“Como se fosse coisa de Deus, a oportunidade de se fazer o pedido para fundação da vila surgiu de bandeja, com a visita de Salvador Correia de Sá e Benevides (..) se Balthazar não foi pessoalmente (já possuía mais de 80 anos) enviou seus assessores.” [1]
Deus? É sabido entre historiadores que a visita de Salvador a região ocorre ou causou a Revolta da Cachaça. Em “Os 5 maiores canalhas da História”, Eduardo Bueno é enfático:
“A família Sá mereceria um episódio só de canalhas: Mem de Sá, desembargador do Paço, um homem de toga espada chegou no Brasil remediado saiu daqui riquíssimo corrupto e ladrão; Artur de Sá e Meneses, primeiro grande Governador das Minas Gerais, também ladrão.
Salvador Correia de Sá e Benevides foi por três vezes governador da capitania do Rio de Janeiro Rio de Janeiro: de 1637 a 1644; em 1648 e 1659.
As acusações contra ele são Hall: enriquecimento ilícito, proteger os parentes nepotismo; proventos indevidos, oprimir o povo com tributos ilegais que ele mesmo criava, construía fortificações na Baía de Guanabara e em São Paulo por preços exorbitantes, obras que chegavam a desabar.
O exemplo mais ilustrativo de sua carreira foi o armazém construído com verbas públicas no cais do Rio de Janeiro e durante 19 anos Salvador cobrou altas taxas.
Em torno dele ocorreu a chamada revolta da cachaça, que foi o primeiro grande levante contra ele. Entre novembro de 1660 e abril de 1661, ele foi acusado de ser tirânico, corrupto nepotista, favorecer apenas os seus familiares e criar “fintas”, que deu origem ao drible. Um imposto que ele criou por conta própria o plano driblado coroa...” [2] |