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Atualização: 22/10/2021 21:52:21


“A Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, atestado de pioneirismo metalúrgico de Sorocaba em toda a América Latina, após muitas tentativas desde a fundação da cidade, teve êxito total em 12 de novembro de 1818, quando o sueco Frederico Luiz Guilherme de Varnhagem (O Degenerado), fez correr dos altos fornos o metal fundente para três formas de três cruzes.” [57]

PROIBIDO FERRO E FERREIROS

Desde 8 de janeiro de 1556 ficou proibido que "que portugueses e castelhanos que iam pelo campo para o Paraguay, nem outra alguma povoação dos castelhanos (...) façam fundição nenhuma de nenhum metal até vos não vir recado de Sua Alteza (...)". [1]


Dez anos depois, dia 18 de maio de 1566, Domingos Grou (ou Mestre Bartholomeu) e Bras Cubas, ligados a genealogia dos fundadores de Sorocaba, demarcam a Sagrada Montanha do Araçoiaba com cruzes, cujo local foi o real motivo da proibição dez anos antes.

O Mestre Bartholomeu, genro do cacique de Carapicuiba, era o único ferreiro do estado, e talvez do Brasil. Foi sogro de Belchior Dias, tio do fundador de Sorocaba; de Afonso Sardinha, "primeiro homem branco em Sorocaba" e, segundo os registros, de Manuel Fernandes Ramos, pai do "fundador" de Sorocaba. [3]


FAMÍLIA DE FERREIROS

Um dos nomes mais repetidos nos documentos que contam a história de fundação de Sorocaba é Clemente Alvarez.Clemente Alvares, nasceu em São Paulo pelos idos de 1569 numa 5ª Feira Santa. Foi batizado pelo Padre José de Anchieta que escolheu o nome por ter ele nascido no dia em que a Igreja celebrava a Última Ceia, dia do perdão e da clemencia.

Era filho de Alvaro Rodrigues e Catarina Gonçalves, conforme declarou no processo informativo sobre o Padre Anchieta em 1622 e em 1627, quando também declarou sua naturalidade e deu informações sobre seu batismo. Moradores em São Paulo desde a primeira hora, talvez vindos de Santo André.

Segundo os registros, seus sogros foram Afonso Sardinha, Martim Rodrigues Tenório de Aguilar e Domingos Luís Grou. Todos relacionados aos metais, ao ouro e a Sorocaba. [4]


1580 - OS PRIMEIROS FERREIROS

Em 19 de junho de 1578 intimou-se o único ferreiro da vila de São Paulo, para que, sob pena de dez cruzados, abstivesse de ensinar o seu ofício de ferreiro aos indígenas, “porque seria grande prejuízo da terra”. [5]
Mesmo ano que seu genro, Afonso Sardinha, adquiriu uma grande fazenda em São Paulo, nas serras de Vuturuna e na de Hybiraçoyaba. [6]

Sobre o "fundador de Sorocaba":

(...) surpreende é a falta de informações documentadas sobre os locais e datas de nascimento e morte do "fundador" de Sorocaba (...) as informações divergem de autor para autor e são sempre imprecisas. Teria nascido no Ibirapuera ou em Parnaíba (...) sua lápide, fria e muda, não fala em morte. Nem se sabe quando ele nasceu. E se nasceu... quando morreu."

(...) A nossa história, oficial e acadêmica, trabalha com probabilidades, quando se trata de Balthazar Fernandes. Aliás, nem se sabe ao certo a grafia do seu nome, se é Baltasar ou Baltazar, se é Balthazar ou Balthezar, tal é a diversidade das informações contidas nos documentos.

Apesar do "fundador" de Sorocaba ter sido um cidadão ilustre, na sua época, nem se sabe quando ele nasceu, nem o dia nem o ano, como também não se sabe quando ele morreu.Não se sabe, com certeza, quando ele se casou, nem a primeira e nem a segunda vez. Sempre as datas são acompanhadas do clássico "por volta de". Também, não se sabe se a sua primeira filha, única do primeiro casamento, Maria de Torales, era sua filha biológica ou adotiva.

(...) os historiadores divergem quanto à data da chegada do "fundador" a Sorocaba, se em 1646 ou se em 1654. Existem documentos historiando, além desses dois momentos, uma fundação em 1670.

Segundo Aluísio de Almeida, no livreto "História de Sorocaba", editado em 1951: Balthazar tanto podia ser um belo tipo português, loiro, como um valente mameluco, de feições indiáticas, repetindo na quarta geração o tipo indígena.

Os historiadores concordam em duas coisas sobre o o homem de fundou Sorocaba: que nasceu por volta de 1580 e era filho de um ferreiro. [7]
Neste ano o Mestre Bartholomeu foi nomeado Almotacé, o funcionário de confiança dos concelhos, responsável pela fiscalização de pesos e medidas e da taxação dos preços dos alimentos; sendo encarregado também da regulação da distribuição dos mesmos em tempos de maior escassez. [8]

Em 12 de outubro de 1580 Domingos Grou consegue a restituição de suas terras: São Miguel, então chamada aldeia de Ururaí, no sítio de Carapicuíba, foi doada aos índios de Pinheiros (6 léguas em quadro). As terras no Ibirapuera foram concedida por Jerônimo Leitão aos "índios de Piratininga", especificamente a Domingos e João Ramalho. [9]


Em 14 de setembro de 1583 Manuel Fernandes, pai do "fundador" de Sorocaba, estava no sertão com uma forja com os nativos, devendo ser castigado. Porém, a denúncia era infundada, porque o martelo e a bigorna estavam na casas dele e os foles estavam com seu cunhado, Gaspar Fernandes. [10]


Em 1585 Antonio de Proença, sogro do "fundador" de Sorocaba, o qual Afonso Sardinha chamava de “cunhado”, assumiu o cargo de loco-tenente do donatário de S. Vicente. Ele era proprietário de um navio que fazia transportes entre o Brasil e Angola. Os angolanos eram considerados experientes em mineiração. [11]


O Mestre Batholomeu e seu genro Afonso Sardinha faziam parte da expedição que partiu de Santos em novembro de 1585 a região que “quarenta anos a essas partes, haviam morto mais de cento e cinqüenta portugueses e espanhóis.

Foram para as terras dos carijós, passando por Curitybé, Umbotuva, em direção aos cursos do Tibagy, Cinzas e Paranapanema, ou ainda, do lado oposto, do Rio lguassú e seus tributarios. Assim a bandeira ali andou cerca de oito meses, volvendo á capitania em julho do ano seguinte, com numerosa presa”. [12]


Em 16 de agosto de 1586, o procurador Francisco Sanches soube que Domingos Fernandes forjava no sertão. Os demais vereadores o teriam tranquilizado, alegando que “os Fernandes” eram os primeiros ferreiros de São Paulo e que este havia partido para a selva em companhia do governador Jerônimo Leitão, razão pela qual nada se poderia fazer”. [13]


Em 1591 os "fundadores" da Vila Nossa Senhora de Monserrat partem para o Brasil junto com D. Francisco de Sousa:

Cornélio Arzão, o mineiro alemão; Jacques de Oalte, o engenheiro de Gueldria, nos Países Baixos; Geraldo Betting, o mineralogista alemão de Geldres, construtor de engenhos de ferro, se casaria com Custória Dias, tida do "fundador" de Sorocaba. Seria assassinado pelos paulistas quando retornava de uma de suas pesquisas com muitos metais da região de Sabarabussu.

O açoriano Simão Borges Cerqueira, o tabelião que assina o primeiro documento do estado em 1627, Diogo de Quadros, entre outros. [16]


Afonso Sardinha, em seu Testamento registrado dia 13 de novembro de 1592, descreve seus bens, especialmente uma grande Fazenda, onde Braz Cubas teria "umas cruzes de pedras" (Amboaçava). [17]


1600 - "YBYRPUERA" ERA AQUI

EM 1600, Clemente Alvares, deixa o cargo de almocatel em São Paulo e ganha uma sesmaria em Ibiaraçoiaba onde se dedica aos engenhos de ferro com sua família. [18]


Essa família construiu os fornos que tornaram-se famosos, porque são considerados como os verdadeiros precursores da siderurgia brasileira, ou ainda, a primeira fábrica de ferro do Brasil, por terem sido construídos em 1599 e a documentação da Câmara de São Paulo registrar a escritura de compra e venda dos fornos do Ibirapuera como ocorrida em 1600, isto é, após os fornos de Biraçoiaba.

A documentação da Câmara de São Paulo registra também a fabricação de ferro na região sul da atual cidade de São Paulo. No entanto, os relatos divergem sobre o número de fábricas instaladas: uma ou duas. Consta que em 1600 foi construído um engenho de ferro na região do Ibirapuera, o qual teve como sócios D. Francisco de Sousa e Afonso Sardinha, cuja escritura de sociedade foi lavrada pelo tabelião Simão Borges de Cerqueira, o primeiro do Estado.

Os citados documentos antigos dizem que Afonso Sardinha, após ter dado de presente essa fábrica, construiu uma nova, que trabalhou, então, por conta do Rei”. [19]


Em 1602 D. Francisco e Diogo de Quadros voltou para Portugal deixou a fundição a seu filho D. Antonio de Sousa a quem propriamente Sardinha fizera o presente. Deste recebeu-a Francisco Lopes Pinto, fidalgo e cavaleiro, da Ordem de Cristo. [20]


No ano seguinte,1603 - Regimento surgiu depois das notícias da morte do tal mineiro alemão que andava com Francisco de Souza e dos boatos de que se fundia ouro do tamanho da “cabeça de um cavalo”. Este mineiro só poderia ser Geraldo Betting.

Esta história do ouro do tamanho de uma cabeça de cavalo aparece em outro documento. No Libro de los sucessos del ano de 1624, alocado na BNE (MSS2355), fala-se deste mineiro alemão, só que teria sido assassinado a mando dos jesuítas, que temiam que a notícia da riqueza aumentasse a servidão dos nativos. [21]


Em 1605, Diogo de Quadros voltou a São Paulo, depois de sua missão emCastela, como provedor das minas e com a licença de construir dois engenhos para“fabricar todo o ferro necessário para este estado”. Quadros fez um levantamento do quehavia de aproveitável nos almoxarifados do Rio de Janeiro e São Vicente, encontrandoneste último algumas peças de utilidade, provavelmente restos da primeira fundição dosSardinha. [22]


Em 10 de janeiro de, na vila do Pôrto de Santos, estando presentes o Procurador dos feitos de EI Rei, Francisco Casado Grey e João de Abreu, Feitor e Almoxarife da Fazenda, "por elles foi dado juramento a Jeronimo Maya e Diogo Dias para avaliarem as peças de ferramenta do Engenho de ferro conforme ao despacho do Provedor Luiz de Mello.

Para receber as ferramentas, obrigava-se Diogo de Quadros a "fazer dous engenhos para faser ferro e aço na Capitania de São Vicente e os mais que necessarios forem em todoeste Estado ... [23]


CLAUDIO FURQUIM, O OURO E SOROCABA

O nome do ourives Claudio Furquim aparece em poucos documentos, dois deles são, talvez, os mais importantes antes da fundação de Sorocaba.

O primeiro dele é aquele em que minas são comprovadas. Uma carta apócrifa, e sem data, inserida na publicação do Livro Segundo do Governo do Brasil. Provavelmente direcionada a Francisco de Souza, o sujeito relatava, nesta carta, que, depois de quase ter sido preso por tentar averiguar os quintos na casa de fundição da vila, acabou sendo levado por Simão Alvares para ver amostras de ouro trazidas por Clemente Alvares, que havia descoberto e fundido um ouro “mui finíssimo e limpo” e que, segundo “Claudio Furquim”, tinha vantagem “do de Seraldo”, na verdade Geraldo Correia Sardinha. [24]


Neste mesmo ano Clemente compareceu à Câmara de São Paulo para registrar algumas minas que tinha descoberto e, desse modo, não perder os direitos sobre elas, observando o que determinava o novo Regimento das Minas de São Paulo: "Quatorze locais com ouro: Nossa Senhora do Monserrate, Berusucaba ou Ibiraçoiaba, Montes de Sabaroason". [25]


Na carta dos vereadores de São Paulo dirigida ao donatário da Capitania, dia 8 de janeiro de 1606, há referências a um destes engenhos:

"(...) Diogo de Quadros é ainda provedor das minas, até agora tem procedido bem, anda fazendo um engenho de ferro a três léguas desta vila e como se perdeu 110 Cabo Frio tem pouca posse e vai de vagar; mas acabal-o-ha e será de muita importância por estar perto daqui como tres leguas e haverá metal e ferro; mas ha na serra de Byraçoiaba 25 léguas daqui para o sertão em terra mais larga e abastada (...)" [26]


Em 13 de janeiro de 1606 D. Francisco de Souza refere-se apenas ao ouro de Montesserrate e não ao ferro: “serra de Biraçoiaba, 25 léguas (120km) daqui para o sertão”. [27]
 Segundo os registros, Belchior faleceu em 8 de março de 1607, era “casado com Hilária Luís Grou, tio de Domingos Fernandes”, irmão do fundador de Sorocaba. [28]

Um engenho de ferro sob a invocação de Nossa Senhora de Agosto, engenho esse que, por herança, veio a pertencer a Luiz Fernandes Folgado. [29]


15 DE AGOSTO DE 1607

No mesmo dia que Diogo de Quadros resolveu abandonar os dois engenhos que construiu para capturar nativos. Ele escolhe Belchior, o tio do "fundador" de Sorocaba.

Belchior era um experiente sertanista e por isso foi escolhido por Diogo de Quadros para buscar gente para o engenho de ferro. Levara em sua bandeira cunhas, escopros, facões, e mais ferramentas de ferro para resgatar com os índios. [30]


Dois anos depois, em 5 de fevereiro de 1609, Clemente ganha concessão no porto de Parapitingui. [31]
 No dia 15 do mesmo mês, em carta ao rei, era comunicado que Diogo de Quadros era suspeito de “aplicar os quintos para si”. [32]  Quatro dias depois parte de São Paulo a grande leva de povoadores, acrescida com um bom número de paulistas, ruamo a Itapebuçú. [33]

Segundo o relato de André da Aldeia do Forte, registrado dia 3 de abril de 1609: “muita gente que se vinha para cá, por outro caminho (...) paragem chamada Atuahy (Itú), perto de Piassaba, e perto donde vivia Baltezar” [34]


Em 11 de agosto de 1609 foi firmada sociedade entre Diogo de Quadros, Francisco Lopes Pinto e D. Antônio de Souza, filho de D. Francisco de Souza, que se refere a um engenho de ferro "situado em o distrito e limite desta vila de São Paulo e donde chamam Ibirapuera, da outra banda do Rio Jeribatiba. [35]


O SILÊNCIO EM SOROCABA

Um dos motivos da morte de D. Francisco de Sousa, registrado pela historiografia, desgostoso e depressivo, abandonado na sua casa na Vila de São Paulo, em 11 de agosto de 1609, está ligado ao assassinato de Geraldo Betting, cunhado do "fundador" de Sorocaba. [36]


No primeiro dia de setembro de 1611 tem inicio o "silêncio" na história de Sorocaba. Neste mesmo dia é criada a vila "Santa Ana das Três Cruzes". [37]
 Neste dia que ocorre mudança do Pelourinho e os aldeados são autorizados a administrar as minas. [38]

Em novembro de 1613 André Fernandes partiu de São Paulo na chefia de uma bandeira que foi ao sertão com 30 companheiros, bandeira essa determinada pelo provedor das minas, Diogo de Quadros. [39]


Em 1619 Clemente Alvarez obteve sesmaria de duas léguas na margem do Jataí e no sertão de Ibituruna. [40]
 Neste mesmo ano André Fernandes obteve para si uma sesmaria onde havia encontrado ouro, próximo ao local conhecido como "Porto das Canoas", onde seu irmão, Balthazar constrói um engenho de ferro. [41]

Em 21 de março de 1626 os moradores reclamavam que Cornélio de Arzão e Luis Fernandes Aragonês, responsáveis pela fundição do ferro, ao invés de vender o ferro bruto aos ferreiros, transformavam todo o ferro em ferramentas. [42]
 No dia 2 de abril de 1628 um funcionário da Inquisição vai ao "sítio de engenho de ferro". [43]

Um dos documentos em que se estribam autores, para confirmarem a existência do "laboratório" de ferro nas minas do sertão, é o testamento de Francisco Lopes Pinto, considerado como um dos primeiros co-proprietários e fundadores do engenho de Araçoiaba.

" ... Declaro que eu tenho um pouco de gente do gentio da terra, a qual é minha e de meu filho, que eu mandei buscar ao sertão com minha fazenda, pólvora, chumbo e ferramenta. E por meu filho ser nomeado no engenho na primeira vida, me passou por procuração para eu dispor e vender o dito engenho e fabrica dele, o qual eu vendi, e a gente deixei ficar comigo por não a poder vender ... ".

A localização de tal forja só é mencionada no testamento com a denominação genérica de "sertão", sem a data da venda,e sem a indicação do comprador. [44]


O Inventário de Luiz Fernandes Folgado, um dos herdeiros do engenho, foi registrado em 10 de julho de 1628 no termo desta vila onde se chama o “Engenho de Ferro” fazenda que foi de Luiz Fernandes. [45]
Dia 26 de janeiro de 1629, devido ao falecimento de Francisco Lopes Pinto, fidalgo e cavaleiro, da Ordem de Cristo, houve o paralisamento da fábrica. [46]

O inventário de Antonia de Oliveira, cunhada do "fundador de Sorocaba", registrado em Parnaíba dia 21 de abril de 1632 atesta que as terras em Biraçoiava eram dos Fernandes. [48]


O testamento de Alvaro Rodrigues do Padro é claro: “foi sertanista e explorador de minas de ouro e metais preciosos como seu pai. Dos primeiros paulistas a explorar a região de Sabará, onde chegou antes de 1641”, afinal Sabará sempre foi aqui! A "sabará mineira" só viria a ser fundada em 8 de julho de 1711 com o fim da Guerra dos Emboabas terminou com a expulsão dos paulistas. [50]


No mesmo documento que encontramos a história do "ouro do tamanho de uma cabeça de cavalo", menciona ainda que os jesuítas tiravam ouro de São Paulo e o enviavam ao Duque de Bragança, para financiar a revolta de 1641. [51]


O testamento de Clemente Álvares, registrado em 1640, ele possuía “terras em Ibituruna, chãos em Parnaíba, terras em Birasoyaba e em Jatahahi”.

Clemente foi homem abastado para sua época. Além de muitos índios administrados, mais de 80 na primeira contagem em seu inventário, possuía roupas finas, gado, muitas ferramentas, alfaias de casa, além de estoques de cereais.

Outro trecho do documento sugere que ele possuía morava em Sorocaba: “Sua tenda de ferreiro foi avaliada em 13$000, enquanto a casa que tinha de telhas de três lanços com sua tacaniça com sete portas e um meio sobrado, uma mansão na época, valeu 10$000. Já a casa principal em Parnaiba foi avaliada em 20$000”. [52]


Após 24 anos funcionando "anonimamente" o engenho de ferro do "fundador" de Sorocaba foi seqüestrado em 1643. Neste mesmo ano Fundada a vila da Parnaiba, sendo o mosteiro Mosteiro de Nossa Senhora do Desterro de Santana de Parnaíba doação do capitão André Fernandes. [53]


Segundo o inventário de Pedro Fernandes, localizado em 1659 “depois da perdição do cartório” em 1643, já então sem a página inicial: Declaro que ficam algumas peças do Engenho de Ferro as quais tenho por minhas (...)” [54]


O segundo testamento do "fundador" de Sorocaba, registrado em 21 de março de 1660, contém a assinatura do ourives Claudio Furquim, aquele mesmo do documento que comprova a existência de ouro em Sorocaba. [55]


Ana Tenória, filha de Clemente Alvares, em seu testamento registrado dia 21 de abril de 1660 "Declaro que ficam algumas peças do Engenho de Ferro as quais tenho por minhas (...)” [56]


Sagrada Montanha DO Araçoiaba (01/01/2019)


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Gaspar Fernandes
Diogo "Arias" de Aguirre
"Fundador de Sorocaba"
Antônia "Fernandes"
Guaianase de Piratininga
Parque São Bento / Carandá


Fontes/Referências:

[1] 08/01/1556
Proibido ir para o Paraguay "não façam fundição nenhuma de nenhum metal"
"Bandeiras e Bandeirantes de S...
[2] 01/01/1561
*Expedição de Mem de Sá / O português Manuel Fernandes Ramos, primeiro marido de Suzana Dias construiu a capela de Santo Antônio
santanadeparnaiba.sp.gov.br/ci...
[3] 18/05/1566
"(..) o qual marco é uma pedra grande que está deitada desde seu nascimento, na qual foi feita por João Vieira uma cruz (..); outra pedra talada que assim talou o mesmo João Viera e fez outra cruz em cima; (...) ao pé de uma árvore grande (...) e foi feito pelo dito João Vieia como marco uma cruz; (...) sobre uma grande pedra que ali estava deitada, uma cruz foi feita pelo dito João Vieira e saindo do mato em uma rossa do Mestre Bartholomeu está uma pedra grande com umas pancadas de machado, foi feito uma cruz pela mãos do Sr Capitão Brás Cubas (...)"
Boigy "Cadernos da Divisão do ...
[4] 20/03/1569
Nascimento de Clemente Alvares em São Paulo, filho de Álvaro Rodrigues e de Catarina Gonçalves; foi batizado pelo Padre Anchieta
http://www.projetocompartilhar...
[5] 19/06/1578
Intimou-se o único ferreiro da vila de São Paulo, para que, sob pena de dez cruzados, abstivesse de ensinar o seu ofício de ferreiro aos indígenas, “porque seria grande prejuízo da terra”
Eduardo Tomasevicius Filho / b...
[6] 01/01/1580
*Afonso Sardinha (45 anos) adquiriu uma grande fazenda em São Paulo (o nas serras de Iguamimbaba, que agora se chama Mantaguyra, na de Jaraguá, termo de S. Paulo, na de Vuturuna (São Roque), na de Hybiraçoyaba (Sorocaba)”
190 Washington Luís p.190;191 ...
[7] 01/01/1580
*Nascimento de Balthazar Fernandes no Ibirapuera, filho de Manuel Fernandes Ramos (português) e Suzana Dias
"Baltazar Fernandes: Culpado o...
[8] 16/07/1580
Domingos Grou foi nomeado almotacel
Povoadores de S.Paulo – Doming...
[9] 12/10/1580
Domingos Grou consegue a restituição de suas terras: São Miguel, então chamada aldeia de Ururaí, no sítio de Carapicuíba, foi doada aos índios de Pinheiros (6 léguas em quadro)
ALMANAK da Provincia de São Pa...
[10] 14/09/1583
“Manuel Fernandes, homem branco, antigo morador de São Paulo, estava no sertão com uma forja com os gentios, devendo ser castigado. Porém, a denúncia era infundada, porque o martelo e a bigorna estavam na casas dele e os foles estavam com seu cunhado, Gaspar Fernandes”
Eduardo Tomasevicius Filho
[11] 01/01/1585
*Antonio de Proença, o qual Afonso Sardinha chamava de “cunhado”, assumiu o cargo de loco-tenente do donatário de S. Vicente. Ele era proprietário de um navio que fazia transportes entre o Brasil e Angola
"Povoadores de SP - Afonso Sar...
[12] 01/11/1585
Expedição partiu de Santos / quarenta anos a essas partes, haviam morto mais de cento e cinqüenta portugueses e espanhóis
"Bandeiras e Bandeirantes de S...
[13] 16/08/1586
O procurador Francisco Sanches soube que Domingos Fernandes forjava no sertão. Os demais vereadores o teriam tranquilizado, alegando que “os Fernandes” eram os primeiros ferreiros de São Paulo e que este havia partido para a selva em companhia do governador Jerônimo Leitão, razão pela qual nada se poderia fazer
Eduardo Tomasevicius Filho
[14] 01/01/1588
Clemente aprendia o oficio de ferreiro com Domingos Fernandes
http://www.projetocompartilhar...
[15] 23/05/1589
Sardinha e seu filho partem para “Ibiraçoiaba”, onde teria descoberto minério de ferro e urânio
Culpado ou Inocente p.82 / Exp...
[16] 01/04/1591
D. Francisco ainda estava envolvido no planejamento e organização de sua viagem*
"SP na órbita do império dos F...
[17] 13/11/1592
Em seu Testamento descreve seus bens, especialmente uma grande Fazenda, onde Braz Cubas teria "umas cruzes de pedras" (Amboaçava)
http://www.projetocompartilhar...
[18] 01/01/1600
*Clemente Alvares deixa o cargo de almocatel em São Paulo e ganha uma sesmaria em Ibiaraçoiaba
"SP na órbita do Império dos F...
[19] 01/01/1600
*Sardinha, o moço, ainda teria construído dois engenhos para fundição de ferro em Araçoiaba, sendo um deles doado ao próprio governador
"SP na órbita do império dos F...
[20] 01/01/1602
*D. Francisco voltou ao reino com dois mineiros espanhóis e um nativo, testemunhas do muito que fizera em São Paulo
Washington Luís p.286 - Explor...
[21] 01/01/1603
*Regimento surgiu depois das notícias da morte do tal mineiro alemão que andava com Francisco de Souza e dos boatos de que se fundia ouro do tamanho da “cabeça de um cavalo”
"SP na órbita do Império dos F...
[22] 10/01/1605
Diogo Quadros reclama pelos peritos em mineração / voltou a São Paulo, depois de sua missão em Castela, como provedor das minas e com a licença de construir dois engenhos
"SP na órbita do Império dos F...
[23] 02/02/1605
Na vila do Pôrto de Santos, estando presentes o Procurador dos feitos de EI Rei, Francisco Casado Grey e João de Abreu, Feitor e Almoxarife da Fazenda, "por elles foi dado juramento a Jeronimo Maya e Diogo Dias para avaliarem as peças de ferramenta do Engenho de ferro conforme ao despacho do Provedor Luiz de Mello
Anais do III Simpósio dos Prof...
[24] 01/01/1606
*Carta apócrifa comprova a existência das Minas de Ouro
"SP na órbita do Império dos F...
[25] 01/01/1606
*Quatorze locais com ouro: Nossa Senhora do Monserrate, Berusucaba ou Ibiraçoiaba, Montes de Sabaroason
"Bandeiras e Bandeirantes de S...
[26] 08/01/1606
“engenho de ferro a três léguas (14,4km) desta vila”
"SP na órbita do Império dos F...
[27] 13/01/1606
D. Francisco de Souza refere-se apenas ao ouro de Montesserrate e não ao ferro: “serra de Biraçoiaba, 25 léguas (120km) daqui para o sertão”
Anais do III Simpósio dos Prof...
[28] 08/03/1607
Ebirapoeira, na qual se fabricavam coisas para resgate: Testamento de “Belchior casado com Hilária Luís Grou, tio de Domingos Fernandes”
Alfredo Ellis Junior p.90 - Na...
[29] 15/08/1607
Com seu sogro construiu, em Santo Amaro, um engenho de ferro sob a invocação de Nossa Senhora de Agosto
projetocompartilhar.org/Famili...
[30] 15/08/1607
Diogo de Quadros resolveu abandonar os dois engenhos que construiu para capturar índios
Eduardo Tomasevicius Filho / A...
[31] 05/02/1609
Clemente Alvares ganha concessão no porto de Parapitingui
projetocompartilhar.org/Famili...
[32] 15/02/1609
Botelho, em carta ao rei, comunicava que Quadros era suspeito de “aplicar os quintos para si”
"SP na órbita do Império dos F...
[33] 19/02/1609
Parte de São Paulo a grande leva de povoadores, acrescida com um bom número de paulistas / Itapebuçú
"Revista do IHGSP Vol. XXXV" A...
[34] 03/04/1609
“muita gente que se vinha para cá, por outro caminho (...) paragem chamada Atuahy (Itú), perto de Piassaba, e perto donde vivia Baltezar”: O relato de André da Aldeia do Forte
"Revista do IHGSP" p.763
[35] 11/08/1609
Firmada sociedade entre Diogo de Quadros, Francisco Lopes Pinto e D. Antônio de Souza, filho de D. Francisco de Souza, que se refere a um engenho de ferro "situado em o distrito e limite desta vila de São Paulo e donde chamam Ibirapuera, da outra banda do Rio Jeribatiba
Anais do III Simpósio dos Prof...
[36] 11/06/1611
D. Francisco morre de "tristeza" com a promessa do título de Marques de Minas; genro de Suzanna
Metkalf (1990, 283-304) - Memó...
[37] 01/09/1611
Criada a vila "Santa Ana das Três Cruzes"
"Boigy - Cadernos da Divisão d...
[38] 01/09/1611
Elevação do povoado a vila / mudança do Pelourinho / Aldeados poderiam administrar as minas
Revistado do IHGSP p.212 / "De...
[39] 01/11/1613
Balthazar e seu irmão, André Fernandes, rumam ao sertão de Paraupava, em Goiás*
"Culpado ou Inocente?" p.48
[40] 01/01/1619
*Clemente Alvares obteve sesmaria de duas léguas na margem do Jataí e no sertão de Ibituruna
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[41] 24/09/1619
André Fernandes obteve para si uma sesmaria onde havia encontrado ouro / Balthazar obteve sesmaria no Porto de Canoas
[1] "Baltazar Fernandes: Culpa...
[42] 21/03/1626
Os moradores reclamavam que Cornélio de Arzão e Luis Fernandes Aragonês, responsáveis pela fundição do ferro, ao invés de vender o ferro bruto aos ferreiros, transformavam todo o ferro em ferramentas
"SP na órbita do Império dos F...
[43] 02/04/1628
Funcionário da Inquisição, vai ao sítio de engenho de ferro
Frei Agostinho de Jesus e as t...
[44] 27/04/1628
Testamento de Francisco Lopes Pinto considerado como um dos primeiros co-proprietários e fundadores do engenho de Araçoiaba
Anais do III Simpósio dos Prof...
[45] 10/07/1628
Inventário de Luiz Fernandes Folgado no termo desta vila onde se chama o “Engenho de Ferro” fazenda que foi de Luiz Fernandes
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[46] 26/02/1629
Falecimento de Francisco Lopes Pinto, fidalgo e cavaleiro, da Ordem de Cristo, paralisa fábrica
Eduardo Tomasevicius Filho
[47] 26/03/1629
Inventário de testamento de Francisco Lopes Pinto / Quando do testamento de Francisco Lopes Pinto, em 1628, o engenho já não existia mais
"SP na órbita do Império dos F...
[48] 21/04/1632
Inventário de Antonia de Oliveira é registrado em Parnaíba: Biraçoiava
[49] 01/01/1634
*Clemente Alvares descobriu ouro em So...
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[50] 01/01/1640
*O testamento de Alvaro Rodrigues do Padro é claro: “foi sertanista e explorador de minas de ouro e metais preciosos como seu pai. Dos primeiros paulistas a explorar a região de Sabará, onde chegou antes de 1641”, afinal Sabará?
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[51] 10/03/1641
Chega ao Rio de Janeiro a notícia da restauração de Portugal, mandada pelo vice-rei marquês de Montalvão, com ordem ao governador Salvador Correia de Sá e Benevides para reconhecer e proclamar como soberano de Portugal dom João IV
Barão do Rio Branco p.199 / "S...
[52] 27/06/1641
Deixa uma casa sobrado / Terras em Birasoyaba / 14 anos do exame das minas de ouro
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[53] 14/11/1643
Fundada a vila da Parnaiba, sendo o mosteiro Mosteiro de Nossa Senhora do Desterro de Santana de Parnaíba doação do capitão André Fernandes
Frei Agostinho de Jesus e as t...
[54] 01/01/1659
*Inventário de Pedro Fernandes foi localizado “depois da perdição do cartório”, já então sem a página inicial
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[55] 21/04/1660
Registro do segundo testamento de Balthazar na fazenda de Miguel Bicudo Berejano, em Aparecidinha
"Balthazar Fernandes: Culpado ...
[56] 20/01/1664
Testamento de Ana Tenória é apresentado por Amaro Álvares Tenório
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[57] 12/12/1818
Primeiro “metal” da América Latina é produzido na Fazenda Ipanema
icmbio.gov.br

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Agradecemos as duvidas, criticas e sugestoes
Compilado por Adriano Cesar Koboyama
Colaboradores:
Simone Garcia
João Libero
Amora G. Mendes, Matheus Carmine