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Leite Penteado e Ubaldino: “Libertar e educar os filhos dos escravizados”
7 de agosto de 186927/05/2024 17:32:18

Semáforo manual
Data: 01/01/1965
Créditos: Adolfo Frioli
Rua Padre Luiz. Esquina c/ a Rua da Penha
Ubaldino do Amaral, perante os líderes sorocabanos, apresentou uma proposta, redigida por ele e Antonio Leite Penteado. Segue o resumo dos principais tópicos da proposta:£* Banquetes, ceias e copos d`agua estão absolutamente proibidos. Devemos destinar o dinheiro à Caixa de Emancipação. Assim como o valor da iniciação e da mensalidade.£* O valor acumulado nessa "caixa" será exclusivamente destinado à libertação de crianças do sexo feminino de 2 a 5 anos de idade.£* As crianças assim libertadas ficarão sob nossa proteção;£* Serão criadas escolas para adultos e menores. As escolas serão noturnas; mantidas pela oficina para o ensino gratuito das primeiras letras.£A proposta redigida pelo Venerável Leite Penteado e por Ubaldino foi aprovada porunanimidade.£A proposta sugere a libertação de filhos de escravos e a construção deescolas destinadas aos filhos de escravos e escravos.£Para tanto, seriam proibidos osbanquetes e foi sugerida a construção da caixa emancipatório destinada a libertação de filhos de escravos.£Sobre a égide do binômio libertação e educação, a Loja Maçônica Perseverança IIIdistinguia-se da Loja Constância.

O pesquisador e maçom Aleixo irmão afirma: “Essa propositura mostra a distância entre a Perseverança e aqueles que ficaram na Constância, teimosos em não se definir, no momento histórico em que a própria política nacional impunha ação e lutar pelas reformas da estrutura social e econômica do país (1999, p. 58).

A mesma luta vai ser liderada por Rui Barbosa na Loja América oito meses depois. Rui Barbosa apresentou no Grande oriente Brasileiro um projeto de Abolição com o intuito de torná-lo um projeto de lei geral e obrigatória para toda a maçonaria brasileira.

O projeto composto de 12 artigos propunha entre outras coisas a educação popular destinada aos filhos de escravos.

No primeiro artigo do documento, o texto afirma que a Maçonaria deveria propagara luta contra o servilismo e expandir a educação popular, utilizando para tanto os recursos intelectuais da imprensa, da tribuna e do ensino. O segundo artigo afirma:

Todas as Lojas maçônicas sujeitas ao Grande Oriente do Brasileiro, assim presentes como futuras, não poderão alcançar nem continuar a merecer o título e os direitos de oficinas regulares e legítimas sem que adotem pelo mesmo modo esses dois princípios sociais, compremetendo-se a trabalhar por eles com eficácia e tenecidade (Rui Barbosa, 1871).

O projeto de Rui Barbosa propunha punição as Lojas que não integrassem o movimento encabeçado pela Maçonaria. No artigo 5o afirma:

Nenhum individuo poderá mais obter o título e os privilégios de legitimo maçom sem que primeiramente, antes de receber a iniciação, declare livres todas as crianças do sexo feminino que daí em diante lhe possam provir de escrava sua.


O projeto procura cercar de todos os lados e construir uma consciência libertária a partir da obrigatoriedade. Este projeto fará parte, portanto, da construção do ideal maçônico no final do século XIX.

O terceiro artigo propunha a capitação de recursos financeiros pelas Lojas e a construção de uma verba especial reservada ao alforriamento de crianças escravas.

Esta verba era destinada para a construção e escolas populares e escolas noturnas. As escolas populares deveriam ser freqüentadas pelas crianças e as noturnas pelos adultos.

A Loja Perseverança III antes do projeto de Rui Barbosa já havia estabelecido este projeto emancipatório e educacional. APONTAMENTOS SOBRE MAÇONARIA, ABOLIÇÃO E A EDUCAÇÃO DOS FILHOS DE ESCRAVOS NA CIDADE DE SOROCABA NO FINAL DO SÉCULO XIX. Ivanilson Bezerra da Silva. Mestrando em Educação na USP. História da educação e historiografia rev.ibs@gmail.com
[28758] 1° fonte: 01/01/2007
Apontamentos sobre Maçonaria, Abolição e a Educação dos filhos de...

A loja Perseverança III foi organizada sobre o lema: educação e liberdade. Na reunião do dia 7 de agosto de 1869, Ubaldino do Amaral faz uso da palavra, afirmando:

Trago, subscrita por essa presidência, por Leite Penteado e por mim, a seguinte proposição que esperamos merecer a aprovação da oficina:

1o) a jóia da iniciação será de 25$000;

2o) a mensalidade de 1$000;

3o) colocar-se-á na oficina uma caixa Emancipação, na qual os iniciados, a convite do venerável e de qualquer irmão, quando queiram, depositarão suas ofertas;

4o) o produto dessa caixa será exclusivamente destinado à libertação de crianças do sexo feminino de 2 a 5 anos de idade;

5o) as crianças assim libertadas ficam sob a proteção da oficina;

6o) serão absolutamente proibidos os banquetes, ceias, copo d’agua que o uso tem admitido nas iniciação, devendo o venerável convidar os recipiendários para converter em quantias que dispenderiam com isso em donativos à Caixa de Emancipação;

7o) serão criadas escolas para adultos e menores. As escolas serão noturnas; mantidas pela oficina para o ensino gratuito das primeiras letras.


A proposta redigida pelo Venerável Leite Penteado e por Ubaldino foi aprovada por unanimidade. A proposta sugere a libertação de filhos de escravos e a construção de escolas destinadas aos filhos de escravos e escravos. Para tanto, seriam proibidos os banquetes e foi sugerida a construção da caixa emancipatório destinada a libertação de filhos de escravos.

Sobre a égide do binômio libertação e educação, a Loja Maçônica Perseverança III distinguia-se da Loja Constância. Aleixo afirma: “Essa propositura mostra a distancia entre a Perseverança e aqueles que ficaram na Constância, teimosos em não se definir, no momento histórico em que a própria política nacional impunha ação e lutar pelas reformas da estrutura social e econômica do país (1999, p. 58).

A mesma luta vai ser liderada por Rui Barbosa na Loja América oito meses depois. Rui Barbosa apresentou no Grande oriente Brasileiro um projeto de Abolição com o intuito de torná-lo um projeto de lei geral e obrigatória para toda a maçonaria brasileira. O projeto composto de 12 artigos propunha entre outras coisas a educação popular destinada aos filhos de escravos.[Página 11 do pdf]

A Loja Perseverança III antes do projeto de Rui Barbosa já havia estabelecido este projeto emancipatório e educacional. Em 7 de agosto de 1869, Leite Penteado, afirma:

A luta maior da nacionalidade se aproxima. Nós somos os obreiros precursores do movimento libertário e educacional no seio das lojas. Não há ocasião mais propícia ao início das atividades referidas do que o 7 de setembro. Nestas condições, submeto à apreciação da oficina a seguinte propositura:

a) que esta respeitável loja, comemorando a independência do Brasil, a 7 de setembro, nesse dia inaugure a escola noturna que se propôs estabelecer;

b) que nesse dia se esforce por libertar os menores escravos que os seus recursos permitirem; c) que se alugue uma casa e se compre mobília para a oficina e para a escola.


Ubaldino do Amaral na mesma sessão propõe um aditivo, que dizia:

no dia 7 de setembro de todos os anos é obrigatória a libertação de uma criança, ao menos. Na falta de fundos correrá uma subscrição entre os irmãos” (1o Livro de Atas – Perseverança III, 1869).

A proposta foi aprovada pelos membros presentes. Nesta mesma sessão os membros da Loja fazem uma arrecadação de 1$200 réis para a benemerência. Na sessão seguinte levantaram 10$000 réis para a libertação do escravo José e seus filhos, escravos de Ana do Sacramento. Nesta mesma sessão foi aprovado o regulamento da escola noturna (1o Livro de Atas, 29 de agosto de 1869). [Página 12 do pdf]
Áurea: “A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono” 13 de maio de 1888, domingo 7 de agosto de 1869 Ubaldino do Amaral, perante os líderes sorocabanos, apresentou uma proposta, redigida por ele e Antonio Leite Penteado.
Em 7 de agosto de 1869, dezenove anos antes da princesa Isabel assinar a Lei Áurea, em uma casa da rua da Penha, centro de Sorocaba, Ubaldino do Amaral (então com 26 anos de idade), perante 24 líderes sorocabanos, apresentou uma proposta, redigida por ele e Antonio Leite Penteado: “Comprar, libertar e educar os filhos dos escravizados” 4672§

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Rua São Bento. Esquina c/ a Rua Barão do Rio Branco*
Data: 01/01/1914
Créditos: Museu Histórico Sorocabano
(Primeira Escola criada e mantida pelos Maçons. Loja Perseverança III. Primeira Câmara Municipal. Antiga Cadeia (erl) (ccc)(.244.
Ubaldino do Amaral Fontoura*
Data: 01/01/1868
Créditos: Jornal Cruzeiro do Sul
(**) (£)
José Leite Penteado*
Data: 01/01/1869
Créditos: Geni.com
(**) (£) (horse)
Rua São Bento. Esquina c/ a Barão do Rio Branco
Data: 01/01/1929
Créditos: Geni.com
Esqu. da rua Leite Penteado. Mosteiro São Bento ao fundo. Trilhos do bonde. Foto: Domingos Alves Fogaça (va-1900) (ppl) (kids) (erl) escola (rf)


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