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Alvará de autorização para o governador do Brasil D. Luís de Sousa levar 20 homens para o seu serviço, cada um com 20.000 reais de soldo
Sexta-feira, 25 de Março de 1616


ANTT, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 1616-Março-25, Lisboa. Alvará de autorização para o governador do Brasil D. Luís de Sousa levar 20 homens para o seu serviço, cada um com 20.000 reais de soldo. Chancelaria de D. Filipe II, Doações, L. 35, fl. 124Cristovao da rocha esta junto Involucrado en entradas al sertão con Melchior Dias Moreira, organizadas por Luis de Sousa en torno a 1617-1619 (Livro 1 do Governo do Brasil) [2]D. Luiz de Sousa, governador de Pernambuco, chocado por tão singularobstinação, assim incansàvel e inabalàvel, resolveu um dia acolhê-lo. Começou porpatrocinar, com seu alto prestígio, os requerimentos do sertanista na corte.Encaminhou-os diretamente ao Rei. Obteve as boas graças do monarca. E, com asboas graças, obteve também — até que enfim! — aquelas custosas mercês queMelchior Dias tão calorosamente solicitava. "... de Pernambuco escreveu D. Luiz deSousa a Melchior que S. Magestade lhe tinha deferido as mercês". E acrescentava:"o escripto ficava em suas mãos para lhe mostrar quando se ajuntassem..."Estavam, pois, vencidos os tropeços. Só restava agora que o Caramururevelasse as minas. D. Luiz de Sousa, por se tratar de negócio assim tão relevante,deliberou ir em pessoa pelo sertão adentro: o governador queria ver, com os seuspróprios olhos, as famigeradas minas de prata de Melchior Dias. Mandou, pois,recado ao baiano para que "... em tal tempo o foce esperar no ryo S. Francisco paraahi se encorporarem e darem principio ao descobrimento". E D. Luiz partiu, tal comoavisara, a juntar-se ao Caramuru no tempo aprazado.Depois de tantas lutas, de tantas súplicas, de tanto correr secretariasd´Estado, de tanto estagiar por antecâmaras dos poderosos, ia finalmente MelchiorDias Moreia revelar ao mundo aquelas misteriosas e riquíssimas minas que, na suafamosa frase — dariam mais prata ao Rei do que davam ferro as minas de Bilbau!Radiantíssimo, o futuro Marquês das minas esperou às margens do S. Francisco ogovernador e o seu séquito.D. Luiz de Sousa veio com muita grandeza de arcos. E com muita grandezade negros. E com muita grandeza de soldadesca. Com isso tudo, oficialmente, nãoveio só: trouxe na comitiva, para realçar ainda mais a grandiosa jornada, umrepresentante graduado da Repartição do Sul. E botaram-se todos, com aquelesespaventos e bulhas, a caminho das minas de prata11.COM OS PÉS SÓBRE AS MINAS"... partirão da Bahia os dous governadores com Melchior Dias, que os levoudireito à serra de Itabayana". Itabaiana! Era pois aí a serra encantada? Sim, era, aí,em Itabaiana, a famosa serra da prata! "... chegando a Itabayana disse MelchiorDias aos governadores que Suas Senhorias estavam com os pés sobre as minas".Estavam com os pés sobre as minas! Faltava agora, e tão-somente, que o Caramuruindicasse a lombada onde deveriam roncar os alviões. Um gesto do sertanista, umsimples gesto — e eis afinal desvendadas as jazidas de prata!Mas o baiano não fez de pronto o gesto mirífico. "... parece que MelchiorDias, com o uzo das vezes que foi à Corte, se fez pulitico e soube seguir algumasmaximas que nella se praticam". Pulítico — como tão chistosamente là diz o cronista— o Caramuru, seguindo as tais màximas que se praticavam na corte, não seapressou realmente em revelar o seu segredo. Quis ver, antes de mostrar as minas,ver com os seus olhos, bem cautelosamente, o papel em que se declaravam asmercês que o soberano lhe destinara. Onde estava O papel? D. Luiz que lhebotasse na mão o escrito real. Não fosse agora o governador, depois de apossar-sedo segredo das minas, empavonar-se com a descoberta e surripiar-lhe as mercês! Obaiano, bem se vê, desconfiava... E essa agressiva desconfiança, assim subitãnea,brotara nele justificadamente. É que o Caramuru ouvira pelo caminho coisasdesconcertantes. Essas coisas desconcertantes, registrou-as a crônica da prata.Ei-las:"Tendo Melchior Dias peitado a hum page particular de hum dosgovernadores, este, sendo inconfidente a seu amo, revellara ao dito Melchior que,conversando ambos os governadores sobre as mercês que el Rey ia fazer, disserahum para o outro:— Elle que mostre primeiro as minas. O cabouclo para que quer mercês?""O cabouclo para que quer mercês..." Quê? Pois D. Luiz de Sousa disseraisso? Melchior não queria acreditar no que ouvia. No entanto, apesar de imenso, oespanto do sertanista não parou aí. Cresceu despropositado, tornou-se brutalestupefação, quando o baiano soube ali que D. Luiz de Sousa, ao tratar das mercêsna corte — "foi logo, e em primeiro lugar, alcansando para si o titulo de Marquez dasMinas". Sim, fora D. Luiz de Sousa, e não Melchior Dias o agraciado com a fidalguiade Marquês das Minas! Era estuporante, não havia dúvida. Mas era a verdade.Diante disso, e com justiça, "Melchior disse aos Governadores que Suas Senhoriasestavam com os pés sobre as minas; mas que lhas não mostrava sem que lheentregacem primeyro a carta das mercês que S. Magestade lhe fazia". D. Luiz deSousa ouviu aquilo como uma afronta. A atrevida desconfiança do mameluco feriu-oagudamente no pundonor. E ao invés de exibir a carta das mercês, como aliàs lhecompetia, retornou secamente: "que Melchior mostrace antes as minas; que asmercês estavam certas e se lhe entregaria o alvarà de S. Magestade depois que asmostrace".Vai daí, em pleno sertão, frente a frente à Itabaiana, frente a frente a tãosonhada serra da prata, explode entre aqueles homens o grande, o rumoroso, omalsinado incidente da jornada! Como, exclamava Melchior Dias, como? Mostrar euas minas a essa gente falsa antes de ter em mãos o alvarà das mercês? Jamais! ED. Luiz de Sousa por seu turno: Como? Entregar eu o alvarà àquele cabouclo antesde ver as minas? Jamais! E não houve razões, a partir de então, que vingassembotar de acordo os dois turrões. Entre o governador e o cabouclo avultaramdesconfianças terríveis. Subiram a tal ponto, tornaram-se tão intransponíveis, queMelchior Dias, emperrando-se em azedado capricho — "se resolveu a não maispatentear os seus descobrimentos!" Não mais patentear os descobrimentos? Ah, afúria do governador! Enraivou-se D. Luiz com desbragada violência. Enraivou-secom tão insano descomedimento que, sem mais exame, determinou ali fosseMelchior Dias imediatamente preso.Preso, e, à força, obrigado a mostrar o sítio onde se escondiam as minas.Inútil! A prisão, ao contràrio de amainar, antes acirrou com mais virulência o caprichodo baiano. "... vendo-se prezo, Melchior levou os Governadores a um serrote, quechamam das Minas, em meyo dos campos de Itabayana; nesse serrote, fazendo ceexame, se achou somente umas pedras cravadas de marquezita branca que nãoderam de si prata alguma".E não foi possível, daí por diante, arrancar-se ao sertanista uma palavra amais. Um gesto a mais. Todos os esforços resultaram baldados. Com tal atitude,diante de silêncio assim tão emperrado, a jornada da prata, aquela pomposa efulgurante jornada, conduzida com espaventoso rebrilho pelo próprio governador,fracassava ali, desastradamente e irremediavelmente, no momento exato em que osenviados régios estavam com os pés sobre as minas! O sonho da serra branca, maisuma vez, desmanchava-se em fumo. Havia, não hà dúvida, um deus oculto quevelava com ciúmes a prata do sertão. Ninguém conseguia tocà-la...O DESFECHOTornaram todos à Bahia, D. Luiz de Sousa, despeitadíssimo e iradíssimo.Melchior Dias, trancado no seu mutismo, marchando entre soldados como um galé.Na Bahia, sem mais processo, foi o baiano afrontosamente aferrolhado num càrcere.E não houve mais força humana, diante de tal vexame, que o demovesse a revelar osegredo das minas. Nem rogos, nem gritos, nem promessas, nem maus tratos, nemameaças de morte, nada! Um ano inteiro, um comprido ano de padecimentos e demisérias, viveu o opiniàtico sertanejo no seu calabouço. Ao fim dele, estabeleceu-selhe que, para livrar-se da prisão, teria de pagar, em ouro de contado, nada menos doque nove mil cruzados. Nove mil cruzados! Melchior Dias não os tinha: "... avendoeu deichado de acudir às minhas couzas e negocios, me acho só, sem premio, tendogasto a mayor parte da minha fazenda", escrevia ao Duque de Lerma. Como, pois,só e sem prêmio, ao fim de tanta viagem à Europa, de tanto requerimento, de tantodispêndio para obter as boas graças dos poderosos, onde achar ali na prisão novemil cruzados, em ouro sonante, para dar a el-Rei? Fizeram-lhe então saber que,mesmo sem pagar esses nove mil cruzados, havia um remédio fàcil para recuperar aliberdade: revelar o segredo das minas. Revelar o segredo? Jamais! E o Caramuru,na sua teima, preferiu ficar de novo no càrcere. Mais outro ano, outro duro ano deprovações e desgraças, viveu o herói da prata entre as grades da masmorra. Aocabo, não pôde mais. Estava alquebrado, sem forças, doente, com o pé no túmulo.Assentou de comprar aquele mísero resto de vida a troco do seu segredo. Ao que,mal souberam acudiram indignados os parentes. E os parentes, com Pedro Garcia àfrente, a uma só voz — "que não descobrisse nada e que não mostrace nada". D.Luiz de Souza, que o engodara, que o encarcerara, que lhe arrebatara o título deMarquês das Minas, esse não lhe extorquiria jamais o segredo da prata! Eles, osparentes, entrariam com os nove mil cruzados. E foi o que se fez. Libertado, obaiano correu sem perda de tempo às suas terras do Rio Real. Aí, catando unspoucos de índios fiéis e ajuntando uns poucos de escravos que lhe restavam,Melchior Dias pegou de preparar-se às pressas para ir buscar novo carregamento deprata às suas minas. Mas... [1]

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Compilado por Adriano Cesar Koboyama
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Amora G. Mendes, Matheus Carmine