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Adriano koboyama

ERRO!!!
AUoR:Adriano koboyama12/08/2026 23:57:00
Todos viram um avião parado nos céus Mas, na realidade, ele estava voando..
4 de jan. de 1972, ter.

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Todos viram um avião parado nos céus Mas, na realidade, ele estava voando... Sexta-feira, 4 de agosto de 1972 — CRUZEIRO DO SUL — Olha! O avião está parado! Muita gente disse isso ontem pela manhã, apontando com o dedo um avião CAP-4 (“Paulistinha”), amarelo, do Aero Clube de Sorocaba, de prefixo PP-RRE. Inclusive, vários telefonemas foram feitos ao Aeroporto Sorocaba, onde o guarda-campo apenas respondia: “não sei o que está acontecendo. Mas pode ficar tranquilo. O avião está sendo pilotado pelo instrutor”. Algumas pessoas, entretanto, foram mais além e telefonaram à Delegacia de Polícia. Foi um escândalo geral o avião amarelo parado sobre a cidade, na direção centro-aeroporto. Mas, na realidade, o “Paulistinha” não estava parado. “Ele estava voando para trás”, como comentou o piloto Paulo Fernandes da Silva, de 44 anos, casado e pai de uma menina de um ano. FOI UMA FELICIDADE RARA Entretanto, para Paulo aquela experiência foi voluntária. Ele estava dando instruções práticas ao “Casalinho”, um de seus alunos, quando notou uma corrente de vento norte numa altura de 2.400 pés. As nuvens estavam paradas, numa manhã limpa e convidativa ao vôo. Assim, com a corrente surgida repentinamente, o avião oscilou bastante. Paulo, então, resolveu mostrar que é capaz de voar para trás e, como “Casalinho” é um aluno corajoso, manobrou o seu avião até o centro da cidade e, naquela altura (aproximadamente oitocentos metros), entrou contra a corrente de vento. Foi diminuindo a velocidade do avião até setenta e oito a oitenta por hora, onde conservou o aparelho por vários minutos. Como a velocidade do vento era de cem quilômetros horários, aproximadamente, além das nuvens estarem paradas, a impressão dos populares era a de que o “Paulistinha” estava estacionado. Entretanto, em relação ao solo, Paulo estava “andando para trás”, numa velocidade aproximada de 20 quilômetros em ré. — Foi uma felicidade rara entrar nessa faixa. Dificilmente acontecem casos como esse. E nos meus vinte e dois anos de piloto aconteceu pela segunda vez. PROVEI QUE POSSO VOAR PARA TRÁS — “O aluno adorou a experiência. E mostrei a ele que podemos voar para trás com um avião, o que é uma coisa lógica. Mas, quando falo isso, pouca gente acredita. Até alguns pilotos acham impossível, dado a raridade de se encontrar uma faixa de vento e, principalmente, de se entrar nela com o avião. Como a corrente não era constante, em alguns momentos o avião oscilou, perdeu altura, o que levou muita gente a pensar que se tratasse de um “pane”. Mas nada disso estava acontecendo. Paulo voava contra o vento com a maior segurança possível. E elogiou o aparelho: — Voo há muito tempo com “Paulistinha” e tenho quase doze mil horas de vôo somente nesse tipo de avião, no qual fiz pelo menos vinte mil pousos, sem nunca ter, nem ao menos, quebrado um trem de aterrissagem. “É” uma jóia esse avião. Se o motor der “pane”, de cada dez metros que ele anda para a frente, somente cai um. Assim, se o piloto ficar sem motor numa altura de mil metros, pode andar dez quilômetros tranquilo, procurando um lugar bom para a aterrissagem. Além disso, a segurança do pouso é absoluta. Até é mais gostosa, o avião fica silencioso. Durante as aulas práticas que ministro, eu ensino o aluno a pousar sem motor, simulando um “pane”. NÃO FIZ NENHUMA LOUCURA Paulo salientou que não fez nenhuma loucura. Apenas muitas pessoas estranharam o fato por tratar-se de algo raro. Somente há doze anos, em Campinas, conseguiu fazer uma façanha semelhante. O piloto é casado com Marly Martins e tem uma filha, Adriana Paulo. Sua mulher não gosta de aviação, mas a filha ele garante que vai tirar o seu brevet, “pelo menos por esporte. E’ um esporte sadio, que exige muita responsabilidade do praticante. E essa responsabilidade, consequentemente, refletirá em meus atos diários. A convicção e segurança nas ações é um dos reflexos. E acho isso muito bom, falando com a minha experiência como instrutor”. De fato, Paulo tem muita experiência. Seguramente pode dizer que formou noventa pilotos. E desses, muitos comandantes de vôo. E orgulha-se de dizer: “Fábio Bastos Bittencourt, comandante da VASP, que foi ao Japão para buscar o “Samurai” foi meu aluno.” Pela própria razão da responsabilidade e por amor à aviação. Paulo, o piloto que voou para trás.
IDW:Curiosidades
IDW:Aviação
IDW:Sorocaba/SP

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1972, há 54 anos...
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