Em 1838 Manoel Lopes de Oliveira foi nomeado Prefeito. Era rico negociante de fazendas secas e construiu um grande Sobrado na então Rua das Tropas em Sorocaba. Possuía uma grande extensão da terras no margem do rio Sorocaba, que alugava a condutores em época de transito extenso de tropas. [2]
A estrada e rua do Piques deixou de ser exclusividade das tropas invernadas no Itavuvu e Terra Vermelha. Nesse ano, foi aberta a estrada de Porto Feliz, aliviando o tráfego do gado nessa região. [3]
O aterrado da travessa da rua da Ponte, que ia para a rua Nova, deliberado em Câmara em 1835, ainda não havia sido concluído em 1838, pois neste ano foi novamente deliberado o aterro do “passo do Itararé”, permitindo, assim que a rua avançasse sobre o córrego até alcançar a rua da Constituição. [4]
No Inventário Geral da Fábrica de Ferro Ipanema, produzido em 1838 há descrições de oito senzalas dispersas, a maior parte arruinadas, e quatro delas cobertas de palha. Porém, não há menção sobre o relato em outros documentos. É provável que as mesmas estivessem desabilitadas em decorrência do estado de conservação exposto no inventário. [5]
Durante combates da Revolução Farroupila, em 31 de janeiro de 1838, na região do rio Caí (Rio Grande do Sul), o sorocabano Bento Manoel de 55 anos, tomou em ação, duas canhoneiras. Elas foram incorporadas à Marinha da República ao comando do então Giusepe Garibaldi e mais tarde o herói, maior da reunificação da Itália, além de “o homem de ação de seu século”. [6]
Em 2 de março foram sugeridas as divisas entre os distritos da villa de Sorocaba e o de Jundiacanga. Expediu o Presidente da Província a seguinte Portaria:
“Para a Câmara da vila de Sorocaba: Comunicando a haver fixado as divisas entre o distrito daquela vila com o de Jundiacanga as quais devem começar no ribeirão Ypanema, na estrada de Otinga até o portão da fazenda de Pirapora e dai para o lado ocidental, pelo vale que serve de fecho á mesma fazenda a encontrar com a antiga divisa do referido distrito de Jundiacanga; o Presidente da Província aprova esta fixação de limites c assim participa á mesma Camará para sua inteligência. Bernardo José Pinto Gavião Peixoto”. [7]
Lei de 30 de março tem trechos referentes a Sorocaba:
“§ 4.º - Novos impostos sobre os anmais de Sorocaba 8:000$000 (...) Gratificações ao collector das rendas do mesmo registo, contribuição para Guarapuava, e novo imposto dos animaes em Sorocaba 2:200$000 (...) sendo 1:000$ rs. para a ponte da villa de Sorocaba, alèm das quantias consignadas nas ultimas leis do orçamento, ficando a dita ponte de Sorocaba franca e isenta de qualquer imposição municipal 4:000$000 (...)” [8]
Bento Manuel comandou o Exército da República na vitória de Rio Pardo, a maior dos republicanos e caracterizada por combinação de armas e até da construção de uma ponte. E ali derrotou seu grande desafeto o Marechal Sebastião Barreto que o levara a aderir a Revolução. [10]
Em 30 de abril uma divisão do Exército imperial no Rio Grande do Sul, comandada pelo general Sebastião Barreto, é completamente derrotada no Rio Pardo pelo exército republicano às ordens do general Bento Manuel Ribeiro. [11]
Em 16 de julho chega a ordem para instalar uma forca na vila de Sorocaba foi recebida em 16 de julho de 1838. Ela foi instalada no Largo dos Piques. [12]
Em 18 de julho a Câmara Municipal delibera sobre o calçamento do Beco de Inferno. [13]
Após os problemas com os prussianos, o governo ainda investiu na mão-de-obra estrangeira para aumentar a produtividade da fábrica de ferro em Ipanema, e em agosto o então diretor Major João Bloem viajou a Alemanha.
Dia 1 desse mes Karl Abraham Bresser assinou contrato por cinco anos com o governo da província de São Paulo, representado pelo major Bloem, em Bremen no dia 1° de agosto de 1838, e por esse documento percebe-se que, ainda que nele fosse qualificado como agrimensor, com diploma, sua responsabilidade no Brasil seria a de um verdadeiro engenheiro, pois deveria elaborar planos, fazer orçamentos e dirigir as obras da abertura de uma estrada de rodagem entre São Paulo e Santos.
Embora bem recomendado, sua atuação na difícil construção da Estrada da Maioridade foi simplesmente desastrosa. Futuramente, o brigadeiro Tobias de Aguiar, presidente da Província da época, examinou pessoalmente a estrada em companhia do major Bloem e constatou que as obras, de tão mal conduzidas, tinham de ser imediatamente paralisadas. [14]
Em outubro João Bloem traz da Alemanha 227 operários e maquinário. [16] |