Testamento e inventario de Antonia de Oliveira / Teve 3 filhos c/ Diogo: Manoel, Maria e Gabriel
24 de janeiro de 1632, sábado. Há 394 anos
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Saibam qu~ntos este publico instrumento de cedulae testamento v1r~m que no anno do Nascimento de NossoSenhor Jesus ~hnsto de mil e seiscentos e trinta e doisannos em os vmte e quatro dias do mez de . . d dito an t ·11 Janeiro o. . no nes a v1 a de Santa Anna da Parnaib dp1tania de São Vicente costa do Brasil etc. nas ~sa~ J;morada do capitão André Fernandes aqui morador adondeeu publico tabellião fui chamado estando ahi doente emcama Antonia de Oliveira mulher do dito capitão AndréFernandes de doença que o Senhor Deus lhe deu em seuperfeito juízo e entendimento e logo ahi me foi dito amim publico tabellião e perante as testemunhas que seacharam presentes que ella dita Antonia de Oliveira estavano estado em que todos a viamas e por não saber a horaque Nosso Senhor fosse servido levai-a da vida presentequeria e era contente de mandar fazer esta cedula de testamento para nella declarar o que é necessario e convempara desencargo de sua consciencia. Primeiramente disseque encommendava sua alma a Deus Nosso Senhor quea criou e remiu com seu precioso sangue e que sendoDeus Nosso Senhor servido levai-a da vida presente destadoença de que está doente quer e é contente que seucorpo seja enterrado na igreja de Santa Anna da Parnaiba~· ..... · .· ... · .· .· .· ......................... · ... · .· ................... )o padre Gaspar de Brito (. . . . . .) estando presentes(. . . . . .) o mais deixo em confiança do capitão AndréFernandes que fará o que costuma fazer de caridade eamôr de Deus mando se me diga um officio de nove lições com sua missa (. . . . .. ) sobre minha sepultura.
Mais cinco missas resadas que de tudo se dará a esmola costumada mando que na igreja de Nossa Senhora do Carmo me digam nove missas resadas com a esmola costumada mando que se dê de esmola a uma menina filha de Manoel de Lara meu filho por nome Joana que eu criei o meu vestido e sua mãe va com ella e seus filhos (. . . . . .) mando se dê de esmola uma rapariga por nome Luiza a uma filha de Isabel de Paredes minha sobrinha por nome Mariquita moradora em Santos declaro que eu fui tres vezes casada em face de igreja a primeiracom Antonio Ch ...... (Chaveiro) um filho que morreu, do segundo (. . . . . .) Diogo de Lara do qual tive tres filhos (. . . . . .) Manoel de Lara e Maria de Oliveira eGabriel de Lara o capitão André Fernandes do qual( ...... ) que ora fica na paragem ( ...... ) FranciscoFernandes de Oliveira (. . . . . .) são herdeiros (. . . . . .minha fazenda declaro que tenho feito ( ...... ) filhoFrancisco Fernandes de Oliveira ( .............. .................................... . )mando que nenhum de meus herdeiros va contra isso eassim peço ás justiças de Sua Magestade .cumprai:n e mandem cumprir e guardar em tudo esta mmha ultima e derradeira vontade; declaro que possuímos o gentio da terra( ...... ) de consciencia delles, mais obriga (. . . . .. )conforme o costume da terra entre os quaes ha muitosque vieram de suas aldeias e de sua terra livremente semninguem ir por elles só vieram pela fama de meu maridoo capitão André Fernandes, só pelo bom tratamento quecom elles usa nos quaes se não balirão nem aggravarãopor serem livres como são e os deixem estar como atéagora estiveram e os mais que foram trazidos e descidos( ...... ) os mais herdeiros como a justiça ordenar declaroque as dividas que devemos hoje se hão de pagar as quemeu marido o capitão André Fernandes der por um róideclaro que casamos ( ...... ) e a Salvador Soares e Pedro Alvares (. . . . .. ) partimos com elles do que possuímos como ( ..... .) o que devia e o que lhe demosconAsta ( ...... ) o hei por ?em feito pois tudo fiz peloamor de Deus ~ obra de c.andade declaro que deixo pormeus testamente1ros ao capitão André Fernandes meu companheiro e a meu cunhado e( ...... ) Balthazar Fernandes aos quaes lhe peço (. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .......................~ ·a· ~ad~ ~~ deIIes .(. ·. ·. ·. ·. · .). ·~e~~ · Úiho·s · te~ha·~ ~~ tu~o respeito ao capitão André Fernandes como o pae ehei por revo~ados todos e quaesquer outros testamentosq~e tenho fe1t? e. es~e quero que valha e tenha força ev1~or e peço as Justiças de Sua Magestade o façam cumpr.1r e gu~rdar como nelle se contem (. . . . . .) esta é ammha ultima e derradeira vontade testemunhas que forampresentes o padre Gaspar de Brito que a rogo da dita~es~doJra ass1gnou por ella e por estar presente ao fazeres e ac?me Nunes e Pedro Nunes e Antonio Nunestodos aqui moradores que assignaram neste meu livro de notas onde fica tomado e eu Manoel de Alvarenga tabellião o escrevi - Assigno pela testadora e por ella mopedir e eu estar presente e como testemunha o p~dre Gaspar de Brito, Jacome Nune~, Pe~ro.Nunes, A~tomo Nunes,o qual traslado eu tabell1ão bre1 bem e flelm~nte semcousa que duvida faça e _vae . na verdade e.m o dia m~z eanno atrás escripto e ass1gne1 dos meus s1gnaes pubhcose raso que taes são. - Manoel de Alvarenga. Cumpra-se como nelle se contem. - Santa Anna da Parnaiba 11 de marçode 1632 annos. - Alberto Lobo. [1]
PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org S.L. 8º, 484, 1-2 Antonia de Oliveira falecida com testamento em 1632 em Parnaíba, foi 1.º casada com Antonio Xavier (ou Chaveiro); 2.ª vez com Diogo de Lara; 3.ª vez estava casada quando faleceu, com o capitão André Fernandes. Teve (C. O. de S. Paulo) do 2.º marido 3 f.ºs:2-2 Manoel de Lara, faleceu em 1637 em Parnaíba.2-3 Maria de Oliveira casou em 1614 com Antonio Varoja e faleceu em 1628, sem geração (C. O. de S. Paulo).2-4 Capitão Gabriel de Lara, foi um dos fundadores de Paranaguá e Curitiba; foi casado com Brigida Gonçalves Subsídios à Genealogia Paulistana (Regina Junqueira) Com dados extraídos dos inventários e testamentos de Antonia de Oliveira e seus filhos Maria de Oliveira e Manoel de Lara (SAESP 8º, 10º e 13º, neste site) Antonia e Diogo de Lara, seu segundo marido, tiveram ao menos os seguintes filhos:1. Manoel de Lara, falecido em 1636 e inventariado em 1637 (SAESP vol. 10).2. Maria de Oliveira, c.c. Antonio Varoja, falecida sem geração em 1628 (SAESP vol. 13).3. Gabriel de Lara, foi morador da vila de Nossa Senhora das Neves de Iguape. (SL 8º, 484, 2-4)4. Diogo de Lara, não citado no testamento materno, nem na GP. Em 1650 requereu a curadoria de sua sobrinha Maria, filha de seu irmão Manoel de Lara acima. Em 1653, os herdeiros de Antonia de Oliveira declaram que ela era inventariante de seu filho Diogo de Lara. (Inventários de Maria de Oliveira e Manoel de Lara). ANTONIA DE OLIVEIRAInventário e Testamento SAESP, vol 8, fls. 307 a 334Testamento Data:. 24-1-1632Inventário Data: 21-4-1632Local:. vila de Santa Ana da Parnaíba, nas casas da morada do capitão André FernandesJuiz Ordinário e dos Órfãos: João de GodoyTabelião: Manuel de AlvarengaDeclarante: capitão André Fernandes.Avaliadores: Jacome Nunes e Alvaro Neto o moço moradores nesta dita vila. TESTAMENTO (resumo) Aos 24-1-1632 nesta vila de Santa Ana da Parnaíba nas casas da morada do capitão André Fernandes aqui morador adonde eu público tabelião fui chamado estando ai doente em cama Antonia de Oliveira mulher do dito capitão e perante as testemunhas que se acharam presentes que ela dita Antonia de Oliveira era contente de mandar fazer esta cédula de testamento.(encomendações pias).Meu corpo seja enterrado na igreja de Santa Ana da Parnaíva.(pedidos de missas).(legados, entre eles) - mando que se dê de esmola-a uma menina filha de Manuel de Lara meu filho por nome Joanna que eu criei o meu vestido e sua mãe vá com ela e seus filhos ----.- uma rapariga por nome Luzia a uma filha de Izabel de Paredes minha sobrinha por nome Mariquita moradora em Santos.Declaro que eu fui tres vezes casada em face de igreja a primeira com Antonio Ch--- um filho que morreu // do segundo ----- Diogo de Lara do qual tive tres filhos - Manuel de Lara e Maria de Oliveira e Gabriel de -- o capitão André Fernandes do qual ---- que ora fica na paragem ---- Francisco Fernandes de Oliveira ----- são herdeiros ----- minha fazenda // declaro que tudo tenho feito - filho Francisco Fernandes de Oliveira- -------------- (várias linhas em branco)---------- ,mando que nenhum de meus herdeiros vá contra isso e assim peço cumpram e mandem cumprir e guardar em tudo esta minha ultima e derradeira vontade //Declaro que as dividas que devemos hoje se hão de pagar as que meu marido o capitão André Fernandes der por um rol/Declaro que casamos --------- e a Salvador Soares e a Pedro Alvares -- partimos com eles do que possuiamos como o ---- o que devia e o que lhe demos consta -- o hei por bem feito pois tudo fiz pelo amor de Deus e obra de caridade.Declaro que deixo por meus testamenteiros ao capitão André Fernandes meu companheiro e a meu cunhado e --- Balthazar Fernandes aos quaes lhe peço ----------------------- e a cada um deles - meus filhos tenham em tudo respeito ao capitão André Fernandes como a pai e hei por revogados todos e quaisquer outros testamentos que tenha feito e este quero que valha e tenha força e vigor.Esta é minha ultima e derradeira vontade testemunhas que foram presentes o padre Gaspar de Brito que a rogo da dita testadora assinou por ela e por estar presente ao fazer deste Jacome Nunes e Pedro Nunes e Antonio Nunes todos aqui moradores que assinaram neste meu livro de notas onde fica tomado e eu Manuel de Alvarenga tabelião o escrevi. - Assino pela testadora e por ela m’o pedir e eu estar presente e como testemunha o padre Gaspar de Brito, Jacome Nunes, Pedro Nunes, Antonio Nunes, o qual translado eu tabelião tirei bem e fielmente sem cousa que duvida faça. Manuel de Alvarenga. Cumpra-se como nele se contem. Santa Ana de Parnaíba 11 de março de 632 anos - Alberto Lobo. Seguem-se avaliações. (entre elas)- uma carta de data de terras em Birachoiava.- outra carta de data de terras em It---hy termo desta vila, de duas leguas a saber da dita carta se deitou uma légua em patrimônio a Francisco Fernandes de Oliveira de que está de posse por autoridade de justiça.- outra carta de data de terras em Juqueri, ------- braças rio abaixo onde chamam Jurum---. fls 317 Rol de gente (entre elas)- Luiz com sua mulher Clemencia. Dividas que se devem neste inventário (entre elas):- deve no inventário de Angela Fernandes 23$000 réis. fls. 325 Termo de requerimento que fez Gabriel de Lara ao juiz ordinário e dos órfãos João de Godoy.Aos 26-5-1632 nas pousadas de Christovão Diniz morador nesta dita vila onde o juiz ordinário e dos órfãos João de Godoy estava fazendo inventário da fazenda do defunto Sebastião Mendes Godinho que Deus haja perante ele dito juiz apareceu Gabriel de Oliveira morador na vila de Nossa Senhora das Neves em Iguape e que ele estava nesta dita vila e viera em busca de sua herança que lhe cabia por morte e falecimento de sua mãe Antonia de Oliveira e porquanto ele dito Gabriel de Lara se tinha concertado com André Fernandes (...) em que confessava estar pago e satisfeito de tudo o que a sua parte lhe vinha (...) havendo por bem feito tudo o que constar por escrituras e eis que a dita sua mãe tem feito como é a doação feita a Capela da Senhora Santa Anna e patrimônio de seu irmão Francisco Fernandes de Oliveira e os dotes das filhas do dito capitão André Fernandes a saber a mulher de Alberto Lobo e outrossim a mulher de Salvador Soares e Pedro Alves Moreira. - Gabriel de Lara. fls. 329 - avaliação do gado no curral de André Fernandes em Jerabaty. liquido para repartir entre três herdeiros desta fazenda 41$000 réis cabendo a cada um 13$680 réis. Peças forras, partilha que couberam:- ao capitão André Fernandes a metade.- quinhão de Francisco Fernandes. seguem-se recibos. Recebi uma rapariga por nome Marina que minha tia Antonia de Oliveira deixou de esmola a minha filha Maria, hoje 4-10-1632 anos. Izabel de Paredes. Digo eu Manuel de Lara que estou pago e satisfeito do fato que minha mãe deixou a sua neta ---- testamento que se me desse, hoje 8-9-1632. - Manuel de Lara [2]
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]