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EDUCAÇÃO FEMININA E MISSÃO: O COLÉGIO CRISTO REI NA VISÃO DAS MULHERES (SÃO PAULO – DÉCADA DE 1960). Marilene Roberto de Ávila
200508/04/2024 13:56:54
Registrado por Adriano Koboyama

Já, a partir de 1933, o processo de industrialização de São Paulo, que reunia infraestrutura necessária para tanto, entrou em uma órbita irreversível e a cidade passou também aser palco de intensas ondas migratórias, provenientes principalmente do Nordeste.A urbanização e a edificação do espaço metropolitano se aceleraram e a cidade perdeu,definitivamente, seu ar interiorano.Todo esse contexto histórico foi descrito em projetos elaborados pelo Colégio edirecionado por professores de História que na época da comemoração dos setenta anos defundação da escola, incorporaram um conjunto de pesquisas. O objetivo principal deveu-se aoconhecimento das origens, entre os alunos, e a recuperação de todo cenário político e culturalda cidade.Foi nesse contexto que, no dia 06 de outubro de 1933, Dom Duarte Leopoldo e Silva,Arcebispo de São Paulo, concedeu à Madre Natividade Gorrochátegui (Superiora Geral dasAgostinianas), licença para que se estabelecesse uma comunidade na rua Apeninos, 363, VilaMariana.Por que Vila Mariana? Talvez porque fosse um dos bairros de maior prosperidade naépoca.

2.4 A história da Vila Mariana.

Os primeiros indícios históricos (documentos) estabelecem 1782 como o início da formação do bairro, Vila Mariana. Essas informações foram retiradas de documentos disponíveis no artigo “República de Vila Mariana”.

As primeiras referências ao bairro aparecem quando Lázaro Piques recebe do Presidente Da Província, Dr. Francisco Cunha de Menezes, a doação das terras de uma Sesmaria, entre o Riacho do Ypiranga e a estrada do Cursino. O local (região) era conhecido como “Ypiranga de Cima”.

A Sesmaria era cortada por estradas e caminhos importantes como: “Estrada Vergueiro”, para Santos, o “Caminho do carro de Santo Amaro”, o “caminho para Sorocaba” e “Itu”, o “Antigo Caminho para Pinhaíba” (Santos) e o “Caminho para Curral Grande” (Vila Conceição e Diadema).

Em um ponto, na margem do “Caminho para Santo Amaro”, (atual Rua Afonso Celso) existia um local com cruzes em sua margem. Este local e arredores passaram a ser conhecidocomo “Cruz das Almas”. [Página 61]

Registros escritos confirmam a existência de algumas casas e moradores à margem do “Caminho do Carro de Santo Amaro”, local da atual Caixa de Água, que também era conhecido como “Mato Grosso”.

Em um outro ponto do “Caminho do Carro de Santo Amaro” existia, desde 1840, um “Pouso de Tropeiros” (Um Cubatan ou posto de descanso e pernoite). Esse “Pouso” ficava exatamente onde começava uma estrada conhecida como “Caminho para Pinheiros”, Sorocaba, Parnaíba e Itu.

Essa estrada era um importante atalho para quem vinha de Santos pela “Estrada do Vergueiro”, com destino a Sorocaba, sem ter de passar pela cidade de São Paulo. O marco do início desta estrada existe até hoje e encontra-se na esquina da Rua França Pinto com a Rua Domingos de Moraes.

Por volta de 1878, o Imperador D.Pedro II emite um Decreto para assentar na região de “Cruz das Almas” vinte famílias de imigrantes italianos vindos de Mântua, região norte da Itália. Devido a esse assentamento de imigrantes, o local passou a ser conhecido como “Colônia”, designação que permaneceu até 1884, quando surgiu o nome “Vila Mariana”. A origem do nome Vila Mariana foi explicada pelo engenheiro Alberto Kuhlmann (2004, p.2), que deixou a seguinte anotação:

Na esquina da Av. Rodrigues Alves com Rua Domingos de Moraes residia umaprima do engenheiro de nome Mariana. Na época era costume usar-se na frente dascasas uma placa com a designação inicial “Vila”, seguido do nome da matriarca, ouda família.

Assim na residência dessa prima via-se a placa “Vila Mariana”. Como o local eratotalmente descampado e sem referências, as pessoas passaram a utilizar a residência(Vila Mariana) como referência, costumavam dizer: “Vamos nos encontrar lá naVila Mariana”. Mais tarde surgiu a linha férrea e consagrou-se a denominação dolocal, pois em 1885 foi construída a estação do Trem de Vila Mariana, e ao seu redorsurgiram loteamentos e casas, formando uma vila (bairro).


Em janeiro de 1885 uma Ata da Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo fazreferência ao nome do local como Vila Mariana. Essa ata é considerada como o primeirodocumento oficial constando o nome, Vila Mariana.15 [Página 62]
*EDUCAÇÃO FEMININA E MISSÃO: O COLÉGIO CRISTO REI NA VISÃO DAS MULHERES (SÃO PAULO – DÉCADA DE 1960). Marilene Roberto de Ávila

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“Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses e outros estrangeiros se darem ao trabalho de ir buscar o seu arabutan [pau-brasil]. Uma vez um velho perguntou-me: Por que vindes vós outros, maírs e perôs (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra ? Respondi que tínhamos muita mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com os seus cordões de algodão e suas plumas. Retrucou o velho imediatamente: e porventura precisais de muito? Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados. — Ah! retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhe dissera: mas esse homem tão rico de que me falas não morre? — Sim, disse eu, morre como os outros. Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso perguntou-me de novo: e quando morrem para quem fica o que deixam? — Para seus filhos se os têm, respondi; na falta destes para os irmãos ou parentes mais próximos. — Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros maírs sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também ? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.
Você pode não ser capaz de controlar cada situação e mesmo seu resultado, mas pode controlar sua atitude, e como lidar com ela.

Publicação de James Jordan


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