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Ribeirão Pires, wiki.pt-pt.nina.az
16 de novembro de 202103/04/2024 22:09:57

Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo)Ribeirão Pires é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.A cidade de Ribeirão Pires se formou somente a partir das últimas décadas do século XIX, ainda que alguns documentos do século XVIII façam referências pontuais ao território, na época parte de um bairro de São Paulo denominado Caaguaçú (são dois "A" caa, MATA,açú,ou assu,GRANDE ,ou seja MATA GRANDE). Até o final do século XIX, não se constata nenhum indício de formação urbana, apenas ocupação rural esparsa. Remanescente dessa época preservou-se a Capela do Pilar, principal testemunho edificado da passagem dos bandeirantes durante o ciclo da mineração (ou ciclo do ouro) no Brasil.O núcleo urbano de Ribeirão Pires se constituiu, de fato, somente no final do século XIX, quando a região de São Bernardo (hoje denominada Grande ABC) passou a se estruturar como subúrbio de São Paulo, fornecendo produtos agrícolas (tijolos, pedras, lenha, carvão etc.) para suprir as necessidades da metrópole que crescia impulsionada pela economia cafeeira. Atendendo a essas necessidades, foi implantada a Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, com o objetivo de escoar a produção do café, que vinha do oeste paulista para o porto de Santos. O núcleo colonial, visando, entre outras coisas, o abastecimento da capital, é também implantado em fevereiro de 1887.A cidade permaneceu com características de subúrbio rural até a década de 1950, quando o Brasil viveu um intenso processo de industrialização, onde as indústrias começaram a se espalhar por outras cidades da futura Grande ABC, promovendo uma reestruturação do espaço metropolitano. De subúrbio rural, Ribeirão Pires passou então a ser subúrbio industrial. Embora não tivesse a mesma ocupação da Capital, a cidade cumpriu o papel de cidade-dormitório, com grandes áreas desocupadas que se destinaram a loteamentos para moradias de baixa renda. Neste particular, a cidade estava pronta para se integrar a essa nova realidade industrial da região metropolitana - tarefa, por sinal, facilitada com sua emancipação e instalação de uma autoridade local, em janeiro de 1955.A partir de 1955, Ribeirão Pires sofreu um intenso processo de urbanização com o surgimento de novos loteamentos, vilas e bairros. Percebeu-se também um grande aumento demográfico e as regiões mais afastadas começaram a serem ocupadas sem o devido planejamento urbano. Somente em novembro de 1976, a Lei de Proteção aos Mananciais interferiu positivamente, freando drasticamente a ocupação territorial da cidade e estabelecendo 100% do território de Ribeirão Pires como área a ser preservada.FundaçãoA cidade de Ribeirão Pires formou-se a partir da instalação da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí e do Núcleo Colonial (Pilar, Ribeirão Pires e Sede), portanto não podemos atribuir sua formação a apenas alguns fundadores, aliás, não podemos nem falar em uma fundação da cidade, já que as informações encontradas até o momento são imprecisas. De qualquer modo, em virtude da Lei Municipal 2.246/1983, aprovada pela Câmara Municipal, determinou-se o dia 25 de março de 1714 como data oficial da fundação de Ribeirão Pires, quando esta ainda era parte do bairro de Caguaçú. Assim, de um modo mais abrangente, a história de Ribeirão Pires pode ser dividida em três períodos:Antiguidade (ciclo da mineração)Nesta época, Ribeirão Pires não existia com este nome e estava inserida em uma grande comunidade tupiniquim denominada Geribatiba, sob domínio do cacique Caiubi, irmão de Tibiriçá. Segundo pesquisa realizada pelo historiador Wanderley dos Santos (1951-1996), "é no século XVIII que surgem as primeiras referências documentais e específicas ao território que hoje forma o atual município. Em 1677, devido a descobertas de lavras de ouro na região, o capitão-mor Antônio Correia de Lemos foi nomeado para a sua administração, fixando residência no atual Pilar Velho". No ano de 1714, ele constrói a Capela de Nossa Senhora do Pilar. Em 1716 chega à localidade de Cassaquera (atual Mauá e Santo André) a família do mestre de campo Antônio Pires de Ávila. No século XVIII, toda a atual Zona Leste de São Paulo passa a se chamar Caguaçú, incluindo o território de Ribeirão Pires. Em 22 de abril de 1745, a região se integra à Freguesia da Sé, por ordem de Dom João V. Posteriormente, uma considerável parte do território de Caguaçú, que compreendia os atuais municípios de Ribeirão Pires e Mauá, passa a ser denominado de Bairro do Pilar.Período moderno (ciclo do café)Nesta época, Ribeirão Pires se chamava "Sítio do Ribeirão Pires". É neste período que ocorre a integração do Bairro do Pilar à Freguesia do Brás (1818) e depois à Freguesia de São Bernardo (1831) - gérmen do que virá a ser a atual região do Grande ABC Paulista. O vilarejo do Sítio do Ribeirão Pires fica abandonado, com esparsa ocupação, muitas terras devolutas e presença de posseiros. Em junho de 1861, a São Paulo Railway & C. compra as terras do sítio, pertencentes a Antônio José de Moraes e instala a Estrada de Ferro. Em 1º março de 1885 é aberta a primeira estação de Ribeirão Pires (demolida). Com a inauguração da estação, abre-se caminho para a fundação do Núcleo Colonial de Ribeirão Pires, em fevereiro de 1887. Logo em seguida, em 1888, começam a chegar os primeiros imigrantes italianos e o desenvolvimento da pequena vila começa a se acentuar. Em 1896, o vilarejo é elevado a Distrito de Paz de São Bernardo, tornando-se a sede da microrregião de Alto da Serra (Paranapiacaba), Campo Grande, Pilar (Mauá) e Rio Grande (Rio Grande da Serra).Período contemporâneoA emancipação de Ribeirão Pires é um processo que decorre das transformações territoriais da região hoje denominada Grande ABC Paulista. Este processo começa em 1907, quando Ribeirão Pires perde seus domínios territoriais sobre a região do Alto da Serra, elevada a Distrito de Paz com o nome de Paranapiacaba. Junto com o Alto da Serra, saem de seu domínio as estações de Rio Grande (hoje Rio Grande da Serra) e Campo Grande. Em outubro de 1934, Ribeirão Pires perde a Estação do Pilar (atual estação de Mauá). Em novembro de 1938, o município de São Bernardo passa a se chamar Santo André e fundando, ao mesmo tempo, o município de São Bernardo do Campo. Em janeiro de 1939, Ribeirão Pires passa a ser distrito do município de Santo André. Uma década depois, "surge a SARP (Sociedade Amigos de Ribeirão Pires), que nos anos seguintes liderará o movimento pró-emancipação da cidade". O movimento cresce e se organiza de tal modo que "em 30 de abril (de 1953) é entregue à Assembléia Legislativa a representação que reivindica a elevação de Ribeirão Pires à condição de município". Em 31 de dezembro de 1953, Ribeirão Pires, com cerca de 15 mil habitantes, emancipa-se do município de Santo André, sendo instalado em 1º de janeiro de 1954 e tendo o dia 19 de março (Dia de São José - padroeiro da cidade) escolhido para comemorar a sua emancipação. Em dezembro de 1963 é a vez do distrito de Icatuaçu (hoje município de Rio Grande da Serra) se desmembrar de Ribeirão Pires. Com a emancipação, começam a surgir os primeiros equipamentos públicos característicos de uma cidade: o Ginásio Estadual Dr. Felício Laurito é fundado em fevereiro de 1957. Em dezembro de 1963, a cidade é elevada a Comarca (o que lhe permite ter um Juiz de Direito na cidade). A comarca, no entanto, só começa a operar efetivamente a partir de 1967 após tramitação burocrática.Ribeirão Pires situa-se a uma altitude média de 800 metros. O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso, e Inverno ameno e de poucas chuvas, embora a umidade do oceano muitas vezes forma a típica neblina nas tardes de inverno, deixando o ar úmido e provocando garoa. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 °C, sendo o mês mais frio julho (Média de 15 °C) e o mais quente fevereiro (Média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm.

Brasão de armas da Família Pires (detalhe do escudo)

O nome do município de Ribeirão Pires é oficialmente atribuído pela historiografia da década de 1970 ao o mestre de campo Antônio Pires de Ávila, proprietário de uma sesmaria nas margens do córrego Cassaquera (que banha as atuais cidades Mauá e Santo André), em cujas terras passava (supostamente) um ribeirão denominado "dos Pires". Daí teria surgido o nome Ribeirão Pires. No entanto, é importante salientar que não existe comprovação documental de que a breve passagem de Antônio Pires de Ávila tenha desencadeado o surgimento de uma vila ou freguesia, tal como em outros lugares. O surgimento da cidade, com suas características urbanas atuais, se dá apenas no final do século XIX, impulsionada pela construção da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí.

A origem do nome "Ribeirão Pires" não é consensual. Há pelo menos duas linhas de investigação que procuram justificá-la. A primeira atribui a Salvador Pires a origem do nome, em razão de ter morado próximo a um córrego que ficava em sua fazenda e a, segunda, ao já mencionado Antônio Pires de Ávila.

Teoria de Pedro Taques (Salvador Pires)

Os defensores desta linha usam como referência os escritos de Pedro Taques[12], dos quais podemos inferir que:

"[...] O Ribeirão “dos Pires” foi assim denominado porque habitou nesta região ribeirinha um português chamado Salvador Pires, casado com Maria Rodrigues e vindo da cidade do Porto a São Vicente, em 1531, com seu pai, João Pires de Darques, o gago, os quais passaram a morar na vila de Santo André da Borda do Campo em 1553. Salvador era homem rico e recebera “meia légua de terras na tapera do índio Baibebá, partindo pelo campo de Piratininga direito à serra, por ser o mencionado Pires lavrador potentado, que dava avultada soma de alqueires de trigo ao dízimo, além das colheitas de outros frutos todos os anos”.

Essa tese é desmentida por Marcos Rogério Ribeiro de Carvalho, que comprova que o assentamento de Salvador Pires localizava-se na Serra da Cantareira, cuja sesmaria tinha cerca de 36Km, "próxima à cachoeira do Jatuhai, Patuaí ou Jatuaí, em Sorocaba, da primeira volta do Rio Tietê acima da cachoeira para o rio abaixo da banda de Araçoiaba".

A historiadora Edith Porchat[13] informa que "Salvador Pires foi possuidor de terras e escravos, ocupando diversos cargos na Câmara. Foi também procurador do povo da vila de São Paulo e, em 1573, juiz ordinário. Dono de enorme latifúndio nas terras banhadas pelo Tietê, dirigiu numerosos índios catequisados, vindo a morrer em 1592"[14].Teoria de Wanderley dos Santos (Antônio Pires)A segunda linha é a do historiador Wanderley dos Santos (1951-1996), que afirma:"Dois anos depois da construção da Capela de Nossa Senhora do Pilar, recebe o lugarejo de Caguaçu a família do mestre de campo, Antônio Pires de Ávila, filho de Manoel de Ávila e de Ana Ribeiro Razão, da qual ficaram conhecidas suas terras pelo nome de Ribeirão Pires. Embora fosse o ribeirão homônimo denominado anteriormente de “grande”, devido ser o maior das redondezas. O dito mestre de campo, natural de São Paulo, era irmão de Izabel, Maria, Tereza, Josefa, Cecília e Miguel"Vista do Ribeirão Grande, o principal aquífero da cidade de Ribeirão Pires, passando por baixo da ponte férrea da São Paulo Railway. A ponte teria sido construída entre 1864 e 1867, de acordo com relatórios da época.Vista do Ribeirão Pires, aquífero que dá nome à cidade homônima. A fotografia foi feita no Jardim do Mirante.Devido a equívocos da historiografia das décadas de 1970 e 1980, muitos moradores chamam o "Ribeirão Grande" de "Ribeirão Pires". No entanto, os mapas da origem da cidade no final do século XIX, encontrados no Arquivo Público do Estado de São Paulo, mostram que o "Ribeirão Pires" sempre banhou a região noroeste do município.O Ribeirão Pires: Localizado a noroeste da cidade, na divisa com o atual município de Mauá, compreendendo a região das vilas Bocaina, Sueli e Belmiro. O referido ribeirão corre hoje em paralelo à Avenida Rotary e ao Rodoanel Governador Mario Covas, passando por trás do Jardim do Mirante e desaguando no Ribeirão Grande, na altura da Represa.O Ribeirão Grande (antigo Iguaçu): O principal ribeirão que corta a cidade, pela Avenida Pref. Valdírio Prisco (antiga Brasil), é na verdade um dos afluentes do Rio Taiçupeba-Mirim, na altura do bairro do Pilar Velho, região que por sua vez foi governada e explorada pelo capitão-mor Antônio Corrêa de Lemos a partir de 1667.
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Relacionamentos
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Pessoas (1)
Salvador Pires, moço (1570-1616)
12 registros
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sem imagemRibeirão Pires/SP
1 registros
Sorocaba/SP
11000 registros
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Temas (1)
“Jatuabi”
23 registros


Você sabia?Brasilbook.com.br
1826 (Há 198 anos)
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Ainda que diversos cientistas tenham tentado fixar imagens em superfícies sensíveis à luz, o primeiro que alcançou esse feito foi o francês Joseph Nicéphore Niépce. Para isso, ele usou uma folha de peltre (uma liga metálica), coberta de betume (um derivado de petróleo) e óleo de lavanda. A folha ficou exposta à luz por dias, até que a imagem aparecesse, dependendo do jeito que você olhava para ela. Acima, podemos ver a imagem original à direita e uma versão melhorada ao lado. Mas, por mais rudimentar que pareça aos olhos de hoje, a primeira fotografia foi uma grande conquista para a época. Ela é de 1826. 13973§




nomes/0.jpg
Jean de Léry (1534-1611)
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“Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses e outros estrangeiros se darem ao trabalho de ir buscar o seu arabutan [pau-brasil]. Uma vez um velho perguntou-me: Por que vindes vós outros, maírs e perôs (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra ? Respondi que tínhamos muita mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com os seus cordões de algodão e suas plumas. Retrucou o velho imediatamente: e porventura precisais de muito? Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados. — Ah! retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhe dissera: mas esse homem tão rico de que me falas não morre? — Sim, disse eu, morre como os outros. Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso perguntou-me de novo: e quando morrem para quem fica o que deixam? — Para seus filhos se os têm, respondi; na falta destes para os irmãos ou parentes mais próximos. — Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros maírs sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também ? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.




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