' Vasco da Gama regressou a Portugal. Gaspar da Gama virou amigo de Dom Manuel* - 01/08/1499 de ( registros) Wildcard SSL Certificates
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Vasco da Gama regressou a Portugal. Gaspar da Gama virou amigo de Dom Manuel
agosto de 1499. Há 527 anos
  
  
  
Hahaha, te mete com o Gaspar da Gama. É,e aí o Gaspar da Gama passa a frequentar ali o palácio de São Jorge, fica brotherdo Dom Manuel, e quando o rei Dom Manuel monta a expedição de Cabral para fazê-la seguiro caminho do Vasco da Gama de novo em direção à Índia e, no meio do caminho, o Brasilvai ser descoberto, o Gaspar da Gama faz parte da expedição, cara. E viaja na nau capitania,12:32na nau do Cabral! Páaa! Bom, agora dei um salto, antes disso, antes dele embarcar a12:40história dele vai sendo resgatada pelos portugueses e aí se descobre que na verdade ele nasceu12:44em 1494, em Ponzan, na Polônia, é, era um judeu polonês que aí já tendo polgrons...12:55Porque tu sabe né, quando os polonês não tem nada pra fazer eles resolvem perseguir13:24judeu né, os polgrons, aí já tinha polgrons em 1444 e ali os pais dele fogem da Polônia13:36e vão para Granada na Espanha, só que os pais deles parecem aquela piada "e tu sempre13:42do meu lado, Sara!", porque chegam em Granada e aí a rainha Isabel lá, a católica, a13:51Ayatollah Khomeini dos cristãos, expulsa os judeus de lá, embora tivesse prometido13:56que eles poderiam ficar, e aí eles fogem, os pais, com ele pequeninho, e vão pra Alexandria,14:02essa incrível cidade de Alexandria! De Alexandria eles vão pra Jerusalém, e de Jerusalém,14:08não se sabe como, talvez ele tenha sido capturado, talvez numa peregrinação, ele vai para Bijaipur,14:20que é um desses sultanatos ali, um conglomerado árabe meio hindu, aquela coisa, Angediva,14:28Calicute, Goa, essas grandes cidades mercantis da Índia no século XVI. E fica vivendo por14:36mais de 30 anos, quase 40 anos lá. Né, se ele nasceu em 1444 portanto ele já tinha14:4250 e tantos anos de idade quando ele conhece o Vasco da Gama. Aí chega lá já em 1500,14:49ele já está ali com o rei Dom Manuel, e aí ele sai no dia 9 de março de 1500 e chegam14:56no Brasil 22 de abril de 1500 e no dia 23 de abril de 1500 ele faz parte do primeiro15:04batel, do primeiro escaler que é enviado à terra do Brasil, cara!!!! Gaspar da Gama!15:11Não é demais, não é inacreditável, não é fantástico!? E ele é posto nesse barco15:16pra ver se poderia haver entendimento, né, se ele poderia entender a língua daquele15:22povo nativo ali. Ele não entende a língua daquele povo nativo ali, ninguém entende,15:27mas tudo bem, eles passam 10 dias maravilhosos e vão pra Índia! Chegam na Índia, né,15:33blablablá, criam uma feitoria, a feitoria é atacada na noite de Natal, 24 de dezembro15:39de 1500, o Pero Vaz de Caminha, o maravilhoso Pero Vaz de Peninha... ã, Pero Vaz de Caminha,15:44é morto ali nesse ataque, o Gaspar da Gama sobrevive, blablá blablá, e aí iniciam15:52a viagem de volta. E em junho de 1501, se sabe a data, dia 4 de junho de 1501, dia 416:00de junho de 1501 eles estão ancorados no arquipélago no Cabo Verde quando vem vindo16:11a primeira expedição específica enviada pro Brasil da qual fazia parte o... AMÉRICO16:17VESPÚCIO! E aí cara, o Américo Vespúcio, que era um falastrão, um linguarudo, um loreteiro,16:27né, gostava duma lorota, né, encontra com o... Gaspar da Gama! É, e eles ficam conversando16:34um tempão, cara! O Américo Vespúcio era um homem do mundo, era um homem letrado, era16:41um homem que conhecia geografia, Ptolomeu e isso e aquilo, parará... Imagina a conversa16:46deles, cara! Imagina a conversa dele com o Gaspar da Gama!!!! Né, papapá, e aí né,16:51o Gaspar da Gama volta pra Portugal, encontra o Américo Vespúcio vindo pro Brasil e aí16:54o Gaspar da Gama fica um tempo lá, em Portugal de novo, depois ele vem em 1505, ele volta17:00pra Índia na expedição do Francisco de Almeida, depois em 1508 ele vai de novo pra17:05Índia e participa da conquista do estreito de Ormus, o estreito de Ormus, que foi um17:10grande feito, uma grande conquista militar portuguesa, e aí em 1510 ele vai de novo,17:16vai pra Oman, pra Oman, e vai pra Índia, e aí ele morre, ninguém sabe direito como,17:24ele morre em 1510, se acha, ãã ã, em Calicute, que aí já tinha sido conquistada pelos portugueses.17:34E aí se encerra a história desse homem que a história oficial do Brasil ignora mas que17:41com certeza é o primeiro judeu, né, e mesmo que tenha se convertido, depois muitos judeus17:47convertidos, né, batizados em pé, que é o caso dele, né, que foi batizado em pé17:51e ainda na nau do Vasco da Gama... Muitos judeus viriam para o Brasil já no período17:59colonial, o negócio do açúcar era todo um negócio de judeus, né, e ele é pioneiro,18:05cara, ele é o pioneiro dessa linhagem. E daí esse livro maravilhoso aqui, agora falando18:09sério, do Elias Lipiner, "Gaspar da Gama: um converso na frota de Cabral", onde conta18:15todos os detalhes da vida desse cara, e também tem a Viagem.... Ha. E aí é essa a história18:25inacreditável, inacreditável, que mostra também não só como os judeus já desde18:31a antiguidade, até pelas próprias pressões que sofriam, era um povo que circulava onde18:38tava o dinheiro, onde tavam os negócios, onde tavam as grandes civilizações, como18:43também mostra de que forma que o Brasil entra no circuito da história já em meio a um18:48processo de globalização, de globalização, de mistura de de raças e etnias e culturas,18:57né, e essa é mais uma extraordinária história que jamais vai cair no Enem e que você só19:04ouviria aonde... Você sabe, repita assim mentalmente, você só ouviria essa história19:08aonde... Você sabe aonde. Falou, tchau.



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Destaques


1° de fonte(s) [24740]
Gaspar da Gama: um judeu no descobrimento de Brasil
Data: 18 de dezembro de 2019



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2° de fonte(s) [29130]
Problemática em torno da descoberta europeia do Brasil, por Louro...
Data: 22 de junho de 2022



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Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]