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“Adeus meu menino”, a "Tears In Heaven" imperial
10 de janeiro de 185019/05/2024 21:42:07

Dom Afonso com um ano de idade
Data: 01/01/1846
Créditos: Johann Moritz Rugendas
Ostentando a faixa azul da Ordem do Cruzeiro do Sul / 23/02/1845 — 11/06/1847)(dp2)((vr)
D. Pedro II tinha apenas 25 anos quando perdeu seu segundo filho Pedro Afonso de Bragança. Era o 4° e último filho que teve com Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias.

Nascido em 19 de julho de 1848, no Rio de Janeiro, no Palácio Imperial de São Cristóvão, Pedro Afonso de Bragança, foi recebido com festa por todo o povo.

Esse bebê representava a continuidade do império e muitos o viam como fundamental para a estabilidade do mesmo.

Porém, o pequeno Príncipe viveu apenas por 1 ano, no império que, por direito, seria seu no futuro.

No início de 1850, a família real passava o verão na Fazenda Imperial de Santa Cruz, uma propriedade rural que pertencia aos Braganças há gerações.

Durante a estadia da família imperial na propriedade, Pedro e sua irmã Isabel foram atingidos por uma febre. A princesa superou a crise, mas o príncipe imperial morreu de convulsões às 4h20min de 9 de janeiro.

Um grande funeral foi realizado em memória ao príncipe imperial dois dias depois de sua morte. As ruas ficaram repletas de pessoas comuns que entristeceram-se com a morte prematura do herdeiro.

Também notável foi o evento no qual os turistas pagaram para terem o privilégio de assistir à procissão fúnebre de um hotel no centro do Rio de Janeiro. Pedro foi sepultado em um mausoléu no Convento de Santo Antônio.

Dom Pedro II ficou arrasado, como atesta o trecho da sua carta a Joaquim Teixeira de Macedo, cortesão responsável por Santa Cruz:

"foi o golpe o mais fatal que poderia receber, e decerto a ele não resistiria se não me ficassem ainda mulher e duas crianças".

E a seu cunhado Dom Fernando II, rei-consorte de Portugal: "No momento em que você recebe isso, você vai certamente ter tomado conhecimento da grave perda tenho sofrido ...

Deus que me fez passar embora tão difícil um teste, vai em sua misericórdia me dê motivos para consolar as minhas dores."

Honório Hermeto Carneiro Leão (mais tarde Marquês do Paraná), um dos principais líderes políticos do Império e que na época servia como presidente da província de Pernambuco, sumarizou a visão prevalente entre a elite dominante do Brasil acerca da sucessão do trono em discurso à Assembleia Provincial:

"É dever doloroso o de informar-vos do falecimento do Príncipe Imperial D. Pedro, ocorrido em 10 de janeiro do corrente ano. Pela segunda vez perdemos um herdeiro presuntivo da coroa.

Sirva-nos de consolação e certeza da boa saúde de Sua. Majestade. o Imperador e de sua augusta esposa.

Ambos na flor dos anos, e cheios de vida, prometem ainda numerosos frutos do seu tálamo, e à coroa uma sucessão masculina, tal como a consolidação de nossas ainda recentes instituições, e o espírito agitado do século exigem".

Porém, ao contrário do que previa-se, Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina não tiveram mais filhos.

De todo esse sofrimento, um poema, uma obra de arte, foi escrita por D. Pedro. Chamado de "Adeus Meu Menino":

"Duas vezes a morte hei sofrido. Pois morre o pai com o filho morto. Para tamanha dor, não há conforto.

Diliu-se em prantos o coração partido. Para que ninguém ouça o meu gemido, encerro-me na sombra do meu horto.

Entregue ao pranto ao sofrer absurdo. Querendo ver se vejo o bem perdido!

Brota a saudade onde a esperança finda. Sinto na alma ecoar dores de sinos! Só a resignação me resta ainda."


No primeiro século às "considerações priápicas" há que sobrepora circunstância da escassez, quando não da falta absoluta, de mulherbranca. Mesmo que não existisse entre a maior parte dos portuguesesevidente pendor para a ligação, livre ou sob a bênção da Igreja, comas caboclas, a ela teriam sido levados pela força das circunstâncias,gostassem ou não de mulher exótica. Simplesmente porque não haviana terra quase nenhuma branca; e sem a gentia "mal se pudera remediar nem povoar tão larga costa...", como em carta de 1612 mandavadizer a el-Rei Diogo de Vasconcelos.

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