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O INÍCIO DA HISTÓRIA DA ÓPTICA NO BRASIL – PARTE IV
12 de abril de 202109/04/2024 14:39:56

No final do século XIX e início do século XX, o cenário havia se transformado. Outros oculistas mecânicos já trabalhavam no Brasil, oferecendo seus serviços e abrindo as janelas de um novo mundo para os seus clientes. Ainda assim, o acesso aos produtos ópticos estava restrito a algumas regiões e cidades brasileiras. É o que você vai conferir a seguir.PARTE IV – O PIONEIRISMO DE HERSCHEL E A CONSOLIDAÇÃO DO SEGMENTOApós o pioneirismo de Herschel, chega à cidade de Recife Joseph Merz, que anuncia a confecção de qualquer tipo de óculos com lentes alemãs e austríacas. O oculista mecânico passa a receber encomendas na Loja Grande, na Rua dos Quarteis, e no Largo do Rosário. Merz divulga a confecção de todos os tipos de óculos. Vejamos seu anúncio:Confecciona todos os tipos de óculos, vista curta ou cansada, a partir de 800 réis o par, receba visita em casa.É interessante que, após alguns publicações de Merz, em julho de 1840, a senhora Rosa Conceição o procura por meio de outro anúncio, que dizia:A pessoa que a tempo anunciou óculos, favor anunciar sua morada.Dias depois, um novo anúncio responde ao pedido de Rosa Conceição:A senhora que pede óculos, deixe recado na Rua da Cruz número 63 com N. Bieber.O oculista Merz fixa-se entre Recife e Salvador e passa a vender seus óculos para a elite local, funcionários públicos, religiosos, jornalistas e estudantes. Tornou-se amigo pessoal do cirurgião Dr. Joaquim Aquino Fonseca, que, já em 1850, realizava cirurgia ocular na cidade de Recife. Em 1865, Merz volta para a Europa e envia para Recife o oculista prático José Germann, que se estabelece na Rua Nova, onde continua a confeccionar e vender óculos de grau. O jornal Jornal de Pernambuco publica um interessante anúncio de Germann sobre seus serviços de técnico oculista:Verdadeiros vidros de óculos, com minhas lentes a vista descansa, uma vez escolhido o vidro de óculos pode durar 10 anos, com os vidros ordinários se está obrigado a mudá-los todos os anos e os ter cada vez mais grossos, o que altera o cristalino do olho. Faça óculos para vista míope, para vista que se cobre de nuvens, para vista que se vê esvoaçar pequenos pontos negros, para a vista que as pálpebras tremem de fraqueza, para vista que os olhos são desiguais, para a vista que se turva com o trabalho e a leitura; para a vista presbita, para vista que não suporta os raios solares e grande claridade, para a vista operada de catarata, para a vista em que as pálpebras estão cercadas de sangue, para evitar que o cristalino do olho se cubra com a catarata. Venha a rua Nova e realize um exame, técnico formado na Alemanha.Durante todo o período monárquico, a óptica no Brasil ficou restrita a algumas grandes cidades: começou no Recife, expandiu-se para Salvador, São Paulo, Rio Grande e, por fim, Porto Alegre. O mercado consumidor era muito limitado. O país possuía um sistema econômico agrário e, até a primeira metade do século XIX, não existiam fatores favoráveis à industrialização brasileira. A política livre-cambista e as concorrências das manufaturas inglesas impediam a nossa industrialização.Os profissionais que se estabeleciam no Brasil traziam uma bagagem técnica adquirida, principalmente, na Alemanha e, essencialmente, neste período da história da óptica, pertenciam à comunidade judaica, o que ajudou a consolidar o segmento, pois eles formavam uma rede de contatos e estabeleciam uma relação de confiança, que se iniciou com Herschel e foi continuamente alimentada durante todo século XIX. Assim encerramos nossa jornada pelo início da óptica no Brasil. Este resumo foi escrito com base no livro A História da Óptica no Brasil, de autoria do professor e pesquisador José Moraes dos Santos Neto, a quem agradecemos por compartilhar suas pesquisas com o Brasil e o mundo. Quem sabe, mais adiante, retornamos com mais momentos importantes para a óptica brasileira. Muito obrigado por nos acompanhar até aqui e até a próxima!Voltar para PARTE III – HERSCHEL VEM PARA O BRASIL E CHEGA AO RIO GRANDE DO SULPor Mário GaigerBaseado no livro História da Óptica no Brasil, de José Moraes dos Santos Neto
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O missionário São Roque Gonzales, no dia que foi morto (15 de novembro de 1628), escreve um bilhetinho ao superior da Missão, dizendo que os caciques tinham descido dos montes e a única coisa que lamentava era não ter mais cunhas e machados porque, se tivesse um pouco mais, seria capaz de trazer mais uns 500 nativos. Isto se entende facilmente, pois, na derrubada de uma árvore, o trabalho que fazia uma pessoa com o machado de ferro era equivalente ao de uns 15 nativos com machado de pedra. Pela busca do ferro, grupos nativos atacam outros que o utilizam, para apropriar-se dos objetos deste material.
*A Evangelização em Santa Catarina. Parte I: Vida e Morte no Mundo dos Carijós (1500-1650), 1996. Padre José Artulino Besen, professor de História da Igreja
De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.Fernando António Nogueira Pessoa (1888-1935)
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