imagens

Sorocaba/SP em 2015
Retrospectiva 2015
imagens
Governadores de Estado
12
123
19
21
BiografiasRegistrosCidadesTemas

Portugueses
13
271
37
40
BiografiasRegistrosCidadesTemas


testeselect * from materias where id = 80
1 de Janeiro de 1980
Chacará dos Padres
18 de Dezembro de 2020
Onde Foram Parar os TRENS do Brasil? Por Que o Brasil não tem Trens?
1 de Janeiro de 2021
Esclarecimentos sobre a Casa dos Padres
1 de Janeiro de 1900
A ESTRADA DOS PROTESTANTES E OS PRIMEIROS PRESBITERIANOS EM VOTORANTIM
1 de Janeiro de 1900
Praça 9 de Julho, Largo de Pito Aceso e outras histórias


Novas imagensExibir por anoGalerias de imagensArtigos MatériasTemas
Hoje na HistóriaProcurar no siteCidadesReceber atualizaçõesBiografias por categoria
Página no FacebookAutores Biografias<


BRASILBOOK - http://www.brasilbook.com.br
Agradecemos as duvidas, criticas e sugestoes
Compilado por Adriano Cesar Koboyama
Colaboradores:
Simone Garcia
João Libero
Amora G. Mendes, Matheus Carmine